História Lost my way ◇ Jungkook - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais
Tags Bangtanboys, Bts, Drama, Hoseok, Jackson, Jennie, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Namjoon, Parkjimin, Romance, Taehyung, Tragedia
Exibições 219
Palavras 2.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! :D
Boa leitura. ♡

Capítulo 2 - A casa assombrada


Fanfic / Fanfiction Lost my way ◇ Jungkook - Capítulo 2 - A casa assombrada

7:34AM – sábado

Você tem 8 mensagens não lidas.

 

Chat: Os 3 mosqueteiros

ChimChim♥ : BOOOOM DIAAAAA MEEUS AMIGOOOOOS

Mari♡:Eita, e essa animação toda? 

Mari♡: Bom dia ★

ChimChim♥: O céu tá bonito hoje, eu adoro quando o tempo está assim.

Mari♡: Não é só por causa do céu.

Mari♡:Você não me engana, Jimin. 

ChimChim♥: ala, a que acha que sabe tudo, não tem outro motivo para a minha felicidade, tá louca?

Mari♡: Querido, eu sou louca.

Noemi está online.

Você: Eu é que vou dar a louca se vocês não pararem com essas mensagens as 7 e pouca da manhã.

Mari♡:Bom dia, Bela Adormecida.

ChimChim♥: BOM DIA, FLOR DO DIA

ChimChim♥:Vamos sair hoje, pessoau?

Você: Não.

Mari♡:SIM! Preciso fazer compras.

ChimChim♥: Ah não, fazer compras é tão ZzZzZz

Você: Concordo com o Jimin.

Mari♡: ZzZzZz são vocês, seus chatos.

Você: Sair também é chato.

Você: Prefiro minha cama, minha coberta e minhas séries.

Mari♡: A antissocial.

ChimChim♥: A excluída.

Mari♡: A isolada.

ChimChim♥: A darkness.

Mari♡: A emo gótica.

Você: TÁ! Já entendi. Eu vou com vocês.

Você: Só se me pagarem um sorvete.

ChimChim♥: aish

Mari♡: Claro que teria um “Se”

Mari♡:O Jimin paga, ele que convidou.

ChimChim♥: QUE? 

Você: Concordo

ChimChim♥: Daqui a pouco vocês montam um clube “Odiamos o Park Jimin.” O lema do clube seria “Fazemos Jimin de trouxa” e vocês botariam esse lema numa camiseta e venderiam.

Mari♡: Não dá ideia pra Noemi, sabe que ela faz.

Você: É eu faço.

Você: Mas nós te amamos ChimChim♥

ChimChim♥: Mentirosa, só está dizendo isso pra ganhar seu sorvete.

Você: Ce sabe que eu não minto.

ChimChim♥: Own, sério? Você podia ser mais fofa desse jeito •﹏•

Mari♡: É tão fácil manipular o Jimin.

ChimChim♥: Shiu!

Noemi está off-line.

Deixei-os ali discutindo e me levantei. Normalmente era assim com o Jimin e a Marina, sempre nas patadas, mas um não ficava sem o outro.

Fui até o banheiro que havia no meu quarto e lavei meu rosto, fiz minhas higienes e sai do quarto. Logo no corredor já dava para sentir o cheiro do café da manhã. Daniel, estava na cozinha fazendo panquecas. Desci as escadas, passei pela sala e entrei na cozinha e, como eu disse, meu irmão estava ali.

-Bom dia. –Falei sorrindo e me sentei-me à mesa que já estava arrumada para comermos.

-Bom dia, Emi. –Respondeu ele. Emi era o apelido carinhoso que ele me dera quando éramos crianças e eu gostava, pois ele era o único que me chamava assim. Daniel botou as panquecas recém-prontas na mesa e eu ataquei as mesmas. –Cuidado, estão quentes.

Meu irmão sempre foi atencioso e cuidadoso comigo, éramos irmãos gêmeos, mas ele tinha chegado ao mundo primeiro, então ele sempre se sentiu o irmão mais velho.

