História Lost in Time - Capítulo 47


Escrita por: ~ e ~VitoriaWolf

Postado
Categorias A Seleção, Merlin, Perdida
Personagens America Singer, Arthur Pendragon, Aspen Leger, Gaius, Guinevere "Gwen", Kriss Ambers, Maxon Calix Schreave, Merlin, Morgana Pendragon, Morgause, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Sir Gwaine, Uther Pendragon
Tags A Seleção, America Singer, Aspen Leger, Maxon Schreave, Merlin, Morgana Pendragon, Perdida, Rei Arthur Pendragon, Rei Clarkson
Exibições 131
Palavras 2.684
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noiteeee e me desculpem pela demora. Boa leitura!

Capítulo 47 - Lost in a big happy family


Fanfic / Fanfiction Lost in Time - Capítulo 47 - Lost in a big happy family

 

Pov América

As coisas já tinham começado a esquentar e provavelmente não estávamos no lugar mais apropriado para isso. Não sei como a bibliotecária não ouviu meus altos suspiros e gemidos contidos e não veio ver o que acontecia. Ou ela simplesmente os ignorou com medo do que poderia encontrar quando nos visse. Arthur costumava vir bastante nesse canto, existe uma coleção inimagináveis de contos e livros sobre ele e sempre que precisa elevar seu ego, ele folheia as páginas procurando alguma coisa de interessante. A maioria é pura invenção, mas para ele não faz diferença. 
Com o canto do olho observo os livros caídos no chão. Eu sentiria dó se não estivesse tão ocupada no momento. Arthur, sem a menor delicadeza, os tirou dali para que eu seguida pudesse me deitar. Ele faz uma trilha de beijos por meu pescoço, descendo cada vez mais, e não sei onde teria chegado se não tivesse parado. Abro os olhos, confusa com a subita interrupção, e vejo seus olhos azuis bem abertos, mais para arregalados, sua boca a milímetros da minha pele, onde ele planejava depositar o próximo beijo, mas em vez de fazer isso, ele encara o fim do corredor. 
_Vocês não se cansam?- reconheço a voz julgadora de Merlin. Não passa se um mísero sussurro, provavelmente por estarmos em um local público. –Eu não tenho chá aqui! 
Ouço, ainda sem olhá-lo, o som de seus passos em nossa direção. Arthur continua congelado na mesma posição de antes, é preciso que eu me levante rapidamente para que ele acorde. Abaixo a saia do vestido rapidamente e tento parecer o mínimo apresentável possível, mas parece difícil. Sinto minhas bochechas queimarem de vergonha, exatamente como todas às vezes em que isso acontece. E são muitas.
 _Você incomoda mais do que cupim, Merlin. –Arthur levanta o tom de voz e recebe um olhar de repressão do amigo. –E já disse para parar com essa ideia de chá! Só pare de pensar em chá. Quer embebedá-la? À vontade! Mas pare de oferecer chá! –rio internamente com sua atitude. Não achei que ele fosse ficar realmente irritado. Merlin já apareceu em tantos momentos inoportunos que é quase normal que interrompa qualquer intimidade que possamos ter. Ter Merlin ao nosso lado é sinônimo de nunca ter privacidade.
 _Eu preciso falar diretamente com ela sobre esse assunto, se não se importar. –ele sorri impetuoso e Arthur bufa. 
_Tem algum motivo importante para estar aqui além de irritar?
 _Sim. –Ele olha para o próprio pulso, pro relógio que havia acabado de ganhar. –Vocês têm exatamente trinta segundos para arrumar esse lugar antes que Maxon chegue aqui. 
_O quê? Como assim? 
_20 segundos agora. Não, quinze. –ele se conserta e um estalo ecoa dentro de mim me fazendo agilizar. Me abaixo para recuperar os livros jogados, mas não foi de muita utilidade. Estava me levantando para deixar o terceiro deles em cima da mesa quando ouvi o som da porta de batendo e o a voz de Maxon ao longe, provavelmente perguntando à bibliotecária onde estávamos. Arthur se joga em uma cadeira e toma um livro em sua mão e eu me posiciono na frente de Merlin, soltando uma gargalhada, como se estivéssemos tendo uma longa conversa. 
_Maxon! –me viro para vê-lo caminhar até nós. Ele sorri quando me vê gritar seu nome e tento me controlar. –O que faz aqui? –ele olha ao redor antes de me responder, parando alguns segundos a mais em Arthur, que se reparou na chegada do príncipe, nada disse.
