História Lótus - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Chanyeol, Drama, Hanahaki, Romance
Visualizações 23
Palavras 1.830
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, aqui está mais um capítulo.
É madrugada e estou morrendo de sono, mas sabe quando fica na cabeça que tem que fazer algo?
Aqui irei começar a desenvolver mais os personagens.
Lembrando que eu não tratei a doença de Hanahaki como algo bonito, tudo bem?
Espero que gostem.

Capítulo 2 - Pétalas


Fanfic / Fanfiction Lótus - Capítulo 2 - Pétalas

PÉTALAS.

 

 

Estava preocupado, não via sua amiga desde o incidente com a pétala. Não foi por falta de procura, moram perto, apenas uma rua separa suas casas, mesmo assim foi incapaz de conseguir vê-la. A forma como parecia tranquila quando disse que ia morrer o angustiava. Nunca tinha ouvido falar dessa doença, é algo completamente novo para ele, e assustador também. Como alguém pode morrer por amor? Essa pergunta o assombrou a semana inteira, o fazendo procurar em todo lugar sobre a doença. Se espantou quando viu algumas pessoas dizendo que era uma forma bonita de morrer, uma forma de provar seu amor. Tudo não passa de simples tolice para ele, ninguém merece morrer por causa de outra pessoa, não é algo justo. Procurou desesperadamente por formas de cura-la, mas todas as alternativas (que são poucas) são difíceis. Decidiu que iria tentar convence-la a fazer a cirurgia, mas será que ela aceitaria? Iria tentar de qualquer forma, mesmo que ela o odeie por pedir para esquecer quem tanto ama. Mesmo sabendo que o coadjuvante não tem culpa alguma nisso, não consegue reprimir a raiva que sente por essa tal pessoa estar tirando ela aos poucos do mundo. Precisava descobrir quem era, insistiu através de mensagens de texto ignoradas e visitas recusadas alguma pista de quem seria, mas apenas o silêncio o respondeu. Lá no fundo, nas partes mais sombrias de seu coração, ele sabe que só quer saber quem é para poder culpar alguém caso Duri partisse.   

- Chanyeol. – A garota de cabelos cumpridos e castanhos se aproximou, o tirando de seu transe. – Já tocou o sinal, não vai para a aula? – Sua voz é suave, bonita. Tudo nela parece ser bonito, até mesmo seu nome. Não consegue negar que sente algo forte.

- Acho que irei matar essa aula. – Sua voz sai baixa, um pouco envergonhado por não obedecer às regras, não é algo que faz com muita frequência.

- É mesmo? – Ela senta ao seu lado, sua mão repousa bem perto da mão do nervoso rapaz. – Posso ficar com você então? – O sorriso que ela dá faz o coração do pobre apaixonado disparar, ele é completamente vulnerável em sua presença.

O silêncio se faz presente pela falta do que falar, Chanyeol se sente nervoso, perdido, preocupado, calmo. Nunca pensou que poderia sentir tantas coisas de uma vez só, é impressionante o poder que as pessoas têm sobre as outras. Se ele quase não aguenta a forma como seu sentimento por Chohee o deixa, o quanto Duri deve estar sofrendo por alguém que não a corresponde? O quanto sua amiga está suportando sozinha?

- Chohee. – Chama baixinho, quase como quem não quer ser o primeiro a quebrar o silêncio. Ela o olha. – Você sabe o que é Hanahaki Byou? – A pega de surpresa, a face da garota se transforma de serenidade para preocupação.

- Já ouvi falar... – Fica um tanto apreensiva, raramente se ouve falar sobre essa doença, não é algo que sai de boca em boca pelos cantos. Não é comum que alguém pergunte do nada. – Você está doente? – aflita, não consegue controlar o tom da voz revelando um leve nervosismo.

- Não. – a tranquiliza, um suspiro de alivio salta dos lábios delicados.

