História Lost World - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Exibições 149
Palavras 3.913
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - You need to wake up


Fanfic / Fanfiction Lost World - Capítulo 24 - You need to wake up

Pov’s Narradora

Musica Civilian –Wye Oak

_Não. –Glenn falou enquanto eles olhavam assustados o sangue escorrendo da garota. Ela tombou por cima de Glenn e os dois caíram no chão enquanto Maggie chorava em desespero. _Lydia. –ele a chamou chorando enquanto ela permanecia imóvel e desacordada. _Lydia acorda.

_O que aconteceu? –Rick perguntou entrando no lugar e puxando Primo. _Ah não não não. –ele falou empurrando o cara em Daryl e se abaixando apoiando o revolver de lado na testa.

_Ela não acorda. Ela não acorda. –Glenn disse o olhando enquanto via o pânico tomar conta da face dele. Carol olhava a cena assustada e com as mãos cobrindo a boca. _Eu sinto muito. Eu sinto muito.

_Pegue-a, vamos levá-la para Alexandria. –Daryl disse e Rick fechou a cara quando se lembrou do filho. Ele se levantou e acertou um soco contra o cara.

_Seus amigos estão mortos, e ninguém irá resgatar você. –ele disse quando o cara desviou o olhar da garota para ele.

_Deixe-o queimar. –Daryl disse segurando o choro que a qualquer momento sairia de sua garganta ao ver Glenn, Maggie, Rosita e Carol chorando.

_O Negan estava aqui ou no prédio de ontem a noite? –Rick perguntou perdendo a paciência ao ouvir os soluços. _Diga.

_As duas coisas. –Primo respondeu. _Eu sou o Negan seu babaca. Tem muitas coisas divertidas para falarmos. Que tal começarmos pela morte da garota? –Rick tremeu de raiva e pegou sua arma atirando na cabeça dele.

_Sinto muito em ter que ser assim. –Rick falou. O corpo sem vida caiu no chão e todos se assustaram com o barulho. Ele voltou a olhar para a garota em volta da poça de sangue e começou a chorar.

_Temos que ir. –Abraham falou calmamente enquanto Tara se aproximava com Aaron por causa do barulho do tiro.

_O que... Ai meu Deus. –ela disse e Aaron arregalou os olhos.

_Vamos logo. –Abraham falou e Glenn entregou sua arma para Rosita. Ele se abaixou e pegou a garota no colo enquanto todos corriam para o trailer. Ele correu a carregando enquanto seu coração martelava sobre seu peito.

_Coloque-a aqui. –Gabriel disse retirando as coisas de cima do pequeno sofá. Glenn a ajeitou em seu colo para não deixá-la cair enquanto sentia sua camiseta pregando contra a pele por causa da quantidade de sangue que vazava. Rick subiu no trailer e o ligou apressadamente acelerando. Ele olhou Glenn e Maggie com a garota brevemente enquanto Michonne estava preocupada no banco ao lado.

_Ela não vai morrer. –ela disse e Daryl passou com a moto na frente acelerando. Aaron caminhava ate o grupo com algumas toalhas e Maggie as rasgou pressionando contra o ferimento.

_Não seria melhor levá-la para Hilltop? –Tara perguntou.

_Não. Vamos para casa. Cuidamos dela lá. –Rick respondeu.

Quando eles viram o portão de casa se aproximando, Daryl desceu da moto e bateu nele feito louco. Eugene o abriu e Rick acelerou colocando o trailer para dentro. Rick olhou Carl pela janela e viu o mesmo sorrindo. Ele negou com a cabeça e viu o sorriso do filho se fechando enquanto ele segurava Judith. Abraham desceu do trailer e olhou em volta.

_Peça para Denise se preparar! –ele gritou e Eric saiu correndo.

_O que aconteceu? –Carl perguntou se aproximando e Glenn desceu cheio de sangue. Seu pescoço, seu rosto, sua camiseta, suas mãos e seu rosto estampando tristeza fez o coração dele se acelerar. Maggie desceu atrás chorando enquanto Glenn tremia. _Cadê a Lydia? –ele perguntou os olhando. Rick desceu carregando a garota com dificuldade enquanto um rastro de sangue era deixado pelo lugar. _Lydia?! – Carl arregalou os olhos enquanto o pai saia correndo em direção a enfermaria com Glenn e Maggie atrás.

