História Lost Souls - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Dahyun, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Hoseok, I Need U, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Rap Monster, Run, Seokjin, Suga, Taehyung, Yoongi
Exibições 18
Palavras 2.635
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capítulo novo para não passar o fim de semana em branco <3

Capítulo 6 - Capítulo V


Já era tarde da noite quando Taehyung se deu conta que já estava mais do que na hora de procurar de fato seu pai. Havia deixado Dahyun com seus amigos e sabia que eles a tratariam bem.

Sabia onde encontrar seu pai naquelas horas. Era um bar velho não muito longe de onde estavam morando atualmente. Um local horrendo, com uma tintura velha e encardida, janelas e portas caindo aos pedaços, não era por acaso que aquele era o bar mais barato da cidade.

Taehyung andou até chegar em frente a porta do velho bar, onde já conseguia escutar os gritos altos e música de gente velha tocar ao fundo. Suspirou pesado antes de empurrar a porta e adentrar o local. O cheiro de álcool invadiu suas narinas sem piedade alguma. Taehyung se manteve quieto e sem expressão, parado em frente a porta logo após entrar no lugar. Podia ver homens de todas as idades, apostando em jogos e bebendo todos os tipos de bebidas baratas que podiam existir. Buscou por aquela figura conhecida e então o encontrou. Lá estava ele, com mais alguns homens que aparentavam ter a mesma idade. Riam sem controle, realmente fora se si. Taehyung cerrou os punhos antes de começar a andar em direção a seu pai. Ele estava pronto para encarar qualquer coisa. Estava pronto para matar e morrer naquele instante e estaria feliz de poder fazer aquilo por sua irmã.

− Sente-se aliviado de ter deixado esses homens estuprarem sua filha? – Taehyung disse chegando perto dos homens, que logo cessaram as risadas e olharam todos para a figura de Taehyung.

− O que você está fazendo aqui? – Seu pai perguntou, largando o copo de bebida sobre o balcão do bar e levantando do banco surrado.

Taehyung sorriu irônico para o homem e lhe olhou como se estivesse com sague nos olhos. Estava prestes a enfiar seu punho no rosto daquele velho, mas antes que terminasse com sua raça, queria explicações, queria entender aquele ódio, porque de tudo aquilo estar acontecendo, porque ele sentia prazer em ver a própria filha ser violada.

− Achei que já soubesse que eu viria atrás de você. – Taehyung olhou frio para ele.

Não sentia medo, não dele, não daquele ser humano tão desprezível que seu pai era. Não sentia medo de levar uma surra na rua. Não hesitava e nem repensava muitas vezes no que iria falar, pois falar a verdade era a melhor opção. Queria que ele se sentisse sujo, que ele se sentisse mal por fazer o mal.

− Na verdade achei que hesitaria antes de me procurar. Você viu o estado deplorável que aquela pirralha ficou, não viu? – Ele sorriu e os homens em sua volta fizeram o mesmo. Começaram a cochichar uns nos ouvidos dos outros e aquilo deixava Taehyung completamente fora de si.

Taehyung cerrou ainda mais os punhos, tentando controlar a vontade enorme que tinha de surrar aquela cara velha de seu pai. Sentiu as unhas curtas cravarem na própria pele, mas aquilo não o incomodava. Taehyung então andou em direção a seu pai, parando em sua frente e olhando friamente no fundo daqueles olhos. Um mar de escuridão e maldade. Era isso que Taehyung via. Sorriu de canto, fazendo seu pai estremecer no mesmo momento.

− Não tenho medo de você, não sou uma garota. – Taehyung disse, afastando-se dele. Pode ver os outros homens em forma de ataque, mas aquilo não o intimidou. Se tivesse que apanhar por causa de sua irmã, Taehyung o faria com o maior prazer. – Te espero em casa, vamos ver o quão macho você é fora desse bar. – Taehyung virou as costas, andando em direção a porta de saída.

Todos estava o olhando, incrédulos. Taehyung pensou então ter atingido o nível máximo de coragem por ter ameaçado seu pai, mas eles não sabiam dessa relação familiar que ambos tinham.

Taehyung atravessou a porta sem muita vontade. Empurrou-a com força e um barulho estrondoso apenas fez com que as atenções continuassem em si. Sorriu vitorioso e continuou a andar pelas ruas escuras de Daegu.