Oh, eu não havia falado que éramos gêmeos? Bom, nós somos, mas não tão parecidos assim. O cabelo castanho escuro e tom da pele são muito parecidos, assim como o formato dos olhos, boca e nosso nariz pequeno, mas nossos rostos tinham formatos diferentes, o meu era mais redondinho e delicado, enquanto o dele não, ele diz que é por ele ser homem e eu mulher. A cor de nossos olhos também são diferentes um do outro, enquanto o meu é azul e castanho o dele é apenas castanho.

Quando Marina dizia que meu irmão era atraente, ela não estava mentindo, ele realmente era. Se ele não fosse meu irmão, eu teria uma queda por ele. Já o vi com algumas garotas, muitas o rodeiam nos intervalos da faculdade em que estudamos, ele já saiu com algumas, mas nunca levou nenhuma delas aqui em casa e a apresentou como sua namorada. 

-Papai saiu cedo hoje? –Perguntei comendo uma das panquecas.

-Sim, como sempre. –falou desanimado e se apoiou na pia.

-Você tentou por anos aproximar-se dele, Dani, mas ele só tem olhos para o trabalho.

Não é que tenhamos uma relação ruim com o nosso pai, ele não é mau conosco nem nada, mas ele sempre fica a tarde toda no trabalho e quando está em casa fica trancado no escritório e só sai de lá para dar sinal de vida indo pra cozinha ou para o banheiro, é assim desde que viemos morar com ele. Papai tem uma empresa de joias, muito famosa aqui em Busan, ele me disse em uma das poucas vezes em que conversamos que fundar uma empresa sempre foi o seu sonho e que nossa mãe sempre o apoiou muito, por isso ele trabalha tanto e tem orgulho do que faz, meu irmão trabalha na empresa também. Nunca entendi muito bem o motivo do divorcio de nossos pais, sempre que o questiono sobre, ele se faz de desentendido.

-Eu sei, mas... Sei lá, gostaria que ele compartilhasse mais coisas com a gente, sabe? Poderíamos tentar ajuda-lo de vez em quando, mas ele é muito cabeça dura. –Ele bota a mão na testa parecendo cansado.

-Ei, - levantei-me e o abracei –não precisa se preocupar tanto, ele é adulto e sabe o que faz.

-Adultos também cometem erros, Emi - Ele fala e coloca a cabeça deitada no meu ombro, afago os seus cabelos.

-Eu vou sair com o Jimin e a Mari hoje, quer ir junto? Acho que vai te fazer bem sair um pouco e se divertir com os amigos, né?

Ele sorriu contra meu ombro.

-Tudo bem, você está certa, preciso me divertir um pouco.

 

Depois do almoço eu mandei mensagem para a Mari e o Jimin me encontrarem aqui em casa as 14:00 e falei que meu irmão iria junto.

Combinamos de ir a um parque de diversões que havia sido inaugurado ali perto de casa, por isso iriamos a pé mesmo. Chegando lá compramos as entradas e os ingressos.

-Jimin, o meu sorvete. – falei depois de termos andado em 3 brinquedos do parque, um desses tinha sido uma montanha russa que dava voltas de ponta cabeça, o que deixou Marina tonta e ela foi ao banheiro acompanhada do meu irmão que se ofereceu para ir junto com ela por que, segundo ele, não seria bom ela ir sozinha. Meu irmão, um completo cavaleiro.

-Aish, Noemi, eu já gastei tanto vindo para cá. –Falou.

-Mas você prometeu-me, oppa. – Fiz uma cara emburrada.

Jimin tinha feito 19 anos esse ano, nascemos no mesmo ano, mas ele nasceu em outubro enquanto eu nasci dia 8 de dezembro, ou seja, ele era mais velho.

