História Lost Star - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Fifth Harmony
Exibições 109
Palavras 3.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores! Como vocês estão?

Espero que estejam bem depois daquela apresentação incrível das nossas garotas no AMAs.

Boa leitura!

Capítulo 40 - I'll Never Make it Right


Eu estive mentindo para todos eles

Eu não preciso mais disso

Não se preocupe comigo

Eu vou ficar bem se eu posso respirar 

Eu tenho escondido, e por muito tempo

Tomando merda de como eu estou errado

Sempre errado

 

Leve-me de volta para o básico e a vida simples

Diga-me todas as coisas que fazem você se sentir à vontade

Seu toque, meu conforto e minha canção de ninar

Prendendo firme e dormindo à noite

(Ease - Troye Sivan)

 

[ANTERIORMENTE]

— Você me abraçou exatamente assim naquela noite. — sussurrou. — E aquele abraço me atingiu mais do que uma bala poderia ter feito. Depois daquela noite eu percebi a pessoa que eu era, eu tive nojo de mim mesma, tive nojo das coisas que eu fiz... Então meu pai me ofereceu um emprego, em troca da adoção de Sofia e uma garantia de que eu poderia pagar toda e qualquer despesa. — nos afastei, uma expressão incrédula no rosto. Abri a boca para contestar, porém Lauren colocou o polegar sob meu lábio, pedindo que eu ficasse quieta e permaneceu com a mão em minha bochecha, fazendo um carinho leve por meu rosto. — Por muito tempo eu acreditei que havia feito isso por culpa ou arrependimento, não faz ideia do quanto Ally e eu brigamos por conta disso. Bom, eu estava arrependida, isso é fato. Mas é algo além disso. O sentimento vai muito, muito, além de simples culpa.        

O sentimento vai além de simples culpa. Aquela frase rodava em minha mente. Por um lado eu queria que ela dissesse com todas as palavras o que quis dizer com aquilo, por outro lado... Eu sentia o mesmo, eu sabia o que aquilo significava.        

— Lauren, não vem com essa...        

— Eu sei que te devo explicações. — me cortou. — Sei que acha que há coisas que eu escondo e talvez tenha, mas eu ainda não estou pronta pra lhe contar sobre isso, pra me abrir dessa forma. Eu sinto tanto pelo que lhe causei, mas acredite em mim quando digo que o que eu causei a mim mesma é quase tão doloroso quanto. Eu... Eu... Quero cuidar de você.      

       

Lauren Jauregui Point Of View 

As cartas estavam na mesa e eu já havia apostado tudo o que tinha, era assim que eu me sentia. Na verdade, acho que não havia analogia melhor.       

Camila permanecia imóvel à minha frente. Um olhar perdido e sem brilho, enquanto tentava manter seus olhos longe dos meus. Aquilo era pior do que se ela tivesse se levantado e ido embora.       

— Vamos... Falar disso depois, okay? — tento emendar, me sentindo terrível rejeitada — Eu estive na Royal alguns dias atrás e perguntei sobre sua bolsa de estudos. O reitor disse que com tudo o que aconteceu, nada mais justo do que lhe oferecer uma nova chance, porém você teria que ser admitida por seu próprio esforço.       

Vi sua expressão se suavizar levemente com a menção de voltar à universidade, porém a súbita mudança de assunto não lhe afetou.     

— Eu teria que me apresentar?       

— Esse ano farão um evento público, não da forma como costumam fazer. Me disseram que querem trazer mais público para a universidade e voltar os olhos do mundo de volta para a música clássica. Logo, não terá apenas que se apresentar... Fará parte de um concerto. Acontecerá no início de junho, terá tempo para se preparar.       

Estar com Camila significava falar e falar o tempo todo. Porém mesmo que eu não calasse a boca, ela não ficava atrás, sempre aparentava interesse e parecia gostar de conversar comigo. Mas não dessa vez... Ela parecia distante, fechada. Eu não estava gostando nada daquilo.       

— Tudo bem... Acho que será bom para mim.       

Ela estava pronta para continuar falando, mas o som do meu celular tocando lhe despertou de seu pequeno mundo e eu me levantei e me afastei para atender, uma vez que o número de um dos telefones da empresa.       

