História Lost in Love - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Girls' Generation, Snsd, Taeny, Taeyeon, Tiffany, Yoonyul
Exibições 224
Palavras 4.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Booa noite baby's. Mais um cap saindo e de novo tive que cortar em duas partes ou ficaria grande demais ao meu ver :c
Tantos outros início de capítulos eu falei q a história começaria de fato, mas nada comparado como esse, onde se iniciará a treta e todos os dramas que virão, já que nem tudo é um mar de rosas UAHUAHUAH.
Gostaria de agradecer à todos pelos comentários de incentivo e de apoio. LIL já está se encaminhando para o quarto mês de existência e não pensei que chegaria a tanto. Mas graças à vocês, cada vez mais me sinto inspirada para melhorá-la cada vez mais.
E sem mais bláblálá. Boa leitura ;*

Capítulo 23 - Os locksmiths não são iludidos, afinal ! - Parte I


Despertei lentamente quando o sol invadiu as cortinas do quarto e clareou o mesmo, fazendo um caminho iluminado até a varanda da sacada. O quarto estava tão gelado, que acabou impedindo que o pequeno rastro de sol, aquecesse o ambiente e os nossos corpos entrelaçados. Mexi meu corpo lentamente e me aninhei mais ainda ao corpo de Tae que dormia à minha frente, enquanto eu a abraçava de conchinha. Fomos dormir quase 3 horas da madrugada e mesmo sendo cedo como era agora, eu não me sentia cansada, muito pelo contrário.

Afastei seus cabelos do pescoço e beijei sua pele, a sentindo bastante quente. Arregalei os olhos e ergui meu corpo, me apoiando no cotovelo enquanto afastava o edredom do seu corpo, descobrindo-a até a cintura. Havíamos caído na cama nuas e molhadas, e após quase uma noite inteira nos amando, acabamos pegando no sono do mesmo jeito.

 Toquei novamente em sua pele, na altura do seu braço.

- Tae ... – Tentei virá-la para mim mas nada de ela responder. – Taeyeon. – Falei com a voz mais firme e a vi se virando para mim ainda com os olhos fechados. – Você está bastante quente, TaeTae. Está se sentindo bem? - Indaguei ao colocar minha mão em sua testa e senti a mesma úmida.

- Não ... E-eu não me sinto bem. Minha garganta dói. – Sua voz era fraca, assim como a sua respiração. Ela puxou o edredom novamente cobrindo todo o seu corpo, deixando apenas sua cabeça do lado de fora, e virou-se de lado novamente.

- Aigoo, acho que você está com febre TaeTae. – Retirei a outra metade do edredom que estava em cima do meu corpo e me apressei a levantar da cama, sentindo o gelo que estava no quarto e no piso do ambiente, parecendo que eu estava pisando em um iceberg. Sem pensar muito, caminhei para o ar condicionado e desliguei o mesmo, abraçando o meu corpo arrepiado – Vou ligar pra omma. Eu não tenho remédio aqui.

Antes de ligar para o quarto onde omma estava hospedada, corri para vestir a minha roupa de dormir que estava no banheiro ou seria constrangedor recebe-la em um quarto de hotel totalmente nua. Vesti a minha apressadamente e peguei a de Tae, entregando-a para que pudesse se aquecer melhor. Um semblante feliz de uma recordação da noite anterior, deu espaço à um semblante preocupado e esmaecido, quando a vi tossindo sem parar enquanto vestia sua roupa. Nossa pequena noite de comemoração, deixou um saldo negativo, uma Taeyeon extremamente doente e debilitada.

Disquei diretamente no número em que omma havia nos deixado, caso precisássemos de algo, e não demorou muito para eu escutar a sua voz sonolenta do outro lado da linha.  Pude sentir um leve arrependimento por ter de acordá-la antes das 7 da manhã, visto que, todas estávamos cansadas, mas infelizmente foi preciso. Expliquei a situação para ela e logo sua voz sonolenta ficou em estado de alerta.

Ao desligar o telefone, caminhei para a varanda e fui abrindo as cortinas para que o sol pudesse aquecer o quarto e entrar o vento de fora para circular o ar dali. O dia já havia se levantado e muitas pessoas já circulavam pelas ruas. Para os japoneses era mais um dia típico de trabalho e de estudos, e para nós, o início de um descanso de 10 dias mais do que merecido. Por um lado, seria relaxante e revigorante poder descansar dessa maratona de shows e dos trabalhos paralelos, mas por outro seria triste porque não estaria com a minha família em meu aniversário, como eu havia desejado passar dessa vez, já que os dois últimos passei por aqui no oriente.

