História Lost Memories - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ashley Benson, Justin Bieber, Ryan Butler, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Selena Gomez
Visualizações 116
Palavras 2.644
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!💞

Capítulo 11 - Você não pode exigir o que rejeitou.


Fanfic / Fanfiction Lost Memories - Capítulo 11 - Você não pode exigir o que rejeitou.

Atlanta, Geórgia, EUA 

10h07min AM 

Justin Bieber POV

  Eu nunca tinha parado para pensar, mesmo que por segundos que fossem, a hipótese de ela voltar e termos que nos ver pessoalmente. Acho que a verdade é que eu fiquei tanto tempo a praguejando por ter ido embora, por não ter me amado da mesma forma que eu a amava e por ter abandonado nossa filha, que esse fato passou completamente despercebido. Eu não sabia para onde ela estava ou em que parte do mundo ela estava torrando o dinheiro que não era mais meu ou de minha família, eu apenas sabia que não a queria por perto.

Mas quando ela cruzou a porta de entrada do restaurante no centro da cidade, eu sabia que nada mudou. Eu ainda queria ter continuado sem ter qualquer contato com ela. Queria que ela estivesse tão longe eu não precisaria perceber que no azul dos olhos dela, haviam um pouco de verde. Dentre todas mesas naquele ambiente, nossa mesa era o único local mais silencioso, até ela olhar diretamente em meus olhos e se pronunciar pela primeira vez. Também era a primeira vez que eu ouvia sua em tanto tempo.

— Você está diferente. – a voz dela estava diferente, mais confiante. Na verdade, ela nem parece mais aquela menina que era controlada pelos pais.

— O tempo passa para todos. – foi o que eu disse para ela, sendo que minha vontade era de ter ficado em silêncio, na verdade, acho que eu nem deveria ter saído de casa hoje.

— Justin, olha, eu sei que… – ela suspirou. Minhas mãos estavam fechadas. Eu não consigo ficar perto dela. Eu não a conheço mais. Na verdade, acho que nunca conheci.

— Por onde esteve durante esse tempo?

— Chicago, Berlim, Grécia e Brasil. – ela respondeu sem nem pensar antes.

Ela foi á todos os lugares que iríamos juntos. Não. Que possivelmente iríamos juntos. Eu ri sarcasticamente.

— Qual é o ponto desse encontro, Audrey?

Estava ficando cada vez mais difícil permanecer ali. Acho que ela sabia disso também, pois escolheu esse lugar movimentado para eu não perder a cabeça com ela. Novamente me perguntou por que diabos não fiquei em casa.

— Dentre todos estes lugares, eu morei em um em particular. Amsterdã. Morei lá por três anos.

— Cidades pequenas não combinam com você. – ela olhou-me atentamente. – Estou apenas dizendo o que você mesma dizia. Estou errado?

— Não, mas peço para que não use minhas palavras contra mim. Não sou mais aquele tipo de pessoa, e é por esse mesmo motivo que praticamente implorei para vê-lo hoje. Bem, eu não tinha o que fazer em Amsterdã, portanto, terminei minha faculdade e escolhi ser professora de jardim de infância ao primário.

— Me pergunto o que eu tenho haver com isso, afinal, mal te conheço. Não vejo motivos para me contar. – dou de ombros.

— Eu tenho minha casa aqui, em Atlanta, estou voltando a morar aqui, Justin. – suas palavras me tiram completamente de órbita. Ela não pode ir embora e depois voltar como se nada tivesse acontecido, alegando que não é mais “aquele tipo de pessoa” por Deus, dane-se, ela não pode fazer isso comigo ou com Hailey. Mas quem eu estou querendo enganar, é de Audrey que se trata. Ela nunca irá perder a menia de querer machucar as pessoas ao seu redor. Mas ela nunca irá fazer isso novamente com minha filha. Não vai.

— Como é que é? – minha raiva cresce à medida que ela tenta pôr sua mão sobre a minha sob a mesa. – Não toque em mim. Eu esperei muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendi o que ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis que as coisas fossem. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, para todo meu amor ser só e apenas seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Ajuntando no chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo para tratá-la como qualquer um, por favor né. Mas a questão não é essa, a questão é: eu não soube fazer você ficar, ou você não quis?

