História Lost In Paradise - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Aventura, Exo, Ficção, Oh Sehun, Sehun
Exibições 79
Palavras 1.261
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem a demora para atualizar!!! Tenho uma razão muito plausível (no meu ponto de vista) para isso, vou contar lá nas notas finais, então leiam!
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 5 - IV - Pesadelo


Ás vezes, durante a noite, há aquele momento em que não estamos dormindo e também não estamos acordados. Nossos olhos estão se fechando, nossa mente começa a relaxar e se preparar para descansar, a realidade já é turva, e começamos a mergulhar no sono. Porém, antes que isso possa acontecer, começamos a sentir um formigamento, ás vezes até uma certa pressão sobre nós. Nossos olhos se abrem, mas o nosso corpo permanece imóvel, por mais que nossos esforços para nos mover sejam grandes. Não é possível falar, mexer qualquer músculo do nosso corpo, em alguns casos até respirar se torna um desafio, a única coisa que controlamos são os nossos olhos, que também são – muitas vezes – as únicas coisas que gostaríamos de deixar imóveis e fechados.

Durante uma paralisia do sono¹, podemos ouvir vozes, gritos, murmúrios. Podemos sentir toques, sejam em qualquer lugar do nosso corpo. Nossos sentimentos se afloram, com isso quero dizer o medo. Medo e desespero. Eles tomam conta de você, do seu corpo. Pelas veias o sangue corre frio, mas queima tanto como o fogo.

Eu não sabia o que estava acontecendo, não me lembrava de nada além de afundar no mar durante a tempestade. Mas de uma hora para outra, eu estava no escuro. Não era escuro como o escuro de um quarto. Era escuro como uma mente tomada por pensamentos e sentimentos ruins. Eu podia sentir meu coração sufocado naquele espaço desconhecido por mim. Aquilo me perturbava. Eu sentia frustrações que me faziam ficar tonto, eu sentia paranoias, medos, e aquilo percorria meu corpo como uma serpente sufocando sua presa.

Não conseguia ver, mas eu sabia que tinha alguém ali. Enquanto eu estava naquela situação, deitado, sem poder me mover, havia alguém me olhando. Eu escutava a sua respiração, e era pesada, apesar de transpirar tranquilidade e prazer ao me ver daquele jeito. Era notável, ao mesmo tempo em que era discreta.

Minha respiração era fraca, graças àquela pressão no meu peito, como se houvesse uma geladeira em cima de mim, graças ao medo que eu sentia, e também aos falhos esforços de me mexer e sair daquela situação. Eu tentava gritar, mas nem ao menos um mísero sussurro saía da minha boca. Porque aquilo estava acontecendo? Seria o jeito de pagar meus pecados após morrer afogado no mar? Aquele terror psicológico tornava toda a confusão da minha cabeça ainda pior, eu me via delirando assim que saísse dali.

Eu estava desesperado, tudo o que eu queria era sair daquela situação, morto ou não. E foi isso que aconteceu.

Repentinamente, meus olhos se abriram e foram invadidos por uma claridade sem igual. Eu nem ao menos me incomodei, mesmo que meus olhos tenham ardido, eu não os fecharia de novo tão cedo. O céu, ou o que eu achava ser o céu, era de um azul tão limpo e vibrante, que me fazia querer sorrir, mesmo sem motivos. O barulho do mar acalmava minha mente depois dos momentos que eu havia passado naquele escuro, seja lá onde fosse.

Por um instante parei, e voltei ao que eu havia pensado. Mar?

Reclinei-me para cima na intensão de me levantar, mas por muito medo de não conseguir me mover, como no meu suposto “sonho”, meus movimentos foram repentinos e rápidos, o que fez minha visão escurecer por uns segundos, e minha cabeça tombar para o lado. Após me endireitar, olhei bem para o lugar onde eu estava, e demorei a processar tudo aquilo.

O mar na minha frente era calmo, seu som quase inaudível, mas graças ao gracioso silêncio que o lugar possuía, as ondas sonoras eram bem captadas pelos meus ouvidos, e eram como uma música que eu não me cansaria de ouvir. Em baixo de mim, a areia não era tão fininha, mas sua maciez era incontestável. Agarrei punhados dela com minhas mãos, apenas para me certificar de que aquilo não era coisa da minha cabeça, e também para ter certeza de que elas não iriam à lugar algum – após tudo o que eu passei, aquele lugar era como um sonho e poderia ser chamado de paraíso facilmente. Era lindo, e não se podia negar isso.

Eu estava me perguntando se aquele pesadelo havia mesmo acabado, ou se tudo isso ainda era parte de um longo sonho. Eu havia me afogado, como eu estaria ali? Se eu havia morrido, estava no paraíso, mas se estava vivo, como eu havia vindo parar nesse lugar? Sozinho, ainda por cima. Sozinho... Sem Dahyun. Onde estaria ela?

