História Lost In Dreams - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 1.475
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


*Imagem de personagem: Kailane.

Capítulo 5 - O pacto


Fanfic / Fanfiction Lost In Dreams - Capítulo 5 - O pacto

|Flashback On:


Marion e Bárbara estavam sentadas em balanços em um playground. Era um fim de tarde de inverno e todas as pessoas estavam desesperadas para voltarem logo para suas casas, tomarem um banho, comerem alguma coisa fácil de preparar e se aconchegarem embaixo de seus cobertores. As duas amigas tinham acabado de voltar da faculdade e estavam assistindo ao melancólico pôr do sol sem pressa para voltarem para suas casas. Duas figuras imóveis e inexpressivas. Pareciam fazer parte do ambiente.

— Gostaria de entender… Por que tenho esses sonhos estranhos e por que eles se tornam cada vez mais reais a ponto de eu me confundir? — Disse Bárbara.
Marion a encarou e pensou por um tempo antes de responder:
— Dizem que os pesadelos são uma forma que nosso subconsciente usa para nos obrigar a enfrentarmos algo que vem nos perturbando… Ou seja, quando você enfrentar isso, eles passam. — Falou Marion.
— E como você sabe quando está acordada ou sonhando? — Perguntou Bárbara.
— Por mais reais que os sonhos pareçam, eles são sempre surreais demais e é isso que os entrega no fim das contas. Basta que você preste atenção nos detalhes… Se pergunte sempre, “isso deveria estar aqui?”, ou “isso é mesmo real?”, e quando achar que a resposta é sim, observe novamente e pergunte mais uma vez. — Falou Marion.
— E se eu tiver certeza de que estou dormindo, a única forma de despertar é morrendo. — Falou Bárbara.
— Isso… Morrer para despertar. — Disse Marion. — Porque as duas dimensões são reais, basta escolher em qual viver, mas vale lembrar que tanto uma quanto outra fará de tudo para te prender em sua “realidade”.


|Flashback Off.

 


Marion Burker On: Após ser salva pela ruiva estranha, a segui até uma vila em ruínas, que a primeira vista, parecia inabitável, mas conforme você olhava mais de perto, percebia que não era bem assim, que era só uma camuflagem para afastar os intrusos. Todos ali usavam roupas do século XIX e capas vermelhas com capuzes. Perguntei à ruiva porque eles se vestiam daquele modo. Ela riu. Me deu roupas limpas e uma toalha e me mostrou onde ficava o banheiro. Após me trocar, a encontrei na sala onde ela me ofereceu uma xícara de chá quente. Sentamo-nos diante da lareira em duas cadeiras rústicas de balanço e ela me falou mais sobre ela e aquele lugar.

— O meu nome é Kailane. Essa é a Vila Dos Fae, nosso refúgio. Usamos capas vermelhas porque essa é a cor dos seres mágicos. Lembra-se da História do Chapeuzinho Vermelho? Todo mundo que ouve esse conto, diz que a garota foi tola por usar vermelho, já que essa é uma cor chamativa, mas, a verdade é que ela acreditava que estaria protegida dos seres mágicos, já que se um deles a visse, pensaria que ela era um deles. O lobo, como um ser mágico que era, aproximou-se dela e ela, ingênua como era, não soube manter seu disfarce. Assim, o lobo soube que ela era uma humana e a enganou, induzindo-a a seguir o caminho mais longo. Quando Chapeuzinho Vermelho finalmente chega à casa de sua avó, encontra o lobo disfarçado. Porém, a menina vê encara os olhos da criatura e vê a malícia e isso enfraquece o feitiço do lobo. Ele se enfurece quando é descoberto, mas antes que possa atacar a garota, aparece o caçador, ou um Fae disfarçado, porque o povo da floresta protege as pessoas de bom coração.
— Tá me dizendo que Chapeuzinho Vermelho é real, é isso?! — Falei. Aquela altura eu já não sabia mais o que era real ou não. Estava perdendo a razão. Ao mesmo tempo em que duvidava de tudo, acreditava em tudo.
— Alguns Fae são maus por natureza, mas, outros são amaldiçoados por se meterem onde não deveriam, é o caso das damas de branco que habitam o túnel e vivem sedentas de sangue. — Disse Kailane. — Elas já foram humanas há muito tempo…

 


|Flashback On:


*1888


Audrey, Nancy e Penny tinham dezesseis anos e eram filhas de Richard O’Melveny, um maquinista que apesar de ter uma família maravilhosa e uma boa vida, desejava mais… Queria uma grande fortuna, fama e poder. Sem pensar duas vezes, ele foi até uma clareira no Solstício e invocou um Fae a fim de conseguir um pacto.