 _Tenho uma surpresa pra você. Todos venham comigo, por favor.
 Ele nos levou para o saguão principal, onde uma gritaria enchia meus ouvidos. Eu reconhecia aquelas vozes, as conheço, mas não acredito que sejam realmente eles. Não pode ser eles. Mas quando viro o corredor e os vejo se divertindo em frente a escadaria principal, sem se importar em nada com o lugar que estão, soube exatamente que eram eles mesmos. Não consegui controlar meus próximos passos, minha perna se mexeu sozinha, correndo pelo carpete em direção a todos, que parecem ter notado o som dos meus passos e se viraram para ver quem era a louca. E era eu. Seus sorrisos se abriram imediatamente, cada um mais feliz do que o outro, e sinto meu coração se encher completamente. Não tinha percebido até aquele momento o quanto sentia a falta deles. 
Claro que me desesperei no começo por não tê-los em Camelot comigo, mas com o tempo tive de engolir a dor, suportar a perda e aceitar que nunca mais os veria novamente. Mas aqui estou, tentando desesperadamente abraçá-los ao mesmo tempo, sem nenhum sucesso. Sinto as primeiras lágrimas escorrerem por meu rosto e não faço questão de secá-las. 
_O que estão fazendo aqui? –Pergunto depois de me acalmar. 
_Sua Alteza nos convidou. Ele nos ligou para avisar do seu sumiço. –ela me olha brava e sei que vou levar bronca. Não me importa, senti falta de seu espírito materno, o mais distorcido que seja. –O que aprontou dessa vez, minha filha? Sumir desse jeito? –só rio e a abraço em seguida. 
_Fico feliz em vê-la novamente. Estava com saudades. 
_Você me viu há duas semanas atrás. –retruca.
 _Duas semanas que pareceram anos. –confesso.
 Abraço Gerard o mais forte que posso, o que arranca resmungos. Ele agradece quando o solto, dizendo que o havia apertado demais. A gargalhada substitui a tristeza e em pouco tempo sinto como se nunca os houvesse abandonado. Kenna me dá um meio abraço, seus braços estavam ocupados com o pequeno embrulho, minha sobrinha, Astra, que não poderia se mais linda. Mesmo dormindo, vida irradia de seu rosto, o que só faz com que meu coração aperte de saudade. Queria que meus filhos estivessem aqui, que sua avó pudesse conhecê-los, que Davi pudesse jogar bola com Gerard e que May pudesse mimar minha Brenda, mas sei que não é possível. 
_Eu não sabia que Maxon tinha um irmão. –May sussurra em meu ouvido na sua vez de me abraçar. Olho de soslaio para trás e vejo Arthur encostado na parede, olhando diretamente para mim, um sorriso de lado em seus lábios e uma felicidade e admiração em seus olhos que nunca havia visto antes. Ele sorri para mim e May cora. –Ele é ainda mais bonito que Maxon. –suspira. –Se isso for possível. –rio. Tão típico dela.
 _Eles não são irmãos e ele é velho demais para você. –ela cruza os braços e faz um bico, mas sei que não está realmente brava. 
_Porque você fica com todos os gatos? –a olho confusa. –Qual é! Qualquer um poderia ver o olhar que acabaram de trocar. Maxon não te escolhe e você segue em frente depois de dez dias. Estou tão orgulhosa de você! –ela me abraça novamente. 
_E eu não recebo nem um abraço? Ouço a voz melodiosa mesmo com a gritaria ao redor. Me viro para observar Celeste retirando os óculos escuros, e se eu não tivesse certeza de que não está ventando por aqui, me perguntaria como seus cabelos flutuam naturalmente, como nas cenas dos filmes de televisão que costumava cobiçar com May. Ela sorri irônica e corro em sua direção, sem perceber o quão importante ela havia se tornado em minha vida. 
_Fiquei sabendo que esse palácio estava sem graça e resolvi dar o ar da minha graça, agitar as coisas um pouco por aqui. –ela sorri inocente, como a garota que conheci há sete anos atrás, ou dez dias, isso ainda me confunde. 
_Então nós, meros mortais, teremos a honra da sua companhia? –ela joga o cabelo pro lado e pisca sedutoramente.