Olhando para o horizonte na esperança de ver algo, de respostas, de soluções, mal percebi que um pouco mais para trás de mim havia algo, ou melhor, alguém. Fui engatinhando até a menina de cabelos escuros e ondulados deitada na areia, já com o meu coração apertado de preocupação e feliz ao mesmo tempo por vê-la. Não foi difícil reconhecê-la, mesmo de longe e com os cabelos tampando o seu rosto. Dahyun estava tão linda quanto a última vez que eu havia a visto – mesmo que isso tenha sido afundando no mar, ela continuara linda, mesmo naquela situação.

Cheguei perto dela e coloquei minhas pernas em baixo de sua cabeça, fazendo-a se deitar em mim. Sua pele estava mais pálida do que o normal e estava fria. Não podia estar morta, eu não deixaria. Verifiquei a sua respiração, que era perceptivelmente quase nenhuma. O pouco ar que entrava e saia de seu pulmão mal fazia seu peito se mover, aquilo não enchia seus pulmões de ar. Olhei o seu pulso, e nada. Aquilo me deu um choque de realidade. Rapidamente repousei sua cabeça na areia novamente e fiquei ao seu lado. Tentei reanimá-la com minhas mãos em seu tórax dando leves pressões no mesmo, a massagem cardíaca. Ao ver que aquilo não estava adiantando muito, resolvi fazer respiração boca a boca e tentar tirar a água de seus pulmões.

Meus lábios se encontraram com os de Dahyun, que estavam salgados e macios. Não queria que a primeira vez que nossos lábios se encontrassem fosse dessa forma, mas se aquilo era para salvá-la, então eu não hesitaria nem um segundo.

Admito ter começado a sentir atração por Dahyun durante o tempo que fiquei junto a ela no barco, não sei quanto tempo foi, a noção de tempo já havia partido há um bom tempo, mas sei que não foi pouco. E a cada momento que passávamos lá, dividindo o medo, a esperança, a força, eu só me sentia mais feliz por tê-la comigo, e mais triste pelo mesmo motivo. Ela não merecia a realidade imposta sobre sua vida, e eu adoraria que ela se salvasse. Mas agora, ali estava ela. A beira da morte, sem ao menos ter a chance de voltar para casa. E ali estava eu, desesperado para conseguir salvá-la, de todas as maneiras possíveis. Ali estava eu, com medo de perdê-la. Ali estava eu, com lágrimas percorrendo o meu rosto.

De um segundo para outro, em meio ao meu desespero, Dahyun cuspiu toda a água que estava em seus pulmões, e após tosses e respirações pesadas em busca de ar, seus olhos transbordando medo se encontraram com os meus.

Foi ali que eu percebi que aquele sonho havia realmente acabado. Nós realmente estávamos naquela praia – possivelmente de uma ilha – e agora estávamos perdidos, mas em terra firme.

Com o sol brilhando sobre nós e o som do mar, me permiti agradecer por não estar perdido no oceano, por não estar sozinho, por não estar preso em um pesadelo como o de antes. Eu e Dahyun estávamos juntos, perdidos naquele paraíso.


Notas Finais


1 - A paralisia do sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos frequência, imediatamente antes de adormecer.
Eu sofro disso, sinceramente não é legal, mas é interessante ler sobre, então a quem se sentir curioso, aconselho vocês a procurarem a explicação científica e as culturais também (que são as que eu acredito, foi mal ciência!), pois é realmente interessante de se ler.
Eu incluí isso na história pois aconteceu recentemente comigo, e isso me deu vontade de expressar meus sentimentos de alguma forma, achei que na fanfic não ficaria tão estranho kanhdfikd.

Agora as explicações da demora na atualização: Eu não sei se vocês sabem, mas eu participo de vários fandoms no kpop, isso inclui Monsta X, então eu dediquei meu tempo para ajudar na visualização do novo MV deles, da música Fighter (assistam, tá muito bom tsc tsc) e nas votações também, não me sobrava tanto tempo para escrever.
Mas em compensação, tentei fazer um capítulo um pouco maior, mesmo que sem diálogos dessa vez.

Enfim, obrigadaaaa de coração pelos comentários e favoritos, isso me deixa muito feliz, então continuem assim! jaujdfdk. Eu espero que tenham gostado, então deixem suas opiniões aí em baixo, sugestões também são bem vindas!
E se tu é leitor novo e gostou da história, favorite aí também heuhe juro que vou tentar não decepcionar vocês com essa fanfic e postar um bom conteúdo para vocês! kiajndf

Qualquer coisa meu twitter é @/yoonghostx também!

É isso, gente. Obrigada novamente e até maisss! sz sz sz


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