_Coloque-a aqui. –Denise disse e ele a soltou em cima da maca. _Eric, Aaron, eu preciso de toalhas, e duas bolsas de soro. –ela pediu e eles saíram correndo.

_Ela...ela... –Rick começou passando a mão no rosto e o manchando de sangue.

_Eu farei o possível, ok? –Denise disse cortando a blusa com uma tesoura.

_Pai? –Carl o chamou e Rick se virou o olhando assustado. _Ela... ela morreu? –ele perguntou segurando o choro. Rick negou e o abraçou.

_Pensamos que tinha matados todos. Não vimos esse cara. –Maggie falou chorando e abraçando Glenn.

_Aaron, pressione a ferida. –Denise falou pegando um bisturi e um monte de linhas. Eric media a pressão e olhou para a Denise negando com a cabeça. _Foda-se o gerador. Daryl, ligue o eletro. –o homem caminhou ate lá arrumando a maquina. Denise conectou os fios na garota e todos olharam os batimentos na mesma hora. Eles estavam diminuindo.

_ANDA LOGO! –Carl gritou e ela enfiou uma pinça no buraco fazendo mais sangue escorrer e pingar no chão. _FAÇA ALGUMA COISA! NÃO DEIXA ELA MORRER!

_Esperem...eu to quase lá...quase lá...Consegui. –Denise disse tirando a bala e a jogando em uma vasilha de metal. Eles se assustaram com o barulho da maquina e Glenn chutou a estante de remédio quando viu que não havia nenhum batimento cardíaco. Ele caiu no chão chorando enquanto Maggie se engasgava.

_Ela... ela morreu? –Daryl perguntou olhando para Denise e apontando para o corpo. _A Lydia... –ele começou a chorar enquanto Carl olhava a garota estático.

_Carl... –Rick falou e ele soltou o choro. Carl não sabia muito bem o que ele estava sentindo, mas era uma sensação igual e ate um pouco pior do que ele presenciou na prisão quando sua mãe morreu. Denise os olhou e negou com a cabeça e começando a fazer massagem cardíaca no corpo. Ela pressionava e a cada vez que fazia isso as pessoas em volta a olham com mais esperança. A medica não tinha muito certeza do que estava fazendo, Lydia estava estirada naquela cama morta, mas estava em paz. E trazê-la de volta, começava a perturbar Denise. Mas então ela olhou para Glenn e Maggie e viu que de certa forma, a garota era filha dos dois. E aquele grupo já perdeu pessoas de mais.

_Vamos lá Lydia. –ela disse e olhou para Carl. _Eu não posso fazer isso sozinha. Você precisa me ajudar. Agora. –ela falou pressionando os punhos contra o coração. _Agora! –ela gritou e a maquina voltou a fazer barulho. Eles a olharam aliviados e Denise se afastou não acreditando que ela havia conseguido. Glenn se levantou indo ate a garota e Maggie abraçou a medica que estava ofegante.

_Obrigada. –ela disse chorando. _Obrigada. –Carl se separou do pai e Daryl engoliu o choro. Carl caminhou ate a garota e Glenn o abraçou de lado enquanto Eric fechava o buraco do tiro.

Pov’s Lydia

Eu abri meus olhos e minha visão foi ganhando foco. Eu encarei o teto branco e olhei em volta vendo que eu estava em um quarto de hospital. Vi as flores azuis em um vaso ao meu lado e uma maquina apitando. Eu me sentei na cama e desci dela ouvindo algumas vozes do lado de fora.

_Glenn? –eu o chamei e não havia ninguém no quarto. Eu caminhei com dificuldade ate o banheiro e acendi as luzes. Eu me olhei no espelho e me assustei quando vi que eu estava com um corte de cabelo diferente. Eu forcei minha cabeça para me lembrar o que havia acontecido e ela começou a doer dando leves pontadas. Eu enxagüei meu rosto e quando voltei para o quarto vi uma bolsa em cima do sofá bege perto da janela. Eu me aproximei dela e vi os altos prédios cercando o lugar que eu estava. Eu ouvia o barulho de pássaros e de transito. Eu dei um pulo quando percebi que a TV estava ligada. Estava passando um desenho e eu não entendia nada do que estava acontecendo. Eu caminhei ate a porta e vi pessoas andando pelo corredor. Eu sai do quarto e caminhei por ele vendo a recepção lotada.

