História Lost On You - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Aninha, Carmem, Cascão, Cebola, Denise, Isadora "Isa", Magali, Maria Mello, Mônica, Titi, Xaveco
Tags Amor, Cebonica
Exibições 90
Palavras 1.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aí, gente? Como vão? Demorei para atualizar? Sim, demorei. Porém, creio que este capítulo compensa o atraso: é enorme.
Nele eu falo sobre a Turma e mais para o final…
Boa leitura, hihi

Capítulo 3 - Remember of the Old Paradise


Fanfic / Fanfiction Lost On You - Capítulo 3 - Remember of the Old Paradise

“When you get older, plainer, saner

When you remember all the danger we came from

Burning like embers, falling, tender

Long before the days of no surrender

Years ago

And well you know

Smoke them if you got them

'Cause it's going down

All I ever wanted was you

I'll never get to heaven

'Cause I don't know how

Let's raise a glass or two

To all the things I lost on you

Oh oh

Tell me are they lost on you?

Oh oh

Just that you could cut me loose

Oh oh

After everything I've lost on you

Is that lost on you?

Oh oh

Is that lost on you?

Oh oh

Baby is that lost on you?

Is that lost on you?” — Lost On You, LP (Laura Pergolizzi)

O primeiro passo fez-me encarar aquela realidade totalmente diferente: o clima acolhedor, o aeroporto modernizado — pela provável maior chegada de estrangeiros — , o próprio céu poluído que não deixava de estar sempre bonito. Observar São Paulo e mergulhar na metrópole me levava a fazer  o mesmo com minhas memórias. Tantos anos os quais vivi aqui: acontecimentos bons ou ruins, eram perfeitamente lembrados por mim. Quando desenvolvera uma memória tão sagaz?  

Caminhava meio alienada das informações a minha volta, tanto que só me lembrei de pegar a esteira quando esbarrei em uma senhora segurando a mão de sua filha. Ajeitei os óculos de sol aviadores e me atentei à esteira, onde meus alvos passavam: três malas de tamanhos diferentes, porém de mesmo modelo, com lenços iguais — para que eu pudesse identificá-las — e cor preta.

Peguei rapidamente uma a uma e as coloquei no carrinho — o qual pegara na seção ao lado —, caminhei rapidamente até a saída que desembocava no Saguão principal.

Caminhado até a entrada, procurei por um taxista de plantão e mostrei-lhe nas letras corridas o endereço da casa.

***

Depois de alguns anos os veria novamente: Cascão, mamãe e papai me aguardavam ansiosamente em casa, — pelo menos era o que eu esperava, já que eles viriam do Rio de Janeiro especialmente para visitar-nos— enquanto eu acabava de sair do Táxi. Paguei-o e saí empurrando mala a mala até a frente da porta. Toquei a campainha e ouvi uma máscula voz gritar que já estava indo.

Concluí ser o Cascão, e ralhei o respondendo:

— Não precisa gritar! — Depois ri de mim mesma.

A porta abriu revelando aquele mesmo moreno, com visual descuidado, camiseta de “Tauó” e mãos no bolso. Isso confirmou o que pensara: passariam-se anos e Cascão continuaria intacto. Mesmo estilo, mesmas roupas, coisa que eu adorava em meu irmão. Corri para abraçá-lo, quase o derrubando no gelado piso de mármore.

— E aí, como vai a pirralha? — Ele passou a mão em meus cabelos e por mais que tentasse reter, algumas lágrimas  espalhavam-se sobre minha face, contrastando com o ar gélido. Dois anos os que não o via. Não via ninguém verdadeiramente, porém com Cascão era diferente: quando triste, ele era “minha melhor amiga”. Tanto ele quanto Magá me animavam.

Ficamos conversando, ele contara-me por cima de fatos sobre a Turma:

Titi, estava formando-se em Direito e pretendia ser juiz. Fora “colocado nos eixos” por Aninha e estava totalmente mudado. O mundo dá voltas, afinal, nunca achei que ele fosse justo, por ser extremamente machista — coisa que odeio em qualquer homem— e consequentemente ter um pensamento atrasado.

Maria Mello saíra do Brasil durante anos e voltara para o propósito de representar-nos no famoso concurso Miss Universo. Achava que ela tinha grande probabilidade de vencer, porém a polonesa Ewelina Wenderroschi— em minha opinião — era mais bonita. Totalmente solteira, dedicava-se muito à carreira.

Carmen tornara-se estilista renomada, trabalhava para uma empresa de confecções Francesas e estava feliz com o trabalho. Dizem boatos que ela está de rolo com François Beaumont, o dono da empresa.

Marina casara-se com Franja e tornara-se astista em seu estilo realista e ao mesmo tempo metafórico. Franja era cientista de um laboratório e desenvolvia uma vacina mais eficiente para gripe suína.

Luca tornou-se jogador de basquete e nos representaria nas Paralimpíadas, o que me deixara muito feliz.

