História Lost Souls - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Dahyun, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Hoseok, I Need U, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Rap Monster, Run, Seokjin, Suga, Taehyung, Yoongi
Exibições 57
Palavras 5.927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ SERES DO SOCIAL SPIRIT, VOLTEI E COM UMA LONGFIC ~GRITOS HISTÉRICOS~

Gente, eu to muito feliz de voltar com um projeto grande, sério, depois que acabei de escrever a minha long TaeKook, eu senti muita falta do comprometimento que eu tinha em ter que escrever, senti falta de ver os comentários, enfim, senti falta de tudo. Até larguei aqui uma O.S VKook recentemente, mas nada se compara ao amor que uma long fic pode te trazer!

Eu sei que esse capítulo ta ENORME, mas eu estou dividindo os próximos ~não que eles tenham ficado muito pequenos, mas estão menores que esse com certeza. Lembrando também que esse capítulo aqui é só um complemento.

Enfim, sem mais delongas, vou deixa-los ler o capítulo, mas não esqueçam de ler as notas finais, pois ainda tenho algumas coisas a dizer sobre Lost Souls!

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Prólogo


 

[10 anos atrás]

 

As crianças brincavam e corriam naquele dia bonito que havia nascido, ensolarado por acaso. As crianças menores pegavam os brinquedos umas das outras e o choro insuportável irritava as freiras que logo saiam de suas cadeiras de balanço para ir faze-las parar.

SeokJin se mantinha quieto sentado no degrau da varanda enquanto via as outras crianças correrem de um lado para o outro – e aquilo o deixava zonzo. As freiras o limitavam de sair para qualquer outro lado que não fosse dentro daquele pequeno espaço do pátio do orfanato, então ele preferia ficar ali, parado vendo os outros se divertirem como se aquele fosse o melhor lugar do mundo. O garoto não via hora de sair daquele lugar horroroso e finalmente poder ser feliz fora daqueles muros velhos e encardidos. Sentia seu coração doer quando lembrava que dali três anos finalmente atingiria seus dezoito anos e sairia de lá sem nem ao menos ser convidado, tendo que deixar seus amigos lá dentro. Queria e não queria ao mesmo tempo, que aquele dia chegasse, se sentiria mal em saber que teria que deixar os velhos amigos para trás e mal sabia se iria poder vê-los novamente depois.

− Você está pensativo Jin. – Hoseok se aproximou do amigo.

De longe podiam ver JungKook e Taehyung brincando como dois bobinhos na caixa de areia e aquilo os chamava a atenção. Não muito longe também podiam ver Jimin perseguindo NamJoon, que tentava ao máximo o manter longe, mas era quase impossível, já que o menor realmente admirava o outro. E embaixo de uma árvore afastada do pátio, YoonGi dormia com os fones nos ouvidos como sempre fazia desde que ganhou seu primeiro iPod.

SeokJin foi recebido no orfanato quando ainda muito criança – com um ano e alguns meses para ser mais exato. Não sofreu com o fato de fazer amizades, pois cresceu junto a YoonGi que também chegou muito novo lá, e tinha apenas um ano de diferença em idade. Logo depois chegaram os outros, seguidos de Hoseok que chegou com três anos de idade e um ano depois de YoonGi. Após foi a vez de Namjoon, mas esse chegou quando já estava quase fazendo quatro anos, e logo após Taehyung e Jimin chegaram praticamente juntos e por mais que tivessem a mesma idade, após crescer mais um pouco, Jimin gostava de andar mais com NamJoon do que com Taehyung. E não muito depois, JungKook chegou com apenas um mês de idade e logo crescido virou o melhor amigo de Taehyung, ambos não se desgrudavam para nada, literalmente.

− Faltam apenas três anos. – O mais velho disse baixo.

− Você está realmente preocupado com isso, não está? – Hoseok perguntou, vendo SeokJin fitar os demais amigos no pátio.

− Não quero deixá-los aqui. E quando for a vez de Taehyung e Jimin? Quem irá cuidar de JungKook? – Ele suspirou pesado e fechou os olhos como se quisesse distanciar aqueles pensamentos.

SeokJin sabia que não poderia cuidar daqueles garotos para sempre, mas tinha em mente que faria de tudo para não os perder, afinal naqueles anos eternos em que passou no orfanato, aqueles garotos haviam se tornado sua família.

Uma cena um tanto inocente chamou a atenção das freiras logo que JungKook empurrou um dos garotos que estava tentando pegar um de seus brinquedos.

Taehyung se assustou ao ver uma daquelas mulheres altas vestida de preto vindo em sua direção e logo puxou o amigo pelo braço, mas ele ignorou e continuou a discutir com o outro.

− O que você quer com o Taehyung? – Ele olhava com um olhar mortal para o outro – Não procure mais ele! E me devolva meu brinquedo. – JungKook puxou o brinquedo da mão do garoto que começou a chorar automaticamente.