- Que bom... Estou fazendo certo então. – ela sussurra, os ouvidos masculinos captam as palavras perfeitamente. Seu estômago parece cheio de borboletas, o que é melhor que flores.

- Você acha essa doença bonita? – se sente curioso para saber se apenas ele acha essa doença completamente desnecessária, torce internamente para que não seja o único.

- Não sei... É horrível morrer, mas tem uma certa beleza em morrer por amor, não acha? – Ela sorri, ele tenta não ficar desapontado, em sua cabeça está óbvio que ela acharia bonito, romântico morrer por quem ama.

- Claro. – Concorda apenas por concordar. Pensa que talvez fosse se decepcionar com ele por não ver nenhum romance nisso.

Novamente silêncio, os assuntos geralmente acabam rápido com a linda garota de cabelos castanhos, isso o incomoda um pouco. Aparentemente há uma barreira entre os dois que não o permite se aprofundar muito no mundo da jovem, desbravar seus mistérios, saber tudo o que gosta e o que não gosta. Gostaria de ter a mesma facilidade de conversar abertamente com ela como conversava com Duri.

Seus olhos estão atentos ao que acontece a sua frente, não consegue olhar para o lado, tal beleza o deixa tonto. Alguém passa rapidamente em seu campo de visão, ele a reconhece, é ela com certeza. Sem delongas e sem pensar se levanta e corre em direção aquela que caminha com a cabeça baixa, deixando sua possível amada para trás sem entender nada da situação.

- Duri! – Grita para lhe chamar a atenção, mas a garota não para, continua andando como alguém perdido. – Duri! – Grita novamente e força suas pernas para além de sua capacidade. Tem que alcança-la.

Virá na esquina em que ela sumiu, novamente o desespero se faz presente. Novamente ela tosse uma pétala branca com as pontas rosadas, novamente a dor em ambos os peitos fica mais forte. Chanyeol caminha lentamente até a menor, ela tenta levantar, mas seus joelhos não a obedecem, pode sentir a flor se formando lentamente em seu interior, pode sentir Chanyeol colocar a mão em suas costas, consegue sentir o calor que sua palma emana, pode sentir o quanto sentiu falta de seus toques esses dias que ficou longe, o quanto ele deixa seus dias completos, como apenas de vê-lo, toda a dor que sente vale a pena.

Ele se abaixa a sua frente e a abraça tão forte que respirar é quase impossível, mas não se importa. Com ele a tocando dessa forma, não se importa de parar de respirar, não se importa em sentir, só deseja que ele não a solte mais.

- Me diz quem fez isso com você. – Ele suplica, lágrimas começam a sair de seus olhos. Ver uma pessoa importante nesse estado é torturante, é cruel.

- O que você faria se eu dissesse? Pode fazê-lo me amar incondicionalmente igual eu o amo? – Duras palavras, mas é apenas a verdade. Chanyeol não pode fazer nada.

Ele a solta, Duri sente a amarga realidade, não é capaz de segura-lo para si, não é capaz de tê-lo. Imagina o que aconteceria se dissesse que é ele, se implorasse para que a escolha ao invés Chohee, mas algo mais forte a impede de fazer isso. Sabe que se revelar seu segredo, o rapaz faria algo contra sua vontade, ele já tem uma vida, já tem uma pessoa, já tem um futuro, não pode destruí-lo. A única solução é desaparecer silenciosamente e deixa-lo em paz, ficar de longe observando, como sempre fez, até seus últimos dias, até aceitar completamente que não é a pessoa certa para fazê-lo feliz.

- Você não tem que morrer por causa de alguém, pode fazer a cirurgia, pode esquecer tudo e viver. Você não tem que morre! – A voz embargada do rapaz parte o coração frágil.

- Eu não quero esquecer, ele é a pessoa mais importante da minha vida. – Não consegue nem imaginar como seria uma vida onde ele não existe, se conhecem há anos e toda, até mesmo os mínimos detalhes de suas lembranças juntos seriam complemente esquecidos, não pode deixar e nem quer que isso acontecesse.