_Com licença. –uma voz falou atrás de mim e eu me virei rapidamente. _Sabe me informar onde tem uma loja de peças por aqui? Minha esposa e eu saímos de férias e você parece ser a única pessoa que não esta metida nesse caos. Teve um acidente agora pouco. Todos os pacientes estão vindo para cá. Sabe me informar?

_Dale? –eu perguntei e ele me olhou assustado e confuso. _O que...

_Perdão. Nós nos conhecemos? –ele perguntou.

_Você não se lembra de mim? Sou eu, a Lydia. –eu disse e ele negou.

_Eu sinto muito. Mas eu sou novo na cidade. –ele respondeu.

_Eu não entendo...

_Ei senhor, precisa de ajuda? –Rosita perguntou se aproximando.

_Rosita, onde o Glenn esta? –eu perguntei.

_Ahw... quem é Glenn? –ela perguntou confusa me deixando mais confusa ainda. _Você  é a paciente do 203? Você tem que voltar para o seu quarto. Ainda não foi medicada. –eles saíram andando e eu olhei em volta tentando saber o que estava acontecendo. Eu caminhei pelo corredor e vi Shane entrando em um quarto segurando um vaso de flor. Eu o segui e vi Rick deitado em uma cama com Lori ao seu lado. Eles trocaram algumas palavras e Michonne passou atrás de mim falando ao celular.

_Sim, o Andrey esta bem amor. O medico disse que é apenas uma virose, logo ele poderá ir para casa. –ela entrou no elevador e eu vi Denise vestida de medica entrando em um dos quartos.

_Ei mãe, não achei a maquina de café. E Sarah te ligou avisando que coisas novas de bebes chegaram na loja dela e é para você ir lá depois. –Carl falou e eu caminhei ate ele apressadamente o puxando pelo braço.

_Carl. –eu o chamei e ele me olhou. _Carl o que esta acontecendo?

_Quem é você? –ele perguntou.

_Lydia. –eu disse obviamente. _Carl sou eu. –ele fez uma cara estranha e Lori se aproximou.

_Oi. –ela disse. _O que foi?

_Eu não sei. Essa garota me conhece de algum de lugar. –ele disse. _Eu não faço ideia de onde e do que esta acontecendo.

_Eu conheço vocês. Ele foi baleado não foi? Ele não é policial em King County? –eu perguntei e eles assentiram se entreolhando brevemente.

_A gente se conhece? –ela perguntou.

_Lori qual é. Não se lembra do acampamento? Aqui em Atlanta? O apocalipse...

_Que apocalipse? –Carl perguntou ficando tão confuso quanto eu.

_Vocês não estão acreditando não é? –eles me olharam confusos e eu assenti. _Aposto que você tem uma marca roxa na barriga. –eu disse apontando para ele. _Foi de quando levou o tiro antes de irmos para a fazenda. –ele levantou a blusa e eu sorri quando eu vi a marca.

_Não, isso foi quando eu cai da arvore. Escuta, você é algum tipo de vidente? Pode ver se eu passei de ano? –ele perguntou e eu fiz uma cara estranha.

_Lydia? Onde você estava? –eu me virei dando de cara com a minha mãe. Ela caminhou ate mim e ficou ao meu lado. _Desculpe pelas coisas que ela fala. Nós sofremos um acidente de carro e ela bateu com a cabeça. Era para estar no quarto. –ela continuou voltando a olhar para mim enquanto eu não acreditava que ela estava mesmo ali.

_Sem problemas. –Lori falou sorrindo e como eu senti falta desse sorriso. Eles entraram no quarto e eu olhei para minha mãe com o coração acelerado.

_Já dissemos para você não ficar saindo do quarto. É perigoso.

_Isso perigoso. Por que eles podem vir me pegar e eu não tenho nenhuma arma. Cadê elas?

_Do que esta falando? –ela perguntou. _Ficou louca?

