História Lost World - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Exibições 154
Palavras 3.549
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - My blood in your hands


Fanfic / Fanfiction Lost World - Capítulo 23 - My blood in your hands

Pov’s Lydia

_Eles precisam da nossa ajuda. –Maggie falou enquanto o alarme continuava a tocar.

_Ok, vamos. –eu disse e vi um cara aparecendo atrás dela. Eu peguei minha arma e ela se virou pegando a sua. Eu atirei no braço dele no momento em que ele nos apontava a arma e ela correu ate ele. _Droga Maggie, vamos. –eu sussurrei.

_Não ate terminar. –ela falou.

_Pare! –alguém gritou atrás de mim e eu senti uma arma encostando na minha cabeça. _Ou ela morre. –uma mulher encostou uma arma em Maggie e eu fechei meus olhos. _Armas e facas no chão agora. –Maggie se abaixou colocando a arma no chão e eu soltei a minha. Eu peguei a faca e a joguei no chão. Não tinha muito o que fazermos. Elas eram em três e nós em duas.

_Bela jaqueta. –uma velha disse.

_Para uma vadia assassina. –a outra disse me olhando e eu a encarei.

_Vamos tirar dela antes de atirar. –a que estava atrás de mim falou.

Eu e Maggie nos entreolhamos e eu respirei fundo. Droga. Mil vezes droga, nós estamos ferradas.

O dia amanheceu e minhas mãos estavam amarradas para trás. A mulher olhava pelo binóculo com atenção e segurava um radio.

_Não esta certo, posso sentir. Não parou. –o homem disse no chão.

_Vou apertar. –a velha disse.

_Vai cortar a circulação. –ele falou a olhando.

_É para cortar mesmo. –ela respondeu e nós ouvimos um barulho de moto.

_O que é isso? –a mulher que apontava a arma na minha cabeça perguntou.

_É o Primo. Droga, pegaram ele. –a outra respondeu.

_O que esta acontecendo, amor? –o cara perguntou se levantando e eu e Maggie nos entreolhamos.

_Abaixe a arma, babaca. –ela disse. _Você com a Colt Phyton. Todos vocês, abaixem suas armas agora.

_Apareça. Vamos conversar. –Rick falou no walkie-talkie.

_Quantos são? –a mulher atrás de mim perguntou.

_Estão em oito. São muitos. –a de cabelos ruivos respondeu.

_Não, cuidamos deles. Já cuidamos de mais. –o homem falou.

_Não vamos aparecer, mas vamos conversar. –ela falou no radio. _Nomes. –ela disse nos olhando. _Nomes!

_Eu sou a Maggie e ela a Lydia.

_Nós temos uma Maggie e uma Lydia. Talvez você queira conversar sobre isso. –ela disse no radio. _Vamos resolver isso agora. E será do nosso jeito.

_Pode ver que pegamos um de vocês. –Rick falou. _Vamos trocar.

_Estou ouvindo.

_Quero falar com Maggie e Lydia para saber se elas estão bem.

_Vou deixá-las falar, digam que estão bem. –a mulher falou se aproximando com o radio. _Saberei se tentarem algo.

_Rick, é a Lydia, eu estou bem. –eu disse e a mulher me empurrou para trás.

_Rick, é a Maggie. Nós estamos bem. –ela disse.

_Tem sua prova. Vamos conversar. –Paula disse no radio.

_Certo. Este será o acordo: solte-as e você terá seu cara vivo.

_Duas por um? Não parece ser um bom acordo. –ela falou e a velha matou um zumbi que se aproximava.

_Você não tem escolha, ou já teria feito alguma coisa.

_Temos que recuperá-lo. –o homem falou segurando a faixa no braço.

_Primo sabe se cuidar. –ela respondeu.

_Ele pode me ajudar. –ele disse. _Preciso dele graças a essa vadia. –ele falou me olhando e eu o encarei séria. _Você perdeu a coragem Paula. Devia ter atirado nessa vadia para ouvirem ela morrendo.