-Tudo bem... – ele ia pegar a carteira, mas então foi como se uma lâmpada tivesse aparecido em cima de sua cabeça. – Eu te dou seu sorvete se você entrar naquele brinquedo. – Ele apontou para a casa mal assombrada onde havia pessoas entrando por uma porta da casa e outras saindo pela outra correndo, gritando e rindo.

-Não foi isso que a gente combinou!

-Vai arregar? – Ele me olhou e estava se divertindo com a minha cara.

-Tá falando sério? 

-Muito. Você não é a corajosa? – Disse dando ênfase no A.

-aish, tudo bem, eu não tenho medo disso mesmo. – Eu nem estava mais ligando para o sorvete, eu queria mostrar ao Jimin que eu não tinha medo, normalmente eu não faço isso, mas esse menino consegue me irritar tão facilmente às vezes. Eu realmente não tinha medo, sempre via filmes de terror, minha mãe adorava e, às vezes, quando ela ia para a sala olhar eu me escondia em algum canto para olhar também por que ela não gostava que eu olhasse esses filmes, pois não eram para crianças.

-Coragem. Se você sair de lá calmamente eu te compro até um livro depois.

-Eu não vou me esquecer de suas palavras, Park Jimin. –Falei e andei até o brinquedo deixando Jimin, que estava rindo, para trás.

Fui até a entrada e depois de esperar minha vez o funcionário que cuidava do brinquedo pegou o meu ingresso e me explicou que eu teria que ir andando até a saída passando pelos labirintos, ele também disse que todos os labirintos juntos davam toda a volta na casa, como se fosse um grande círculo, então era só eu seguir sempre em frente que acharia a saída, se acontecesse alguma coisa era só eu gritar que os funcionários que estavam dentro da casa iriam me ajudar a sair.

Eu entrei na casa e olhei em volta, havia várias pessoas passando por ali, umas em grupos, outras em duplas, mas não vi ninguém sozinho além de mim. Devo dizer que a decoração ali era muito bem feita, algumas coisas caíram em mim, era para serem insetos, algumas pessoas com mascaras horríveis apareceram na minha frente e tentaram me agarrar, mas eu desviava delas e ia para o próximo cômodo.

Eu cheguei até aquela sala de espelhos que sempre tem em brinquedos assim, confesso que acho engraçado já que seu corpo fica todo estranho nos espelhos. Eu estava quase nos últimos quando vi uma porta aberta, me aproximei mais e olhei pra dentro:

Nada.

Estava o completo breu ali dentro, eu não via nada a não ser a escuridão.

-Nem por um sorvete eu entro aí – Falei.

Por sorte, quando eu olhei mais adiante havia outra porta por onde passava um grupo de 6 jovens, eles riam alto. Quando eu me virei para seguir o mesmo caminho caiu de cima um esqueleto (típico). Eu não tinha me assustado com nenhuma daquelas outras coisas que deveriam me assustar por que eu já esperava por elas, mas esse esqueleto tinha me pegado de surpresa, eu realmente não o esperava ali. 

Com o susto eu havia ido para trás e tropeçado no meu próprio pé, com isso eu atravessei a porta escura e cai batendo a cabeça no chão.

-Ótimo, pedi um sorvete e levei um galo. –massageei o local de trás da minha cabeça onde havia batido, estava doendo bastante.

Eu estava prestes a me levantar quando a porta foi fechada.

E trancada.

Eu havia sido trancada? Só podiam estar de zoação com a minha cara...

Tentei abrir a porta, mas realmente estava trancada, comecei a ficar preocupada, foi quando me lembrei do que o funcionário disse sobre os labirintos darem a volta. Provavelmente ali era apenas outro caminho, se eu seguisse conseguiria sair dali. Peguei o meu celular e liguei a lanterna, por sorte eu havia carregado ele antes de sair. 

