História Lost In Paradise - Capítulo 45


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Categorias Death Note
Personagens Beyond Birthday, L Lawliet, Misa Amane, Nate "Near" River, Personagens Originais, Raito Yagami, Rem, Ryuuku, Soichiro Yagami, Touta Matsuda, Watari
Tags Death Note
Visualizações 88
Palavras 2.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


❥ minha vida tá só o título desse capítulo;
❥ eu não sei se esse capítulo ficou bom pois estou me recuperando e voltei a escrever agora, então deixem suas opiniões pelo amor de deus!!
❥ eu vou fazer um pseudo-desabafo nas notas finais sobre minha vidinha e sobre o andamento da fic, quem quiser ignorar tudo bem, mas é um assunto bem delicado pra mim então espero que alguns de vocês deem atenção pois estarei explicando todas as razões pra eu sumir tanto e atrapalhar muito as atualizações
❥ é isso moçada, lê aí

Capítulo 45 - Infelicidade


Fanfic / Fanfiction Lost In Paradise - Capítulo 45 - Infelicidade

O vento parecia cortar sua pele e naquele momento se arrependeu de não ter saído com uma blusa. Seus tipos de roupa mudavam cada vez que saía de seu esconderijo, sabendo que qualquer deslize a entregaria as autoridades se fosse identificada. O disfarce nunca foi tão necessário, logo a ela que sempre quis ser notada, agora corria contra o tempo evitando que isso acontecesse.

Seus cabelos dançavam ao vento arrepiando sua nuca. Estava no alto de um prédio avistando a cidade no início da noite. Um local que poucos tinham acesso, e cá estava ela olhando para o distante chão com anseio de tocá-lo. Naquele momento sentia seu corpo completamente frágil, seus ossos mais pareciam palitos que com pouco esforço se quebravam. Seu sangue fluía como o próprio veneno e seus lábios secos se umedeciam com o frio. Seu corpo havia se tornado um mero instrumento desde a investigação, e só havia percebido isso agora. Os dias passavam em lentidão e Tsuki implorava para que logos eles acabassem. Viver no escuro, escondendo-se e fugindo o tempo todo. Esse nunca foi o desejo que teve para sua vida. Queria ter sido uma detetive como L, ou no mínimo entrar para alguma faculdade e estudar física-matemática. Mas havia se tornado o que desejou um dia destruir. Nunca havia se sentido tão deprimida.

Sempre tentava se consolar dizendo que logo acabaria, mas sempre que sua dor aumentava era como se estivesse apenas no começo dela e nunca sequer chegasse ao fim. A inteligência que ainda havia nela só afirmava que sua sanidade estava baixando e precisa urgentemente de tratamento psicológico, mas o objetivo que ela tinha era alto e pesava em qualquer decisão que tentasse tomar para ela mesma.

O barulho das grossas gotas de água foram ouvidas, em seguido as atingindo em cheio. A chuva a trouxe nostalgia e o desejo desesperador de estar dentro de uma casa quentinha, envolvida em um cobertor em uma cama macia, aquecida pelos braços de seu amado em volta de seu corpo frágil. Mas fragilidade não era uma característica de Tsuki. Mesmo que suas emoções estivessem destruídas e guardadas a sete chaves, continuava com o plano sem voltar atrás. Nunca admirou a si mesma ou pensou que poderia segurar um peso tão grande, mas havia conseguido.

Fingir gostar de Higuchi foi uma das coisas mais nojentas que pôde fazer, no entanto, fora necessário, ela sabia disso. Cada vez que ele tentava beijá-la a força, seu estômago revirava completamente. Aquele era um homem tão cruel e asqueroso quanto Kira, e se recusava a deixá-lo a tocar, por mais que fosse preciso manter as aparências.