— Lauren Jauregui.        

Minha voz soou mais irritada do que eu gostaria. Meus olhos presos na figura de cachecol vermelho sentada à poucos metros de distância.       

— O Sr. Jauregui convoca a Srta. para uma reunião amanhã às 8hrs.      

Franzi o cenho, por que uma reunião assim, de repente?! Sem falar que era um puta domingo à tarde. Senti tanta vontade de xingar quem quer que estive do outro lado da linha, porém eu apenas suspirei cansada e cerrei o punho dentro do bolso, tentando conter minha frustração. Camila não tinha que me ver daquela forma.    

— Tudo bem. Eu vou. — digo, irritada. — Pode me dizer quem mais estará presente?      

Talvez, apenas talvez, eu estava descontando minha raiva na pessoa ou coisa errada.       

— Lucy Vives e a Srta. Kordei.      

      

[...] 

O dia de domingo se repetia em minha mente por mais vezes do que eu gostaria de admitir. Depois da minha conversa com Camila e logo depois a ligação, voltamos para casa, em quase completo silencio. Depois disso me tranquei no quarto e só saí no dia seguinte. Durante a reunião Normani, Lucy, meu irmão e eu fomos "convocados" para uma viagem à Los Angeles, onde o balanço geral do setor financeiro da empresa seria feito. O voo sairia logo na manhã seguinte e não tínhamos previsão de volta.      

Na manhã seguinte, o sol estava apenas começando a apontar no céu quando saí de casa com uma mala grande em mãos. Não me despedi de nenhuma das duas, apenas de Dinah, que havia acordado para sair para correr. Prometi que ligaria logo quando chegasse, pois não me despedi de Sofia, porém a coragem não veio e acho que não viria tão cedo.      

O clima de Los Angeles é sufocante, em comparação à Londres. Logo quando chegamos, me vi obrigada à trocar de roupa e vestir algo mais fresco, ou morreria de calor. O hotel onde ficaríamos era praticamente em frente à Venice Beach, mas eu prometi à mim mesma que não iria sair para me divertir enquanto as duas pessoas que eu mais queria que viessem comigo, ficaram.      

Faziam quase três horas desde que chegamos e eu estava esparramada na cama, vestindo apenas um roupão. O celular em mãos e a cabeça à mil. Eu havia prometido ligar, então... qual o motivo de tanto nervosismo?      

— Acho que nunca te vi tão ansiosa dessa forma.      

 Normani declara o óbvio, entrando em meu quarto.     

— Acho que você deveria aprender a bater na porta antes de entrar.     

Rebato e minha amiga sorri, me mostrando a língua. Normani se joga na cama ao meu lado e franze o cenho ao ver o contato de Camila aberto e uma foto da latina tocando violino como capa de contato.     

Viajar ao lado dela sempre significava uma experiência única, cheia de histórias malucas e lugares novos. Porém naquele momento eu não tinha a mínima vontade de sair por ali. Também não me sentia no direito de compartilhar meus conflitos mentais consigo, uma vez que ele estava animada para andar pela cidade e parecia não se preocupar com o motivo de estarmos ali.     

— Que foi, Laur? Não tem coragem de falar com ela?     

Normani me abraçou meio de lado e manteve a cabeça erguida, seus olhos me analisando.     

— Não, Moni. Não tenho. Acho que nossa conversa realmente a abalou.

Ela suspirou, cansada. E se levantou.     

— Dê tempo ao tempo. Ligue para Dinah, fale com Sofia e dê espaço à Camila... O resto virá naturalmente.     

Mas eu não queria ligar e não falar com Camila. Parecia errado.     

— Tudo bem, tudo bem. E você trate de chamar Lucy para ir com você às compras. Eu vou ficar por aqui revisando alguns papéis.     

Não era totalmente mentira. Eu apenas realmente não queria sair dali.     

— Minha mulher me mata se souber que eu vim pra Los Angeles pra sair sozinha com a assistente da minha amiga! — gargalhou. — Vamos, Laur... Você precisa se distrair!     

Olho para ela, os olhos negros arregalados enquanto ela tentava fazer uma carinha de cachorro pidão. Acabei por gargalhar alto, antes de saltar sob si e lhe derrubar na cama, acertando um beijo sua bochecha. Eu não conseguia negar nada àquela mulher.     