− A irmã está vindo JungKook, dê esse brinquedo para ele logo. – Taehyung dizia ansioso, dando pequenos pulinhos ainda segurando o braço do amigo, cuidando ora a mão do mesmo segurando o brinquedo, ora o quanto a mais velha estava cada vez mais perto.

Já era tarde demais quando JungKook se deu conta que estava encrencado mais uma vez e que teria de aguantar mais um castigo. Suspirou pesado quando viu a mulher mais próxima do que nunca e nem sequer pensou em fugir, pois sabia que não adiantaria nada, apenas esperou a mais velha chegar e lhe dar a velha bronca de sempre.

− Você novamente está fazendo seus colegas chorarem, JungKook? – Ela pegou o brinquedo da mão do garoto – Quantas vezes terei que te dizer para dividir os brinquedos com outras crianças? – Pegou o braço do mais novo e o puxou, mas sentiu ser impedida de leva-lo. Olhou para baixo e percebeu que Taehyung segurava o braço do amigo com força, para que a mesma não o levasse. – Solte o braço do seu amigo, Taehyung. – Ele continuava a segurar. – Te levarei junto se não soltar, Taehyung. – Ela dizia cada vez mais brava. Seus olhos pavorosos penetraram no rosto de Taehyung, que se sentiu ameaçado no mesmo momento, logo soltando o braço do amigo e fazendo uma expressão emburrada com o rosto, por saber que o outro seria maltratado mais uma vez por sua causa.

Taehyung ficou parado no mesmo lugar apensa assistindo aquela mulher brutal levar seu amigo para dentro do grande casarão, que de certo modo lhe causava um pouco de medo. Sentiu seus olhos lacrimejarem e logo secou as lágrimas quando olhou bravo para o garoto ao seu lado que fez uma expressão assustada quando viu os olhos do garoto queimarem sob sua face. Taehyung saiu andando sem falar ao menos uma única palavra, sentia-se culpado, e no fundo uma fúria sem explicação o tomava por dentro, querendo fazer o outro pagar de alguma forma por aquilo que fez para seu amigo, mas ao invés de se vingar, apenas ignorou o garoto e foi andando até SeokJin e Hoseok que ainda estavam sentados nos degraus da varanda.

 − Levaram JungKook de novo? – Hoseok perguntou ao ver o mais novo se aproximar com uma expressão emburrada.

− Aquela velha! – Taehyung respondeu revirando os olhos – E aquele garoto, aish, quando eu sair daqui eu vou pega-lo na rua! – Fez um gesto com as mãos como se estivesse dando socos em alguma coisa.

− Ei, calminho valentão. – SeokJin segurou suas mãos e ele lhe olhou atendo com seus grandes olhos arregalados – Você é apenas uma criança, não pense nessas coisas. – SeokJin riu quando percebeu que Taehyung faz uma cara de entediado.

− Vá brincar com Taehyung, Jimin. – NamJoon se aproximou dos outros três garotos sentados nos degraus. – Yah! Ele não me deixa em paz. – Reclamou e fez os outros rirem.

− Eu não quero brincar, Joonie. – Taehyung diz fazendo uma expressão triste.

− E eu não quero brincar com o Taehyung, eu quero brincar com você, NamJoon! – Jimin cruzou os braços e faz um bico com a boca. SeokJin e Hoseok apenas riram do gesto do outro. – Onde está o JungKook? – Jimin perguntou desmanchando o bico dos lábios, demonstrando interesse no paradeiro do outro.

− A irmã levou ele de novo. – Taehyung resmungou e foi quase impossível identificar o que ele disse.

A cena de YoonGi levantando-se e caminhando até os degraus da varanda, chama a atenção dos outros garotos que ali estavam. Todos ficaram em silencio esperando YoonGi chegar e se pronunciar.

− Isso é uma reunião entre amigos? – Ele coçou a nuca e retirou os fones dos ouvidos. – O que está acontecendo? – Bocejou e coçou os olhos com as costas das mãos. – O que houve com você Jin? – Olhou atento para o rosto do mais velho, esperando que o mesmo respondesse a sua pergunta.

− Do que você está falando? – NamJoon perguntou confuso.

− Olha bem para a cara dele, parece estar preocupado com alguma coisa. – Suspirou pesado. – Você está preocupado novamente com nós, não está? – YoonGi sorri fraco. – Ainda faltam três anos, Jin.

− Faltam três anos para o que? – Taehyung pulou animado com um sorriso enorme no rosto.

− Você não precisa saber agora pequeno. – NamJoon afogou os cabelos de Taehyung com uma de suas mãos e o mais novo soltou um grunhido insatisfatório.