- E eu? Eu não sou importante para você? Você não pensa nas pessoas que te amam e que vão sentir sua falta? Ele talvez nem se importe se você sumir, mas eu me importo, eu não quero que você suma! – o rapaz segura em seus braços tão forte que chega a machucar, está desesperado. Soluços incontroláveis surgem na pequena garota, ouvir tudo isso a machuca, a deixa confusa e angustiada. Faz com que se sinta a pior pessoa do mundo por deixa-lo desse jeito.

Mas o que poderia fazer? Não tem escolha, não tem escapatória. Seu destino já está traçado, desde o momento em que percebeu que de admiração, Chanyeol passou a ser o motivo de querer viver. Ela não tem escolha.

- Eu não vou fazer a cirurgia... – Consegue controlar o choro, mas lágrimas ainda escorrem de seus olhos. – Eu não quero esquecer Chanyeol, eu não posso viver se eu esquecer.

- Você não vai viver se não esquecer. – O rapaz grita, as pessoas ao redor olham para os dois, mas isso pouco importa.

- Eu não quero esquecer! – Também grita, uma dor sobe por seu peito ainda debilitado por causa da pétala, Duri não quer que ele a veja nesse estado. – Vá embora. – Sua voz sai quase como sussurro, manda-lo se afastar é quase como pedir que levem seu coração embora.

Chanyeol se levanta, limpa o rosto dos vestígios de lágrimas e tenta controlar as que querem sair, não sabe o que dizer, Duri nunca o mandou ir embora, nunca o tratou desse jeito. Ela sempre esteve lá o esperando com um sorriso largo nos lábios, mas agora parecia ser uma desconhecida, não consegue ver aquela garota que sempre o animava e o irritava com brincadeiras insolentes, já não vê felicidade naqueles olhos que sempre o encaravam com tanta firmeza. Ele a vê sumir aos poucos.

- Você não vai morrer, eu não vou deixar! – Ele diz antes de se virar e partir em direção de onde veio.

Duri deixar as lágrimas caírem, é só o que pode fazer. Mesmo sua cabeça dizendo para não se virar e vê-lo partir, ela olha. Um buraco parece se formar em seu peito ao ver aquela garota o esperar na mesma esquina onde ele correu tão desesperadamente para alcança-la. Ela sabe que Chanyeol pertence aquela garota, só ela pode deixa-lo feliz, só ela tem espaço na vida do rapaz alto com um sorriso que aparenta sempre estar pronto para aprontar. Os dois somem de sua vista, levando junto toda e qualquer esperança que Duri poderia ter.

Outra crise de tosse, mais forte. Sente seus pulmões serem arranhados, parece que pedaços deles são arrancados. A dor sob por sua traqueia, juntamente com o que lhe machuca, bloqueando qualquer passagem de ar possível. Pela primeira vez desde que descobriu que tem a doença, sente medo. Pessoas chegam perto para tentar ajudar sem entender o que acontece. Tenta forçar para fora o que lhe rasga, mas parece estar preso em seu interior. A dor é insuportável, sangue sai de sua boca, a tentativa de encontrar um pouco de ar que seja apenas piora a situação. Depois de muito esforço, finalmente ela consegue tossir para fora um botão da flor de lótus pronto para desabrochar. As pessoas que tentaram a ajudar se afastam assustados, não é fácil ver alguém que tem hanahaki, muito menos alguém expelir uma flor. Duri pega a flor nas mãos e a aperta entre as palmas manchando-as de sangue.

- Eu tenho que deixar você ir. – Com dificuldade se levanta e caminha cambaleante para qualquer lugar que não tenha ninguém para assistir seu sofrimento.

Nem mesmo percebe que o Lótus já está completamente desabrochado. 


Notas Finais


Então, se você gostou, deixe um comentário. É bom saber a opinião alheia.
Até mais.
Me perdoem por qualquer erro.


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