História Lost for love - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Ouat, Swan Queen
Visualizações 344
Palavras 3.951
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ok, sentem aqui com a tia e vamos conversar tá? Primeiro, muitos comentaram sobre 3 anos ser muito tempo, isso indica que obviamente vocês nunca viram o clássico principal no qual esse filme foi "inspirado", certo? Em Náufrago, Chuck vive na ilha 3/4 anos com o querido amigo Wilson, então não, 3 anos não é muito tempo para elas sobreviverem lá, mas é sim muito tempo para Emma não falar sobre o caso do Henry, então nisso concordo com vocês, poreeeem para a fic ser do modo que eu imaginei, a Emma só poderia revelar isso no final. Outra coisa: Elas VÃO sair da ilha, mas a história se passa toda enquanto elas estão lá então tenham paciência, a fic está acabando, devem ter um ou dois capítulos com elas fora da ilha, eu nunca disse que desenvolveria toda uma história na cidade grande porque como sempre faço com minhas histórias: o último capítulo é o primeiro a ser escrito. Eu faria dois capítulos enormes para caber tudo no 29 e 30 para que eu finalizasse no 30 (TOC mandou olá), mas não vai rolar, estou demorando muito a escrever e se eu for escrever tudo em apenas dois capítulos vou demorar um ano pra finalizar tudo. O que vai acontecer agora foi o primeiro a ser decidido, elas vão brigar, vai ter um drama, elas são resgatadas - talvez alguém morra ksksa - e acaba. Então não desanimem se vcs já chegaram até aqui, eu prometo que está acabando tá??

OBS:: O capítulo começa com um flashback que é continuação de um flashback que teve no capítulo 16, caso vocês queiram ir lá ler...

Capítulo 29 - Capítulo 29


{Mary Margareth Flashback} 

Eu e David acordamos cedo no outro dia animados para voltarmos ao hospital e vermos como Emma tinha se saído aquela noite com seu bebê. Eu torcia pelo mínimo avanço que fosse, sei que não seria fácil para ela, normalmente já não seria, mas tendo consciência do que vi ontem, ela teria muito a aprender, e felizmente eu estava muito bem-disposta a ensinar. 

Estávamos tomando café quando recebemos uma ligação de Emma chorando. Não consegui entender muita coisa do que ela estava dizendo, só pediu para que fôssemos lá ficar com ela e nos apressamos. Chegamos no hospital e corremos para o quarto que ela estava. Ela estava sedada quando chegamos e buscamos entender o porquê daquilo, o motivo da ligação chorando tanto.  A enfermeira nos informou que Henry havia tido algumas complicações e que deveria ficar no hospital, mas que Emma tinha recebido alta e ela se recusava a ir embora sem o filho. 

Ficamos no quarto até Emma acordar, agora quem se recusava a ir embora era eu. Emma acordou logo passando os olhos pelo quarto e me chamando ao nos encontrar ali. Eu e David nos aproximamos e segurei firme sua mão.   

— Cadê meu filho, mãe? — Perguntou com dificuldade tentando se sentar. David a ajudou e a acomodou na cama.  

— Querida, ele vai precisar ficar em observação. Mas você pode visitá-lo todos os dias, não se preocupe. Eu venho com você sempre que quiser, só não pode ficar aqui no hospital durante o tempo que ele ficar também.  

— Por que não? Ele é meu filho. — Ela respondeu se rendendo as lágrimas. Acariciei seu rosto e David o limpou.  

— Eu sei amor, mas você vai ver como vai passar rápido. — Eu disse tentando acalmá-la e vi que surgiu algum efeito. As lágrimas pararam aos poucos e ela me abraçou, escondendo o rosto em meu corpo.  

— Eu posso vê-lo? — Perguntou com o rosto já seco e respiração normal. Chamei a enfermeira e pedi, o pedido foi prontamente atendido e fomos até a área em que ele estava. O sorriso genuíno no rosto de Emma ao observar o bebê foi lindo de se observar, ali ainda sabia que ela precisaria de muita ajuda, mas se esforçaria e se sairia muito bem como mãe.  

Emma se acalmou depois de ver o menino e algumas horas depois estávamos os três em casa, Emma foi para o quarto e não quis sair até a pizza que pedimos chegar. Ela se juntou a nós para a janta e assistiu um pouco de televisão antes de ir deitar, eu e David não insistimos muito em conversar, era visível a tristeza que ela estava sentindo.  

