História Lost Nights - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Wanna One
Personagens Daehwi, Guanlin
Tags Guanho, Guanhwi, Laihwi, Maknae On Top, Panhwi, Produce 101
Visualizações 28
Palavras 1.737
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello hello

Quase um mês escrevendo essa fic que era pra ser Guanho, mas terminou Guanhwi :D
Again, mudanças na idade dos meu filhos: Guanhwi com 19 anos e Seonho com 18

Boa leitura :3

Capítulo 1 - Lost Nights


2:19AM

 

Bloqueio a tela do celular e o ponho no bolso. Passo a destra pela nuca, tentando aliviar o desconforto psicológico e continuo a caminhar. Talvez não devesse estar fora de casa a essa hora, mas não é como se eu fosse de menor e tivesse horário para voltar ou me importasse.

Chuvisca e minhas roupas escuras absorvem a água. Chegaria molhado ao apartamento e provavelmente pegaria um resfriado. E, pela segunda vez, voltamos para a questão de se importar ou não. Meus fios negros já estão úmidos e dão indícios de se prenderem a minha testa se não seca-los. Bagunço-os. Não há ninguém para vê-los agora, em uma área afastada do centro de Seoul e já passadas duas horas após a meia-noite. Mal há iluminação para que meu estado deplorável seja perceptível. Alguns postes insistem, com suas lâmpadas levemente alaranjadas, mas para cada estrutura de concreto funcionando, existem três apagadas. Em poucas palavras, permaneço nas sombras, praticamente invisível, a maior parte do tempo.

Isso já tem acontecido por um bom tempo, sair e voltar durante a madrugada.

Começou com um único dia no bar e o calendário fez seu trabalho, piorando mais e mais a cada semana. Agora saio quase todas as noites, ainda que somente poucas vezes eu retorne bêbado, totalmente destruído.  Hoje é um desses dias que decido me manter lúcido e andar por aí sem rumo.

Sendo honesto não mergulho disso. Tenho pena do ser que me tornei e daqueles que convivem comigo, principalmente Daehwi.

Ah, Daehwi... O doce garoto do curso de ciências sociais que divide o apartamento comigo. Ele sofre tanto a me ver partir e voltar tão tarde que já me pediu diversas vezes para que eu parasse com isso. Juro que tentei, mas falhei de forma lastimável e meu hyung continua cuidar de mim, acordando dos seus sonhos para atender o amigo perdido na vida. Não me preocupo quanto a minha área -há engenheiros muito melhores do que eu-, mas ver o que o loirinho vai para faculdade tão sonolento e bocejando, me parte o coração.

A chuva engrossa, ganhar peso. Consigo sentir as gotas contra minha pele. É bom, limpa a alma. É uma pena acreditar que a minha esteja tão encardida a ponto que nem uma tempestade poderá deixa-la clara como um dia foi.

Nesse ponto eu posso dizer que a culpa é sua, Seonho.

Se saio pela noite, é para buscar respostas e, ao mesmo tempo, esquecer seu nome.

O que aconteceu, Seonho?

Eu te fiz mal? Eu te machuquei?

Me diga, Seonho, porque eu cansei de ficar noites inteiras refletindo sobre isso!

O que eu te fiz de tão cruel para você me deixar?

Uma lágrima escorre pelo meu rosto, mas mal a percebo. Já chove intensamente e os pingos me machucam. De primeira reação, puxo a manga da camisa para secar a água salgada, porém é tão inútil que acabo por rir.

Inútil pela precipitação e pelo fluxo que se desencadeou em meus olhos.

Encosta em mim uma porta de aço de uma loja qualquer e cobrir meus olhos com as mãos. Seonho, O que você fez comigo? Nunca antes chorei por pessoa alguma, mas agora me perco em um pranto sem fim. Até mesmo meu jeito de andar você mudou; dos passos firmes para os indecisos e cambaleantes.

Somente quando um raio corta o céu, eu percebo que preciso voltar para casa.

Não para meu porto seguro, porque esse se foi com você, Seonho.

Mas preciso voltar para a casa que tenho no momento, para os braços de Daehwi.

 

-x-

 

Abro a porta do apartamento da forma mais silenciosa que consigo. Tiro os sapatos e o casaco encharcado, deixando-os do lado da entrada. Todas as luzes estão apagadas se me pergunto se Daehwi está dormindo. Ponho a chave no porta-chaves preso na parede e rumo até a sala.

Não me surpreendo quando encontro o corpo do loirinho encolhido no canto do sofá. Hoje ele deve ter decidido me esperar e caiu no mundo dos sonhos contra a sua vontade. Passo o polegar em sua bochecha e percebo o quão frio o pequeno está. Daehwi chia e abre os olhos. "Guanlin," fala com a voz rouca por ter acabado de acordar. "Onde você estava?" A mesma pergunta de sempre.

"Por aí." A mesma resposta de sempre. Ambos sabemos perfeitamente para onde vou nesses dias, mas parece que preferimos manter esse diálogo vicioso. "Por que não foi dormir na sua cama? Você está congelando aqui!"

Ele se senta corretamente no estofado e esfrega os olhos. "Eu quis te esperar."

"Você tem aula amanhã."

"Nenhuma realmente importante. Posso faltar um dia, se for preciso." Puxa a barra da minha camisa para senti-la entre os dedos. "Suas roupas estão molhadas. Vá tomar um banho antes que pegue um resfriado."

Sorrio relaxado. "Só se você for se deitar."

“Feito, então.” E assim se sucede.

Livro-me das roupas úmidas e tomo um banho quente. O vapor sobe e embaça os vidros. Rabisco neles. Nada com real sentido. Quando termino, me seco e visto as roupas velhas que já tinha pego antes, para não precisar sofrer ao andar nu e com frio pelos cômodos.

