História Lost In The Ocean - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Aventura, Sobrevivencia
Exibições 7
Palavras 908
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Decidi postar mais cedo. Estou amando essa história, e espero que vocês também. XD

Capítulo 2 - Where - 2


  Os meus olhos estavam pesados e se recusavam a abrir. Eu juro que cheguei a ver uma luz no final do túnel, e meu corpo desaparecendo como nada. Mas, acabei acordando com gritos humanos e o corpo frio e molhado que a água marítima havia provocado. 
 Esperava que fosse tudo um sonho e que, na verdade, eu ainda estivesse no avião e tinha acordado para o almoço ser distribuído. Mas, era completa realidade. Eu sentia a areia atravessando o meu corpo gelado como um glaciar. Comecei a tossir, e, ao mesmo tempo, cuspia água que provavelmente ingeri nos momentos em que quase morri. Conseguia ver uma imagem desfocada de Don tentando fazer respiração boca-a-boca, e, tentando me levantar, busquei um apoio para me suportar enquanto o ar me devolvia a consciência que havia perdido. Eu estava tonta e perdida, não só pelo meu estado, mas também pelo que tinha acontecido anteriormente. O avião despenhou-se, e nós sobrevivemos. Como assim?! Sinceramente, preferia ter morrido no impacto a ter que suportar a dor de viver algum tempo no oceano - sem nem saber se acharia uma ilha ou um pedaço de terra para viver e buscar alimento.
 Don não parava de gritar e eu ainda pensava sobre o que estava fazendo ali. Sim, eu já podia ter me levantado e entrado em pânico, mas, como ótima pessoa que sou, preferi ficar deitada e deixar meu amigo entrando em histeria - ou então me esqueci do que estava acontecendo e optei por fingir de morta. Por entre meus pensamentos, acabei por me levantar e coçar a cabeça, o que me deu uma vista panorâmica incrível do que estava à minha frente; Don com areia colada pela água por todo o seu corpo. Mas o que me fez despertar completamente e acabar por andar um pouco, foi o que estava atrás dele. Existia uma ilha, e nós estávamos pisado-a. Afinal, não tinha sido assim tão difícil achar um local para morar; visto que acordei sobre um.
- Don, que merda aconteceu?! E como a gente veio parar aqui?! - Exclamei extremamente confusa.

Era quase impossível termos vindo parar a uma ilha depois do nosso avião ter se despenhado E AINDA TERMOS SOBREVIVIDO. Só uma dádiva de Deus - que eu nem acreditava que existia, mas dava uma pequena chance nesses momentos - podia ter causado isso. Era demasiada sorte. Sorte que nós não tínhamos nem nunca tivemos. Eu ainda não conseguia aceitar a hipótese e realidade de nós termos tido tanta sorte depois do grande azar de isso ter acontecido. Já podíamos estar mortos, ou afogando, ou morrendo com hipotermia, mas não. Alguém que governa o mundo decidiu nos colocar numa ilha e nos fazer sobreviver a um acidente de avião depois de todo o nosso azar; porque, apesar de ser considerado sorte, para mim era um azar. Preferia ter morrido do que, agora, ter que fazer um próprio programa de sobrevivência como aqueles da TV que eu assistia e tinha vontade de entrar, sabendo que não iria sobreviver nem quatro horas. Mas agora era a sério, ou eu sobrevivia, ou morria de fome, sede ou frio. Era pura sobrevivência ou morte. Tínhamos que lutar.

- Eu pensava que você tinha morrido! Eu estava em pânico. Não ia enfrentar isso na solidão. Porque, sim, eu sei o que nos espera. Vai ser exatamente igual àquele show de TV que dá aos sábados. Vamos ter que lutar pela nossa própria comida, e, quem sabe, nos comer uns aos outros. Das duas maneiras. - Don ria assustado, tentando criar algum clima entre a gente.

- Como você consegue fazer piadas numa altura dessas?! Eu estou morrendo demais para conseguir rir, e eu sei que quando você está assustado você começa a fazer piadas para retirar a pressão da situação. ESTAMOS PRESOS, DON. PRESOS. COM UMA ILHA PARA NOS SALVAR! - Eu gritava, nas esperança de ser um apanhados e estarmos sendo filmados para algum programa de pranks.

- Desculpe, só queria melhorar a sua tensão. Sei que estava assustada. Prefere um abraço? -  Don se dirigia até mim com os braços abertos, cheirando a mar. Ou, então, era impressão minha, já que tudo ali cheirava a mar e a peixe.

Enquanto Don me abraçava contra a minha vontade, eu entendi algo; a ilha era grande. Não era extremamente grande, mas grande. Grande o suficiente para existir outro alguém vivendo lá ou grande o suficiente para ter o alimento que nós precisávamos além daquele que estava à nossa frente; frutos. Muitos coqueiros já apareciam à nossa frente, mas eu queria descobrir mais. Queria achar coisas novas. Queria explorar a ilha. E, de repente, dentro de mim emanou uma alma exploradora e receosa; queria saber os perigos da ilha, e, ao mesmo tempo, saber derrotá-los.

- Don, me larga. Vamos explorar a ilha. - Empurrei Don e comecei a passar entre os coqueiros e troncos caídos. Ele tentava me seguir, mas nada acompanhava o meu passo. Eu estava ativa. Algo me indicava que havia algo de estranho naquela ilha, algo me dizia que, longe de nós, algo sobrenatural estava ali.

- Não vai assim tão rápido! - Don exclamava, mas eu fingia que não ouvia. Era como se ele estivesse calado para mim.

Foi quando parámos para ver. Eu sabia.
Num monte alto, algo pairava em cima.
Era bizarro. Era algo que não era do nosso mundo.
E nós não conseguíamos acreditar no que estávamos vendo.


Notas Finais


Obrigada por ler!


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