_Se calar a boca, eu vou resolver isso. –ela disse.

_Faça o acordo ou vamos lá. –ele falou.

_Ela mandou calar a boca. –a velha disse. _Devia agradecer por ela  não ter um saco para tropeçar.

_Sei que estão confabulando. –Rick falou. _É uma troca justa. Apareça, a gente faz isso e cada um segue o seu caminho.

_Babaca arrogante. –a mulher atrás de Maggie falou. _Deve achar que somos burros.

_Isso é bom. –Paula falou.

_Temos o acordo?

_Entrarei em contato com você. –ela desligou e assentiu com a cabeça para a mulher. Eu olhei para a Maggie e nossas cabeças foram tampadas por um saco preto. Elas começaram a nos arrastar pela mata nos guiando. _Andem!  -ela disse e eu comecei a andar mais rápido podendo ouvir o som da minha própria respiração e dos meus pés amassando as folhas secas no chão. _Virem-se. –eu contava os passos em silencio e prestava atenção nas direções. _Esperem. –elas nos empurraram dentro de um carro e eu senti minha cabeça batendo em um vidro. Eu estava perto da porta. _Omega, Omega. Salvadores abatidos. Vá para Gama. Código “fogo”. –elas prenderam meus pulsos juntos com uma fita isolante e eu ouvi outro barulho. Faziam o mesmo com a Maggie. _Canal alfa comprometido. Vamos seguir o protocolo. Onde vocês estão?

_A oeste de... 24 km...a caminho.

_Vamos ao ponto de encontro. –Paula falou._Troque para o canal beta. Mesmo código. Se eu não tiver, volte ao alfa e escute.

_entendido.

O carro parou de se movimentar e eu fui puxada lá de dentro. Ouvi uma porta sendo aberta enquanto meu coração batia contra o meu peito e eu começava a suar.

_Eu odeio esse lugar. –a velha falou. _Esconderijo. Não tem nada seguro aqui.

_Esse lugar vai nos salvar. –Paula falou. Nós andamos um pouco e o pano foi retirado da minha cabeça. Eu me afastei quando dei de cara com um zumbi. Uma faca perfurou sua cabeça quase acertando o meu olho e eu fiquei ofegante. Paula soltou o zumbi no chão e eu a olhei enquanto ela me encarava. A velha colocou um pano na minha boca e me empurrou no chão. _Para o chão. –ela disse a Maggie que estava ao meu lado. Eu me sentei e encostei minhas costas em uma parede bege. Paula ficou de frente para mim e pegou a fita passando-a em volta dos meus tornozelos. _Estão pensando se há como saírem daqui. Não há. Apenas se eu disser como. –ela foi ate Maggie e a outra mulher começou a puxar o zumbi morto no chão fazendo ficar com um rastro de sangue no mesmo. A sala era escura, abafada e fedia mofo misturado com produtos químicos. Estava calor lá dentro e eu começava a suar.

_Paula! Preciso de ajuda! –a velha gritou do lado de fora. A mulher se levantou e nos olhou.

_Eu quero matar as duas agora mesmo. Esta difícil de me segurar. Desafio a tentarem algo e ver o que acontece. –ela falou. Ela saiu da sala fechando a porta atrás de si enquanto os sons do que acontecia do lado de fora eram abafados. Eu olhei o anel no meu dedo e depois olhei para Maggie. Ela olhou em volta procurando algo para tentar se soltar. Ela esfregava a fita em seus braços em uma pilastra e eu comecei a fazer o mesmo. Eu pensava apenas em como sairia daqui. Eu tinha que arranjar um jeito de tirar a Maggie dessa. Sinto que eles vão nos matar. E talvez, não possamos voltar para casa. Os barulhos cessaram e eu me apressei para voltar na mesma posição que eu estava. A porta foi aberta e as quatro pessoas entraram. _Qual foi a ultima vez que estiveram nesse lugar?