 

[2 anos depois]

 

JungKook havia sumido desde que as crianças haviam saído de dentro do casarão para brincar durante a tarde. SeokJin estava preocupado com o garoto e fez os outros se dividirem e irem em busca dele. Procuraram em todos os cantos do enorme pátio do orfanato e também em todos os cantos que imaginavam ser possíveis da casa. Já faziam quase três horas que o garoto havia sumido e por algum motivo estranho, Lee MinHo também havia sumido. Um motivo maior da preocupação de SeokJin, era porque sabia que JungKook não se dava muito bem com MinHo, e secretamente já havia até mesmo o ameaçado de morte – apesar de ser apenas uma criança, ainda.

− JungKook! – Jimin gritava do outro lado do casarão e SeokJin podia ouvi-lo.

Voltaram todos para o centro do pátio com uma expressão de missão fracassada no rosto. SeokJin sentia um aperto no peito em pensar no que JungKook podia estar fazendo e mais ainda em pensar nas consequências em que as atitudes do mais novo podiam lhe causar.

A janela encardida do sótão chamou a atenção de Jimin, já que raramente podia se ver algum tipo de movimento dentro do mesmo. Era um lugar abandonado, onde os sete garotos brincavam antigamente, onde se escondiam e pregavam pegadinhas uns nos outros. Era estranho pois faziam quase dois anos que não entravam lá e muito menos as irmãs faziam isso, nem sequer para limpar o tal.

Um vulto que se mexia com rapidez dentro do sótão chamou a atenção do baixinho de cabelos escuros, que logo se pôs a falar a YoonGi – que era quem estava mais próximo − sobre aquilo.

− JungKook está lá em baixo. – Disse cochichando no ouvido de YoonGi acenando com a cabeça na direção da pequena janela. Colocou o dedo indicador sobre os lábios como um sinal de silêncio para que o outro não dissesse em voz alta. E ele o fez.

Jimin segurou com força o braço do amigo, o puxando e andando calmamente para que os outros não percebessem a sua distância. Ao ver que já não estavam mais no campo de visão dos outros, Jimin puxou o outro com força e correu para dentro do casarão. Ao adentrar o mesmo, as irmãs que estavam sentadas na sala olharam com desconfiança aos dois garotos, mas Jimin sorriu fofo fazendo elas apenas o ignorarem e voltarem a fazer o que estavam fazendo. Suspirou fundo e puxou YoonGi novamente, indo em direção a porta velha que ficava logo abaixo da enorme escada que levava ao segundo andar. Jimin puxou a maçaneta enferrujada com força e cuidando para não fazer barulho. Prendeu a respiração rápido ao ouvir um rangido sair da mesma, mas logo voltou a respirar normal novamente fazendo YoonGi rir de sua atitude, mas logo voltando a ficar sério de novo.

Uma escada velha de madeira – que até mesmo aparentava querer cair a qualquer momento – é descoberta logo após a porta ser aberta. Aquele lugar não parecia tão horrível quando eram menores, talvez por isso JungKook não havia hesitado em entrar lá naquele dia. Respiraram fundo. Jimin segurou na mão de YoonGi e sentiu a mesma tremer. O puxou para dentro do cubículo e logo começou a descer as escadas com cautela. Jimin sorriu fraco ao ver uma luz aparecer em seu campo de visão – pois tinha medo do escuro −, mas logo fechou a cara ao ouvir um choro baixo de criança vir do mesmo lugar de onde vinha a luz.

− JungKook-ah – podia se ouvir seu choro – não me machuque mais, por favor.

Jimin sentiu YoonGi apertar sua mão e quando olhou para trás viu um YoonGi que nunca havia visto antes. Um YoonGi assustado. Segurou para não rir, mas foi em vão. Deixou uma risada fraca escapar de sua boca e rapidamente repreendeu-se ao perceber que podia ser notado. E não foi diferente.

− Quem está aí? – A voz de JungKook encheu seus ouvidos.

Por incrível que pareça, JungKook havia superado o medo das velhas chatas do orfanato. Já estava acostumado a receber castigos e mesmo que fosse errado para um orfanato liderado por freiras devotas, o mesmo também já estava acostumado com as agressões físicas que recebia frequentemente por não ser uma criança disciplinar. Era até mesmo capaz de enfrentar as velhas e ameaça-las como fazia com as crianças que ousavam passar em sua frente. JungKook era uma criança irada e nada, nem ninguém, podia controla-lo.

Jimin respirou fundo antes de dar mais alguns passos e poder finalmente ver o garoto – o qual deduziu ser o que chorava −, estava caído no chão com o rosto machucado. Aquilo o assustou, mas tentou manter a calma enquanto via JungKook se aproximar.

− Estávamos te procurando. – Jimin sorriu tentando manter o mais novo calmo. – O que está fazendo com o Lee MinHoo aqui? – Sorriu fraco.

− Vocês não deveriam estar aqui. – Ignorou as perguntas do amigo e começou a andar em círculos na volta de MinHoo. – Agora saiam e não contem nada as freiras, ou vocês irão provar disso. – Apontou com o dedo na direção do garoto e voltou a analisar YoonGi e Jimin, que ainda se mantinham parados em frente a escada.