— Te darei o que me pede se a cada sete meses me trouxer um sacrifício de sangue aqui mesmo nessa clareira onde selamos nosso acordo. Só aceitarei sangue humano. E se por qualquer motivo não me trouxer o que exijo, tomarei tudo o que tiver de mais precioso. Concorda com esses termos?
— Sim, concordo. — Disse Richard com um sorriso malicioso nos lábios sem entender a magnitude daquilo.

Richard enriqueceu em pouco tempo sem fazer nenhum esforço e assim como prometera ao Fae, voltou até a clareira e entregou a criatura mágica um bebê que raptara. O Fae usava uma capa negra de capuz, tinha grandes e puxados olhos vermelhos e uma fileira de dentes pontiagudos que ele exibiu ao sorrir, e garras enormes e afiadas.
— Delicioso… — Disse o Fae sentindo o cheiro do bebê e o tomou em seus braços antes de desaparecer numa névoa encantada.

Richard voltou para a casa e mais sete meses se passaram, porém, as festas glamourosas e convidados ilustres o fizeram se esquecer de cumprir sua parte no acordo, e quando este se lembrou, foi correndo até a floresta, implorar piedade ao Fae, porém, os Fae levam muito a sério um acordo e não perdoam falhas.

— Te avisei… E como cumpro o que digo, tomo agora tudo o que você tem de mais precioso.
— Por favor? Não? Não posso voltar a ser um pobre coitado. Por favor?
O Fae riu.
— É só nisso que você pensa tolo mortal? Não… O dinheiro não é o que tem de mais precioso e logo entenderá o que digo.


As três filhas de Richard desapareceram misteriosamente e sua mulher adoeceu de um mal que nenhum médico até então compreendera e faleceu. Richard voltou à floresta e gritou para que o Fae aparecesse, mas o Fae não apareceu. Richard gastou toda a sua fortuna tentando encontrar um mago ou bruxa que conseguisse trazer suas filhas de volta, mas foi em vão. Os anos passaram e Richard percebeu que não envelhecera um só dia. Tentou se suicidar e assim pôr um fim a sua dor, mas descobriu que nem isso ele teria… O descanso eterno estava proibido a ele. Qualquer um em seu lugar talvez ficasse feliz em ser imortal, mas não ele… Não havia um só dia em que ele não se lembrasse dos sorrisos de suas amadas filhas, elas eram o que ele tinha de mais precioso. Pena que ele só percebera isso tarde demais.
    Richard voltou a conduzir o trem em uma noite de Solstício, sem querer, deixou um passageiro para trás. Quando voltou para buscá-lo, mais tarde, encontrou o Fae com quem fizera o pacto. Este lambia suas garras sujas de sangue, com um sorriso no rosto.
— Delicioso… Mas eu quero mais.
— Se eu trouxer mais pessoas… Prometa-me que devolverá minhas filhas? É só o que peço. Por favor?
— Hmmm… Acho justo, a cada sete meses então… Traga-me novas almas e quando eu me der por satisfeito, terá suas filhas de volta.
Richard assentiu com a cabeça.


[…]

 

Richard passou pelo corredor, entre as fileiras de bancos, checando se todos os passageiros estavam ali. Tinham quatro lugares vagos. Ele saiu do trem e viu ao longe, quatro garotas. Sem perder tempo, ele foi para sua cabine e pôs o trem em movimento. Esperava que quatro fossem suficientes. Ele deveria deixar todos, mas se assim o fizesse, as autoridades desconfiariam e ele atrairia uma atenção desnecessária.

    Quando passou pelos túneis escuros Richard viu vultos brancos no escuro. Teve certeza de eram os malditos Faes, sedentos por sangue fresco. Pobres garotas que ficaram para trás. Richard lembrou de suas filhas e sentiu-se um monstro por fazer aquilo, mas se convenceu de que não havia outro jeito, era “sacrificar-se pelos que ama ou sacrificar os que ama para salvar-se”, ele preferia sacrificar-se — ou sacrificar o pouco de humano que existia nele — pelos que amava. Só não imaginava que suas filhas agora eram o que ele tanto desprezava, Faes, ou fadas.

 

|Flashback Off.

 


Serena parou de correr e encostou-se em uma árvore muito cansada, respirando de forma ofegante. Ela precisava voltar e ajudar Bárbara, mas como faria isso? Como enfrentaria aquelas criaturas? Um farfalhar de folhas deixou Serena sobressaltada e a fez correr novamente. Um par de olhos grandes e brilhantes surgiu por entre os arbustos e observou Serena se afastar.


[…]


Kailane abriu um baú e tirou um objeto que estava enrolado numa toalha branca e o colocou no colo de Marion. Marion desenrolou o objeto da toalha e viu que era uma barra de ferro pontiaguda.
— Ferro?
— A única coisa que pode matá-las.



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