História Lost my way ◇ Jungkook - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais
Tags Bangtanboys, Bts, Drama, Hoseok, Jennie, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Namjoon, Parkjimin, Romance, Taehyung, Tragedia
Exibições 38
Palavras 1.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ♥

Capítulo 2 - Que tal sermos amigos?


Fanfic / Fanfiction Lost my way ◇ Jungkook - Capítulo 2 - Que tal sermos amigos?

-Aish amiga, que desanimo. É pra escrever um texto sobre você mesmo não um texto sobre como as outras pessoas são melhores que você. E a senhora tem qualidades sim, viu?

-Tipo quais, Marina?

Marina olhou pra mim e, enquanto pensava, ficou me analisando.

-Ah... –ela pensou mais um pouco. - Você é uma ótima melhor amiga! –Disse por fim e sorriu.

Marina é minha melhor amiga desde o fundamental. Aquele episódio com o teatro? Ela estava lá na plateia olhando pra mim e mandando certinho com o dedo para me incentivar, depois ainda tirou uma foto minha vestida de margarida dizendo que eu tinha ficado fofa. Ela é um pouco exagerada, mas não sei o que eu faria sem ela ao meu lado.

-Mari, eu te amo, mas você é horrível mentindo - larguei a caneta em cima da escrivaninha, eu terminaria essa atividade do colégio em outra hora.

Ela me olhou confusa.

-Mas eu não menti quando disse que você era minha melhor amiga.

-Não estou me referindo a isso, – me levantei da cadeira e sentei na minha cama ao seu lado – me refionicamentea quando você disse que eu tinha qualidades.

-Mas você tem! – falou colocando as mãos nos meus ombros. – Você é bonita, apenas não se veste do jeito certo e eu adoro os seus olhos, são tão bonitos me lembram de gatos...

-Você vive criticando minhas roupas. –a cortei- O que tem de tão ruim em usar calça de moletom e crocs? São confortáveis! 

Ela disse aquilo sobre meus olhos, pois um é castanho e outro é azul. Sim, eu tenho heterocromia e acho um saco já que eu sofri muito com isso quando era criança por ser diferente. Com o meu irmão não foi assim, ele praticamente nasceu perfeito. 

-São horrorosos! E você sempre usa a mesma roupa sendo que você tem as que eu te dei de presente! –Ela continuou e tirou as mãos do meu ombro – Agora me deixe terminar. Você escreve bem, é muito inteligente, aprende rápido, tem um irmão incrivelmente lindo...

-Deixe meu irmão fora disso. –a cortei de novo. 

Quando ela começava a falar dele não parava mais. Ela tinha certa atração por ele, eu não ligava, até teve uma época que a incentivei, mas ela me deixou claro que não era nada além de uma simples atração e eu, como amiga, obvio que não acreditei. 

-Tudo bem, desculpa. –Ela parou um segundo. – Tem aquele negocio que você me disse também... Como era mesmo? Que você era formada...

-Em 12 temporadas de Supernatural. –Completei sua frase sorrindo e ela riu.

-Isso mesmo. –Sorriu. – Só você mesmo... –Ela se deitou na cama com a cabeça em cima da minha perna.

-Você bem que poderia ver pelo menos um episódio comigo, né? –Comecei a passar a mão em seus cabelos. 

Eu sempre vou me surpreender com a beleza de Marina Martin, ela é uma jovem alta, tem um belo corpo bronzeado por causa das férias que passa com a família em Miami (ela tem vários parentes lá), tem lindos cabelos lisos e loiros herdados de sua mãe e grandes olhos verdes herdados do pai que hipnotizam todos os garotos que passam por ela, além de ser uma menina bondosa e alegre. 

Ainda me lembro da forma que a conheci:

10 anos atrás no fundamental 

-Classe, essa mocinha aqui se chama Noemi, ela será nossa nova colega e aluna. Deem olá para ela e a ajudem a se adaptar, pois ela não é daqui.

-Dá para perceber... –ouvi uma menininha cochichar com a outra e em seguida as duas riram. 

-Pode ir se sentar, Noemi. –Disse a professora. Ela não pareceu escutar o que aquela menina disse para outra ou talvez tenha ignorado totalmente.

Fiz o que ela pediu e procurei um lugar para sentar, havia um na frente de um garoto de cabelos ruivos e atrás de uma garota de longos cabelos loiros. Sentei-me ali e abri minha mochila para pegar meu material, me virei para trás e me surpreendi com o garoto ruivo me olhando curioso.

-Olá. –Disse ele em coreano parecendo animado. – Me chamo Park Jimin, muito prazer. 

Eu fiquei muda o olhando, estava desacostumada a socializar desde que eu e meu irmão nos mudamos para morar com meu pai na Coreia do Sul depois da morte de minha mãe em Londres, onde nascemos. Foi um choque tremendo para nós, pois não conhecíamos nosso pai e nossos avós maternos não quiseram ficar com a gente alegando que não podiam nos sustentar, hoje eu sei que é mentira, eles nunca nos suportaram, pois não aceitaram o relacionamento de nossos pais e quando minha mãe chegou em casa grávida de nós eles quase a desertaram. 