_Eu estou falando dos zumbis mãe.

_Você esta vendo muitos filmes. –ela disse. _Seu medico assinou sua alta. A gente já pode ir para casa.

_Casa? Em Alexandria? Os outros vão estar lá? –eu perguntei enquanto entravamos no elevador.

_Ok, eu não sei onde isso fica. E seu pai esta lá. Não se preocupe. –ele começou a descer e quando as portas se abriram nós saímos. Estávamos no estacionamento. Vi Jessie com uma mancha roxa no rosto entrando no carro junto com Ron e Sam. Pete me olhou e me encarou por um breve momento antes de entrarem no carro. _Ah, ai esta ele de novo. –minha mãe falou e eu a olhei.

_Pete? –eu perguntei e ele assentiu.

_É. Não se lembra dele entrando na sua escola todo bêbado a procura de Ron? Eles vieram te visitar.

_Escola? A garagem você quer dizer né? –eu perguntei. _O Ron frequenta as aulas? Eu pensei que... –ela me olhou e eu neguei. _Esquece. –nós entramos no carro e ela dirigiu para fora do hospital parando no primeiro sinaleiro. Eu via as pessoas andando calmamente e o transito estava um inferno. Uma moto parou ao meu lado e eu olhei Daryl sentado em cima dela com Merle na moto ao lado. Eu desci o vidro e o chamei. _Daryl! –ele me olhou e me apontou o dedo enquanto minha mãe fechava o vidro ao meu lado.

_Você esta louca?! Esse caras são loucos. –ela disse. _São uns bêbados. Imagina se descessem da moto. Da onde conhece eles? –eu pensei no que estava acontecendo e eu tentava entender tudo aquilo. O carro voltou a se movimentar e eu vi Hershel descendo de uma picape junto com Maggie e Beth. Eu os acompanhei com o olhar ate eles sumirem.

_O Glenn. Cadê o Glenn? –eu perguntei.

_Não se lembra? Ele se mudou para São Francisco. Ele entrou para a faculdade. –ela respondeu.

_Espera. Com quantos anos eu estou?

_17 né Lydia.

_E nada de ruim aconteceu? Nenhum apocalipse zumbi nem nada? O mundo esta normal? –eu perguntei e ela riu.

_Isso seria loucura de acontecer. –ela respondeu e eu assenti.

_É. –eu disse. _Eu não sei o que me aconteceu. Acho que bati minha cabeça com muita força. –eu olhei minhas unhas pintadas de preto e o anel no meu dedo. _Quem me deu esse anel mesmo?

_O Mickey. Seu namorado.

_Meu namo...rado? Mas e o Carl?

_Quem é Carl? –eu fiquei calada e olhei pela janela olhando a vizinhança. Pessoas caminhando, brincando com cachorros, crianças correndo no jardim, adolescentes lavando os carro e pessoas ouvindo musica. _Quando Glenn se mudou?

_Há uns dois anos. –ela disse estacionando o carro em uma garagem. Eu desci do carro e um cara acenou para mim. Eu acenei de volta e olhei para minha mãe. _Antes que pergunte, esse é o Theo.

_É. Claro. –eu disse e nós entramos em casa. Eu encostei na porta e sorri. Eu olhei a casa não acreditando que eu estava mesmo ali.

_Olha só quem voltou para casa! –meu pai gritou e eu me assustei. Ele sorriu e veio me abraçar. _Ah bem-vinda de volta.

_Não esmague ela. Ela ainda esta com dor. –minha disse e ele me soltou.

_Foi mal. –ele disse e eu sorri.

_Tudo bem. –eu disse.

_Eu vou preparar algo para a gente comer. –ela falou indo para a cozinha.