O local era uma verdadeira sala de casa abandonada dos filmes de terror, aquele lugar dava medo mesmo, mas respirei fundo e comecei a andar, passei pela sala olhando em volta, havia teias de aranha nos móveis, respingos de sangue falso nas paredes rasgadas e riscadas com desenhos sinistros, quadros caídos e alguns faltando pedaços. Era um cômodo grande, mas por fim cheguei até a entrada do corredor que levava a outras portas, entrei nele já me preparando (se você vê filmes de terror sabe que o corredor escuro da casa sempre tem alguma coisa diabólica). Estava no meio do corredor, já havia aberto 3 portas e nada, até que escutei um barulho de algo caindo dentro do próximo cômodo, a porta estava entreaberta, rezei para que fosse uma saída e entrei no local. Era uma pequena biblioteca empoeirada e escura, eu adoro bibliotecas e me fascinaria por essa se ela não estivesse com cena de filme de terror. Caminhei até a mesa da bibliotecária e havia sangue falso na cadeira atrás da mesa, estalei a língua de irritação, aquilo já estava me cansando. Antei até a primeira estante e parei olhando os livros, alguns pareciam ser de verdade. Peguei um dos livros e o folheei, era um exemplar pequeno e grosso:

O morro dos ventos uivantes.

Lembro-me de um livro com esse título na casa de meus avós, minha mãe disse que vovó amava ele, eu o folheei na época, mas não conhecia aquelas palavras difíceis então o deixei de lado. Fiz uma nota mental de comprar e lê-lo quando eu saísse daqui, talvez eu faça Jimin o comprar para mim. Sorri irônica com a possibilidade disso. Botei o livro no lugar novamente.

Uma sombra.

Havia passado uma sombra do outro lado da estante, paralisei, a principio pensei que não haveria ninguém no local já que eu já estava há tempos aqui dentro e não tinha visto ninguém nem ouvido nada.

A não ser o barulho de algo caindo.

Noemi, sua burra, nada vai ao chão sozinho. 

Eu acabei de cair na armadilha do filme e agora vinha o monstro e o grande susto.

Esperei. Esperei. Esperei e nada. Se havia um monstro, onde ele estava?

-O-olá? –Eu gaguejei. 

E era obvio que ninguém ia me responder.

-Olha, se você quer me dar esse susto, por favor, que seja agora. –Falei depois de alguns segundos tomando coragem. Então, ouvi alguma coisa atrás de mim.

Eu me virei esperando uma máscara assustadora ou outro esqueleto, mas o que eu vi foi um garoto de capuz que agarrou meus braços, me prensou e me prendeu contra a estante, em seguida tampou minha boca.

-Quem é você? –Ele perguntou olhando para mim, estava escuro de mais para ver perfeitamente seu rosto, ainda mais com o capuz que ele usava, mas consegui ver seus olhos, eles eram de um profundo negro. – Como entrou aqui? 

Eu me debatia sem parar e já estava ficando com medo, de todo o trajeto que fiz dentro dessa casa mal assombrada eu não senti mais medo do que agora, talvez nunca tivesse sentido tanto pavor na vida, a não ser aquele dia que eu gostaria de esquecer completamente, mas aquilo já era passado. Eu estou num lugar escuro, sem janelas, sem pessoas para recorrer ajuda e havia um rapaz me segurando e me prensando contra uma estante e, agora eu percebi, ele estava perto de mais, isso era o presente e eu estava apavorada. 

Felizmente para mim, eu consegui morder sua mão, o que fez com que ele exclamasse um “AI!”, descobrisse minha boca e afrouxasse o aperto, o empurrei para trás e ele caiu, foi ai que eu comecei a correr.

Mas ele me alcançou rápido.

Eu estava quase na porta em que estava escrito “Saída” quando ele me alcançou e me puxou pela cintura fazendo com que eu caísse.


Notas Finais


◆A palavra oppa (아빠) é usada pelas coreanas para chamar um garoto mais velho que você, seu namorado ou irmão mais velho.◆

Espero que tenham gostado do capítulo •▽• já sabem quem é o garoto misterioso de capuz?
Tirem suas conclusões até o próximo capítulo ♡


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