_Querida, foi há um mês. Piora bem rápido. –a velha respondeu e Paula soltou o homem no chão. _As armas sumiram, a comida sumiu e tem rosnadores por todo lado.

_Então pessoas também vieram. –o homem falou. _Deveríamos ir embora.

_Pra onde? –a outra mulher respondeu.

_Esta sangrando. Não era para estar. –ele disse se referindo ao seu braço.

_Molly me de a corda. –Paula pediu e a velha lhe entregou.

_Eu não vou perder meu braço. –ele disse.

_Então aguente. –a outra disse.

_Vá se ferrar Chelle! Precisamos recuperar o Primo. Ele sabe como me ajudar. –o homem falou. _Precisamos, Paula.

_Não. –ela disse. _Eu os vi, você não. Eles invadiram o lugar. Pegaram as armas e vão nos matar. Não morrerei assim, não depois de tudo que eu passei.

_Hey! –eu disse com dificuldade por causa da mordaça. Eles continuaram conversando e me ignoraram. _Hey! –eu disse as chamando.

_O que foi? –ela perguntou vindo ate mim e arrancando a mordaça.

_Já falou com eles? –eu perguntei e Chelle veio ate mim e apontando a arma e a destravando.

_Olha só para você. –ela falou. _Como conseguiu sobreviver vadia?

_Conseguindo. –eu respondi.

_Vocês duas tem cara de medrosas. Do que tem tanto medo? –Paula perguntou depois que Molly tirou a mordaça de Maggie. Nós ficamos caladas e ela soltou uma risada debochada. _Tem mesmo medo de morrer? Com tudo isso, e vocês estão com medo de bater as botas?

_Eu não me importo o que vão fazer comigo. –eu disse. _Só não machuquem a Maggie. Não machuquem o bebe. –Chelle apontou a arma para Maggie e eles a olharam.

_Ela nem parece estar grávida. –o homem disse.

_Estou de dois meses, eu acho. –Maggie falou.

_Você é burra para engravidar uma hora dessas. –Paula falou e Maggie riu. _Acha isso engraçado?

_Engravidar já foi inteligente? –Maggie perguntou. _Mulheres morriam dando a luz. E acham que o mundo ia acabar. Por que desistir de sobreviver?

_Mas você vai sobreviver? –Paula perguntou. _De qualquer jeito, é fofo. Bebes são a questão. As crianças são o nosso futuro. Lanchinhos para  os mortos. A questão é ficar em pé.

_Não. –Maggie falou. _Errantes fazem isso. Estou fazendo uma escolha.

_Isso mesmo. Você esta. Você escolheu. –Paula falou e saiu da sala fechando a porta. Molly andou um pouco e acendeu um cigarro. Ela soprou a fumaça e começou a tossir como se fosse dar um treco e morrer.

_O bebê. –eu disse e ela me olhou. Ela começou a rir com uma nuvem de fumaça á sua volta.

_Querida. Se ainda não percebeu, você tem problemas maiores que um mero cigarro. –ela disse.

_Molls. –Chelle falou e a velha revirou os olhos. Ela jogou o cigarro no chão e pisou em cima, o apagando.

_Vocês são piores que um bando de alunos crentes na segunda serie. –ela falou e continuou a tossir. Eu fiz uma careta e eu e Maggie nos entreolhamos.

_Essa coisa vai te matar. –eu falei.

_Já matou. –ela respondeu me mostrando o lenço cheio de sangue. _Sou um cadáver ambulante. O que nos coloca exatamente no mesmo barco. –eu abaixei o olhar e encostei minha cabeça na parede fechando meus olhos.

**

O homem gemia de dor e a porta foi aberta. Paula entrou e nós a olhamos enquanto o homem se esparramava pelo chão.

_Meu braço esta ardendo. –ele reclamou.

_se tirar o curativo, parecerá uma fonte. –Molly disse.