 

 

Uma luz forte que vinha da enorme janela em frente a cama alertou JungKook de que o dia já havia amanhecido.

Sentiu um peso sobre seu peito e fez uma careta ao tentar entender o mesmo. Abriu com dificuldade os olhos e então a figura de Dahyun deitada sobre seu peito preencheu seus olhos. Estremeceu. Arregalou os olhos de uma maneira em que os mesmos pareciam estar prestes a saltar para fora. Olhou para os lados tentando achar um meio de escapar, mas nada. Com calma, levantou uma das mãos para que pudesse levantar o rosto de Dahyun e tira-la de seu peito, quando a tocou levou um susto.

− Seu coração está batendo tão rápido, que julgo estourar a qualquer momento. – Ela disse ainda com os olhos fechados, colocando um sorriso divertido no rosto. – Bú! – Abriu os olhos e se sentou rapidamente na cama.

JungKook tentou manter-se calmo, mas ainda aparentava muito nervosismo. Taehyung iria mata-lo se soubesse.

− Taehyung não pode saber que você dormiu na mesma cama que eu. – Andou de um lado para o outro, sendo seguido pelos olhos curiosos de Dahyun. – Porra! Ele vai me matar. – JungKook disse sentando-se sobre a cadeira em frete a mesa do notebook.

− Nós não fizemos nada de errado. – Dahyun disse revirando os olhos. – Relaxa, você só tentou tirar a minha roupa algumas vezes. – Disse séria, voltando sua atenção para as unhas da mão.

JungKook arregalou os olhos no mesmo instante. Havia tentado tirar as roupas de Dahyun? Por que não se lembrava disso?

− Eu o que? – Perguntou ainda mais assustado, levantando-se da cadeira e parando em frente a cama.

Dahyun soltou uma gargalhada que JungKook julgou ter sido ouvida por todos naquele apartamento.

− Você parece um filhote de coelho assustado. – Riu ainda mais, caindo deitada sobre a cama. – Nós não fizemos nada, fica calmo. – Riu mais uma vez, colocando os braços para trás e olhando para o teto branco do quarto. – Eu te contei a minha história trágica de vida e acabei dormindo aqui. – Sentou-se novamente sobre a cama. – Estou com fome. – Colocou a mão direita sobre a barriga.

JungKook não entendia. Em um dia Dahyun era uma garota quieta e conservada, no outro falava pelos cotovelos e fazia piadas pronta para mata-lo do coração. Mas gostava daquilo, gostava de como mesmo tendo uma vida horrorosa, Dahyun levava um sorriso leve no rosto, aquilo de certa maneira trazia tranquilidade para JungKook. Era tão pura. Tão inocente.

Então ele sorriu aliviado, deitando-se por um momento sobre o chão gelado do quarto. Uma enorme sensação de alivio. Então levantou-se, indo em direção da porta. Percebeu que Dahyun continuava sentada sobre a cama, então chamou sua atenção.

− Infelizmente as comidas dessa casa não tem pernas. – Riu baixo, vendo a cara de desgosto que Dahyun adquiriu assim que JungKook terminou de falar.

Então atravessou a porta sendo seguido pela garota. Não havia ninguém na sala, o que era estranho já que YoonGi praticamente fazia parte do sofá e o sofá dele. Estava tudo em silêncio, até que colocasse os pés no corredor e atravessasse a porta da cozinha com Dahyun atrás de si.

− Os pombinhos acordaram! – Hoseok disse, sentado em uma das cadeiras da mesa. Todos riram, inclusive YoonGi que naquela manhã aparentava estar sóbrio e alegre.

Tudo parecia estar tão diferente, era estranho, havia alegria ali, alegria essa que a muito tempo não era presenciada naquela casa.

JungKook sentiu suas bochechas queimarem com o comentário desnecessário de Hoseok.

− Não somos pombinhos. – JungKook disse, fazendo birra e mostrando um semblante irritado.