YoonGi notou os olhos mortais de JungKook sobre ambos e segurou o braço de Jimin, que ainda estava boquiaberto com a atitude do mais novo.

− Vamos logo, Jimin. − Puxou seu braço.

Mas Jimin se soltou, como se quisesse ficar ali. YoonGi não entendia o que ele queria fazer, mas tentou novamente retirá-lo dali e Jimin puxou novamente o braço, porém dessa vez com mais força. Tentou partir para cima de JungKook que com reflexo o acertou em cheio com um soco no rosto, fazendo sua boca sangrar no mesmo momento.

− Aí. – Jimin gemeu colocando o dedo sobre a ferida em sua boca.

− Você está louco? – YoonGi gritou segurando JungKook pelos ombros. – Somos seus amigos, seu idiota! – Soltou o mais novo e não demorou muito para sentir aquele punho fechado acertar seu rosto em cheio, assim como havia feito com Jimin. Sentiu o gosto de ferro em sua boca ao mesmo tempo em que parecia que aquele lugar girava eternamente. O impacto com o chão foi tão forte que YoonGi demorou algum tempo para se recuperar e poder enxergar novamente o que estava acontecendo.

Um silencio mórbido tomava conta daquele lugar até os demais garotos chegarem e começarem a gritar. Taehyung esperneava assustado com a visão do outro jogado no chão e com o rosto machucado. Jimin estava parado na frente de YoonGi com uma carteira de cigarros em sua mão enquanto alternava seu olhar ao dono do mesmo e a carteira.

− Que merda é essa YoonGi? – Jimin gritou e estendeu o braço na direção do outro que apenas olhou para sua mão e suspirou fundo deixando sua cabeça cair em decepção.

− Tira o Taehyung daqui, por favor! – SeokJin apontava para NamJoon que revirou os olhos ao ver que o outro estava lhe dando uma ordem. – Onde você conseguiu isso? – Pegou a carteira de cigarros da mão de Jimin.

− Não é meu. – YoonGi respondeu seco, limpando com o dedo, o sague em sua boca.

− Oh! Não é seu, então? – SeokJin riu irônico.

− Claro que é seu! – JungKook gritou – caiu do seu bolso quando eu te dei o soco!

− E você! – SeokJin se virou para JungKook, que se assustou com a atitude repentina do mais velho. – O que pensa que estava fazendo seu pré-adolescente delinquente?! – Segurou JungKook pelos ombros assim como YoonGi havia feito pouco tempo atrás. – Batendo nos seus próprios amigos JungKook? Você só pode estar fora de si. – Soltou o garoto e afundou sua própria cabeça em suas mãos livres.

Antes mesmo que SeokJin pudesse questionar qualquer coisa, YoonGi se levantou rapidamente do chão e tomou a carteira de cigarros para si. Subiu as escadas com pressa e a última coisa que se pode ser ouvida naquele sótão foi o barulho da velha porta batendo como antigamente, porém com mais força. Uma força que talvez tenha nascido da raiva.

 

[1 ano depois]

 

Certo tempo depois, os rapazes já haviam se conformado de que YoonGi escondia coisas dos outros, segredos que com muita suplica, futuramente foram revelados. Já haviam se conformado também que JungKook era um rapaz violento e que tendia a piorar conforme a idade fosse avançando. Também descobriram que Jimin possuía um tipo de transtorno de bipolaridade que conforme o tempo se agravou fazendo o garoto entrar em uma depressão profunda – as marcas de cortes nos braços e pernas e as laminas encontradas nos banheiros do casarão confirmavam isso. Taehyung havia adotado um dom de rabiscar coisas estanhas nas paredes do orfanato e quando as irmãs descobriram que era ele quem as desenhava, o colocaram de castigo. Hoseok continuava o mesmo de sempre, porém com o tempo começou a sonhar com sua antiga família e aquilo o matava por dentro, mesmo que nem sequer os tivesse conhecido direito. NamJoon muitas vezes parecia distante, mas isso não os incomodava.

Estava na hora de SeokJin ir. Já se passava de um mês desde seu aniversário de dezoito anos, mas ele ainda dormia na cama minúscula que havia sido dada a ele logo que completou seus dez anos. Arrumava suas coisas com calma, pois apesar de querer finalmente provar do gosto da liberdade, sentia medo do que poderia acontecer a partir dali com os demais amigos que fez ali dentro.

− Taehyung andou rabiscando o seu quarto também? – Hosoek disse entrando no quarto e vendo SeokJin concentrado olhando para o desenho feito na parede. – Ele desenha bem. – Observou o desenho identificando que eram os sete rapazes em uma paisagem que parecia representar o lado de fora do orfanado, mesmo que ele nem sequer soubesse como era.

− Digamos que sim. – SeokJin riu fraco. – Sentirei saudades de vocês. – Ele olhou para Hoseok e o observou enquanto o outro ainda olhava o desenho.