- TaeTae – Voltei a sentar na ponta da cama enquanto passava minha mão em seu rosto delicadamente.

- Hmmm Pany... – Seus olhos mantinham-se fechados.

- Vou pedir alguma coisa para gente comer.

- Não, eu não estou com fome. – Virou-se para o outro lado.

- Mas você não pode tomar remédio de estômago vazio ... – Aproveitei que ela estava de costas para mim e desfiz o coque em seus cabelos que já estava mal feito – Um leite quente, você quer? - Acariciei seus fios loiros.

Antes que Tae pudesse responder qualquer coisa, escutei batidas vindas da porta do quarto. Levantei mais um pouco o edredom em seu pescoço e caminhei para abrir a mesma. Omma já estava vestida em seu típico traje jeans e tinha uma valise em suas mãos. Nos cumprimentamos e ela adiantou para ir até cama, enquanto fechei a porta.

- O que foi que aconteceu menina? - Aproximou-se de Tae e sentou na cama, repousando a valise em seu colo – O que você está sentindo Taeyeon? - Tocou sua testa e descobriu o edredom, tocando em algumas partes do seu braço que estava descoberto pelo seu blusão.

- Ela está muito quente omma. – Me aproximei e sentei do outro lado da cama, segurando a mão de Tae. – Ela se queixou de dor de garganta também, e estava tossindo muito. Acho que foi o ar condicionado. – Coloquei a mão na boca e fingi tossir.

Foi a desculpa mais esfarrapada que me veio a cabeça, mas nem foi 100% mentira, o ar condicionado tinha uma parcela de culpa, porém omiti a parte em que caímos nuas e molhadas na cama. Tae que mantinha os olhos fechados, apenas sorriu fraco e apertou a minha mão.

- Muito provavelmente você pegou um resfriado. – Afirmou enquanto colocava o termômetro em baixo do braço de Tae e desenrolava o estetoscópio da bolsinha, acoplando as olivas auriculares nos ouvidos.

- Você sabe fazer isso? - Indaguei curiosa.

Omma ficou em silêncio enquanto posicionava o tubo de condução no coração de Tae, afim de auscultar as bulhas cardíacas e logo depois passou para auscultar os ruídos adventícios do seu pulmão. Eu prestava atenção atentamente à tudo o que fazia. Ela torceu a boca levemente e abaixou a cabeça, deixando a franja cobrir seu rosto por um instante, mas logo retirou as olivas do ouvido, enrolando o instrumento com uma expressão séria.

- Seus batimentos estão fracos e você está cheia de secreção no pulmão. – Retirou o termômetro de baixo do seu braço e levou na altura dos seus olhos. – 38,5º. Você está com febre. – Passou a mão na testa levemente e respirou fundo. – Eu não tenho remédio aqui, eu vou comprar e ... – Virou-se para mim – Pede alguma coisa para ela comer enquanto dou um pulo em alguma farmácia.

Apenas assenti com a cabeça e ela foi se levantando da cama, deixando a valise na mesinha que estava no canto do quarto, ao lado da poltrona junto com as nossas malas prontas.

- Não demoro. – Despediu-se ao alcançar a porta e fechar a mesma atrás de si.

- Pany-ah – Tossiu ao me chamar. – Pega minha mochila, por favor? - Sentou-se na cama com todo cuidado do mundo.

Caminhei até onde estavam as nossas malas e peguei a sua mochila preta, voltando para a cama.

- Eu comprei uma coisa para você .... – Falava enquanto vasculhava alguma coisa dentro da mochila.

- Meu presente? - Indaguei animada ao sentar de frente para ela, em cima dos meus calcanhares.

Hmmm, não exatamente ... – Entortou a boca ao tirar uma caixinha na cor pérola, com um lacinho dourado. – É para nós duas. - Sorriu fraco ao me entregar a caixinha.

Antes de abrir o objeto, passei meu dedo levemente na caixa e senti o tecido do forro macio. Sorri animada. – Obrigada TaeTae. – Beijei seus lábios rapidamente e logo ela tossiu, fazendo-me esquivar o corpo para trás e tapar o meu rosto.