Dahyun parou ao seu lado e reparou todos juntos naquela manhã. Sentiu seu coração apertar quando as lembranças de uma boa vida a acertaram em cheio, como um soco no estomago. Eles pareciam tão alegres, felizes com a vida que tinham, mesmo que ela não fosse a melhor vida. Talvez Dahyun precisasse se divertir mais. Deixou um sorriso transparecer em seu rosto por ter tais pensamentos. Gostaria que Taehyung deixasse que ela visitasse os meninos mais vezes, havia gostado da casa, se sentia em um verdadeiro lar, havia gostado de ser tão bem recebida, eles realmente haviam sido muito bons para ela e ela se sentia muito grata por isso.

Dahyun empurrou o corpo de JungKook para o lado, fazendo-o perder o equilíbrio e cambalear, ação essa que fez um sorriso maior ainda se acender no rosto de Dahyun.

− Cadê seu senso de humor? – Perguntou olhando para JungKook esperando uma resposta, mas apenas recebeu um olhar torto em sua direção, fazendo-a revirar os olhos e ir andando em direção a uma das cadeiras vazias da mesa.

− Não acredito que ela é mais divertida que você. – YoonGi disse rindo, levando um pedaço de pão até boca.

Dahyun sentou-se entre Jimin e YoonGi. Naquele momento não se sentia mais tão atraída por Jimin. Ele era bonito, mas todos ali eram e se fosse travar toda vez que olhasse para um deles, ela nem sequer sairia mais do lugar.

− Isso parece bom. – Olhou para o pedaço de bolo sobre a mão de Jimin.

O garoto a olhou sem entender muito bem de onde ela havia retirado tamanha intimidade para falar com ele daquele jeito.

− É bolo de cenoura com cobertura de chocolate. – Jimin disse olhando para Dahyun. A garota parecia engolir o pedaço de bolo com os olhos, então Jimin riu. – Tudo bem, pode ficar. – Estendeu o pedaço de bolo na direção de Dahyun que não pensou duas vezes antes de pegar da mão do outro e abocanhar a comida.

Todos riram da expressão engraçada que Dahyun adquiriu assim que mordeu pela primeira vez o bolo e se sujou com a cobertura de chocolate, mas ela não ligava, aquele bolo era divino, jamais havia comido algo tão bom.

− Limpe essa sujeira. – YoonGi disse, estendendo um pedaço de papel-toalha na direção da garota que o pegou rapidamente.

− Obrigada. – Sorriu meigo a YoonGi que lhe retribuiu de mesma maneira. – Isso está ótimo! – Abocanhou mais um pedaço.

− Obrigado. – SeokJin disse sentado na ponta da mesa.

Era engraçado como todos ali olhavam com curiosidade para Dahyun, ela parecia extremamente inocente, inocente como uma criança abandonada. Agora podiam entender porque Taehyung mantinha a irmã longe, ela era extremamente apaixonante, de todas as formas.

Um celular começou a tocar e todas as risadas que estavam dando naquele café da manhã cessara.

NamJoon levou a mão até o bolso da calça e puxou o aparelho, vendo a foto de Taehyung brilhar sobre a tela. Medo. Sentiu um enorme medo tomar conta de seu corpo. Taehyung havia saído no fim da tarde anterior e não havia voltado. Respirou fundo antes de apertar o botão verde sobre a tela do celular.

− Tae? – NamJoon perguntou com receio. Não sabia se queria ouvir o que Taehyung tinha para dizer. Pensou em lagar o telefone na mão de qualquer um naquela mesa e sair em disparada, trancando-se em seu quarto e fumando sua maconha.

Ouviu um suspiro pesado seguido de um choro calmo atravessar o autofalante do telefone e atingir seus ouvidos.

− NamJoon – Taehyung disse pausado – preciso de você aqui, agora! – Tentou ser o mais expressivo que conseguia.

NamJoon fechou a cara rapidamente e todos na mesa começaram a levantar, exceto Dahyun que continuou sentada sem entender o que estava acontecendo.

− Onde você está? – NamJoon perguntou, arrastando a cadeira para debaixo da pesa.

− Em casa. – Taehyung respondeu, suspirando pesado.

Aquilo não era nada bom.

NamJoon desligou o telefone e olhou na direção de SeokJin. Aquele olhar já era conhecido e não precisavam de palavras para expressar o tamanho da merda em que Taehyung havia se metido.

− Tudo bem, mantenham a calma. – SeokJin disse, levantando as mãos para cima para que todos parassem o que estavam fazendo. – Temos que nos dividir dessa vez. – Falou calmo. – JungKook, NamJoon e YoonGi vão ir comigo. – Apontou para os três amigos que fizeram um sinal positivo com a cabeça. – Jimin e Hoseok ficam com a garota.