− Não sinta. – Hoseok riu. – Yah! Assim como entramos aos poucos aqui, nós sairemos aos poucos daqui. Não se preocupe. – Colocou sua mão sobre o ombro do mais velho. – Quer ajuda com essas coisas? – Perguntou revirando algumas coisas sobre a cama.

− Tudo bem, acho que posso fazer isso sozinho até o fim da tarde. – Sorriu fraco para Hoseok que apenas assentiu com a cabeça e saiu do quarto sem ter muito a dizer.

 

 

O dia passou rápido e quando menos esperava a irmã bateu na porta de SeokJin avisando que o táxi já estava o esperando.

SeokJin se despediu de tudo. Do quarto, do pátio, das escadas que lhe deram muito tédio durante anos seguidos, se despediu até mesmo do sótão que lhe trazia muitas lembranças. Foi chamado até o pátio e foi surpreendido com uma pequena comemoração, se sentiu emocionado e naquele momento era capaz de largar a liberdade em um cantinho e viver por ali por mais algum tempo até que pudessem todos saírem juntos dali.

Uma emoção enorme mergulhou SeokJin em um barriu de tristeza quando os seis amigos vieram e lhe abraçaram todos ao mesmo tempo, como uma família.

Nem SeokJin, nem nenhum outro de seus amigos foi capaz de ganhar uma família. Poucas vezes foram capazes de conversar com pessoas que realmente tinham interesse em os adotar, mas sempre faziam algo que os desagradava e eles voltavam para o casarão.

“− JungKook-ah, o que você fez para eles não gostarem de você? – SeokJin perguntou curioso ao ver a expressão emburrada do menor.

− Eu não quero deixar vocês. – Ele fez um bico − Apenas pedi para que ele os adotassem também, mas aquele homem me olhou feio, eu apenas levantei da cadeira e o deixei falando sozinho. ”

“− Por que eles te trouxeram de volta, Hoseok? – SeokJin perguntou sem muita curiosidade sobre o assunto.

− Eu dormi com a filha deles. – Ele riu alto ao contar e SeokJin se engasgou com o cereal que estava comendo naquela manhã. ”

“− Como é seu nome? – A mulher olhava curiosa para o garotinho que aparentava ter apenas cinco anos.

− SeokJin. – Ele respondeu rapidamente, pois não gostava de conversar com estranhos.

− SeokJin – a voz do homem lhe chamou – nós trouxemos isso para você. – Ele estendeu a mão com um livro de histórias infantis, o qual SeokJin conhecia muito bem e já havia cansado de ouvir as irmãs lerem para seus colegas de quarto.

− Eu não gosto de contos de fada. – Ele empurrou a mão do homem. Levantou-se da cadeira e atravessou a porta deixando os dois adultos boquiabertos com sua atitude. ”

SeokJin havia se alimentado bem, mas já estava na hora de ir embora. Abraçou os amigos e se despediu de cada pessoa daquele lugar. Das mais rígidas até as mais amorosas irmãs que o criaram por fim. Adentrou o táxi e o mesmo partiu sem muita pressa. SeokJin assistia a cena do velho casarão se distanciando aos poucos com lágrimas nos olhos. Aquela fora sua última vez ali.

 

[1 ano e meio depois]

 

Aquela noite estava sendo um legitimo filme de terror para Hoseok. O garoto – agora quase adulto – já não aguentava mais ouvir o som das batidas de dente do colega de quarto. NamJoon havia ficado mal após a saída de YoonGi do orfanato. Não entendia muito o porquê já que ambos não andavam muito juntos e não aparentavam ter uma grande intimidade.

Nas ultimas noites, NamJoon bateu queixo e gemeu dormindo como se sentisse uma dor que não acabasse mais. Normalmente acordava suado como se tivesse corrido por várias horas, mas a consequência daquilo era uma só.

Ele acordou arfando e buscando o ar como se o mesmo estivesse faltando a muitos minutos em seu corpo.

− Hoseok! – Ele chamou fraco, sem conseguir levantar a voz para isso. – Hoseok por favor. – Ainda se sentia sufocado.

Hoseok tinha o sono pesado, mas somente depois de dormir, o que já não era uma opção desde que NamJoon se sentia mal todas as noites. Levantou e correu até a cama do amigo, ainda assustado com a atitude repentina do outro.

− O que está acontecendo? – Hoseok perguntou levando a mão até a testa de NamJoon para ver sua temperatura. – Você está ardendo em febre! – Sentiu sua pele extremamente suada. – Vou chamar uma irmã. – Disse ao outro já se virando de costas e indo em direção da porta, mas antes que pudesse sair, sentiu a mão de NamJoon em seu pulso.

− Não faça isso! – Ele pediu com dificuldade.

− Se eu não fizer você vai morrer! – Hoseok soltou seu pulso para ir em direção da porta, mas novamente foi impedido por NamJoon.