_Certo, aguente firme. –Paula falou se ajoelhando ao lado dele. _Os batedores estão vindo, trinta minutos mais ou menos.

_Ele não tem 30 minutos. –Maggie falou e eu a olhei. _Os nervos estão morrendo. Se ele não receber ajuda médica, perderá o braço, talvez a vida. Eu não sou médica, mas meu pai perdeu a perna, então eu sei.  Seu amigo, Primo... Acha que ele pode resolver?  Está na hora de acabarmos com isso. Fale com o Rick.

_30 minutos. –Paula falou olhando para o homem. Ele começou a me encarar e eu olhei para o chão.

_Sabe qual é o meu problema? –ele perguntou se levantando. _Ela fez isso comigo. –ele disse andando na minha direção. _E esta sentada ali sem nenhum arranhão. Você não vai fazer a troca. Vamos matá-las agora.

_Não. –Paula disse entrando na minha frente. _Nós esperaremos os outros. Temos que ser espertos e precisamos de uma garantia.

_Atire no braço dela então. –ele falou.

_Não.

_Vai ficar ao lado de uma vadia ao invés do meu? –ele perguntou e colocou a mão no braço gritando de dor. _Merda!

_Cala a boca. –Paula disse.

_Não enche, Paula.

_cala a boca! –ela gritou e ele a certou com um tapa na cara. Ela tombou para o lado e eu afastei minhas pernas antes que ela caísse em cima delas. Ele me olhou com raiva e deu um passo na minha direção.

_Deixa ela em paz! –Maggie gritou passando uma rasteira nele. Ele caiu no chão se levantou e a puxando pelos cabelos.

_Vadia arrogante. –ele disse.

_Não! –eu gritei e ela o acertou com uma cabeçada no nariz. Ele cambaleou e veio na minha direção me acertando com um soco no rosto. Eu cai no chão com minha cabeça chacoalhando e meu maxilar doendo. Ele chutou minha barriga e o ar parou de entrar. Paula se levantou e bateu sua arma contra a cabeça dele. Ele caiu desmaiado e eu comecei a puxar o ar que entrava com dificuldade e fazia meu abdômen doer. Era como se todos os meus órgãos tivessem saído do lugar e estavam voltando se esbarrando uns nos outro. Eu me sentei com dificuldade e sentindo um gosto de sangue na boca.

_Você é burra mesmo. –Paula disse olhando para Maggie. _Chelle, tire-a daqui. Vê se ela sabe de alguma coisa. Eu já devia ter feito isso. –eu e Maggie nos entreolhamos enquanto ela me olhava preocupada. Chelle a puxou da sala e eu vi uma porta com zumbis batendo contra ela.  Eu fechei meus olhos com dor e limpei o sangue na boca com a blusa.

**

Eu continuei na mesma posição mal ouvindo o que Paula conversava com Rick no walkie-talkie. Eu a olhei enquanto ela andava para lá e para cá pensando em algo. Eu ainda estava com dor e levantei a minha blusa para olhar. Havia uma mancha roxa na minha barriga formando um grande hematoma.

_Cadê a Maggie? –eu perguntei atraindo a atenção dela e da velha. _Onde ela esta?

_Por ai, tendo uma conversa bastante legal com a Chelle. –ela respondeu.

_Você vai morrer. –eu disse. _É isso que vai acontecer se não resolver isso com o Rick.

_E é você quem vai me matar? –ela perguntou colocando as mãos na cintura.

_Eu espero que não. –eu falei e ela pegou o walkie-talkie.

_Babaca, esta ai?

_estou aqui.

_Pensamos no assunto. Queremos fazer a troca.

_Que bom.

_Há um campo grande com a placa “Deus esta morto”. Há uns 3 km. Boa visibilidade em todas as direções.

_Vamos encontrar vocês lá. 10 minutos?

_10 minutos. –ela negou com a cabeça e começou a andar. _Ahw Ahw. Foi muito fácil.