 _Óbvio. –ela me solta finalmente e caminha até alguém atrás de mim. –Obrigada por me chamar de volta. –Maxon beija sua mão. –Pelo o que sei eu tenho uma promessa a cumprir. –ele congela, sua feição assustada. A memória do dia em que as garotas vieram me visitar em meu quarto após o desastre da condenação me volta a mente, quando Celeste prometeu para Maxon que ele se veria com ela se algum dia me fizesse sofrer.
 _Não se preocupe, Celeste, eu não estou sofrendo. –ela olha no fundo dos meus olhos, tão fundo que tenho medo de ela perceber algo que nem ao mesmo tenha percebido, mas ela parece convencida. Maxon suspira aliviado. 
_E quem é aquele com a sua mãe? –Celeste abre a boca, analisando sua presa. Ela sorri maliciosa, ajeita o vestido colado e indecente, não que eu esperasse algo diferente dela, e caminha até minha mãe e Arthur, que parecem envolvidos em uma conversa. 
Os dois parecem ter se dado bem e sei o quanto isso significa para ele. Sua família nunca me aprovou antes de desaparecer de sua vida e a minha estava há séculos de distância. Ele nunca conheceu uma sogra para intimidá-lo, para dizer que o fará sofrer se ele fizer o mesmo comigo, que o fará ficar na linha a qualquer custo. Ou para simplesmente ser sua segunda mãe. Sei que nunca ninguém poderá ocupar o lugar de Ygraine, mas sei que ele espera por uma família, por um amor materno. Sigo Celeste rapidamente até o circulo que se formava, admito que com medo do que ela fará. Arthur a encara, completamente boquiaberto, e mesmo que tente disfarçar, o conheço o suficiente para saber que não é uma boa reação. Celeste se vira para trás com um sorriso determinado, como se já estivesse esperando por essa reação, imagino que seja sempre assim quando os garotos a veem. Mas Arthur não possui atração em seu olhar ou qualquer outra coisa do tipo, ele desce os olhos para a roupa, para o enorme decote e sei que se sente completamente ultrajado com isso. Tentei avisá-lo sobre os costumes, mas ele simplesmente não consegue entender as vestimentas. Acho fofo, pelo menos até agora eu achava. 
_Sobre o que estão conversando? –passo meu braço pelas costas da minha mãe e encaixo minha cabeça em seu ombro.
 _Celeste estava nos contando sobre seu trabalho como modelo. –minha mãe responde tentando encobrir a irritação. Ninguém parece perceber, mas sei que ela não gosta de pessoas como Celeste, mesmo que ela seja diferente. Eu poderia ter dito que ela só estava tentando impressionar Arthur, mas foi por esse mesmo motivo que tive de interromper a conversa.
 _Então, Arthur, como anda sua esposa e seus filhos? –ele precisou de alguns segundos para se recompor, mas logo sorriu apaixonado.
 _Está ótima. Conversei com ela pela manhã e estão todos maravilhosos. Obrigada por lembrar. –ele mente sorrindo, agradecido por ter me juntado a conversa. Celeste bufa ao meu lado, o mais silenciosamente possível e trata logo de arrumar um motivo para sair dali rapidamente.
 _Porque todos os homens bonitos têm que ser apaixonados por outra? –resmunga, se recompondo logo em seguida e abrindo um sorriso radiante.
 _Você é maravilhosa, Celeste, vai achar o homem certo. –Maxon se junta a conversa. Minha amiga não parece notar a tensão palpável entre nós, é o que vêm acontecendo sempre que estamos no mesmo cômodo juntos. Acabamos por ficar sempre em silêncio, sem ter certeza exatamente do que fazer. 
_Espero que quando encontrá-lo ele não me troque por uma loira oxigenada. –ela sorri venenosa e nos dá as costas, me deixando extremamente desconfortável. 
_Me desculpe, Maxon, eu... –começo a me desculpar mesmo sem saber o real motivo para isso. Posso não amá-lo, mas ainda quero vê-lo feliz. Ele sorri triste, um sorriso de compreensão, e me interrompe. 
_Ela está certa e vou ter que passar o resto da minha vida tentando recompensar meus erros. –ele sustenta seu olhar por alguns segundos e pude jurar que conseguia ver sua alma, quebrada. –Gostaria de pedir a atenção de todos. –ele levanta o tom de voz e todos no recinto se viram para nós. –O almoço será servido para todos no jardim. Embora meu pai esperasse poder desejar suas boas vindas, uma reunião de emergência lhe tomará todo o dia. –mente, mas ninguém parece perceber. – Minha mãe e noiva se juntarão a nós para a refeição. Por favor, sintam-se em casa.