− Essa não é a melhor saída. – Ele riu fraco, quase sem nem conseguir fazer tal ato. – Preciso que você consiga uma coisa para mim. Só isso vai me fazer ficar melhor. – Respirou fundo para buscar o ar que havia gastado ao dizer suas palavras.

− Do que você está falando? – Hoseok acendeu a luz do quarto para enxergar melhor seu amigo.

− Eu preciso de um beck. – NamJoon sorriu e Hoseok fez uma expressão de quem não estava entendendo. – Maconha, Hoseok! Você não é tão ingênuo. – Sorriu seguido de uma tosse perturbadora. – A não ser que você seja corajoso o suficiente para me trazer algo mais forte.

− Você só pode estar brincando. – Hoseok olhou mortiferamente para ele. – Drogas? Sério? Era isso que o YoonGi tanto escondida de nós, não era? – Afundou sua cabeça entre suas mãos enquanto andava de um lado para o outro do quarto sem saber o que fazer, ficando cada vez mais nervoso ao ouvir os dentes de NamJoon baterem uns nos outros com mais frequência e rapidez. – Que droga, NamJoon! – Levantou os braços e NamJoon riu. – Onde eu consigo essa merda? – Espalmou as duas mãos sobre o colchão do outro e chegou seu rosto perto do dele para poder ouvir o que ele diria em seguida.

− YoonGi dizia que fugia por um buraco na grade perto da árvore onde ele costumava dormir nas horas vagas. – Respirou fundo. – Também disse que o lugar onde comprava não era tão longe, como daqui a duas quadras para trás. – Fechou os olhos e seus dentes novamente começaram a fazer aquele barulho irritante. – E ah! Uma casa vermelha. – Piscou o olho esquerdo para Hoseok que já estava prestes a sair do quarto.

 

 

Hoseok voltou rápido com o que NamJoon havia o pedido. Havia achado com facilidade a casa, já que as três da manhã a única casa vermelha que parecia ter pessoas acordadas era a que ele avistou de longe assim que entrou em uma rua a duas quadras atrás da do orfanato. Hoseok jamais havia saído para o lado de fora daqueles muros enormes, mas realmente exalava curiosidade, cresceu e viveu toda sua vida dentro daqueles muros encardidos que deixavam seu dia sem cor. Achou interessantes as luzes das ruas assim que colocou os pés para fora do pátio do orfanato naquela noite, mas não desfrutou o bastante já que estava preocupado com NamJoon.

− Tome isso! – Jogou uma espécie de sacolinha escura por cima do outro que aparentava estar bem pior do que estava quando Hoseok havia saído. – E não me peça mais para comprar essas coisas. – Disse fazendo careta de nojo.

− Por que essa cara de nojo? – NamJoon disse, sentando-se e se acomodando no colchão, pegando embaixo do mesmo um pequeno isqueiro que escondia ali.

− O lado de fora é interessante. – Hoseok deitou com os olhos abertos na cama. – Talvez devêssemos ir mais vezes lá. – Sentou e olhou animado para NamJoon que já estava prestes a acender seu beck. – Você já foi lá? – Perguntou curioso.

− Do lado de fora? – Ele perguntou dando a primeira tragada e segurando a fumaça por algum tempo, mas a soltando logo depois. Hoseok afirmou com a cabeça acompanhando o rumo que a fumaça levava enquanto ficava transparente no ar. – Não. YoonGi quem trazia essas belezinhas para mim, mas nunca me deixou ir junto com ele. – Tragou mais uma vez.

− De algum modo o perigo do lado de fora me atrai. – Jogou suas costas para trás, caindo deitado na cama, arrumando seus braços atrás da cabeça. – Parece desafiador e eu gosto de desafios. – Sorriu sozinho enquanto NamJoon apenas fumava sua maconha em silêncio.

Hoseok voltaria lá mais vezes.

[Meio Ano Depois]

 

Seu melhor amigo, e mais admirável já havia saído daquele inferno de orfanato, Jimin agora se sentia isolado, por mais que tivesse Taehyung e JungKook consigo. Sentia falta das tardes em que passava com NamJoon, mesmo que o mais velho as vezes o esnobasse. Sentiu que NamJoon se aproximou mais de Hoseok pouco antes de irem embora do orfanato, e aquilo lhe causou um certo ciúmes. Pensava e repensava durante o dia todo se teriam eles se reencontrado no lado de fora daqueles muros e pensava também se eles estariam lhe esperando assim que sua vez chegasse – e já não faltava muito para isso.

Respirou fundo e no fim do pátio pode ver Taehyung com mais uma daquelas suas folhas onde ele rabiscava alguns desenhos em momentos de tédio. Procurou por algo interessante para fazer, mas tudo que via era um grande nada. Jimin havia crescido e virado um jovem revoltado, não gostava das crianças do orfanato e sempre que tentavam contato o mesmo as afastava como se fossem apenas objetos.