_Talvez eles queriam recuperá-las logo. –Molly falou. _É filha desse tal de Rick? –eu neguei com a cabeça.

_Eu namoro o filho dele. –eu disse e ela riu.

_então ta explicado. –Molly falou olhando para Paula.

_Não. Não havia estática. Estão perto, já devem estar aqui. Fomos cuidadosos, mas deixamos rastros. Eles mataram todos e tem armas, sabem o que estão fazendo. Devem estar esperando para nos matar quando sairmos. É o que nós faríamos.

_Não. Rick é um homem de palavra. Ele não colocaria eu e a Maggie em risco.

_Então ele é tão burro quanto você. Precisamos agir. Avise a Chelle ou ela será pega desprevenida. –Paula disse á Molly. _Temos que estar prontas para partir.

_E a garota? –Molly perguntou.

_Vamos deixá-la aqui por enquanto. Se formos partir, será com menos peso. E se os babacas chegarem, atiramos na porta. –elas abriram a porta e mataram dois zumbis. _Molly, limpe esse corredor. –ela fechou a porta e eu me levantei. Comecei a raspar a fita na pilastra olhando o homem caído no chão. Ela começou a rasgar e eu terminei usando meus dentes. Soltei minhas pernas e andei ate o homem. Eu o revistei e peguei a faca com ele. Eu mirei em sua cabeça, mas parei no mesmo momento. Eu enfiei no coração dele e usei o cinto para prendê-lo. Ele viraria daqui alguns minutos. Eu corri ate a porta e sai da sala em silencio, fazendo o mínimo de barulho possível. Andei pelo corredor ouvindo a voz de Molly. Eu olhava nas salas procurando por Maggie e ouvi grunhidos. Eu me escondi atrás de uma pilastra e vi Molly os matando.

_Seus desgraçados. –ela disse. Eu a esperei ir embora e corri ate a ultima porta do corredor. Eu a abri e encontrei Maggie tentando se soltar. Ela me olhou e eu entrei correndo ate ela. Ela me abraçou e eu a ajudei a se soltar.

_Você esta bem? –ela perguntou.

_Estou. –eu disse. _Elas estão espalhadas, mas podemos pegá-las. –ela assentiu com a cabeça.

_Nós vamos terminar isso. Nós precisamos. –eu assenti e nós saímos da sala correndo. _Nós precisamos de uma arma.

_Eu já sei como pegar uma. Vem. –ela correu atrás de mim e nós voltamos para a sala em que estávamos. O homem havia se transformado. Ele estava preso com o cinto e eu o olhei nos afastando. _Quando Molly entrar, ela irá matá-lo. Pegamos ela por trás. Faltará apenas Chelle e Paula.

_Isso. Bem pensado. –ela disse. Nós nos escondemos e Molly entrou na sala. Nós a ouvimos gritar e esperamos  um tempo.

_Vá a merda, Donnie! –ela gritou. Maggie arrancou a faca dela e a acertou na cabeça. As duas caíram e Maggie enfiou varias vezes enquanto eu vigiava a porta. Maggie me entregou a arma e fechou a porta.

_Vamos. –ela disse. Nós andamos por um corredor e vimos alguns zumbis presos em ferros, estacas e correntes. _Elas mantém os zumbis aqui para deixar as pessoas presas e afastar as de fora.

_Precisamos encontrá-los. –eu falei e ela matou um zumbi. Alguém atirou em nossa direção e nós nos abaixamos. Eu me levantei e apontei a arma para Paula.

_Atire nela. –Maggie falou enquanto minha respiração estava acelerada. _Lydia.

_Vamos, atire. –Paula disse largando a mochila no chão. _Já mataram o Donnie e a Molly. O seu pessoal destruiu meu lar.

_Lydia... –Maggie falou.

_Vocês não tem ideia das coisas que eu fiz. Do que eu abri mão... do que eu tive que fazer...