Jimin não havia gostado da notícia de que iria cuidar da irmãzinha de Taehyung. Queria ir junto, queria ajudar Taehyung, mas ficaria, pelo bem de todos.

− O que está acontecendo? – Dahyun perguntou, confusa com a situação, olhando para cada par de olhos que encontrava naquela cozinha.

− Jimin e Hoseok podem te contar mais tarde. – NamJoon disse, indo em direção da porta, sendo seguido pelos outros amigos.

− Tome conta dos dois! – SeokJin disse olhando para Jimin, que acenou positivamente com a cabeça.

Logo o barulho da porta bater pode ser ouvido. Dahyun ainda não estava entendendo nada, aquilo fora tudo muito rápido. Podia ver a expressão de preocupação tomar conta do rosto de Jimin e Hoseok, mas não entedia porquê.

− O que acabou de acontecer aqui? – Ela perguntou confusa. Viu Hoseok e Jimin se entreolharem e lhes fitou com um olhar questionador.

 

 

Aquele lugar onde Taehyung morava realmente era horroroso. A faixada cinza encardido deixava tudo ainda mais feio.

NamJoon estava andando a frente e os outros o seguiam em passos rápidos e pesados. Estavam tomados pela preocupação. Pararam em frente a uma porta que tinha o número “105” na frente.

− É aqui. – NamJoon disse baixo, mas alto o suficiente para que os outros escutassem.

Fechou os olhos e os apertou como se quisesse acordar de um terrível pesadelo, mas não conseguiu, então sentiu um braço passar perto de seu corpo e escutou o barulho da porta se abrir. Abriu os olhos lentamente e viu a escuridão daquele lugar. Horrível, aquele lugar era horrível. Deu o primeiro passo para dentro da casa então um silêncio perturbador atingiu seus ouvidos. Seus batimentos cardíacos estavam aumentando a cada novo passo dado. Então viu sangue. Uma trilha de sangue, que ia da porta da cozinha e adentrava uma porta a esquerda. Não conseguiu tomar a frente, suas pernas travaram, estava com medo do que iria descobrir atrás daquela porta.

Então SeokJin tomou a frente. Querendo ou não eles teriam que passar por aquela porta e saber o que realmente havia acontecido. Então andou, andou até que parasse com a mão sobre o puxador da porta. Fechou os olhos rapidamente e respirou fundo, adquirindo a coragem necessária para que abrissem a porta. Então o fez. Adentraram o loca, mas não enxergaram Taehyung.

− Taehyung? – SeokJin perguntou, esperando alguma resposta e então ela veio.

− Jin? – Uma voz fraca pode ser ouvida vindo de trás de uma das camas de solteiro.

− Taehyung? – NamJoon tomou a frente, indo em direção da cama. Estava escuro e mal podia se enxergar, então NamJoon andou sem receio até o amigo. – Droga Taehyung! O que aconteceu? – NamJoon perguntou preocupado, podendo ver alguns machucados no rosto de Taehyung com o pouco de luz que entrava no local. Agachou-se para ficar perto do corpo de Taehyung, que estava sentado sobre o chão.

− Acho que ele tem medo de brigar sozinho. – Sorriu para NamJoon.

JungKook começou a andar na direção dos amigos, chegando perto o suficiente para ver o estado deplorável de Taehyung. Fez uma careta feia e então olhou para trás.

− YoonGi, me ajuda a pegar ele e levar para a sala. – JungKook disse, logo vendo YoonGi se aproximar.

Taehyung se levantou uma das mãos na direção de JungKook e gemeu algo que não fora impossível de entender, então ele tentou novamente.

− Não quero ficar aqui – deu uma pausa para respirar antes que pudesse terminar de falar – me levem para qualquer lugar, mas não fico nessa casa mais nenhum segundo.

JungKook e NamJoon se entreolharam e YoonGi e SeokJin fizeram o mesmo. SeokJin soltou o ar pela boca e deixou a cabeça cair.

− Tudo bem, vamos leva-lo para o apartamento. – SeokJin disse, certo do que estava falando.


Notas Finais


quase matei as tete biased do coração, que eu sei!


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