— Eu escolho o restaurante pro jantar?     

— Claro. Não sendo comida japonesa.     

Reviro os olhos, fazendo careta logo em seguida. Bom, minha vontade de sair continuava a mesma, porém estávamos sozinhas na cidade dos anjos e eu tinha uma amiga extremamente pidona ao meu lado.     

— Ligue para Dinah... Encontro você lá embaixo daqui uma hora.     

Sem me dar chances para responder, Kordei pula da minha cama e deixa o quarto. Normani era como um anjo na minha vida, não existe uma situação importante em toda a minha vida na qual ela não esteve presente ou que ela não saiba. Quando seu pai soube sobre sua sexualidade ou quando o peso de ser herdeira de uma empresa como a Kordei Enterprises caiu sob si, foi a minha vez de mostrar apoio e mostra-la que a sua amizade para mim, era a melhor.     

Ela, mesmo que não internacionalmente, haviam acabado de me dar a coragem que eu precisava para fazer aquela ligação.     

Dinah demorou um pouco para atender,      

— Oi. — Dinah atendeu, um pouco surpresa.    

— Hey... Prometi ligar quando chegasse, porém só consegui agora. Como vocês estão?     

Perguntei um pouco cautelosa. Eu não queria parecer controladora ou algo do tipo, mas eu não poderia evitar... se nem mesmo eu estava acostumada a me sentir assim. Me vi um pouco nervosa pela resposta, por medo de ouvir algo que eu não queria.  

— Está tudo bem. Camila entendeu seu motivo e Sofia disse que se trouxer um presente para ela, ela lhe perdoa. Não se preocupe.   

O sorriso que rasgou meu rosto fez um pouco do ânimo voltar. Mas ainda não era suficiente... Eu precisava falar com elas, precisava ouvir suas vozes.      

— Posso falar com Sofia?    

Dinah suspirou, hesitante. E eu parei no mesmo instante, uma ruga de preocupação aparecendo em minha testa.     

— Camila e Sofia foram passar um tempo com Ally. Eu não sei quando voltam. Tente ligar no celular dela.    

Oh. Meu sorriso se desfez. Mas eu não poderia lhe culpar, Allyson era sua amiga e elas não deveriam ter um tempo para conversar em paz há tempos. Não posso negar na pontada de ciúmes que eu senti, eu estava aqui morrendo de ansiedade enquanto criava coragem para ligar e ela não pensou duas vezes antes de sair de casa. Para com isso, Lauren. Me repreendo no mesmo instante. Eu deveria estar fazendo o mesmo, não é? Tentando colocar meus pensamentos em ordem e aproveitar esse tempo para espairecer.    

— Ah, sim, entendo. Você está em casa?    

Desvio o assunto, tentando não parecer tão afetada quanto havia ficado.    

— Sim. É um pouco chato ficar sozinha aqui, mas eu posso nadar nua sem que você me encha o saco, o que é ótimo.    

Ouço sua gargalhada do outro lado e não posso deixar de sorrir junto.    

— Tomara que congele essa bunda. Ei, eu tenho que desligar, Normani quer passear pela cidade antes que nosso trabalho comece. Foi bom falar com você, se cuida. Talvez, apenas talvez, eu compre algo pra você.    

— Você vai comprar de qualquer jeito, eu te conheço. Se cuida, aproveite a cidade.    

Desligo o celular e me jogo na cama, me jogando em cima dela logo em seguida.    

Se antes a minha vontade de sair era pequena, agora era quase negativa. Fecho os olhos e os mantenho dessa forma por um tempo que pareceu infinito, tentei de todas as formas possíveis afastar os pensamentos ácidos que me corroíam a mente. Eu não poderia culpar Camila, jamais poderia. Ela apenas queria repostas e eu acabei falando mais do que deveria.    

Mas é o preço que eu paguei por sufocar um sentimento durante tanto tempo e fingir que eu não sentia nada nas últimas semanas. Fiz tudo isso, me escondi dessa forma, para ganhar sua confiança e, quem sabe, seu carinho. E agora eu havia tropeçado em meus próprios pés e ferrado tudo. Acho que eu deveria ganhar um premio de maior estúpida do mundo, porque duvidava que haveria alguém mais idiota.    