Os olhos dela estavam marejados e, por um segundo, eu quis sorrir quando a primeira lágrima atravessou seu rosto, mas me lembrei da pessoa que eu era. Me lembrei também da pessoa que Selena gostava que eu era, e eu nunca, nunca faria nada para magoá-la. Não da mesma forma que Audrey fez comigo.

— Você me faz parecer um monstro. E, quer saber, me faz acreditar que realmente sou.

Me desculpe por não sentir muito.  

— Também acho que não deve. O que fiz com você e com a menina não se compara a pior atrocidade já feita antes. Eu quebrei seu coração, Justin, e nunca vou me perdoar por isso.

Ela não sabia o nome de Hailey, na verdade, depois de minha filha ter nascido, os Clark simplesmente desapareceram. O que foi bom. Eu não precisava da sombra da desgraça que foi meu passado para me atormentar dias após dia, mas agora, foi tudo em vão, por que novamente, ela estava aqui.

— Sabe, você não saberá quantas vezes falei seu nome em conversas paralelas, e quantas músicas escutei pensando em você. Não vai saber às vezes que escrevi seu nome do caderno, na mesa, na parede. Às vezes em que te liguei e desliguei em seguida, só para ouvir sua voz. Você sempre me causou uma saudade imensa, mesmo que você nunca tenha percebido. E eu nunca demonstrado. Também não vai saber que já fiquei olhando fotos suas por longos minutos, e sorrindo sozinho. Nada do que eu diga faria diferença. Nada do que você faça mudaria alguma coisa entre nós. E é exatamente por isso, porque os seus segredos não mudam nada e as minhas verdade não são suficientes para quebrar as mentiras e as ilusões criadas. Já que não vai saber, não precisa se importar, não precisa entender. Adeus ou até logo. Que seja. Quem amou fui eu, não você.

— Se não queria que eu soubesse, porque acabou de me contar?

— Por que você precisava saber que eu amei você mesmo você não merecendo.

— Amou?

— Sim. No passado. Quando eu era apenas um adolescente desesperado pelo amor da menina mais linda do colégio. Mas quer saber de uma coisa? Sou um homem agora e tudo que quero é o que já tenho.

— Você fala sobre a filha do prefeito? Selena Gomez? – Audrey mantinha suas íris claras sobre mim. Não importa mais, Audrey. Seus truques não funcionam mais comigo.

— Entenda como quiser, me se for para pensar assim, talvez. Ela me faz encarar o mundo de uma nova forma. Ela e minha filha me faz sentir amado. Tenho sorte de tê-las em minha vida, e quer saber de uma coisa? Selena dá a ela uma coisa que ela nunca teve: amor materno. Mesmo não sendo mãe dela, é como se fosse.

— Eu aposto que sim. – ela sorriu. – Eu não vim até aqui exigir estar presente na vida de sua filha, Justin, não mesmo, apesar de você ainda me ver como uma megera, acho que já passei dessa fase. Eu sei que não tenho diretos nenhum sobre ela. Sua filha é apenas sua.

Você não pode exigir o que rejeitou.


Selena Gomez POV 

14h20min PM

A loira joga o aparelho dourado sobre minha cama e sentar-se no chão. Acho que ela está tentando ignorar as mensagens que tem chegado constantemente.

— Benzo, você é uma burra. – Nathan disse olhando para suas unhas perfeitamente feitas. Acho que estão até melhores que as minhas. Pego-me olhando para as mesmas. Sim, estão horríveis. Preciso pegar o número da manicure com ele depois. – O, segundo você, senhor-eu-fodo-bem-pra-caralho, está atrás de você por horas e você fica se fazendo de doida. Se eu fosse ele, já tinha desistido de você faz tempo.

— O quê está acontecendo, afinal? – deixo de lado por alguns minutos o dever de química e rodo a cadeira de rodinhas, para olhar para eles.

— Bem, amiga, no dia em que você, o seu namorado e a filha dele, foram tomar sorvete, a loira azeda aqui foi foder com o melhor amigo dele no motel dela.

— Piranha. – Benson revirou os olhos, praguejando Nathan. – Nós fomos para o meu apartamento.

— É a mesma coisa. Quantos homens você já levou lá mesmo?

— Seu idiota, não fala assim do meu apartamento. – Nathan ignorou a loira e manteve sua atenção em mim.

