História Lost Boy - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Frank Iero, Gerard Way, My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance
Exibições 27
Palavras 1.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


obrigada a todos que deram fav e comentaram, eu espero que vocês gostem desse capítulo e comentem mais ainda ♡

Capítulo 2 - Capítulo Um


Eu acordo com o meu despertador tocando as seis horas em ponto e depois de tentar me convencer de que eu preciso de um futuro e de que eu não posso ficar dormindo como eu gostaria, me levanto e mais um daqueles dias totalmente chatos e entediantes começa. E assim é a minha vida. Uma compilação de dias chatos, perto de pessoas chatas, minutos que não se passam e por esse mesmo motivo são chatos. Eu so queria que a minha vida mudasse um pouco, queria conhecer lugares e pessoas novas e esquecer os meus problemas, mas isso é meio difícil quando o meu maior problema é a primeira coisa que eu tenho que encarar pela manhã, quando eu preciso me sentar no vaso para poder fazer xixi. Como em todos os dias, vou até o meu calendário e faço um pequeno "x" no dia de hoje. Daqui dois anos eu terei dezesseis anos e finalmente vou poder me livrar dessa coisa que fica entre as minhas pernas. Esse vai ser o meu presente de aniversário: um pênis. E eu mal podia esperar para que esse dia chegasse.

Depois de todas aquelas coisas que todo mundo já está mais do que acostumado a fazer quando se acorda, fui andando lentamente até a escola. Durante todo o caminho eu fiquei imaginando coisas que nunca aconteceriam comigo, mas que eu gosto de pensar que sim. Por mais que eu odiasse tudo que me lembrava o que era ser uma menina, eu ainda tinha aquela visão de uma garotinha de querer arrumar um amor perfeito, um príncipe encantado que me amaria com todo o seu coração e que me faria a pessoas mais feliz do universo. Mas já aceitei a minha realidade e sei que isso está bem distante de acontecer, ainda mais comigo. Acho que algumas pessoas nascem com a tragédia no seu sangue, e eu com certeza sou uma delas. Também já ouvi falar que nós pagamos pelos nossos pecados de vidas passadas na nossa vida presente, e se isso for verdade, eu tenho até medo das coisas que eu possa ter feito. Afinal, não é normal um adolescente de apenas catorze anos ter que passar por tudo que eu já passei e continuo passando. Eu me pergunto às vezes "por que comigo?", mas acho que eu nunca vou saber a resposta pra esse tipo de pergunta. Como eu já disse antes, deve ser o meu destino. Sou destinado a sofrer, e é isso. 

Após alguns minutos de caminhada e vários pensamentos aleatórios que se passaram pela minha cabeça, finalmente e infelizmente cheguei à escola. E quase que automaticamente, como em todos os dias, fui até o meu armário guardar algumas coisas e pegar outras para a aula que logo começaria. Enquanto isso, senti duas mãos segurando a minha cintura e uma respiração leve contra o meu pescoço.

— Oi princesa — Ouvi aquela voz que eu tanto conhecia e pude sentir um sorriso se formando nos seus lábios.

— Eu já pedi pra você não me chamar assim, Bert — Bufei irritado. Ele sabia como eu odiava qualquer apelido ou palavra que me remetesse ao meu passado como uma garota. 

— Desculpa, eu esqueço... — Ele disse no tom mais falso possível, enquanto passava seus lábios pelo meu pescoço e massageava minhas costas.

— Você sempre esquece — Soltei um suspiro decepcionado e com o meu material em mãos, saí de lá, sem ao menos dar tchau. 

Esse maníaco de cabelos longos e pretos é o meu namorado, se é que eu posso o chamar assim. Temos uma longa e estranha história. Aos meus onze anos, quando comecei a me parecer mais com um garoto, Bert entrou na escola. Até aí, ele nem sabia da minha existência e muito menos do meu passado. Ele foi com certeza a minha primeira paixão, eu passava horas dos meus dias olhando pra ele, pensando nele e criando histórias na minha cabeça, de como ele seria meu príncipe e de como nós seríamos felizes para sempre. Mas como o esperado quando se trata de mim, não foi exatamente isso que aconteceu. Dois anos se passaram e conforme eu fui crescendo e progredindo, ele continuou na mesma. Então com os meus treze anos e ele com os seus quinze, estávamos na mesma sala. Sim, ele repetiu dois anos. E foi assim que tudo começou.

De alguma forma, Bert ficou sabendo da minha quedinha por ele e ficou sabendo também do meu "segredo", que na verdade todo mundo já sabia então nem um segredo era mais. E isso atraiu ele, na época eu ainda não sabia o motivo, pensava que ele gostava de mim de verdade, do jeito que eu gostava dele. E então nós começamos a conversar, ele era super gentil comigo e eu fui me apaixonando por ele cada vez mais. Depois de alguns meses viramos namorados, e com isso, ele começou a mudar. Bert virou outra pessoa, deixou de ser o romântico e fofo que eu conhecia, mas eu ainda o amava. Ele começou a me ignorar, mas quando eu ignorava ele, sofria algum tipo de agressão ou humilhação, e foi aí que eu percebi que eu não iria conseguir me livrar dele. Bert não gosta de mim de verdade, ele não me ama e nunca me amou. Ele me usa para satisfazer algum fetiche doentio dele. E por mais que ele nunca tenha admitido isso, eu sei que sim. Eu sei que ele só está comigo pra poder dizer isso para as outras pessoas e eu sinceramente não entendo. Não entendo porque alguém iria querer ter um namorado com uma vagina. Se fosse ao contrário, eu entenderia, ele poderia ser gay e para não deixar isso claro, ele poderia namorar uma garota mas que na verdade era um garoto lá embaixo. Mas não. Até hoje não entendo a tara dele por mim, e isso me incomoda. Eu já tentei largar ele, e tentei muitas vezes, mas ele me fez perceber que mesmo com todos os xingamentos, toda a humilhação e todas as agressões, eu fico melhor com ele. Afinal, depois que eu comecei a namorar ele, por ser um garoto um pouco mais velho e por ele ter alguns amigos estranhos, muitas pessoas agora deixaram de mexer comigo e eu diria que o índice de bullying que eu costumava sofrer diminuiu bastante. E além disso, como ele mesmo disse, ninguém vai me querer. Ninguém vai querer uma aberração como eu. Ninguém vai ver graça em mim, ninguém vai querer me tocar e ninguém nunca vai ser capaz de me amar. Só ele, menos a parte do amor, porque ele obviamente não me ama. Mas ele é o único que já teve coragem de chegar perto de mim e o único que sente algum tipo de desejo por mim. E por mais que isso me faça sentir um objeto sexual dele, de alguma forma eu sei que é melhor do que nada. É melhor do que o nojo dos outros. Bert já tentou transar comigo várias e várias vezes, mas eu nunca cedi. Eu me recuso a fazer alguma coisa antes de realizar a minha cirurgia e me sentir completamente eu mesmo. Eu sei que ele já me traiu e ainda me trai diversas vezes por eu não querer fazer nada com ele. E eu sei que eu vivo em um relacionamento totalmente abusivo, mas não tem nada que eu possa fazer.

E foi assim que mais um dia se passou. Mais um dia com o meu namorado abusivo quase me molestando na frente da escola toda, mais um dia com os idiotas da minha sala me insultando, mais um dia com aulas chatas por horas e horas que parecem demorar anos.

Mas mesmo assim, mesmo com toda a merda que acontece diariamente comigo, eu ainda sonho em algum dia encontrar um amor verdadeiro e puro e ser finalmente feliz...


Notas Finais


quem achar a referência de donnie darko ganha um beijo


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