No outro dia de manhã Ruby chegou bem cedo e foi com Emma ao hospital conhecer o afilhado, chegaram conversando animadamente e aquilo acalmou bastante meu coração. Emma perguntou se no dia seguinte eu poderia ir com ela porque Henry estava melhorando e deixariam que ela desse o banho nele, ela parecia bastante animada para aquilo.  

Emma confiava mais em mim do que na enfermeira na hora de seguir os passos no banho de Henry, para quem não conseguia nem segurá-lo direito ela estava se saindo muito bem na primeira experiência e depois teve cuidado até demais com a fralda. Os próximos dias foram assim, Emma visitando Henry e descobrindo coisas novas sobre ser mãe e o amor entre os dois crescendo cada vez mais...  

Eu estava fechando a livraria em que trabalhava quando David buzinou e parou o carro próximo a mim. Emma estava sorridente no banco da frente, se tudo estivesse certo esse seria o último dia indo no hospital como visitantes, amanhã Emma já poderia levar o menino para casa. Chegando lá fizemos o que sempre fazíamos, ficamos observando o pequeno fazer o que bebês faziam e a essa altura ele já estava bem maior, gordinho e saudável. Os pulmões, que tinham sido a razão de sua internação, agora funcionavam perfeitamente.  

Na hora de irmos, eu e David saímos primeiro e Emma veio logo atrás, mas comentou que havia esquecido algo e voltou para dentro da sala. Observei do lado de fora e vi quando ela tirou um pacotinho da bolsa, em seguida ela colocou algo no braço de Henry, algo que de início não soube o que era, mas quando ela saiu da frente percebi ser uma pulseira dourada. Emma encheu o filho de beijos, sendo o último lugar a beijar a mãozinha na qual havia colocado o presente que dera para o menino.  

... 

— Mãããeeeeeeee, vamos!!! — Emma gritou pela milésima vez andando de um lado para o outro no andar de baixo. Peguei minha bolsa e desci ao encontro dela e de seu pai.  

— O hospital não vai sair do lugar, Emma. — Comentei.  

— Mas eu quero logo que ele conheça a casa dele, o quartinho, chega de hospital e de ficar longe. — Respondeu feliz e arrancou um sorriso meu.  Sua animação era facilmente comparada a sua animação de alguns anos atrás quando eu dizia que iríamos ao zoológico ou ao circo. Facilmente comparada a de qualquer criança que tivesse esperado muito tempo por algo.  

Chegamos ao hospital e Emma abriu a porta antes mesmo de David terminar de estacionar o carro. Emma já estava longe quando peguei a mão de meu marido para andar ao seu lado e irmos até a recepção nos identificar. Conseguimos alcançar ela lá, enquanto uma mulher falava com ela.  

— Eu só quero ver ele primeiro, por favor. — Ouvi Emma implorar e apressei meus passos.  

— Algo errado querida? — Perguntei.  

— Essa é a Dra. Cuddy, ela é diretora do hospital e responsável pela ala infantil. — Emma apresentou e a mulher cumprimentou eu e David, ela estava tensa. — Ela quer conversar comigo antes de eu ir ver Henry. — Completou.  

— Sobre o quê? — Perguntei. — Que eu saiba teríamos uma conversa com o pediatra de Henry e não com a diretora do hospital. — Acrescentei e ri nervosa. A energia vinda da mulher não era muito boa.  

— Queiram me acompanhar por favor. — Ela mais intimou do que pediu e a seguimos sem ter outra opção.  

Chegamos em sua sala e nos sentamos antes de ouvir todo um discurso sobre a segurança do hospital. Aquilo não estava importando para nós até ela entrar em um assunto de sequestro e roubo de bebês, as coisas começaram a fazer mais sentido a partir dai.  

— Por que você não me deixou ver meu filho? — Emma perguntou desconfiada e começou a roer as unhas. — Ele está nesse hospital, certo? — A expressão da mulher respondeu tudo e vi Emma ficar completamente impaciente, ela se levantou num pulo e se dirigiu para a porta quase que correndo.  

Nós três nos levantamos e fomos atrás dela correndo, o escritório da Dra. Cuddy era no último andar do hospital e Emma claramente não teve paciência para esperar o elevador. Ao chegar na ala infantil meu coração se apertou de uma maneira que eu não conseguia imaginar como estava o de Emma. Alguns policiais estavam interrogando outros funcionários do hospital e minha filha parada olhando através do vidro onde Henry deveria estar. 