Okay, estou me martirizando demais e desnecessariamente.    

Me levanto em um salto e corro para minhas malas, afim de procurar uma roupa fresca. Eu não podia ficar ali, parada, pensando em tudo o que eu me arrependia de ter dito e todas as coisas que eu poderia ter dito. Camila estava aproveitando seu tempo, eu aproveitaria o meu, então. Não podia prometer a mim mesma que não pensaria nela a todo momento, mas eu poderia tentar.    

Decidi lhe enviar uma mensagem, afinal eu havia prometido á sua irmã e não poderia deixá-la preocupada.     

Eu: Hey, Camila, cheguei em segurança em L.A.. Dê um beijo em Sofia por mim. Beijos.

Fui um pouco fria demais? Talvez. Porém eu não conseguiria me divertir sabendo que Sofia — vou me iludir e dizer que Camila também — estaria preocupada com a minha chegada. Enviei sem esperar por uma resposta e peguei minhas roupas, na intenção de me arrumar. Em menos de meia hora depois, já estava pronta. E conhecendo a amiga que eu tinha, daqui mais meia hora ela estaria pronta. Então resolvi esperar por ela em seu quarto, que era ao lado do meu.    

Como esperado, Normani ainda estava no banho.    

— Moni, estou aqui te esperando. — gritei para ela, me sentando em uma poltrona por ali.    

— Eu já estou saindo! Taylor me ligou e ficamos conversando, me desculpe.    

Gritou de volta, de dentro do banheiro. Em segundo o barulho do meu celular vibrando na bolsa me deu um pouco de esperanças de que poderia ser Camila. E, de certa forma, eu estava certa.   

Camz: Fico feliz que esteja bem. Volte logo, estou com saudade.    

- Sofia.

   

TRÊS SEMANAS DEPOIS.

De Los Angeles para Boston, Havana, então de volta para a matriz central em Los Angeles, depois Seatle e então Vancouver e por último Paris. Essa foi nossa rota de viagem nas últimas três semanas.   

Chris, Normani, Lucy e eu inicialmente tínhamos a função de fazer uma reunião na matriz em L.A., então rapidamente voltar para casa e aguardar ordens de Michael. Porém uma série de pequenos desvios de dinheiro e algumas outras coisas mais, nos obrigou a ficar e extrair os relatórios financeiros de todas as filiais roubadas, para então começar algum tipo de investigação.   

Eu não conversei muito com Sofia e Dinah, Camila muito menos... Não por falta de tempo, mas por preferência. Estava odiando aquela viagem, odiando a quantidade de vozes masculinas gritando em minha cabeça à cada nova reunião e odiava mais ainda o olhar de tédio que me davam, como se eu fosse incapaz de lidar com aquela situação.   

Paris jamais foi uma cidade tão sufocante e fodidamente quente como naquele momento. Havia quase mandado um funcionário para o olho da rua há cinco minutos, apenas porque ele abriu a porta da sala onde eu estava sem bater.   

O copo de uísque parcialmente cheio era minha única companhia. E aquele não havia sido o primeiro. Não me culpe, eu estava tendo os piores dias de toda a minha vida, no limite do stress e eu nem mesmo sabia quando voltaria para casa. Isso é o cúmulo do absurdo, nada daquilo faria sentido para mim. Se no fim de tudo tivéssemos que levar tudo de volta para Londres, para então começar a investigação, por que meu pai não mandou que lhe enviassem esses documentos por email?!   

— São 14hrs da tarde e você já está bebendo?   

Lucy declarou o óbvio, entrando na sala.   

— Quando você sente o mundo caindo sob sua cabeça e está com um jet leg tão escroto que não dorme nem sob efeito de remédios, a última coisa que importa é a bebida.   

Eu não estava nos meus melhores dias, assumo. O mau humor havia triplicando, juntamente das respostas e ordens atravessadas. Eu não me lembrava da última vez que havia bebido tanto e tenho consciência do péssimos exemplo para Sofia que eu era, mas eram tantas coisas acumuladas, que eu me via sem saída, sem saber como me portar de forma correta.   

