História Lost Memories - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Lemon, Taegi, Vmin
Exibições 28
Palavras 1.959
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


I'M BACK BITCHES
Então galero, voltei rapidíssimo dessa vez pq tava muito inspirada hj (aí vcs me perguntam por quê? e eu digo PQ A CAMISA DO KOOK ABRIU E EU MORRI SCRR) e por que minhas provas começam essa semana, portanto não terei tempo nem para respirar direito, aliás, tenho um trabalho demoníaco de literatura e nem terminei ainda (ai como a vida é difícil).
É o seguinte, esse capítulo é Jikook e totalmente focado nos sentimentos do Jungkook e nas lembranças dele e tals, eu escrevi pra esclarecer o que tá acontecendo com eles agora que Yoongi tá sem memória e Jimin tá em coma.
As músicas são Not About Angels da Birdy, maravilhosa e Paper Hearts (a versão do kookie, que é linda), pus elas aí no meio pq escrevi ouvindo as duas e achei que ficaria legal. Chorei horrores pq elas me acabam.
Enfim, espero que gostem.
Beijinhos e não usem drogas pesadas (uns baseadin num tem problema)

Capítulo 9 - It's simple, i love him.


 

~Jeon Jungkook

 

Duas semanas. Um mês. Dois meses. Quatro meses. Seis meses. O tempo passava rápido demais do lado de fora, mas dentro daquele quarto ele parecia ter parado. Jimin estava em coma. Vários exames eram feitos e não havia nada de errado, mas ele continuava dormindo. Eu o visitava todos os dias, fiz amizade com as enfermeiras e alguns médicos e era muito bem tratado por seus pais, mas a dor não diminuía. E se eu tivesse me declarado antes? E se Taehyung não tivesse ligado e feito com que Yoongi batesse aquele carro? E se eu tivesse enfrentado os meus pais e desistido do casamento? Se eu tivesse sido mais forte nada disso teria acontecido e eu não estaria aqui chorando todas as noites por ele.

Como faço todos os dias, acordei bem cedo para ir ao hospital, como estava em come Jimin tinha direito a um acompanhante o dia todo, e com seus pais eram muito ocupados eu ficava com ele. Cheguei no mesmo horário de sempre e fui direto para seu quarto, cumprimentei as enfermeiras que sempre o examinavam de manhã e enfim ficamos sozinhos, tirei meu casaco e deixei encima da poltrona indo até ele e beijando sua testa, algo que fazia sempre. Para mim, o fato dele estar dormindo não significava que não estaria ouvindo ou sentindo minha presença, eu sabia que estava e por isso contava tudo o que acontecia, as notícias, fofocas de celebridades que ele gostava, falava de seus pais e até de Taehyung e o principal, eu cantava.

 

We know full well there’s just time

So is it wrong to dance this line?

If  your heart was full of love

Could you give it up?

...

How unfair it’s just our luck

Found something real

That’s out of touch

But if you search the whole wide world

Would you dare to let it go?   

                                                                                                 

 

Eu gostava de cantar para ele por que eu sabia que ele estava ouvindo tudo e talvez até acordasse ao me ouvir, ao saber que eu estava o esperando e que não sairia de seu lado.

- Oi, meu amor. Como está se sentindo hoje? Bom, eu não fiz nada de extraordinário, passei no supermercado entes ir para casa ontem, comi, tomei um banho e fui dormir. Hoje de manhã vim direto para cá, mas não posso ficar o dia todo, pois tenho algumas coisas para resolver com os meus pais. – tirei uma mexa de cabelo que caia sobre seus olhos – volto à noite para ver com você está.

 Durante os seis meses em que Jimin estava no hospital eu raramente o deixava sozinho e isso preocupava tanto meus pais quanto os dele, minha vida agora se resumia a ir vê-lo todas as manhãs e voltar para casa a noite pensando apenas em voltar no dia seguinte. As pessoas sempre dizem que você não sabe o quanto ama alguém até perdê-lo. E eu sentia todos os dias quando deitava a cabeça no travesseiro que aquele poderia ser o último dia que passei com ele. Arrependia-me amargamente por não ter percebido antes como aquele homem havia se tornado importante em minha vida e que não conseguiria mais viver sem ele.

Fui convidado para almoçar com os meus pais e tive que aceitar, pois não os via a um bom tempo e eles estavam realmente preocupados. Cheguei ao restaurante escolhido e fui até eles, os cumprimentei e me sentei na cadeira que se encontrava de frente para meu pai.