_lydia atire. –Maggie disse enquanto eu encarava a mulher. Alguma coisa me agarrou por trás e Maggie matou o zumbi enquanto eu a olhava assustada. Eu olhei para Paula e ela já não estava lá.

_Paula? –ouvimos Chelle a chamando. _Molly? –Maggie partiu para cima dela e as duas começaram a lutar. Chelle pegou uma faca e a passou sobre a barriga dela fazendo nós duas nos assustarmos. Maggie olhou sua blusa rasgada e eu destravei a arma. Eu mirei na cabeça de Chelle e atirei. Ela assentiu com a cabeça para mim e eu retribui. Ouvimos uma risada e olhamos para Paula no chão.

_Você é boa. –ela disse me olhando. Eu apontei a arma para ela e ela sorriu.

_Se podia fazer tudo isso Lydia, por que não fez antes? –ela perguntou.

_As coisas podiam ter sido diferentes. –eu falei e ela riu. Sua mão bateu contra a arma e ela voou da minha mão. Paula me agarrou e eu empurrou contudo contra a parede. Eu dei uma joelhada na barriga dela enquanto Maggie nos olhava assustada. Eu a empurrei para trás e ela atravessou o ferro. Ela gritou e um zumbi começou a morder o seu rosto. Eu e Maggie a olhamos e eu arrumei o meu cabelo que estava grudado no meu rosto.

_Paula, estamos chegando no perímetro... Está tudo certo? –Maggie pegou o walkie-talkie e me olhou.

_Nos encontre na sala de abate.

**

Musica: Hozier –Arsonist’s Lullabye

Eu respirava fundo com os olhos cheios de lagrimas enquanto estávamos esperando pelos outros dentro de um armário.

_Eu já matei sete pessoas. –eu disse. _Eu devia ter matado o Donnie na mata. Nada disso teria acontecido se eu tivesse matado ele. Me desculpa  por ter colocado você em perigo.

_Não pense nisso. –Maggie disse. _Você fez o que tinha que fazer. Fez isso para podermos voltar para casa vivas. Isso já esta quase acabando. –nós ouvimos passos  e ela fechou a porta rapidamente.

_Cuidado, o chão esta grudento. –um deles falou.

_tem certeza que é aqui? –o outro perguntou.

_Ela disse sala de abate. –ele respondeu. Eu sai da sala e fechei a porta de correr jogando o isqueiro lá dentro. O fogo começou a engoli-los enquanto eles gritavam. Eu olhei para o chão ouvindo os gritos de desespero. Maggie me puxou e nós caminhamos pelo corredor enquanto a fumaça invadia o lugar. Ouvimos um barulho em uma porta, mas deixamos para lá. Devia ser um zumbi, e nós não podíamos perder tempo em sair aqui, poderia haver outros. Começamos a matar aqueles que estavam no corredor para podermos passar e ir para casa.  Eu pisei na cabeça de um que estava no chão e meu pé afundou esmagando o cérebro já apodrecido. Nós fomos ate a porta e a abrimos. Maggie apontou a arma e demos de cara com Glenn, Rosita e Abraham. Eu sorri  e eles abaixaram as armas nos abraçando.

_Tudo bem? –Glenn perguntou me abraçando junto com Maggie. _Encontramos os rastros.

_Vocês começaram o fogo? –Daryl perguntou e eu assenti.

_As pessoas que nos seqüestraram estão mortas. Todas elas. –Maggie falou quase chorando.

_Não todas. –ouvimos uma arma destravando e um tiro ecoou o corredor. Rosita atirou contra ele e o cara caiu no chão morto. Eu respirei aliviada e olhei para eles.

_Não. –Glenn disse começando a chorar e Maggie gritou. Minhas vistas escureceram enquanto eu vinha um jarro de sangue correndo de mim. Minhas pernas fraquejaram e eu tombei em cima de Glenn enquanto eu o vi sendo encharcado de sangue. Com o meu sangue.

 


Notas Finais


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