História Lost toy - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Personagens Personagens Originais
Visualizações 9
Palavras 792
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Uma pequena história. Espero que gostem. Irei postando conforme termino de editar os turnos criados por eu e um amigo (Cat)

Capítulo 1 - Ela voltou


Fanfic / Fanfiction Lost toy - Capítulo 1 - Ela voltou

 - Não quero ver ninguém... ninguém. - Ouço uma voz nova naquele silêncio agora alienado. O tom era sofrido, misturado a um choro e isso me fez reconhecer a pessoa.


Da prateleira empoeirada, observo a garota encolhida no canto do quarto. Ela sempre ficava assim desde que seus pais se separaram.


Agora ela não me via mais, me abandonou aqui no alto. Mas mesmo assim todo dia observo a. Se eu pudesse faria algo pra fazê-la feliz.


(...)


Enquanto pensava, por algum motivo caio da prateleira, e justamente ao lado da menina. Quando chego no chão, uma pequena fumaça de poeira cobre o ar e se dispersa. A garota deu algumas tossidas enquanto estranhou minha chegada súbita.


- Boneco idiota, fica ali em cima! - Ela me joga lá pro alto com um bom chute.  Mas conseguiu apenas me fazer cair na sua cabeça.


- Grr... - Ela rosna, cheia de ódio por minha petulância. Então se levanta e, apertando-me quase como se quisesse me rasgar com as unhas, me põe sem nenhuma delicadeza novamente na prateleira.


Mesmo que ela estivesse cheia de fúria, sentir o toque daquelas mãos me deixou feliz. Pois era ótimo sentir o calor dela depois de tanto tempo.


Após ser aleatoriamente posto no meu lugar, sentado mas meio torto, pendi um de leve meu corpo para frente. Enquanto isso encaro por acaso, Maggie, com meu sorriso de sempre.



Algum tempo se passa e eu assisto Maggie ir de um canto ao outro. E após algum tempo, ela resolve dormir. De algum modo, fui parar bem ao seu lado.


Em busca pelo calor da lareira, a moça rolou para mais perto até sentir que havia escorado em alguma coisa. E essa coisa era o maldito boneco dela.


- Huh?... - Além de confusa por me ver de novo ao seu lado, Maggie pareceu assustada com minha presença.

- Você tá me seguindo? Está possuído? - Ríspida, ela afirma. Logo levantou e novamente me levou a velha prateleira de brinquedos.


Eu com minhas lamúrias, pensei: "Só queria te fazer sorrir de novo." Não consegui mais ter ânimo ao retirar a fria prateleira. Porém, não havia somente pensado. Meus pensamentos pareciam, estranhamente, alcançar a mente de Maggie também.


- Hum? Quem falou isso? - A voz de minha dona pareceu mais temerosa. Ela franzia o cenho em surpresa e estranhar do que ouviu. Minhas palavras pareciam vir de todos os lados para ela, como se a casa estivesse amaldiçoada.


- Cadê você, monstro?! - Quando ela conseguiu uma faca? Pelo visto a jovem não estava indefesa.


Nós dois nos enchiamos de espanto com o que faço e por isso fico quieto.  Porém, não dava pra evitar. Tudo o que eu pensasse ela ouviria:

"Ãhn? O quê? Ela me ouviu? Acho que não... Uma faca! Maggie não pegue facas. Ela cortam."


- Tão zuando com minha cara ou o quê? - Novamente Maggie fala com sua volta. Seus passos rodeiam o quarto a procura de alguma pessoa ou algo que causasse a anomalia.


"Maggie... Larga a faca, por favor..."Resolvi testar pra saber se ela tava mesmo me ouvindo.


- Sai da minha cabeça! Eu não vou soltar a faca, eu quero ficar protegida! -


"Então ela tá ouvindo mesmo... Por que será?" Penso como normalmente e acabo como quem falava sozinho. "Maggie, não precisa ter medo. Eu também estou surpreso com isso. Mas sou eu o Vivi." Tento me explicar logo, antes que o pior acontecesse.


- Vivi? Onde você está espirito? - Sua face estava mais franzida que antes. O olhar castanho atentava todas as direções em busca de um fantasma, suponho.


- Ou não é um espírito? - A pergunta ecoou em meio ao meu silêncio.


"..." Havia me calado quando ela fica em dúvida de quem eu era. Ela realmente se esqueceu de mim?


Minha expressão feliz de sempre se torna desanimada. E, em pouco tempo, a atenção da garota de voltou a mim.



- Hm? É impressão minha ou esse boneco mudou de expressão sozinho? - Ela vinha se aproximando. Meus olhos estavam direcionados a cinco horas, diferentemente de antes.


- Essa tal de Vivi é esse boneco? - Continuava a se perguntar, enquanto uma de suas mãos vem a me tocar. Em resposta suspiro mentalmente.


"Você nem lembra de mim... "


- Provavelmente é. - Entre apenas indicador e polegar, um de meus joelhos de pano é pinçado por Maggie.


- Me conte como você ficou vivo assim do nada. -


"Se eu soubesse falaria." Meu desprazer ao falar era verídico.


- Não sabe? Que pena. - De repente ele dá uma pequena risada irônica.


Viro meu olhar para ela ao ouvir seu riso. Acabo sorrindo como antes por estar ali com ela.


Notas Finais


Sugestões? Críticas?


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