- Aish, me desculpe. – Cobriu a boca com o edredom e encostou a cabeça na cabeceira da cama. – Abre.

Desfiz o lacinho do embrulho e fui tirando a parte de cima da caixinha. Dentro continha uma almofadinha vermelha com dois colares, perfeitamente arrumados. Abri um sorriso meia lua nos olhos e retirei os objetos prateados que reluziam fracamente com a luz solar.

- Um cadeado e uma chave? - Indaguei sorridente e ela logo pegou uma das peças.

- 2 anos – Ela sorria enquanto abria o feche do colar. – Vem aqui.

Me aproximei do seu rosto e aproveitei para encarar o seu olhar. Seus olhos estavam menores e sua linha dos cílios inferior estava tão inchada que chega formou uma leve bolsa ali. Sua expressão facial era de cansada e a sua bochecha que antes coradinha, deu espaço para uma cor mais pálida e sem vida. Minha TaeTae estava realmente mal.

 Suas mãos arrodearam meu pescoço e ela encarava meus lábios com um sorriso, enquanto fechava o colar.

- E a chave só eu tenho. – Falou orgulhosa com a voz fraca, enquanto nos afastávamos. Peguei o outro colar e fiz o mesmo com ela, passando-o em volta do seu pescoço.

- Só você tem a chave. - Sorri. -  Mas esse cadeado deveria ser em formato de um coração. – Fiz um biquinho e ela enfiou a cabeça na curva no meu rosto.

Aproveitei para abraçar seu corpo quente e respirei fundo, fechando os olhos enquanto beijava carinhosamente seus cabelos.

- Você vai mesmo para a América? - Retirou o rosto do meu pescoço e eu me afastei, para que ela voltasse a deitar.

- Agora com você doente é que não vou mesmo. – Cobri seu corpo novamente com o edredom e beijei sua testa, vendo um sorriso enorme e safado se formar em seu lábio.

- Vamos ficar sozinhas, mas eu vou cuidar de você e nada mais que isso. – Revirei os olhos ao imaginar o que significava aquele sorrisinho dela e me levantei dali, seguindo para o telefone.

Liguei para a recepção do hotel contatando o serviço de quarto para o café da manhã e pedi que incluíssem leite quente com canela para que Tae não ficasse com o estômago vazio. Assim que desliguei o telefone, ouvi batidas vindas da porta novamente e prontamente segui para abri-la. Omma adentrou o quarto com uma sacola plástica de farmácia e estava acompanhada da Seohyun e da Yuri.

- O que Taengo tem? - Yuri se aproximou da cama vestida como uma turista: tênis, short jeans, blusa regata mostrando parte do seu sutiã e um óculos escuro. – Pink princess pegou pesado não foi Taengo? - Passou a mão levemente pela testa da Tae arrancando um sorriso e mais uma série de tossi dela.

Omma se aproximou em seguida enquanto Seohyun vinha me abraçar.

- Unnie, vocês não vêm conosco não é? - Indagou ela ao se afastar de mim e retirar seus óculos escuro.

- Não. Onde vocês vão mesmo? - Desviei minha atenção para Omma que ajudava a Tae sentar na cama e retirava um pacote com máscaras, entregando uma a ela.

- Festival de colheita de arroz. As meninas já desceram e não podemos demorar muito aqui em cima. – Ela se virou e caminhou até a cama, tocando levemente no ombro de Tae – Péssima hora para ficar doente unnie, vai ficar de cama esses dias todo.

- Tiffany, já comeram algo? - Omma indagou ao retirar os remédios que havia comprado.

- Acabei de pedi, eles não devem demorar. – Me aproximei da cama e juntamente com as meninas, observamos omma dar o xarope para a tosse de Tae e a mesma fazer cara feia.

- Esse remédio é ruim, não tem gostinho de morango – Pigarreou bastante, colocando a língua para fora.

Não demorou para o serviço de quarto chegar com a nossa refeição e as meninas aproveitaram para sair, já que as outras estavam esperando elas no lobby do hotel. Omma ficou conosco até Tae tomar todo o seu leite junto com os remédios para a febre e para a garganta, e logo teve que sair pois tinha que cuidar do resto das coisas para o nosso voo de volta, no turno da tarde.