— Então, Seleninha, o cara viajou e agora a garota está achando que ele só quis sexo e fugiu.

— E o que você acha?

— Bom, eu acho que a viagem dele foi realmente importante e agora ele quer explicar isso a ela, mas essa anta insiste em suas próprias hipóteses. Eu não digo mais nada. Meus, ótimos por sinal, concelhos tem preço agora.

— Cala a boca, Nathan.

Nathan balançou os ombros três vezes, me fazendo rir.

— Nathan tem razão, Benzo. Ryan realmente fez uma viagem importante. Justin me disse que ele é um fotógrafo bem famoso, eu acho que ele tem um estúdio em Milão, sei lá, e que teve alguns problemas por lá que apenas ele poderia resolver.

— Então quer dizer que estou sendo uma vadia desde ontem?

— Com ele sim, mas para o mundo você é desde de que nasceu. Viu? Tem uma grande diferença.

Eu amo o fato deles serem como cão e gato mas não permitirem que outras pessoas os tratam mal. Inúmeras vezes presenciei Ashley defender Nathan, assim como o próprio faz com ela. E e eu amo o fato de ser melhor amiga deles. A loira levantou seu dedo do meio para o moreno após atender a chamado do Butler.

— Pobre Butler, não sabe onde se meteu. – caçoou Nathan. – Ela até que beija bem, deve foder também, mas é chata pra inferno.

— Vocês já se beijaram? – o olho espantada. – Pensei que fosse gay.

Nós já nos beijamos. Você já beijou ela. Ela já me beijou. Eu já beijei ela. Já beijei você. Coisas da vida. – ele deu de ombros naturalmente, eu mantinha a mesma face de assustada. – E eu sou, bebê, mas isso não significa que eu não possa beijar quem eu quiser. Bem, tome.

Ele estendeu o meu telefone para mim. Estava tocando. Justin.

— O que fazia com ele? – pergunto pegando o telefone de sua mão e atendendo o mesmo. – Olá, amor.

— Eu gosto de ver as mensagens do seu telefone quando me sinto deprimido. – a fala dele me faz rir.

Como você está? 

— Eu estou bem, mas preocupada com você. Como foram as coisas com ela?

Eu queria ter sentido raiva, ódio, rancor e todas essas coisas. Mas não consegui. Tudo que senti foi nada. Um grande e precioso nada. Acho que depois de tanto tempo odiando PR alguém as coisas simplesmente evaporam.

— Ela se atreveu a pedir desculpas?

Talvez tenha tentado, mas não interpretei como se fosse. Não preciso das desculpas dela, preciso que ela volte a desaparecer. Mas sei sei se vai ser possível.  

— Como assim, Justin?

Ela vai morar na cidade, amor. Disse que vai trabalhar com as crianças na sua cidade. 

— Hailey estuda lá, Justin. Mas que droga! Você disse isso a ela?

Não. Ela nem mesmo sabe como nomeei ela. Não sabe nada, mas você sabe que com ela morando aqui ela poderá me ver com Hails a qualquer momento.  

— Isso é um inferno.

Com certeza é. – posso ouvir seu suspiro do outro lado da linha.

— Quer que eu vá aí?

Eu gostaria de ficar um pouco sozinho. Você se importa? – Deus. Ele não sabe o quanto é importante para mim e tudo que eu faria por ele.

— É claro que não, amor. – Nathan revira os olhos. – Mas se você se sentir sozinho, você me liga?

Eu ligo.

— Tudo bem. Tchau, amor.

Beijos, amor.

Desligo o telefone e suspiro.

— Parece que alguém está apaixonada. – ouço

— Ah, não, não. – eu sorrio constrangida. – É muito cedo.

— Ah, Selena. Minha Selena… – ele levantou-se do assento acolchoado da janela e se aproximou de mim. – Você sempre foi de sentir muito, ou nada. Oito ou oitenta. Eu te conheço desde de que você tem sete anos, acha mesmo que não sei como você é quando está se apaixonando? Sim, eu sei. E, definitivamente, eu sei. Mas sei também que o Bieber está por você.

— Não, Nathan é…

— Não o quê? É verdade. Não tem como não gostar de você, garota. Digo isso porque conheço você.

— Você acha mesmo?

— Mas é claro que sim, bebê.