— Eu vou falar com ela. — David informou e passou por mim, indo até Emma. Eu estava tão em choque quanto ela, provavelmente a pessoa que mais pudesse a acalmar fosse mesmo o pai.  

— Como... — Tentei começar me virando para Cuddy mas travei. Respirei fundo e tentei de novo. — Como isso aconteceu? Por que não nos ligou ou... Eu não sei! — Perguntei tentando manter a calma e não chorar.  

— Eu sinceramente não sei, não sei como isso aconteceu. — Cuddy começou a responder o mais calma possível, senti de longe a sinceridade em suas palavras. — Eu sinto muito! Tentamos entrar em contato com vocês mas ninguém atendeu ao telefone fixo, então supomos que vocês já estivessem a caminho. Ingrid deve ser encontrada logo e o bebê... 

— Ingrid?? — Perguntei sem acreditar. — A enfermeira que tem cuidado de Henry desde o dia que ele nasceu? Que tem auxiliado minha filha, falado que Henry ia ficar bom logo, a que ontem mesmo disse estar feliz por Henry poder finalmente ir para casa com Emma?? Essa Ingrid?? — Perguntei sentindo meu estômago embrulhar e procurei apoio na parede mais próxima.  

—  O hospital realmente sente muito Sra. Swan. Algumas enfermeiras comentaram que ela vinha agindo estranho, ficando tempo demais com Henry e graças a isso não demoramos a perceber o que tinha acontecido. Talvez ela não tenha ido longe, talvez consigamos encontrá-la em pouco tempo.  

— Talvez??? Não pode existir um talvez nessa frase! Meu neto não estar aqui é consequência de uma maldita negligência desse hospital e eu exijo que vocês o encontrem! — Falei firme mas de maneira que Emma não ouvisse.  

— Estamos fazendo todo o possível, já cedemos todas imagens de segurança e informações a polícia. Eles vão fazer um bom trabalho, como sempre fazem. — Ouvi aquilo e revirei os olhos, manter a calma já não estava sendo mais possível. 

Olhei para Emma e David e as lágrimas começaram a descer involuntariamente. Emma chorava desesperada nos braços do pai enquanto um policial tentava inutilmente algum contato com ela, quem respondia tudo era meu marido e pela sua expressão ele estava prestes a chorar também. 

Vi Emma escorregar pelos braços do pai e se sentar no chão, desolada. Tanto David quanto o policial tentaram levantá-la mas ela não deixou. Fui até ela e me abaixei a sua altura, coloquei seu rosto vermelho entre minhas mãos e a olhei nos olhos, tentando passar qualquer sentimento mais calmo a ela sem dar falsas esperanças. Embora eu também quisesse acreditar que no dia seguinte Henry estaria em casa, em nossos braços.  

Emma chegou ao ponto de precisar ser sedada, de novo. Mas confesso que após um pedido silencioso a Dra. Cuddy que ainda estava ali. Ver minha filha aos prantos, tremendo, chorando e com a respiração descompassada estava esmagando todos os cacos que já estava o meu coração. Felizmente ela acordou mais calma, triste, as lágrimas não demoraram a brotar, mas estava mais calma. O único a se fazer era esperar, infelizmente não poderíamos fazer muito além de contratar um detetive particular, não confiávamos tanto na polícia, Emma principalmente.  

Emma não pintava mais, não fazia mais nada, o máximo que conseguíamos com ela era fazer ela comer alguma coisa ou outra durante o dia, mas ela se fechou completamente. Algum tempo depois do início de tudo, descobrimos que Ingrid estava em Nova York e o investigador conseguiu fotografá-la com um bebê nos braços, não contamos nada a Emma no momento, queríamos ter certeza de que era Henry e que conseguiríamos recuperá-lo, eu e David embarcamos para NY para tentarmos resolvermos toda essa situação e deixamos Ruby cuidando de Emma, a amiga de minha filha também não sabia o que estávamos indo fazer lá, as chances de ela contar para Emma eram enormes e não queríamos isso.  

Na nossa primeira semana na cidade já conseguimos ver Ingrid, ela estava sozinha, sem um bebê e muito diferente de quando a conhecemos. Segundo o investigador que vinha seguindo-a a mais tempo, a mulher estava se perdendo no mundo das drogas e quanto mais rápido agíssemos, melhor seria. Pena que tal conselho não foi dado a tempo. Dois dias depois voltamos onde ela estava morando e o local estava vazio.  