Faço toda a minha higiene noturna e encaro meu reflexo no espelho. Cansado e perdido, é assim que minha aparência me caracteriza. Nada surpreendente, nada fora do normal, chego a pensar. Passo a mão pelo meu rosto, contornando os traços, e suspiro ao final. Balanço a cabeça e ignoro meus pensamentos, porque sei que eles são somente capazes de piorar minha situação medíocre.

Caminho até meu quarto, mas paro uma porta antes. É o cômodo de Daehwi. Paro no umbral por alguns segundos, observando o menor dormir sendo iluminado pela luz do corredor, e sorrio. Não me contenho e quando vejo já estou do lado de sua cama, acariciando seu rosto.

“Guanlin-ah...” Não muito depois ele acorda (se é que realmente estava dormindo).

“Sim?”

“Dorme aqui comigo?” Pergunta baixinho, como se tivesse medo que mais alguém ouvisse, ainda que não há mais ninguém no apartamento. “Só por hoje...”

Sorrio doce para o pequeno. "Claro." Daehwi se move para o lado e me deito ao seu lado. Depois de arrumar meu corpo sobre a cama, o mais velho se aconchega em mim, repousando sua cabeça em meu ombro. Levo minha mão livre para os seus cabelos claros e início um cafuné. Penso que assim ele poderia dormir tranquilo e mais rapidamente.

"Guanlin-ah..." Recomeça após alguns minutos.

"Diga."

"Pode me dar um beijo?" Minha mão em seus fios para repentinamente. O que eu temia foi confirmado em uma simples pergunta de sim ou não. Daehwi percebe minha hesitação e se afasta, mas eu o puxo para ainda mais perto do que antes. "Eu entendi, Guanlin. Não precisa disso..."

"Daehwi, eu não te amo. Você sabe disso..."

"É, eu sei. Você ama o Seonho, mesmo que ele tenha te deixado." Suspira. "Mas ainda que eu tenha certeza que você não me ama, eu te peço um único beijo."

"Por quê?" Questiono. "Só vai te fazer sofrer ainda mais."

"Talvez..." Diz enquanto contorna o desenho da minha camiseta com a ponta do indicador. "Mas pelo menos eu não posso dizer que não tentei."

Reflito por alguns momentos. Um beijo não me faria mal algum. "Sente-se."

"Hm?"

"No meio da cama. Sente-se." Daehwi segue meu pedido com certa rapidez e se coloca em meio aos lençóis, sentado em posição de índio. Controlo a risada pela afobação do menor.

Sento sobre minhas próprias pernas na frente do loirinho. "Tem certeza disso?" Pergunto mais uma vez. Quero ter certeza que não estarei machucando-o mais do que já faço.

Ele concorda mais uma vez dando os ombros. "É o máximo que um dia conseguiria de você. Não quero perder minha única chance." Sua voz sai triste e carregada. Encaixo minha palma na lateral de sua face, acariciando sua bochecha com o polegar. Ao invés de um pedido de desculpas (como queria ter dito), aproximo nossos rostos e junto nossos lábios.

E, ah... não imaginava que Daehwi tivesse lábios tão macios. É notável o quão cheinhos e naturalmente rosados eles são, mas sua suavidade, mesmo que imaginável, é única. Passo a ponta da língua pela carne rubra e o mais velho entende meu pedido, não tardando a realizá-lo. Não há uma luta por dominância: o outro garoto se entrega sem precisar questionar. Por costume, Daehwi leva a canhota até meus cabelos e a destra para meu ombro.

Deito-o na cama a medida que o beijo avança. Apoio o antebraço ao lado de sua cabeça e suas pernas se arrumam sob meu corpo, deixando as minhas no meio das suas. Levo minha destra até seu quadril, pressionando sem força. Não demoro a levantar minimamente sua roupa e passar meus dígitos pela tez morna, subindo cada vez mais até ter minha mão em sua cintura. Daehwi puxa meus fios sem muito vigor e segura o tecido fino de minha camiseta com firmeza.

"Bom o suficiente?" Pergunto assim que os estalos silenciam e descolo nossas bocas. Culpo a falta de ar por tal ato. Daehwi beija tão bem que quero manter meus lábios juntos aos seus para sempre.

Daehwi assente. Noto seus lábios ligeiramente inchados mais pigmentados. Suas mãos ainda estão agarradas aos meus cabelos negros. "O melhor beijo que já recebi." Sua voz falha sutilmente por ainda estar recuperando o fôlego. Ele abre um pequeno sorriso. "Obrigado."

Sorrio para si e volto a me deitar ao seu lado. Novamente, estamos como minutos antes, com Daehwi praticamente dormindo com a cabeça em meu ombro, e eu afagando seus cabelos.

Pergunto-me de não estaria sendo mau e cruel com meu pequenino. Se me mantivesse por perto, dando carinho e amor (embora como amigo), eu criaria uma ilusão que só causaria mais sofrimento para ele com o passar do tempo. No entanto, se escolhesse me afastar, a dor seria imediata e duradoura. Sinto que Daehwi não me esqueceria e se machucaria mais e mais.

Observo o adulto, que mais parece uma criança crescida além da conta, dormir tranquilamente em meus braços. Ele tem plena noção da situação que estamos, mas parece relaxado em seus sonhos e pronto para absorver a angústia quando acordado.

Não quero que Daehwi sofra por minha causa e não quero me afastar.

Talvez, com calma e paciência, eu poderia abandonar o passado que me mata aos poucos e aprender a amar aquele que tanto me estima.


Notas Finais


Ficou muito mais longo do que eu imaginava...


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