Jimin levantou do degrau onde estava sentado – assim como SeokJin fazia antigamente – e foi em direção a Taehyung, que nem sequer sentiu sua presença, já que usava fones de ouvido e sua música podia ser escutada de longe. Jimin sentou ao lado do outro sobre a grama fofa o observou seus movimentos que davam vida a uma linda borboleta no papel.

− Você desenha bem. – Jimin falou assim que Taehyung percebeu sua presença e fez questão de retirar os fones.

− Eu me esforço. – Disse baixando a cabeça como se estive se sentindo envergonhado. Coçou a nuca enquanto analisava o pátio e voltou a olhar para Jimin. – Onde está JungKook? Não o vejo desde o café.

Jimin não precisou de muitas palavras para deduzir onde JungKook estava. Aquela não era a primeira vez que estava acontecendo e sabia que não seria a última. Olhou levemente em direção ao casarão, onde seus olhos encontraram a antiga janela encardida.

− MinHo. – Foi a única coisa que ele disse antes de sair correndo e entrar pela porta dos fundos da casa, acompanhado de Taehyung. – Tudo bem, mantenha a calma, isso vai ser difícil. – Ele colou a mão sobre a maçaneta. – Não surta! – Jimin terminou e Taehyung riu ao lembrar da última vez que aquilo havia acontecido.

O rangido da porta já não era mais o mesmo, pelo contrário, depois de tanto tempo já estava mais alto ainda, mas não o suficiente para chamar a atenção de alguém, nem mesmo a de JungKook que esperava realmente ouvir aquele barulho alguma hora do dia. Entraram com calma no cubículo já conhecido, e dessa vez com mais cautela do que das outras, desceram as escadas.

− Batendo no Lee MinHo de novo, JungKook? – Jimin disse calmo, sem esperar muito tempo, pois sabia que era melhor assim, antes que ele fizesse alguma bobagem.

− Você se metendo em meus momentos de diversão de novo, Jimin? – JungKooK olhou para o outro com uma expressão cínica no rosto. – Trouxe Taehyung para brincar com nós? – Taehyung se mantinha imóvel olhando para MinHo jogado no chão com o rosto cheio de sangue. – Ele fica bonito assim, não acha? – Encostou seu queixo sobre o ombro de Taehyung.

JungKook soltou uma gargalhada sínica e chutou o garoto jogado no chão. Não era uma cena bonita de se ver.

− Por que ele? − Taehyung pergunta levantando o rosto mostrando estar interessado sobre o assunto.

− Você quer saber por quê? – Sorriu como se tivesse mudado completamente de personalidade e tivesse virado uma criança inocente. Taehyung confirmou com a cabeça. – Tudo bem, você vai saber...

“− JungKook-ah! – O garoto de cabelos escuros gritava perto do rosto do menor. – Me deixe brincar com TaeTae.

− Não! – JungKook olhou furioso para o outro. – Ele é meu amigo, saía daqui! – Empurrou com as duas mãos o peito do outro.

− JungKook-ah! Você não é namorado do TaeTae para prendê-lo assim. – Formou-se um bico em seus lábios, demonstrando estar chateado. JungKook continuou em silêncio brincando com seus bonecos. – JungKook-ah, você quer namorar o TaeTae? – Ele disse rindo junto as outras crianças que começaram a repetir a última frase dita do garoto.

− Lee MinHo! – JungKook levantou-se rapidamente do chão. Sua expressão era assustadora e eram poucas as crianças que continuaram ali perto depois daquilo. Pegou o garoto pela gola da blusa e o segurou com firmeza, fazendo-o olhar em seus olhos negros, que lhe causavam mais medo do que normalmente. – Repita isso e eu te mato antes mesmo de você perceber que estou presente. – Soltou sua blusa e virou as costas indo em direção a casa, mas foi impedido assim que o som da voz de MinHo atingiu seus ouvidos novamente.

− JungKook namora o Taehyung! – Ele repetiu várias vezes enquanto JungKook voltava em sua direção. MinHo foi capaz de enfrenta-lo apenas naquele dia, ou melhor naquele momento. JungKook voltou e acertou em cheio seu rosto.

− Vou te matar lentamente e dolorosamente. – Cochichou no ouvido do outro que apenas arregalou os olhos e sentiu seus pés tocarem o chão novamente. ”

− E foi assim que meu ódio por Lee MinHo nasceu! – Ele apontou para o rosto do garoto jogado no chão.

Taehyung continuava paralisado enquanto parecia processar todas as informações que havia recebido naquele momento. Jimin não sabia se ajudava MinHo ou se puxava Taehyung para fora do sótão antes que ele morresse ali mesmo ao tentar digerir as informações.

− Você é idiota ou o que? – Taehyung gritou surpreendendo a todos ali.

− Eu nã... – JungKook fora interrompido.