Segundo informações de vizinhos, a mulher que morava ali com um bebê tinha saído as pressas na noite passada, logo alguém também foi lá procurá-la, "não tão amigável quanto nós", foi o que ouvimos, e que provavelmente ela estava devendo a pessoa que veio procurá-la, por isso a fuga. Para piorar toda a situação e esvair com minhas esperanças e de David, Ingrid foi encontrada morta em um bosque afastado da cidade e nenhum bebê estava junto dela no momento. As principais suspeitas eram de que ela deveria ter vendido a criança para pagar suas dívidas, mas isso nunca foi de fato confirmado. A morte de Ingrid foi por overdose e o bebê foi dado como desaparecido.  

{Fim do flashback}   

{Narrador} 

— Emma? — Ouviu ao longe. — Emma?? — Ouviu novamente e sentiu seu corpo balançar. Entre resmungos ela abriu os olhos e encontrou Regina sentada ao seu lado.  

— O quê? — Perguntou emburrada. Regina riu e arrumou o cabelo levemente desgrenhado de Emma enquanto a mesma levantava.  

— O pôr do sol está lindo. Vamos assistir lá de cima?! Por favor! — Pediu se levantando e puxou Emma consigo. Meio lerda a loira se levantou e sendo puxada pela mão seguiu Regina até o alto da montanha.  

— Devagar Regina. — Emma pediu manhosa e a morena diminuiu o ritmo.  

— Há tempos não conseguimos ver o pôr do sol por estar nublado, não quero perder. — Ela respondeu enquanto agora já caminhava calmamente ao lado da esposa. 

Emma repassou em sua cabeça tudo o que tinha a dizer para Regina e a olhou, acompanhou o semblante sereno da mulher enquanto subiam e fez o possível para decorar aquilo, não que ela já não tivesse todos os traços de Regina decorados, mas o exercício de relembrar quão linda sua mulher era, era um exercício extremamente viciante.  

Assim que se sentaram onde sempre costumavam se sentar para assistirem ao pôr do sol, Emma se lembrou da briga que tiveram, do início de tudo que as afastou por tanto tempo e só atrasou o momento de serem felizes. Agora a dúvida em sua cabeça era se deveria contar a Regina ali, naquele mesmo lugar, no mesmo horário, ou ficar calada. Mas sabia que se o fizesse, a coragem que levou um bom tempo para exercitar e criar, se extinguiria em menos de um segundo. Talvez não fosse um caso de agora ou nunca, talvez ela conseguisse contar depois de um tempo de novo, mas sentia que precisava ser já, quanto mais adiasse, pior seria. 

Regina percebeu quão longe sua mulher estava e se aproximou mais dela, abraçou-a de lado e deitou sua cabeça em seu ombro. Emma deitou sua cabeça sobre a dela e acariciou seu cabelo por um tempo enquanto apreciavam a vista, o céu já estava bem mais escuro quando depois de muitas tentativas, a voz da loira finalmente saiu.  

 — Amor, podemos conversar? — Perguntou após depositar um beijo delicado na cabeça de Regina.  

— Por que esse tom triste? — A morena perguntou se virando para fitar Emma. Ela realmente soou mais triste do que queria. — É algo ruim? — Acrescentou e percebeu Emma vacilar, os olhos de Regina se estreitaram sobre a esposa e um turbilhão de pensamentos invadiu sua mente.  

— Eu não sei... Podemos descer? Já brigamos aqui, não quero brigar no mesmo lugar de novo. — Emma.  

— Então nós de fato vamos brigar? Se vamos brigar então por que quer me contar? — Regina perguntou se levantando e Emma respirou fundo.  

— Eu não quero brigar Regina! — Vociferou, mas respirou findo novamente e se acalmou. — E também não vejo como poderemos seguir em frente se eu não contar isso para você. Já esperei tempo demais e é algo importante. — Acrescentou. Regina se assustou com o tom de voz da mulher no início e ficou observando-a um tempo quando a mesma terminou de falar. Iria responder algo grosseiro em troca, mas já que Emma tinha algo importante para dizer e já parecia ser difícil para ela, deixaria aqueles gritos passarem.  