A essa altura as chances da equipe de investigação crer que ela foi o Segundo Kira eram altas, e por mais que as dúvidas de L não tenham caído completamente de Misa, ele também deveria estar ponderando isso. Era o que pensava entre a chuva que a ensopava imensamente no escurecer da aproximada noite. Seus olhos sem esperança se voltavam para o céu cinzento trilhado em lágrimas. A sensação que tinha era que seria esquecida no tempo quando tudo isso acabasse, que seria só mais uma vida desperdiçada mesmo tendo dado o seu melhor pelo o que acreditava.

Naquela noite Maruyama desejou nunca ter deixado Lawliet.

 

{ ... }

 

Misa estava inquieta. Tatsuo tinha diminuído o número de visitas e ela não sabia a razão para isso. É agonizante ser ignorado sem saber o porquê. Você se questiona e culpa por tudo sem saber o que fez. Jamais faria algo para magoá-lo, ele havia sido o melhor amigo possível para ela. Assim como Tsuki já foi. Por coincidência, Raito havia se tornado muito próximo dela nas últimas semanas. Era no mínimo reconfortante e estava mesmo feliz por Yagami estar retribuindo seus sentimentos. Mas a agonia por não falar com Tatsuo tornava sua felicidade incompleta, não sabia definir como.

— Yagami — Watari chamou na porta. — Poderia, por gentileza, se dirigir à sala de reunião?

— O que foi, Watari?

— Ryuzaki irá explicá-lo pessoalmente — respondeu misteriosamente afastando-se do quarto de Amane.

— Misa, tenho que ir — disse apanhando sua blusa e colocando-a novamente. — Nos vemos depois, certo? — beijou-a na testa.

— Tudo bem, Raito...

Despediu de Misa e passou pelo corredor completamente tomado pela curiosidade. Ele estava em uma hora vaga e L só o chamava nesses momentos quando tinha algo novo para mostrar relacionado a investigação. Caso contrário não haveria motivos para ser chamado, já que Ryuzaki gosta de assistir pelas câmeras suas interações com Misa, sempre em estado de alerta e duvidando de cada mísera letra que fosse ouvida. Tentando aquietar o fluxo gritante de pensamentos que haviam se apoderado de sua mente, abriu a porta encontrando Matsuda de modo desajeitado deitado no sofá mais perto, quase caindo no sono por ter passado a noite inteira trabalhando.

— Queria falar comigo, Ryuzaki? — aproximou-se com cautela.

— Tem algo pra você ali na mesa — apontou. — Com todo respeito, eu tomei a liberdade de abrir antes e ler. Mas não vou contar o que está escrito, é melhor que você mesmo veja, e quando o fizer, se possível, conte-me sua opinião a respeito.

Raito olhou, sentindo-se perdido por um momento. Era um papel, mais precisamente, uma carta. Mas não recebia cartas há séculos, por que isso agora? Seria de Tsuki? Para L ter o chamado ali, provavelmente .Mas o que ela poderia querer com ele agora? A cada dia que se passava se sentia mais frustrado pela situação em que se encontrava. E o pior era que não podia demonstrar isso, deveria agir pleno como de costume para não levantar suspeitas. Ter tido as memórias do Death Note jogadas em cima de si novamente com tanta força foi um deslize enorme que quase o fez cair diretamente na teia do inimigo.

— Está bem — sussurrou nervoso. Caminhou até o leste da sala, pegando o papel sobre a mesinha. Assim como prejulgou, era realmente uma carta. Passou a mão pelo papel, respirando fundo e tomando coragem para iniciar a leitura. Era um texto um pouco maior do que esperava.