Terminei de fazer a refeição e Tae voltou a dormir para descansar mais. Aproveitei que estava sozinha ali e separei as roupas que usaríamos para voltarmos, terminando de ajeitar tudo o que faltava na mala. Já era quase às 11 horas quando entrei no chuveiro e tomei um banho rápido. Nosso voo estava agendado para às 13:00 e não poderia demorar muito. E quando eu disse rápido, realmente tinha sido e com certeza foi o meu recorde pessoal, pois não demorei 5 minutos no banho e já estava pronta, chamando a Tae novamente para não atrasarmos. Pude sentir pena da sua carinha e da sua luta ao levantar da cama, mas ajudei com todo o processo, inclusive de tomar banho e se vestir.

O manager, juntamente com o carregador, juntaram-se para levar as nossas malas para o carro enquanto seguíamos para o restaurante do hotel para almoçarmos antes de partir. O ambiente não estava cheio, apenas quatro mesas estavam ocupadas e uma delas era a nossa. Todas as soshis já estavam por lá. Algumas postando fotos em suas redes sociais e outras conversando e comendo, mas sem aquela animação. Apenas comemos quietas ao som ambiente de um jovem adulto que castigava o piano com os seus dedos ágeis nos teclados e uma mulher que cantava baladas antigas.

***

A viagem de volta fizemos todas caladas. Apesar de que tivemos a manhã de folga e as meninas saíram para se distraírem um pouco, desejávamos mesmo era descansar em nossas camas. Nos desligar um pouco da confusão do mundo lá fora e nos recolhermos ao nosso “eu” interior. Uma meditação. Uma reflexão. Ou até mesmo hibernar, como Jessica faria com toda certeza, seria mais reconfortante do que qualquer outra coisa no mundo, não tinha dinheiro que pagasse. Ou até tinha, mas que pagasse uma grande estadia em um SPA com piscinas naturais superaquecidas e massagens todos os dias pela manhã, ou poderia ser qualquer outra coisa, mas nada tirava o foco da nossa mente de que esses dias, seriam apenas de descanso. Um breve hiatus das Girl's Generation.

Era mais um dia ensolarado e calmo em Seul, exceto pelo aeroporto que estava cheio de paparazzi’s e sones formando uma multidão logo na entrada do recinto. Desembarcamos com as nossas mochilas nas costas e fomos escoltadas pela nossa equipe por todo o percurso que fizemos até adentrarmos na van. Tae apertou a máscara em seu rosto, abaixando a cabeça e passou para o meu lado. Nenhuma soshi acenou ou fez festa para o público que nos rodeava. Apenas seguimos sérias, escondendo os nossos rostos em baixo dos nossos óculos de sol.

Ao chegarmos no dormitório, as soshis se espalharam e cada uma foi para o seu quarto. Como Seo já estava preparada para passar o feriado com a sua família, Tae acabou acomodando-se em sua cama para não ficar sozinha em seu quarto.

- Vou avisar aos seus pais Taeyeon – Omma chegou na porta do quarto, enquanto me via cobrir ela.

- Não, não, não, meus pais não.... Não precisa omma, Tippany vai ficar comigo. – Tae praticamente suplicou entre suas tossis.

Após deixa-la quentinha na cama da Seo, virei para omma e assenti com a cabeça. – Eu vou ficar com ela.

- Desistiu de ir para América? – Ela indagou curiosa e eu apenas concordei com a cabeça. - Ok, mas eu preciso avisar aos seus pais que você está doente – Sua voz foi firme e autoritária.

- Tudo bem omma, pode deixar que eu ligo e aviso. – Me pronunciei ao jogar minha mochila na cama. – Mas acho que preciso comprar algumas coisas para comermos. – Torci a boca e olhei para a figura parada no vão da porta, com o ombro encostado na mesma.

- Tem razão. Eu vou com você. – Ela concordou de imediato.

Nesse momento, Seo vinha adentrando o quarto totalmente pronta para pegar sua mala e se despedir. Caminhou primeiramente até Tae e desejou melhoras. Em seguida despediu-se de mim e da omma e avisou que ligaria no meu aniversário para me desejar parabéns. Senti uma pontada de tristeza. Sei que estaria com a Tae nesse dia, mas eu também queria estar com as meninas e aquelas palavras da Seo, avisando que me ligaria, demonstrou como se fosse alguma coisa qualquer, sem importância. E a cada soshi que eu me despedia, recebia as mesmas palavras que Seo falou e tudo o que conseguia fazer era sorrir sem vontade e concordar como se tudo estivesse bem. Mas na verdade não estava e nem dava para acreditar naquilo que elas falaram. Não queria uma festa, mas com certeza sair para comer e beber, sei lá, comemorar como nas outras datas em que estivemos juntas, afinal, deixei de ir para américa com o propósito maior de cuidar da Tae mas nada me impediria de ter uma comemoração digna de aniversário com a minha família aqui.