— Tá bom, então vamos. — Falou calmamente e pegou a mão da mulher quando ela terminou de limpar sua roupa. O ritmo de ambas não era rápido e Regina começava a ficar impaciente, Emma parecia muito perdida observando o horizonte. — Podemos começar a conversar agora? — Regina perguntou ao ganhar atenção da loira apertando sua mão. Emma torceu os lábios e assentiu olhando para baixo.  

— Vou começar com uma pergunta, tudo bem? — Emma perguntou e Regina assentiu. — Seu Henry... Ele é adotado certo? — Emma percebeu Regina franzindo o cenho. — Só responde amor.  

— Sim, ele é. — Respondeu.  

— Então... Como ele foi adotado? — Regina ficou mais confusa ainda.  

— Por que a pergunta, Emma? — A mulher perguntou brava e soltou a mão de Emma. A loira não tinha sido a única a pensar em todas coincidências envolvendo ambos os Henrys. 

— Eu só quero saber... — Emma respondeu mais calma do que na verdade se sentia estar.  

— Por quê? — Regina perguntou de maneira pausada e com o tom de voz firme, a ponto de fazer Emma pensar em recuar e deixar para lá, mas não podia mais, não agora. Precisava saber.  

— Eu vou te contar uma coisa, uma coisa que nunca contei pra ninguém além de meus pais e Ruby, ok? — Emma esperou pela aprovação de Regina e lhe contou tudo, lhe contou como seu filho foi tirado dela, como ela sentia falta dele e tudo o que guardou no peito por tantos anos.  

— Então espera... Você está me acusando de sequestrar, roubar ou comprar o seu filho? — Regina perguntou soltando uma risada debochada em seguida e parou de andar, parando Emma também.  

— Eu nunca disse isso. — Emma respondeu estudando as expressões da mulher. Em seus olhos tudo o que via era medo, confusão e tristeza.  

— Como não?! Você começa a conversa perguntando como eu adotei meu filho como se quisesse arrancar algo de mim, depois vem com essa história de como o seu Henry foi tirado de você e.. e...  

— Regina, para! — Emma pediu segurando forte a mulher pelos braços, balançando-a. Regina agora chorava e falava tão rápido e embolado, gesticulando tanto e com a respiração acelerada que Emma já estava assustada com a mulher. — Eu não te acusei de nada! Eu só fiz uma pergunta. — Acrescentou quando a morena se acalmou um pouco.  

— Ele é meu filho... — Regina sussurrou.  

— O quê? — Emma perguntou, não tinha ouvido com clareza.  

— Ele é meu filho! — Falou mais alto tentando se soltar de Emma. 

— Regina, eu não estou falando nada que.. 

— ELE É MEU FILHO!!! — Regina berrou e cambaleou para trás ao conseguir se soltar.  

Quando os olhares se encontraram foi um choque. Haviam lágrimas em ambos os rostos, Emma olhava para Regina assustada e triste enquanto a morena lhe olhava com medo. Emma a seguraria de novo, explicaria que ela não queria dizer isso, mas o medo estampado em Regina, em seus olhos, as lágrimas e o surto só respondiam as perguntas que eram feitas em sua mente há muito tempo.  

Regina entendeu a maneira estática como Emma estava parada olhando fixamente em seus olhos.  Naquelas esmeraldas verdes que lhe encaravam ela viu a desconfiança, a descrença, a decepção... Regina não sabia se falavam exatamente da mesma criança, mas ela tinha feito muita coisa para ter o seu Henry consigo, prometeu a si mesma que nada nem ninguém o tiraria dela.  

Ela certamente não se orgulhava de como o tinha conseguido, não foi de uma maneira tradicional, não foi de uma maneira certa, mas ela também achava que a mãe biológica do menino estivesse morta embora desconfiasse de muita coisa. 

— Emma... — Regina tentou e se aproximou. Emma negou prontamente e deu um passo para trás, estendendo a mão na direção de Regina num pedido silencioso para que ela não se aproximasse. — Nós não sabemos se é a mesma criança. — Regina conseguiu dizer depois de procurar uma força e uma calma sobrenatural para aquilo.  

— Como você o adotou? — Emma perguntou pausadamente.  

— Emma... — Regina tentou. 

— COMO . VOCÊ . O . ADOTOU? — Emma gritou um pouco fora de si. 

— Eu encontrei ele. — Regina respondeu já rendida.  

— Onde? — Emma perguntou mais calma, mas calma que estava dando medo em Regina.  

— Em um lugar um pouco afastado de Nova York. 

— Quando?  