 

“Seja hoje ou nunca

Eu irei me render a essa dor

Finjo ter esperança

Indo contra meus próprios ensinamentos

Zombando da pureza de meu coração

Eu me nego a continuar nesse mundo cruel

Realmente não posso deixar isso acontecer

Ainda que haja motivos para continuar

Luto para que eles não prevaleçam

Guio minha alma para um precipício

O mais fundo e tenebroso que meus olhos já viram

A minha vida foi desperdiçada

Minha bondade agora é duvidosa

Ignoro as purezas de meu coração

Segura de que estarei fazendo o certo

Agora é a hora em que digo meu adeus

E não adianta me convencer do contrário

Sinto como se já tivéssemos sido amigos

Creio que você ainda possa se lembrar

Relembre o quanto puder, Yagami

Então você entenderá o sentido

Vendo essa carta

E lendo-a de cima pra baixo

Resultará no caos

Em que você mesmo me colocou

Ignores se quiser, nada mudarás

Meu único medo

É que eu deixe meu amado sozinho

Uma vez que o fizer, não terá volta

Não digo como ameaça, e sim como promessa

Orgulhe-se de seus feitos

Mas aceite sua punição

Eu irei até o fim, você verá, Yagami.”

 

Parecia uma mistura de carta de suicídio com ameaça. Muito estranho.

Raito tirou um momento para absorver as palavras, até que voltou a fitar um trecho misterioso.

“Vendo essa carta

E lendo-a de cima pra baixo

Resultará no caos.”

O que isso deveria significar? Isso o lembrava as cartas que havia mandado para L na época que tentou confrontá-lo. E então repetiu o processo de ler a carta de cima pra baixo.

 

Seja hoje ou nunca

Eu irei me render a essa dor

 

Finjo ter esperança

Indo contra meus próprios ensinamentos

Zombando da pureza de meu coração

Eu me nego a continuar nesse mundo cruel

Realmente não posso deixar isso acontecer

 

Ainda que haja motivos para continuar

Luto para que eles não prevaleçam

Guio minha alma para um precipício

O mais fundo e tenebroso que meus olhos já viram

 

A minha vida foi desperdiçada

 

Minha bondade agora é duvidosa

Ignoro as purezas de meu coração

Segura de que estarei fazendo o certo

Agora é a hora em que digo meu adeus

 

E não adianta me convencer do contrário

Sinto como se já tivéssemos sido amigos

Creio que você ainda possa se lembrar

Relembre o quanto puder, Yagami

Então você entenderá o sentido

Vendo essa carta

E lendo-a de cima pra baixo

Resultará no caos

Em que você mesmo me colocou

Ignores se quiser, nada mudarás

 

Meu único medo

É que eu deixe meu amado sozinho

Uma vez que o fizer, não terá volta

 

Não digo como ameaça, e sim como promessa

Orgulhe-se de seus feitos

Mas aceite sua punição

Eu irei até o fim, você verá, Yagami.”

 

Se fizer algo a Misa escreverei meu nome.

A mensagem era mais objetiva e assustadora do que poderia pensar. Havia entendido o que ela tinha escrito, mas não acreditado. Ela estava o ameaçando, ela de alguma forma previu que ele iria usar Misa para ameaçá-la caso tentasse algo. Tsuki é perigosa, expôs completamente a pista sobre escrever algo no caderno, e agora L estava bem mais perto de descobrir sobre o Death Note. Ela seria mesmo louca o suficiente de escrever seu próprio nome? Se ela fizesse isso iria morrer, mas provavelmente faria com que o Death Note fosse encontrado, tendo as digitais de Yagami nele e acabando por culpá-lo. Isso era terrível. Era loucura demais. De onde ela tirou essa ideia?

— Raito, qual o problema? — L perguntou, chegando mais perto. — Você está branco. Parece que viu um fantasma.

— Ryuzaki, como essa carta chegou até a gente?

— Ela sempre envia algo para a polícia e chega até nós como pista. Já faz uns quatro dias que ela enviou, mas achei que apenas agora seria uma ocasião apropriada para mostrá-lo.

— Entendo.

— E então? O que me diz sobre isso?

— Não faz muito sentido, Ryuzaki. Acho que ela mandou isso apenas pra nos distrair.

— Não. Seja mais preciso, Raito. Eu já trabalhei em um caso cujo assassino listava os nomes das vítimas em um caderno. O caderno que ela cita pode ter os nomes dos prisioneiros que Kira executa. Talvez ele anote os nomes como forma de memorizar, já que sabemos que ele precisa de um rosto e um nome pra executar alguém. Mas deve ter outras razões também...