- Então, como está o garoto Park? Soubemos que você passa muito tempo lá, está se alimentando direito? Sua mãe está muito preocupada.

- Estou mesmo! Nem me lembro de qual foi a última vez que tivemos uma refeição juntos, você está tão magrinho meu filho. – disse apertando minha bochecha.

- Eu estou bem mãe. Estou me alimentando e dormindo direito. Jimin continua na mesma situação, não há nada de errado, aliás, os ferimentos melhoram cada vez mais rápido, não existe nenhuma razão para que ele não acorde. Ele só... Não acorda.

- E o Yoongi? Vocês tem se falado? Já tocaram no assunto do casamento? Eu ainda não falei com os pais dele. – era exatamente por isso que estava evitando me encontrar com meu pai, pois ele só se importa com os negócios, e esse casamento não passava de um negócio para ele, desde o início.

- Não pai, eu ainda não falei com o Yoongi, e nem adiantaria, ele perdeu as memórias mais antigas e não importa o quanto ele esteja bem hoje, amanhã ele não se lembrará de nada e nem ninguém, apenas Taehyung e a tal história que ele conta diariamente.

- E o que os médicos disseram? – minha mãe parecia realmente preocupada, ela gostava muito de meu ex-noivo.

- Bom, eles fizeram vários exames, mas não souberam explicar, ele simplesmente esquece tudo o que aconteceu quando acorda de manhã, Tae tem passado muito tempo com ele, já que essa história que ele conta é a única coisa que está ajudando até agora.

- Essa situação é muito difícil, meu filho. E agora? Você vai simplesmente cortar relações com o homem que até seis meses atrás era seu noivo? – ela realmente se preocupava.

- Mãe ele nem mesmo sabe que eu existo. Ele não se lembra. E se está preocupada comigo, não fique, o que Yoongi e eu tivemos nunca foi amor, eu o amei no início, mas não foi forte o suficiente, só íamos nos casar por que era a vontade de vocês, não a nossa.

- Jungkook, você tem que entender que esse casamento, a união entre nossas famílias era algo importantíssimo para a empresa e para o seu futuro. – foi a vez de meu pai, como sempre, negócios.

- Eu entendi isso há muito tempo pai, mas não há nada que eu possa fazer a respeito. Esse casamento não vai acontecer. – me levantei e saí, antes mesmo de pedir a comida, eles não me deixariam em paz um minuto sequer daquela refeição, e eu não queria mais falar sobre aquele casamento arranjado, ele estava fadado ao fracasso desde o início.

 

FLASHBACK ON

 

Estava pronto para o tal jantar no qual meus pais insistiam que eu deveria comparecer, eu já sabia como seria: Um tédio. Com certeza estaria cheio de sócios e amigos do meu pai, aqueles homens velhos e tediosos que viviam perguntando quando eu assumiria os negócios da família e bláblá.

Quando chegamos soube que a mansão era dos Min, donos de um grupo de empresas muito influente em toda a Ásia, que estavam passando alguns dias nos estados unidos e seriam futuros sócios de papai. O lugar era gigantesco e muito bonito, havia muitas pessoas conversando e bebendo, vários executivos bem vestidos com suas esposas 35 anos mais novas e igualmente bem vestidas. Estava andando distraído pelo lugar que mais parecia um museu, cheio de obras de arte para todo lado, quando esbarrei num corpo um pouco menor que o meu, sentindo uma boa quantidade de vinho ser derramada em minha camisa e paletó. Ótimo. Agora além de entediado eu estava molhado (e não num bom sentido). Olhei para frente e vi um garoto de pele muito branca e cabelos que eu acho que deveriam ser verdes mas tava tudo meio azul sei lá tô louco, não identifiquei, só sei que ele parecia bem bravo e olha que quem estava com a camisa toda manchada nessa história era eu.

- Você não olha por onde anda não garoto? – garoto? Será que ele é mais velho? Não parece.

- Bom, me desculpe, mas a culpa não é só minha. Se estivesse olhando por onde anda isso não teria acontecido. Eu nem sei por que está tão irritado, não é você que está cheio de vinho. – o olhei de cima, fazendo a phyna que sou.

- Se olhasse por onde anda não estaria cheio de vinho. – sério, que cara mal humorado.

- Ou estaria. – disse sorrindo. Ele até que era bonitinho quando não estava gritando com as pessoas.