DC, bom, era DC, baterista da banda “Inside You”. Fazia músicas estilo Rock Heavy Metal as quais adoravam. Além disso gravava covers de músicas pouco conhecidas, as adaptando para rock. Seu irmão, Nimbus, tornou-se dono de um grande Circo, famoso pelas atrações que não envolviam maus-tratos aos animais e exploração.

Jeremias era jogador de futebol no time Real Madrid. Com certeza um dos maiores sucessos da Turma.

Toni, Toni finalmente tomara jeito: era diretor de uma faculdade de Biologia.

Já Sarah, formara-se em psicologia e atendia em clínica particular, juntamente com Isadora. Duas fofas, lindas.

Xaveco e Denise namoravam. Xaveco era professor de dança e dono de uma das academias mais renomadas por aqui. Aninha era professora de Tango e trabalhava em sua academia.

Já Denise: jornalista em um jornal formal puramente informativo e escritora. Lançara um livro em seu melhor estilo: “Sentimentos: não relute, conviva com”.

Magali era com certeza uma das melhores nutricionistas da região.

Cebola… Ah, Cebola… Seu nome já dava-me calafrios… Ele formara-se em história e administrava os maiores museus nacionais.

E eu?

Sou Arquiteta. Embora todos achassem que não tinha capacidade para lidar com a famosa Álgebra — já que era considerada a mais “burrinha” quando criança —, fui crescendo e percebendo minha facilidade com Raciocínio Lógico, além de amar matemática. Fiz intercâmbio para entrar no Instituto de Tecnologia de Massachussetts— Massachusetts Institute of Technology (MIT)— e moro atualmente em Los Angeles, com meu escritório… Digamos… Renomado?

Depende do conceito de renomado para cada um, mas semanalmente sou lotada de propostas para um projeto novo, inclusive ajudei a construir museus e centros culturais.

Saí desses devaneios quando percebi que o assunto estava demasiadamente longo.

— Cadê a minha ‘bixa’ favorita? — Disse lembrando-me de Magali.

— É assim agora, me larga aqui com as malas e mal conversa? — Ele perguntou fazendo uma falsa expressão brava e tornou a dizer — estou começando a achar que você não está se alimentando direito, Mô. Olha isso, nunca te vi tão magra! Mas está tão kawaii (fofa)...

— Cascão, “não vem com grilo”— Imitei seu jeito de dizer — você que está complexado.

— Ebaaaaa, minha melhor amiga chegou. — Magali se incluiu na conversa, atirou-se em mim para um abraço e dessa vez quem foi ao chão fui eu. — Quanto tempo, Mô! — Observei-a: mais alta, porém continuava esguia, cabelos longos e pernas torneadas. O mesmo jeito doce e calmo.

— Magá! Quanto tempo! — Disse e ela me puxou para dentro de casa.

— Vamos conversar, atualizar tudo! Temos uma hora, porque marquei um encontro com a turma no shopping… — Em sua voz percebia-se a empolgação.

Ela mostrou a reforma que fizera no quarto de Cascão — que agora era seu noivo — e eu fiquei feliz com o resultado de meu projeto, uma vez que o coordenara a distância e não pude vê-lo.

— Ficou perfeito. No começo, eu e Cascão achamos que essa ideia não daria certo, mas não é que o projeto digital deu super certo? — Me abraçou. — Sabia que nos ajudaríamos quando mais adultas: eu com suas receitas da dieta e você com seus projetos incríveis.

— Modéstia parte, foi um dos projetos mais funcionais e compactos que eu já fiz. — Disse orgulhosa.

Nós continuamos conversando. Conversávamos sobre tudo, enquanto nos arrumávamos.

Optei por colocar um cropped rosa larguinho, junto a uma calça skinny marrom, a bolsa habitual e sapatos pretos.

Já Magali, estava com um fofo cropped com estampa melancia, uma preta larga saia e um sapato de plataforma cor caramelo.

Arrumamos  a mesa no barzinho que havia lá. 12 lugares totalmente vazios, que aos poucos iam preenchendo-se.

Os primeiros a chegarem foram Xaveco e Denise, e eu logo os cumprimentei escancarando a boca em um sorriso incrédulo:

— Deniseeee! — A abracei fortemente.

— Gatz, vamos com calma! — Ela disse sufocada com meu abraço.  — Nossa, queeee “lindaaannnn”. Emagreceu, hein?

— Obrigada!— Dei um riso de leve ao reconhecer minha amiga de tantos anos.

— E aí, Mô? — Xaveco veio em minha direção e eu sussurrei em seu ouvido:

— Não disse que um dia Denise ficaria com você, loirinho? — Rimos do meu comentário.

— Pois é… Toda dama precisa de um vagabundo, no fim das contas. — Completou.

O resto da Turma chegou e Cebola veio por último, junto a Cascão:

— E aí, mana? — Cascão cumprimentou-me novamente e sentou-se.

Ele se aproximou cabisbaixo. Eu travei. E quando nossos olhares se cruzaram, ninguém mais existia ali: era só eu e a imensidão de seus turvos olhos.

—  O-Oi. — Ele se aproximou me dando um abraço, no qual uma onda de eletricidade me afetava, não queria descolar-me de seu corpo, mas uma súbita lembrança fez-me me afastar abruptamente.