Flashback

A pele rosadinha do bebê o faz querer chorar. A menininha boceja, abre os olhinhos e depois os fecha novamente, caindo no sono no colo do pai. Justin ouve a porta e depois vê sua mãe entrar.

— Ela vai embora em dois dias. – ele assente, sabendo que sua mãe se refere a Audrey. Pattie se aproximou do filho e da neta, beijou a cabeça dele e depois a da menina. – Qual será o nome dela, meu filho?

— Hailey. – ele pronunciou baixinho. – Por causa da vovó. Eu tenho certeza que ela será tão forte, tão linda e tão inteligência quanto a vovó era.

— É uma ótima homenagem, filho. Seu avô vai amar conhecê-la, assim como seu pai. Falando nele, ele está super nervoso, quer muito entrar aqui. Posso chamá-los?

— Claro, mamãe. – ele sorriu.

Quando Pattie tornou a voltar, desta vez, voltando com seu avô e seu pai. Robert sorriu para o neto e olhou para a bisneta. Ela era tão linda e tão pequena. Ele sorriu.

— Ela se chama Hailey, vô, como a vovó. – o mais velho se emocionou com a fala do neto. – Quer segurá-la?

— Claro.

Justin se levantou para que Robert pudesse sentar-se. Ele pôs a menina no colo dele.

— Ela é tão linda. – Robert disse.

— Ela é sim. – Justin murmurou.

Eles ficaram em silêncio, apreciando a beleza da menininha. Mas, no fundo, ele sabia que ela sentiria falta de uma mãe. Sentiria falta dos cuidados, de ter uma melhor amiga. Ele não queria isso, mas seria inevitável. Ele saiu do quarto e sentou-se na sala de espera.

— Vai ficar tudo bem, garoto. – Jeremy pôs sua mão no ombro dele.

— Nada vai ficar bem, pai. – ele suspirou. – Eu nem sei como cuidar de uma criança. Eu nem terminei o ensino médio ainda. Tenho a faculdade de medicina e tudo mais. Hailey não pode ficar sozinha, pai. – ele suspirou. – Acho que terei que desistir.

— Claro que não, garoto. – Jeremy riu nervosamente. – Você acha mesmo que sua mãe vai permitir você abandonar os estudos? Acha mesmo? Nem que ela passe as noites em claro cuidando daquela menina, você vai terminar o colegial e a faculdade.

— Não posso pedir isso a ela ou a você, pai. Hailey é uma responsabilidade minha.

— Justin, olhe para mim e preste atenção. – Jeremy diz sério desta vez, atraindo a atenção do filho. – Quando eu tinha sua idade estava sentado em uma cadeira exatamente como essa. Você tinha acabado de nascer e eu não sabia como ou o que fazer. Eu era um adolescentes no colegial. Eu precisava de uma palavra amiga e de um abraço, apoio e tudo mais. Meu pai não era exatamente o que eu espera, nunca foi, na verdade. Eu e Pattie tivemos sorte de termos o Robert em nossas vidas. Então, agora vendo o meu filho na mesma situação, eu percebo que posso fazer por você a mesmo coisa que fizeram por mim. Eu e sua mãe vamos amar cuidar dela enquanto você se dedica a sua vida, estamos combinados?

— Tem certeza disso, pai?

— Claro que sim, garoto. – ele sorriu.


Buracos na estrada e confuso. Sei que é difícil, querida, dormir à noite. Mas não se preocupe, porque tudo vai ficar bem, vai ficar bem. No decorrer das suas mágoas e das brigas. Não se preocupe, porque tudo vai ficar bem, vai ficar bem.”

 — Be Alright



Notas Finais


🌸 Hello, meus bebês!🌸

Eu, definitivamente, estou amando esse capítulo. Sim, a Audrey está de volta e é para ficar, meus amores. E sim, ela vai dar aula para a própria filha. Mas, prestem atenção, ela nunca viu a menina, nem quando nasceu e nem depois de grande, portanto, ela não sabe como a nossa p é. Mas não vai ficar assim por muito tempo, obviamente que eu vou fazer o encontro delas. E sim, naquele capítulo em que uma loira olha pra a Selena na lanchonete era a Audrey. Espero que gostem do capítulo. Obrigada à todos que comentam. Vocês são sensacionais.


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