Após todas descerem da Van, eu e omma seguimos com o manager para o supermercado, enquanto deixamos Tae dormindo. Tudo o que ela precisava fazer era se alimentar bem, tomar os remédios e poupar energia para conseguir descansar bastante e ficar logo boa. Não fiz planos para comemorar o meu aniversário, mas com certeza iria sair com ela e para isso ela precisaria estar 100% recuperada e disposta, já que agora seu corpo havia tomado o formato da cama de tão indisposta que estaria por causa da gripe.

Compramos o suficiente para passarmos os dias e não demoramos muito a voltar para o dormitório. Omma me ajudou a guardar as compras e logo depois fez um discurso, ou melhor, fez uma palestra ordenando tudo o que tinha que fazer e como deveria fazer para cuidar de Tae. Mas no fim das contas, ela respirou fundo e passou as mãos em seus cabelos como se não soubesse direito o que estava falando e disse que iria passar aqui todos os dias no final da tarde, para ver como estavam as coisas. O que achei meio desnecessário, já que cuidei da minha mãe quando ela esteve doente, com a ajuda de todos em casa, e do meu pai, e até da Michelle e do Léo quando adoeciam. Eu sei cuidar e me virar sozinha. Mas não iria desrespeitar a sua decisão ou ela poderia chamar os pais de Tae para ficarem com ela.

Nos despedimos e voltei para o quarto para ver como estava Tae. O dia já estava anoitecendo e antes de voltar para o quarto, resolvi ligar a luz da sala e deixar a televisão ligada, para dar a impressão de que tinha mais alguém conosco. Era mania que eu tinha sempre que ficava sozinha em casa, poderia até ser uma maneira de tentar afastar os meus demônios interior, que nesse caso, era o simples medo de  ver a Tae piorar e eu não ter a quem pedir ajuda. Sempre tive medo de passar por uma situação dessa, porque de primeiros socorros eu não entendia absolutamente nada.

Voltei para o quarto e ela dormia como um anjo. Sua respiração ainda era fraca, mas pelo menos a febre havia abaixado um pouco e nos dado uma trégua, o que me deixou aliviada para ligar para a sua mãe, antes de preparar o nosso jantar. Após falar diretamente com a Sra Kim, em uma conversa que não durou menos do que 10 min, pois tentei convencê-la de que Tae realmente estava bem, dei continuidade ao jantar que já havia começado.

- Taeee... – Senti suas mãos passando pela minha cintura e deslizando até a minha bunda – O que faz fora da cama? - Me virei e encostei meu corpo na pia, enquanto seus braços vinham em minha cintura novamente e me puxava para colar em seu corpo.

- Eu acordei e estava tudo escuro, você não estava no quarto. – Falou manhosa por de baixo da máscara e eu sorri, passando meus braços em volta do seu pescoço e beijando sua testa.

- Vim cuidar do nosso jantar. – Ela assentiu e se afastou, puxando uma das cadeiras para se sentar enquanto voltei para o fogão. – Liguei para sua mãe e avisei que você havia ficado doente, e que já estava melhor. – Retirei a tampa que cobria a panela da sopa, sentindo o vapor quente em meu rosto e escutei um “aish” vindo dela.

- Já vi que terei de ligar para ela.

- Exatamente. – Desliguei o fogão ao ver que a sopa já estava pronta. – Mas eu disse que você já estava melhor e que não precisava ela vir, mas ela fez questão que fôssemos visita-la um dia. – Caminhei até o armário e retirei as cumbucas de porcelana preta.

- Vamos depois do seu aniversário então. – Ela se levantou para me ajudar a colocar a mesa. – Mas não quero dormir mais do que uma noite lá, e ...  – Pegou a panela de sopa com todo o cuidado e colocou em cima do “descansador” para pratos quentes. – Ainda bem que está aqui porque se estivesse em Jeonju, eu não iria não.

Acomodou-se novamente na cadeira e me observava colocar o resto das coisas na mesa.