 Tendas deixavam as sombras muito mais agradáveis. Longe do sol, mesas com comidas e garçons atravessando o espaço com bebidas ofereciam o menu. Amberly e Kriss já estavam lá, e mesmo que minha família tentasse, eles não conseguiam se fazer de formais por muito tempo. Fizeram uma reverência e acabou por ali. Eu não me importava se eles se mostrassem mal-educados ou algo do tipo, estava muito extasiada pelo simples fato de tê-los ali. Nos sentamos em uma única mesa conjunta, Arthur na minha direita e May na minha esquerda, e nenhum dos dois queria me deixar comer. 
_Você viu a roupa dela? –Arthur tenta mostrar sua indignação sem que todos possam ouvir. – Consigo ver tudo, tudo! Como permitem que ela use isso? É uma completa falta de educação! –seguro a risada, sempre me divirto com seus costumes éticos. 
_É completamente normal. Talvez não tão normal assim, mas normal o suficiente para você agir como se fosse. –o repreendo, arrancando uma bufada por sua parte. 
_Então devo simplesmente corresponder suas investidas? É o que vocês fazem aqui? –ele sorri cínico, sabe que ficaria brava. 
_Já deixei bem claro que você é casado, ela não vai te importunar mais. –não ouvi sua resposta, May me puxou pelo braço antes, me fazendo virar para ela. Continuamos conversando enquanto eu observo os outros na mesa. Não conseguia imaginar que assuntos em comum minha mãe e a rainha poderiam ter para que a conversa não acabasse, mas devem ter encontrado algo porque soltava risadas constantemente. Kriss bufava de raiva ao lado de Celeste, e mesmo que tentasse se conter, Maxon estava aliviado por ter minha amiga ali e talvez, mesmo que não queira admitir, esteja feliz por não possuir a atenção da noiva no momento. 
_Gerard, qual o nome daquele jogo que gosta? –meu irmão se encolhe na cadeira, receoso com os olhares e os pescoços virados em sua direção. 
_Futebol. –responde fraco. 
_Acha que poderia me ensinar? Não existe na minha terra. –ele imediatamente sorri, feliz por uma companhia e impressionado por descobrir que o futebol não existe em algum lugar. –Sua Alteza por acaso teria uma bola aqui? –Maxon nega com a cabeça. –Posso pedir para um guarda ir na cidade comprar uma? –ele assente, hesitante com o pedido. 
Em menos de trinta minutos os guardas voltaram com uma bola nova e Gerard não poderia ter ficado mais animado. Os dois correm animados pela grama. Jogando a bola pelos arredores, perseguindo um ao outro, se jogando na grama sem qualquer pudor. Eles soltam gargalhadas constantemente abro instintivamente um sorriso ao vê-los se dando tão bem. Sei que meu irmão lembra, para Arthur, nosso filho e a constante saudade e sei que, quando voltarmos, encontrará um jeito de levar a bola e espalhar o jogo para todo o reino. 
_Eles parecem estar se divertindo. Desde que Shalom se foi Gerard se fechou muito. É bom vê-lo sorrindo novamente. –minha mãe diz com um sorriso aliviado no rosto. 
_Acho que Gerard o faz se lembrar do filho. Ele é um pouco mais novo. –tento parecer alheia, mas sinto meu peito doer cada vez que penso nos dois.
 _Ele parece um bom pai. –Celeste, pela primeira vez, parece sorrir sem ter uma segunda opção em mente.
 _Ele é o melhor. –continuo os observando com um singelo e escondido sorriso. Os vejo terem que ser carregados até seus quartos por não poderem tocar no carpete devido a tamanha sujeira e lama que carregavam consigo, mas ainda assim rindo de todas as vezes que tropeçaram ou coisas do tipo. _Você parece feliz. –digo enquanto Arthur termina de secar os cabelos loiros.
 _Seu irmão é demais. –confessa. –Toda sua família. Eles são tão animados. Tentei procurar os detalhes que me contou naquela fez para fazer o quadro e tenho que admitir que estou oficialmente com inveja da sua infância. –encontro seus olhos através do espelho e sorrio. 
_Eles são sua família agora. Me arrependo de que minha mãe nunca conhecerá os netos. –me encosto na parede, o semblante triste. 
_Ela vai. Todos eles vão.


Notas Finais


Prometo que o prox nao vai demorar muito. Ate os comentarios!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...