— É. Você tem razão, não tinha pensado por esse lado — corrigiu-se.

— Sua queda de QI nessa última pista fez aumentar 7% minha desconfiança quanto a você, Yagami. No momento, acredito que você está incapaz de recuperar o poder do Kira, embora deseje isso.

— Quantas vezes teremos que discutir até que acredite de uma vez por todas que não sou o Kira?

— Bem... — mordeu o lábio inferior. — Muitas. Infinitas. Nada mudará minha ideia de que você é o Kira.

— Rapazes, não briguem de novo — Soichiro interrompeu. — Vamos nos focar na nossa nova pista — disse pegando o papel da mão de Raito. — Ryuzaki, saiu o exame laboratorial?

— Sim. As digitais dela só foram encontradas nas fitas que ela mandou há alguns dias. No resto, ela cuidou para que outra pessoa fizesse o trabalho por ela. Não sei em detalhes.

— Certo — se virou para L. — Está tudo pronto para a busca de hoje. Reunimos todo o nosso pessoal e iremos vasculhar todas as áreas perigosas da cidade. Nossa rota de busca iniciará hoje. Acredito que estamos a poucos passos de pegá-la.

— Eu sei. Ela não conseguirá fugir muito com nossa equipe solta agora. Em breve... Ela estará entre nós sendo julgada.

— Mal posso esperar — Raito murmurou, fechando o punho.

 

— x —

A noite chuvosa era turbulenta, e o anseio de ser encontrada estava ardendo em sua pele.

— Me diga, humana, o que ganha fazendo tudo isso por outro humano? Algum tipo de recompensa? Não entendo porquê ir tão longe — o shinigami a seguia pelo beco estreito, escondendo-se entre as sombras apagadas.

— Você é mesmo curioso, Ryuuku — respondeu cabisbaixa. — Não sendo um humano, não há como compreender os sentimentos de um, não acha?

— Tem razão. Mas estou de fato curioso. Não entendo porquê me trouxe aqui.

— Você entenderá em breve. Todos entenderão.

— O que quer dizer com isso?

— Todos verão a verdade sobre Kira. E mais importante... A verdade sobre mim.


Notas Finais


❥ Então gente. Antes eu jamais teria coragem de falar sobre isso, mas hoje é uma coisa normal e algo que querendo ou não faz parte da minha vida. Vou ser objetiva: eu fui diagnosticada com esquizofrenia e ansiedade há algum tempo já. Conviver com isso é extremamente difícil e muitas vezes atrapalha meu lado intelectual. Eu sofro muito vivendo disso, e escrever sempre foi uma paixão minha que me faz manter mais sã, criar personagens, ou mesmo retratar meu sofrimento em algumas cenas que crio. A questão é que ando deprimida com tudo isso e sem motivação. Por isso eu acabo demorando tanto pra atualizar. Na mesma hora que eu tenho uma boa ideia, vem um bloqueio criativo enorme e aquela vontade louca de jogar tudo pro alto. Eu não quero viver dependendo disso, então eu conto muito com o apoio de vocês, leitoras. Sim, de vocês. Eu escrevo isso aqui tanto por eu gostar quanto por ter outras pessoas dizendo que gostam. Vocês serem ativos aqui é muito importante pra mim, de verdade! Eu nem sempre posso responder rápido seus comentários mas eu sempre tento reservar um tempo pra isso, e irei fazer mesmo. É importante pra mim vocês se mostrarem presentes pois quero voltar a ter aquela motivação de escrever capítulos quase todos os dias, ainda mais agora que a fic está na reta final. Preciso que me digam o que querem pra essa fic e o que de fato acham nela. Estou buscando força em vocês, que acreditem, me motivam o suficiente pra eu tentar superar minhas capacidades de escrita e de criar um enredo. Enfim. Basicamente, é sobre isso que eu queria falar com vocês.


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