- Bom, não me interessa. O banheiro é na terceira porta a esquerda, subindo as escadas. – apontou para as escadas atrás de si - Eu diria que foi um prazer conhece-lo, mas não foi. Adeus. – se curvou minimamente e saiu apressado, com cara de paisagem. Que cara estranho, e mal educado, odiei, esquece a parte do bonitinho ele é ridículo.

Depois desse incidente fui até o banheiro e tentei resolver o problema, porém, desde quando água tira mancha de vinho? Exato, desde nunca. Portanto voltei para o tal salão com uma mancha rocha no meio da roupa, sorrindo como se nada estivesse acontecendo, e como se aquele carinha não tivesse arruinado um Gucci caríssimo. Sentei-me ao lado de minha mãe que sentiu a minha dor quando viu meu terno manchado daquela maneira. E logo o jantar foi servido. Olhei para os outros na mesa e me deparei com o garoto sentado do outro lado, com aquela mesma cara de paisagem. Mas o pior ainda está por vir, o karma não se contentou apenas em manchar meu precioso terninho, ele precisava arruinar a noite de vez.

- Eu tenho o prazer de apresentar a vocês Jeon Junghyun meu mais novo sócio e amigo. – disse um homem alto, de cabelos negros e a pele muito branca mesmo. Será que essa família conhece uma coisinha chamada... Sol?

- Olá, eu sou Jeon Junghyun e esses são minha esposa e meu filho e herdeiro Jeon Jungkook. – me levantei e me curvei levemente assim como minha mãe.

- Seu pai me falou muito de você Jungkook, esse Yoongi, meu filho, espero que possam ser bons amigos, iremos nos ver com muita frequência de agora em diante.

 

Bons amigos? Hah já está fora de cogitação.

 

FLASHBACK OFF

 

 Cheguei ao hospital ainda pensando em como Yoongi e eu nos conhecemos e no quanto foi difícil desenvolvermos algum tipo de relação. Com o tempo nos conhecemos melhor e acabamos nos envolvendo, nossos pais descobriram e logo encontraram uma brecha para um ótimo negócio, juntar as nossas famílias garantiria uma sociedade inquebrável entre as empresas. Mas agora estava tudo no passado, ele nem mesmo se lembrava de ter me conhecido e eu já não o considerava nada além de um amigo.

Quando entrei no quarto vi uma das enfermeiras checando algumas coisas, isso já era normal então apenas me aproximei e resolvi cantar um pouco mais, os médicos sempre diziam que os batimentos cardíacos de Jimin se aceleravam quando eu começava a cantar e isso era um ótimo incentivo.

 

Remember the way you made me feel

Such young love but

Something in me knew that it was real

Frozen in my head

...

Pictures I'm living through for now

Trying to remember all the good times

Our life was cutting through so loud

Memories are playing in my dull mind

I hate this part paper hearts

And I'll hold a piece of yours

Don't think I would just forget about it

 

A enfermeira me olhava com lágrimas nos olhos, e eu mesmo já estava quase chorando. Olhei para Jimin ali dormindo, única coisa que se ouvia no quarto era sua respiração e os sons dos aparelhos. Sorri. Ele é a criatura mais linda que eu já vi.

- Senhor, poso fazer uma pergunta? – eu já havia esquecido da presença da enfermeira ali.

- Claro.

- O senhor é irmão do paciente? Ou um parente próximo? – perguntou meio sem jeito.

- Não, nós não somos irmãos e nem temos nenhum outro laço familiar. E eu nem sei se ele aceitaria ter qualquer tipo de relacionamento comigo. – ri fraco.

- Então por que o senhor vem todos os dias e cuida dele como se fosse da família?

- Isso é simples, eu o amo.   


Notas Finais


Então pessoinhas esse capítulo retrata as coisas depois de seis meses e eu não vou contar tudo o que aconteceu com o passar desse tempo pro casal Taegi, próximo capítulo eu vou direto pra seis meses depois do acidente belê? Belê.
A fic tá acabando gente (lágrima solitária escorrendo dramaticamente pelo meu rosto). Estou ansiosa e por mais que seja super difícil escrever num prazo certinho (que eu não sei oq é pq att de 10 em 10 anos), eu confesso que sentirei saudades.
Tchau pra vcs e esqueçam o negócio do baseadin, não usem droga nenhuma :3
Beijão.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...