— Lauren, deixa de drama e vamos. Estamos indo de volta para o hotel. Em dois dias estaremos em casa.  

— Foda-se meu drama. Eu mereço uma folga.  

Falo, terminando minha bebida e deixando a sala. Lucy não me segue, fica para trás com a mesma expressão de indignação que ficou quando ouviu minhas palavras. Eu realmente não estava tendo um bom dia.  

  

Quatro horas mais tarde, lá estava eu, sentada na sacada do quarto, sozinha, com uma garrafa de vinho pela metade. Eu havia me permitido perder o controle. Eu havia fraquejado... Quem diria que depois de tanto tempo eu iria cair dessa forma? Aquelas quase três semanas que eu havia passado fora de casa e de toda a minha bolha haviam me feito perceber que todo o controle que eu possuía era mera ilusão. Eu não tinha controle nenhum sobre as ações e sentimentos de ninguém. Nem dos meu próprios.  

Que porra estava acontecendo comigo? Meu peito doía em uma saudade absurda das irmãs, até mesmo das implicâncias de Dinah eu sentia falta. Eu sei que nada daquilo era motivo de tamanha dor, porque essa viagem não foi escolha minha, mas naquele momento o álcool falava mais alto em meu sistema e eu não podia fazer nada além de me manter longe do celular e de todas as pessoas.  

Ninguém merecia me aguentar sendo uma vadia, quando a única que tinha culpa era eu mesma. Aliás, eu nem mesmo sabia de quem era a culpa, tantas coisas juntas, tantos sentimentos embasados e embaraçados, eu iria ficar louca a qualquer momento.  

Afastei Normani, Lucy mal me dirigiu à palavra depois que fui grossa com ela, meu irmão me olhava como se estivesse prestes a me jogar da janela... ou jogar minha bebida pela janela. Mas não importava... Uma única vez não me mataria, certo? Eu só queria um pouco de paz.  

Me levanto aos tropeços, um pouco tonta. Rio de mim mesma antes de me dirigir até o banheiro, na intenção de preparar um banho para clarear a mente. Faziam três dias que estávamos em Paris e eu nem mesmo tive tempo de aproveitar a banheira no quarto, então decidi enchê-la com água quente... com direito à sais de banho e tudo mais.  

Depois de vários minutos e um quase cochilo, a banheira estava pronta. Não me preocupei em fechar as portas duplas que dividiam o espaço do quarto, as deixei abertas, permitindo que a luz do por do sol invadisse o banheiro. Joguei minhas roupas de qualquer jeito em um canto e entrei na banheira, fazendo um coque frouxo para que meu cabelo não molhasse.  

Enquanto a água quente levava embora um pouco da embriaguez e ajudava meus músculos a relaxarem depois desse longo tempo, me preocupo apenas em fechar os olhos e pensar na única pessoa que poderia trazer de volta a minha paz naquele momento. Passei todo esse tempo tentando não pensar nela, para não me sentir tentada a ligar, mas talvez por isso — ou pela bebida —, naquele momento eu não conseguia tirar meus pensamentos dela e saber que nos veríamos novamente em poucos dias, da mesma forma que havia me deixado imensamente feliz, me deixou apreensiva.  

Eu havia bebido na intenção de afastá-la, mas quanto mais eu bebia, mais vontade de Camila eu tinha.  

O sol estava quase totalmente fora do meu campo de visão naquele momento. Apenas alguns poucos raios e eu sorri, cantarolando baixo.  

— What time you coming down? We started losing light, I'll never make it right if you don't want me around.  

(Que horas você virá? Estamos começando a perder a luz, eu nunca vou fazer isso direito, se você não me quiser por perto). 


Notas Finais


Nada a declarar.

Pergunta séria aqui: vocês acham necessário ou, sei lá, útil que tenha um trecho do capítulo anterior no início dos capítulos? Inicialmente eu não colocava, mas então vi diversas pessoas comentando que, por eu """demorar""" pra atualizar, elas se esqueciam o que houve no capítulo anterior, e desde então sempre coloco. Mas agora quero saber de vocês... Acham necessário que tenha ou quando for assim, quem esquecer deve ir no capítulo anterior e ler novamente?

Twitter: alaskabeyo


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