-Está tudo bem? –Jimin despertou-me dos meus pensamentos. – Você entende coreano? –Dessa vez ele perguntou em um inglês meia boca e fez alguns gestos que eu achei engraçado.

- Sim eu entendo, desculpe, estava pensando em outras coisas. –Falei em coreano.

Quando viemos para cá não sabíamos absolutamente NADA da língua daqui, mas, como teríamos que ir para a escola, nosso pai nos matriculou em um curso. Demorou e foi puxado para crianças de 8 anos como nós, mas conseguimos aprender.

A aula continuou normal até o sinal do intervalo, a professora saiu primeiro dizendo que tinha que fazer uma coisa importante e estava sem tempo. Levantei-me, peguei meu lanche e quando estava indo para a porta alguém segurou no meu ombro.

-Ei, colega nova, vamos conversar. –Eram aquelas duas meninas que cochicharam sobre mim, mas agora elas estavam acompanhadas de mais três meninas. 

“Ótimo, estou sendo alvo das patricinhas, meu grande sonho..."

Pensei ironicamente

-Me diga, de onde você vem é normal ter o olho esquisito assim? – Ela sorriu e se seguiu uma sequencia de risadinhas das garotas vindas de trás dela.

“Legal, a mãe hiena fala e as hieninhas acompanham dando risada.”

-De onde eu venho você e suas amiguinhas são chamadas de patricinhas metidas, mas que na verdade não passam de garotinhas medrosas que se metem em confusão e depois vão correndo para baixo da saia de sua mãe pedir ajuda. –Falei calmamente sem tirar os meus olhos dos dela. 

Confesso que talvez eu tenha exagerado, mas vi muitos filmes quando eu ainda morava em Londres onde havia garotas que nem elas e lembro-me de como me dava raiva quando a principal sofria por causa de suas provocações e não podia fazer nada contra isso

Vindo pra Coreia sabendo que, além de país, mudaria de escola eu prometi a mim mesma que não deixaria que pessoas assim me intimidassem. Eu não era uma pessoa de briga, mas também não deixava que as pessoas ultrapassassem meu limite. 

Olhei para ela esperando uma resposta, mas pelo jeito ela não tinha nenhuma, apenas ficou me olhando surpresa e vermelha de raiva ou vergonha ou talvez os dois. Quando eu me virei percebi que toda a classe ainda estava presente, uns haviam parado na frente da porta quando estavam saindo só por que ouviram a briga, outros ainda nem tinham levantado. Peguei minhas coisas e saí pela porta rumo ao pátio.

-Isso foi INCRIVEL! –Ouvi alguém dizer. Era Jimin, ele havia me seguido e agora estava caminhando ao meu lado. – Ainda bem que chegou alguém pra por ordem nessa casa.

-Só não gosto de pessoas que acham que são melhores que os outros e podem pisar por cima delas sem mais nem menos. –Falei dando de ombros.

-Eu gostei de você, que tal sermos ami...? –Ele não terminou de falar por que gritaram um “Ei!” atrás de nós, o que nos fez virar e olhar para a pessoa que estava correndo em nossa direção. 

Quando ela chegou mais perto eu percebi que era a garota que sentava em minha frente.

-Pode tirar seu cavalinho da chuva, Park Jimin. Essa dai –Apontou para mim – já tem dona. 

Fiquei confusa com o que ouvi. 

- Prazer, meu nome é Marina, –ela continuou normalmente e sorriu pra mim - sou da sua sala, a garota que senta na sua frente. Queria saber se gostaria de ser minha amiga? – Ela disse isso e apertou as mãos na frente do corpo, olhou para mim com os olhinhos brilhando.

-Você só quer ser amiga dela para ter alguém que te proteja da Sooyoung. –Jimin bufou.

-Esse é o nome da patricinha? –Perguntei olhando para ele.

-É sim, - dessa vez foi Marina que falou – ela vive pegando no meu pé por eu ser diferente... Digo não ser asiática e ter a pele mais bronzeada. –Ela abaixou a cabeça. – Depois de ouvir você a confortando eu achei que finalmente podia fazer uma amiga.

Eu senti pena dela e percebi que ela estava sendo sincera comigo.

-Tudo bem. –Falei e ela levantou a cabeça para me olhar, eu sorri. – Podemos ser amigas.

-EBAAAAA!!! – Ela me abraçou e disse infinitos obrigados.

-E eu? –Jimin fez um biquinho que achei fofo. - Como fico? Queria ser seu amigo também. Sabe... Tenho poucos amigos aqui e os que tenho não gostam das mesmas coisas que eu, o que acaba sendo chato. E gostei do que você fez antes, mostrou que tem atitude, eu gosto disso. –Ele coçou a nuca e olhou para o chão já que ficou sem nada para dizer.

Eu pensei por um momento, mas logo tornei a sorrir e cutuquei seu braço para ele levantar o olhar para mim.

-Acho que seria bom ter dois amigos por aqui. –Falei.


Notas Finais


◆Heterocromia é a anomalia genética que é caracterizada pela alteração nos olhos de alguns mamíferos, fazendo com que cada olho tenha uma cor diferente.◆

⇨O primeiro capítulo foi o texto que a Noemi escreveu, era disso que Marina falava no começo do deste capítulo⇦

Veremos mais da amizade desses três em breve. ♡
Até a próxima •◈•


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