_Eu vou tomar banho. Eu desço logo. –eu falei e meu pai assentiu. Eu subi as escadas e caminhei ate o meu quarto. Eu abri a porta e vi as paredes todas pretas com vários desenhos e fotos grudadas. Vi algumas delas e Enid estava em varias. Eu as soltei e vi o quarto totalmente bagunçado, como era estranho estar ali. Será que tudo aquilo que aconteceu foi um sonho? Eu entrei no banheiro e tirei minha roupa vendo uma cicatriz no meu abdômen. Eu passei a mão sobre ela e um som de tiro ecoou na minha cabeça fazendo eu me assustar. Eu engoli em seco e respirei fundo assustada com o tinha acabado de acontecer. Eu tomei um banho rápido, me enrolei em um roupão e deitei na cama olhando para o teto. Eu liguei o som e uma musica começou a tocar. Eu não a conhecia. Um chiado a substituiu e eu olhei para o aparelho em cima da mesa de estudos.

“Mensagem de alerta. Repetindo, mensagem de alerta. Esperávamos a confirmação de que isso estava realmente acontecendo. Um vírus se espalhou pelo mundo. Em cinco dias, pelas estimativas do CCD o numero de infectados se multiplicou... –eu joguei o aparelho no chão e me sentei na cama ouvindo um grito. Eu abri a porta do quarto e a casa estava toda empoeirada e suja. Eu desci as escadas e vi a casa vazia enquanto sons de tiro ecoavam pelas ruas. Eu caminhei ate a janela a olhando e a porta foi aberta rapidamente fazendo eu me assustar. Glenn entrou e a fechou empurrando o sofá contra ela.

_O que esta acontecendo? –eu perguntei.

_Eu preciso que suba e arrume uma mochila. –ele disse.

_Glenn...

_Agora! A gente precisa sair daqui. –eu assenti, mas fiquei parada no mesmo lugar. Ele veio ate mim e me sacudiu. _Lydia! –ele gritou. _Acorda. Faça o que eu pedi. Acorda!

Pov’s Carl

Música Be still –The Fray

Eu entrei no quarto que Lydia estava e caminhei ate a cama. Uma bolsa de soro estava ao seu lado pingando algumas gostas que passavam por um tubo e chegavam ao seu sangue. Eu me deitei ao lado dela como eu já havia feito outras vezes. Ela estava desacordada há três dias. Eu olhei o rosto roxo e Maggie explicou o que haviam feito com elas. Eles bateram nela e só de imaginar isso acontecendo uma raiva crescia dentro de mim.

_Eu preciso te contar uma coisa. –eu falei enquanto começava a passar a mão em seus cabelos que caiam pelos ombros e se espalhavam na cama. _Já tem uns dias que eu percebi algo diferente em você. –ela mexeu os dedos como se estivesse tendo um sonho ruim e quisesse acordar. Sua respiração estava lenta e tranqüila como se nada a preocupasse ou traria algum medo. _Você mudou. Não é a mesma do acampamento em Atlanta. –eu arrumei o lençol bege que a cobria e voltei a olhar para os seus lábios onde havia um pequeno corte. _Eu não sabia naquela época que você seria capaz de fazer as coisas que faz agora. Maggie disse que você a salvou. Ela disse que se não fosse por você, vocês não teriam voltado para a casa. Mas você voltou, cumpriu sua promessa. –ela mexeu os dedos novamente e eu segurei a mão dela vendo o anel um pouco manchado de sangue. _Eu tenho muito orgulho de você. Você é forte e suporta coisas que algumas pessoas não são capazes de suportar. Você ainda está aqui. É a mesma garotinha que brincava comigo no acampamento mas é a mesma garota que eu quero comigo ate quando eu morrer. É a pessoa mais meiga e a mais brava que eu já conheci. Eu te amo Lydia. –falei sentindo o choro preso na minha garganta. _Sentir sua falta dói. Não vou conseguir viver sem você. O mundo precisa de nós dois aqui. Então te peço que fique e agüente mais um pouco. Eu sei que você pode fazer isso amor. Você pode lutar. Você pode sair, mas eu sei que sempre você volta para a casa. Somos a casa um do outro e não importa quantas vezes a vida nos separe, sempre iremos achar o caminho de volta um para o outro. –eu a beijei e comecei a chorar. _Você precisa acordar. –eu sussurrei.

_Carl. –Glenn disse abrindo a porta lentamente. _Eu fico com ela agora. Melhor você ir para casa e dormir um pouco. –eu assenti com a cabeça e me sentei na cama. Glenn estava com o rosto inchado e uma aparência cansada. Ele sorriu para mim sem mostrar os dentes e eu me levantei da cama olhando para Lydia brevemente. _Ela vai conseguir. –ele disse e eu caminhei rapidamente ate ele. Eu o abracei e ele me abraçou de volta com força. _Ela é forte.