— Oi. — Disse timidamente, sabendo que o enrubescer “repentino” de minha face era o porquê daquilo.

Sentei-me na ponta da mesa e o único lugar disponível para ele era em minha frente. Olhei para a Denise e ela dava risinhos com Magali. Queria matá-la, mas optei por agir com indiferença, afinal de contas, ele nem mesmo estava ligando.

Conversa vai, conversa vem recebi uma pergunta bem direta, digamos:

— Mô, você está namorando? — DC era o dono da voz e ia respondê-lo quando observei Cebola praticamente engasgar com o petisco de calabresa que comia.

— N-Não, não estou. — Disse retomando a postura e reprimindo uma gargalhada. Mas logo foi substituída por uma expressão séria.

Se ele não estava ligando, porque engasgou simultaneamente à fala? Com certeza foi coincidência.

Entre muita comida, conversa e brincadeiras, já me acostumara com aquela incrível turma de sempre!

Na hora de ir embora, pagamos a conta e eu já ia puxar Magali pelo braço, quando ela disse:

— Mô, eu queria… Bem… DigamosqueeuvoupraoutrolugarcomoCas — ela disse tímida e eu gargalhei não entendendo o que dissera. A esta hora, além de sua pressa ao falar, o fato de eu ter tomado algumas latinhas de cerveja acompanhando os petiscos me atrapalhavam a compreendê-la.

— Magali, dá pra repetir?

— É que eu vou sair com o Cas para outro lugar, sabe? Um tempo a sós… —Entendi sua lógica e logo completei:

— Com quem irei então?

— Com o Cebola, obviamente. — Riu levemente.

— Magali, pára. — Repliquei séria. Só podia ser uma brincadeira.

Então ela se dirigiu ao resto do grupo perguntando a cada um sobre lugares no banco do carro. Todos negaram claramente mentindo. Estavam acordados entre si para que fosse com ele: TRAÍRAS!

— Vá logo com Cebola. — Denise disse me empurrando pra cima dele. — Tá tudo bem pra você, né Gatz?— Ela falou com Cebola.

— S-Sim, está. — respondeu provavelmente depois de divagar por seus pensamentos.

Nos despedimos de todos e caminhamos silenciosamente ao carro. Um silêncio perturbador, que tendia ficar pior.

Entramos em seu carro. Aquele mesmo chaveiro que eu lhe dera estava pendurado no espelho.  Muitas lembranças me percorreram a mente, e entre uma delas, uma pergunta que não calou-se: Como sobreviveria a meia-hora andando no carro do meu ex?


Notas Finais


E aí, amorecos?
Amaram, gostaram ou odiaram? Tentei fazer um capítulo bonito, mas acho que não ficou interessante. Não sei se essa ideia de falar sobre todas as personagens ficou legal. Opinem please, e se quiserem deem sugestões.
Bem, agora, eu aderi um novo site no qual podemos criar roupas: seja para orçar looks ou só para compartilhar, eu achei bem prático para a Fanfic e vi vários usuários o utilizando.
Roupa da Mônica: http://www.polyvore.com/hang_around_shopping_mall/set?id=209727305
Roupa da Magali: http://www.polyvore.com/shopping/set?id=209728892
Roupa da Denise: http://www.polyvore.com/fun/set?id=209730502

Ok, agora vamos para a parte mais longa, a tradução do trecho da música Lost On You ( clipe: https://www.youtube.com/watch?v=hn3wJ1_1Zsg ; áudio: https://www.youtube.com/watch?v=boeuk8N_Gsw )...
Bem gente, essa música tem um significado especial para a Fanfic, como se pode ver, os nomes são os mesmos. Foi exatamente nela que me inspirei para escrever. Espero que ouçam e que vejam a tradução aqui. Neste trecho, nem tudo combina, mas o que importa é a essência da música, né nom?
“Quando você envelhece, mais claro, mais são,
Quando você se lembrar todo o perigo que viemos
Queimando como brasas, caindo, concurso
Muito antes dos dias de nenhuma rendição
Anos atrás
E bem, você sabe
Quando você envelhece, mais claro, mais sã
Quando você se lembra todo o perigo de onde viemos
Queimando como brasas, caindo, concurso
Muito antes dos dias de nenhuma rendição
Anos atrás
E bem, você sabe
Fume-os se você os tem
Porque está indo para baixo
Tudo que eu queria era você
Eu nunca vou chegar ao céu
Porque eu não sei como
Vamos levantar um copo ou dois
Para todas as coisas que eu perdi em você
Oh oh
Diga-me se eles estão perdidos em você?
Oh oh
Só que você poderia cortar-me solta
Oh oh
Depois de tudo o que eu perdi em você
Está perdido em você?
Oh oh
Está perdido em você?
Oh oh
Bebê esta perdido em você?
Está perdido em você?”
Ah, só avisando, é de uma CANTORA essa música, ela chama-se Laura Pergolizzi, ou popularmente LP.
BJS, SEUS LINDO, Desculpem o tamanho das Notas Finais, até *u*


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