- Seria cansativo demais viajar para lá Tae. – Me sentei na cadeira ao lado da sua e peguei uma das cumbucas, servindo com um pouco da sopa para ela. – Tenta comer o máximo que puder para você tomar o remédio no horário certo. Sua garganta ainda dói? - Coloquei a porcelana à sua frente.

Ela abaixou a cabeça e suspendeu a mascara para assoprar o alimento quente. – Um pouco, mas já dá para deglutir.

Sorri e passei a mão levemente em seus cabelos. – Ótimo.

Jantamos e vimos televisão até pegar no sono, ou pelo menos eu. Nessa primeira noite Tae teve uma insônia que nem sei de onde veio tudo isso. Havíamos juntado as nossas camas para que pudéssemos dormir juntas, mas foi um tanto impossível, visto que ela virava de um lado para o outro, sem pregar os olhos. Levantava, caminhava pelo dormitório e depois voltava novamente. Ficou assim até quase às duas da madrugada quando decidi levantar, já que não consegui dormir direito, e esquentar o leite para ajudá-la a dormir.

Por sorte, nas noites que se seguiram, ela dormiu tranquilamente e já estava quase que curada da gripe. Omma veio todos os dias como combinado para aferir sua pressão e auscultar seu coração, mas como ela havia se alimentado bem e tomado os remédios nas horas certas, acabou que nem tinha sido necessário toda essa preocupação por parte dela, mas como era a responsável pela gente, estava apenas cumprindo o seu trabalho.

***

Chegou a manhã do meu aniversário e acordei antes do que eu desejava. Não por estar animada ou algo do tipo, mas sim por sentir algo tocando a minha pele, por dentro da minha virilha e afastando as minhas pernas. Esfreguei os olhos e os abri lentamente, enxergando uma Taeyeon montando acampamento no meio das minhas pernas. Ela tinha um sorrisinho travesso nos lábios e retirava meu short do pijama, juntamente com minha calcinha. A admirei enquanto fazia o percurso pelas minhas pernas até os pés e se encaixava novamente em minhas pernas. Fechei os olhos e me entreguei àquele momento de prazer que só ela sabia me proporcionar. Arfei pesadamente e soltei um longo gemidinho ao sentir sua língua quente provocando a entradinha do meu sexo que umedecia cada vez mais que sua língua passeava, serpenteava e afundava ali, me possuindo com vigor e uma vontade incessante de conseguir o que queria, me fazendo perder no tempo, no espaço e em todos os lugares inimagináveis ... mas fazendo-me perder nela e naqueles fios loiros, quando enterrei meus dedos em sua cabeça e comecei a guiá-la. 

A vida pode ser engraçada às vezes. Sonhava em me casar com um galã de cinema, ter filhos e ser uma esposa perfeita, lógico, quando eu não estivesse em cima dos palcos. Mas ao contrário disso, a vida me trouxe uma garota. Pequena por fora, mas grande por dentro. Uma garota ao qual sou perdidamente apaixonada e não mediria esforços para vê-la e fazê-la feliz.

Contorci meu corpo e agarrei o travesseiro quando o orgasmo se apossou do meu corpo, o deixando trêmulo e ao mesmo tempo relaxado. Respirei profundamente ainda com os olhos fechados enquanto Tae subia escalando o meu corpo entre beijos e leves chupadas pela minha pele. Alcançou o meu rosto e avançou em meus lábios, iniciando um beijo intenso que me fez buscar o ar quando nos separamos.

- Feliz aniversário princesa. – Seus cabelos caíam ao redor dos seus ombros e seu sorriso era o mais iluminado possível.

- Vejo que alguém está muito melhor. – Abri um eye-smile e deslizei meus dedos suavemente pela sua costa, os enfiando em baixo do seu pijama. – Obrigada boo. - Tomei seus lábios novamente em um beijo possessivo.

A vontade que eu tinha era de passar o dia todo na cama em seus braços e sendo amada. Mas logo meu celular começou a tocar e sabia que seria o dia todo assim, com tantas mensagens e ligações de aniversário.


Notas Finais


Sempre imaginei a Fany com todo esse cuidado com a Tae, quando ela ficava doente. Desculpe se não foi do agrado de alguém mas foi o melhor que consegui fazer e PUFAVÔ, alguém diz pra Tae q tbm quero um presente desse de aniversário :s AUHSUASHASUASHUA.
Até o próximo amores, q será a segunda parte.


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