_Eu sei. –eu disse.

_Então você também tem que ser forte por ela. –ele falou e eu sussurrei. _Ela precisa de você aqui. Ela precisa de você aqui porque eu sei que um dia, a morte vai chegar para mim. E eu não quero que ela se destrua.

_Não fala besteira. –eu disse me separando. _Ficaremos aqui por muitos anos ainda. –ele assentiu e soltou um sorriso. Eu bati no ombro dele e sai o quarto fechando a porta atrás de mim.

Pov’s Lydia

Eu abri meus olhos e minha visão foi ganhando foco. Eu olhei em volta e percebi que estava em um quarto, deitada em uma cama, usando uma camiseta enorme. Eu me sentei na cama e desci dela ouvindo vozes do lado de fora. Eu caminhei com dificuldade ate lá sentindo uma dor no meu abdômen. Eu levantei a camiseta e vi uma faixa enrolada em volta da minha cintura. Eu estava fraca. Me olhei em um espelho na parede e vi uma marca roxa no meu maxilar e na mesma hora me lembrei do soco. Eu e Maggie fomos sequestradas, nós matamos as pessoas e eu levei... um tiro. Eu abri a porta do quarto e vi Glenn sentado no chão de frente para a porta.

_Hey... –ele falou se levantando. _Não devia ter saído da cama. Como esta se sentindo? –eu olhei o seu rosto inchado e o cansaço em seus olhos.

_Bem. –eu falei lembrando do sonho que tive. Ele assentiu sorrindo e eu o abracei  começando a chorar.

_Lydia? –ele me chamou enquanto eu mantinha meus olhos fechados e o rosto escondido em sua blusa.

_Eu tive um sonho horrível. –eu disse com a voz chorosa. _Meus pais estavam lá e tudo estava normal. –ele me olhou sem entender muito bem e foi ate a cama comigo.

_E desde quando isso é horrível? –ele perguntou sorrindo de lado.

_Desde que nenhum de nós se conhecia. Ninguém. E tinha o Dale, a Lori, O Shane, e eles não se lembravam de mim. Eu lembrava de todos mas era como se... nada tivesse acontecido. Se for para as coisas voltarem ao normal, eu quero que seja com vocês.

_Estamos aqui. –ele disse. _E tenho certeza que eles se lembram se você. –eu assenti e eu o abracei.

_Nem pizza você vendia mais. Você tinha ido para Stanford fazer faculdade.

_Stanford? A Maggie fazia faculdade lá. –ele disse e riu. _Acho que íamos acabar nos conhecendo.

_Mais não ia ser a mesma coisa. –eu falei.

_Se esta tão assustada assim, não se preocupe. Foi só um sonho. Temos coisas piores aqui. –eu falei e eu assenti.

_É.  –eu falei. _Por quanto tempo eu dormi?

_3 dias. –ele disse.

_E alguma coisa aconteceu? –ele negou e eu sorri. _Legal. –eu falei e olhei o anel no meu dedo.

_Ele ficou preocupado com você. Todos nós. Achamos que você ia morrer. Na verdade, você morreu. Denise trouxe você de volta. –ele falou.

_Eu estou bem agora. Vou agradecê-la. –eu falei e ele sorriu.

_Certo. E vou chamar a Maggie e avisar os outros. Ela estava doida para você acordar. –ele disse se levantando e eu assenti.

_Ok.

**

Eu e Carl andávamos pela rua juntos abraçados de lado. Alexandria estava calma e o grupo estava feliz por eu estar viva e termos acabado de um certo modo com os salvadores. Abraham sorriu quando me viu e fez um joinha. Eu imitei o gesto e ri.

_Pronta para outra? –ele perguntou e eu ri.

_Sempre. –eu disse e Carl me olhou de olhos arregalados.

_Mas esperamos que não né? –ele disse e eu fiz um sinal de paz para o Abraham. Ele devolveu o gesto e nós entramos na casa. 


Notas Finais


Comentem ;) negann esta chegandooo


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