— Ele tinha aproximadamente 2 meses, eu acho. Emma, eu não o sequestrei, eu juro. Eu só encontrei ele. Eu juro! — Regina insistiu tentando se aproximar, mas Emma não queria contato. A loira fitava o chão com lágrimas e mais lágrimas escorrendo pelo seu rosto, balançando a cabeça em negação repetidamente, como se não acreditasse em nada daquilo.  

— Você me disse uma vez que o principal motivo para adotá-lo foi o nome que ele já tinha, que era o mesmo nome de seu pai. Quando você o encontrou como sabia o nome dele? Como sabia que ele se chamava Henry?  — Agora foi a vez de Regina negar, ela não queria dizer. 

— Pela certidão de nascimento. — Respondeu depois de não conseguir sustentar o olhar de Emma.  

— Só? — Emma perguntou quase que interrompendo-a. — Meu... O meu Henry, ele tinha uma pulsei.. — Emma não precisou completar, Regina se rendeu a um choro compulsivo assim que percebeu qual frase a mulher iria dizer. 

— Uma pulseira de ouro com o nome dele. — Regina sussurrou completando a frase de Emma, só não baixo o bastante para que ela não ouvisse.  

Um silêncio longo se foi feito. Regina criou coragem para levantar o rosto e Emma a observava, os braços cruzados, o peso do olhar que a julgava era maior do que ela podia carregar. A morena fez menção de falar algo várias vezes, mas nenhuma palavra tinha coragem suficiente para ficar frente a frente com Emma. 

— Sai da minha frente. — Emma se pronunciou depois de minutos.  

— O quê? — Regina perguntou sem entender.  

— Eu não quero ver você, sai da minha frente. — Pediu com firmeza. Regina negou e tentou se aproximar, mas o olhar que Emma lhe lançou a fez parar na hora. A morena suspirou e desacreditada se virou de costas para sua esposa, seguindo floresta a dentro.  

Regina não sabia para onde ir, sentia sua cabeça receber pontadas enormes, as florestas pareciam rodar ao seu redor, as lágrimas não davam sinal nenhum de que iriam embora tão cedo. As pontadas ficaram ainda mais forte quando escorada em uma árvore, Regina passou a ouvir passos atrás de si.  

— Ele é meu filho! — Emma disse parando ao seu lado. — Você disse que ele é seu, ele não é, ele é meu.  

— Não tira ele de mim, por favor. — Regina pediu suplicando. — Ele é meu filho. — Completou.  

— ELE NÃO É. ELE É MEU! — Emma berrou assustando mais a morena. Regina não teria armas contra aquilo, não queria gritar com Emma, só queria digerir tudo o que tinha acabado de acontecer, que estava acontecendo. Ela deu as costas para Emma novamente, mas foi impedida de seguir seu caminho ao sentir a mão da outra segurando seu braço. — Ele é meu, você entendeu? — Perguntou entredentes e Regina puxou seu braço, soltando-se antes de correr para longe dali.  

Já estava escuro quando a morena resolveu se afastar de Emma, não iria para casa nem para nenhum lugar óbvio de ser achada. Ela correu sem rumo nenhum pela ilha, não sabia se estava dando voltas, se estava em linha reta, se estava em algum lugar conhecido... Pela primeira vez em meses, anos, Regina estava perdida no lugar que ela conhecia de olhos fechados. Mas convenhamos que a situação não estava das melhores, ela não enxergava ou pensava em nada enquanto andava sem rumo por entre as árvores, buscando sempre se afastar do mar quando ouvia o barulho das ondas.  

Regina só parou de correr quando sua respiração implorou por isso, estava um completo breu ali onde estava, fazendo-a pensar que só poderia estar em alguma parte em que a floresta era bem densa na ilha, lugar que ela e Emma evitavam até mesmo durante o dia. A cada poucos centímetros que ela se mexia para a frente ou para o lado havia uma árvore, coisa que só aumentava sua suspeita de onde estava.  

Logo o medo de estar ali consumiu Regina, ela não poderia, muito menos conseguiria, dormir naquele lugar. Ela se escorou numa árvore por um momento e respirou fundo de olhos fechados, tentando buscar de onde tinha vindo e como seria a melhor forma de sair dali. Quando estava mais calma ela começou a se mover, devagar ia tateando as árvores e buscando a saída. Um passo, um estalo e um susto, e o chão onde Regina pisava cedeu abaixo de seus pés.  


Notas Finais


Revelações... kkkk comentem!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...