− Você não! – Taehyung continuava com a voz elevada. – Ele! – Apontou com o dedo para MinHo. Deu as costas para todos naquele lugar e subiu as escadas como o Flash.

JungKook continuou a atormentar MinHo e Jimin apenas assistia de perto toda aquela humilhação, pensando que não podia fazer nada para ajudá-lo. E no fundo não queria.

 

[Meio ano depois]

 

Todos seus amigos já haviam ido embora e até mesmo MinHo havia sido adotado por uma família que viera da Flórida conhecer a Coreia. JungKook se sentia isolado, pois agora era o único que sobrara ali, mas também não por muito tempo. Logo atingiria seus dezoito anos e finalmente sairia daquele inferno chamado de orfanato.

JungKook se sentia ansioso em saber como era o lado de fora daqueles muros, pois a última vez o que olhou do lado de fora, tinha apenas um mês de idade. Sonhava todas as noites com uma paisagem bonita na qual o resto de seus amigos o esperavam com um carro preto grande, parados todos em frente a ele e escorados no mesmo, todos com um sorriso enorme no rosto. Hora ou outra também sonhava que havia se metido em enormes confusões com pessoas nas ruas da cidade e acordava suado e desesperado. Bebia pelo menos uns dois litros d’água sempre que acordava para normalizar a respiração e os batimentos cardíacos que ficavam extremamente agitados.

Naquela noite não havia sido diferente. JungKook chutava as cobertas como se estivesse realmente brigando com alguém. Seus gritos não podiam ser ouvidos fora do quarto, mas vez ou outra, seu colega de quarto se irritava com as atitudes do outro e ia buscar alguma irmã para acalma-lo.

− JungKook, acorde! – A velha dizia segurando o rosto do outro. – Acorde logo, você está sonhando. – O sacudiu pelos ombros, fazendo-o abrir os olhos rapidamente com uma expressão assustada que já lhe fazia parte do rosto a alguns dias.

− Está tudo bem! – Ele respirou fundo e apertou os olhos. – Tudo bem, já estou acordado. – Sentou-se sobre o colchão enquanto normalizava a respiração e sentia os olhos velhos e cansados da irmã lhe queimar o rosto. – Obrigado, já pode ir. – Observou a velha suspirar pesado e dar a volta indo em direção da porta calmamente, enquanto a fechava e se distanciava com seus chinelos pelo corredor.

− Quanta curiosidade sobre o lado de fora, JungKook. – O garoto de cabelos avermelhados lhe dizia enquanto fitava JungKook com olhos curiosos.

− Não sei se lá pode ser um lugar bom. – JungKook respondeu e suspirou enquanto ainda se recuperava de mais um pesadelo. – Como você acha que é? – Ele pulou e sentou-se confortável no colchão, esperando uma resposta do garoto.

− Eu acho que é um lugar legal – Disse colocando o dedo sobre o queixo como se estivesse pensando sobre o assunto. – Mas perigoso ao mesmo tempo. – JungKook o olhou assustado. Apesar de ser um pestinha desde criança, e brigar, xingar e até mesmo bater nos garotos do orfanato, não sabia como era do lado de fora. – Você está com medo? – O avermelhado riu alto, se repreendendo logo que percebeu que aquele não era o melhor horário para isso. – Qual é JungKook, se tem alguém que não deveria ter medo do lado de fora, esse alguém é você. – Sorriu para o outro.

− Você tem razão JooHeon. – Sorriu de volta para o amigo e voltou a se deitar em sua cama. O outro fez o mesmo.

JungKook dormiu o resto da noite, sonhando apenas com borboletas voando sobre um campo florido, onde ele se reencontrava com seus amigos e ficavam lá o resto dos dias. 


Notas Finais


Então pessoas, esse foi o capítulo prologo, o que acharam?

A minha intensão com esse capítulo é demonstrar o quão horrorosa era a vida dos meninos o orfanato e o quanto eles aprontavam lá!

O capítulo ficou bem extenso e todos que já escrevi vem seguindo a mesma linha, mas gostaria de saber de vocês se preferem que eu divida os capítulos ou se concordam em que eu deixe eles grandes assim? Todos até agora tem no mínimo 5000 palavras. (A DECISÃO JÁ FOI TOMADA E OS CAPÍTULOS ESTÃO SENDO DIVIDIDOS)

Gostaria também de dizer que não vou prometer capítulo toda semana exatamente porque os capítulos são grandes, da bastante trabalho escreve-los e além de tudo é final de ano e tudo fica apertado por causa da escola, mas prometo dar o meu melhor e ser o mais breve possível nas atualizações, ok?!

AH! Gostaria de dedicar essa fic a minha amada @ArmyHunter que tem me dado a maior força nesse projeto e em todos os outros que escrevi que estou começando a escrever. Ela me confessou estar amando a história então nada mais justo que dedicar tudo isso a ela. MUITO OBRIGADA MOZI <3

Enfim, muito obrigada a todos que leram e até o próximo capítulo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...