História Lótus - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Chanyeol, Drama, Hanahaki, Romance
Visualizações 26
Palavras 1.984
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


O SS está testando minha paciência.
Espero que gostem.

Capítulo 3 - Meio


Fanfic / Fanfiction Lótus - Capítulo 3 - Meio

MEIO.

 

 

´- Chanyeol! – O rapaz escuta ao longe em seus sonhos alguém lhe chamar, mas não consegue reconhecer a quem pertence a voz. – Chanyeol! – Novamente é chamado, dessa vez a voz está mais nítida, está gritando e está desesperada. Mas quem está chamando?

- Chanyeol! – Sua mãe abre a porta bruscamente despertando-o no susto. – Chanyeol, acorda! A mãe da Duri está te chamando, aconteceu alguma coisa com ela...

Não espera que sua mãe termine de falar, pula da cama e desce as escadas cambaleando devido ao sono, somente com a calça do pijama, sem se preocupar com o frio que atinge o tronco nu. A mãe de Duri está parada na porta, chorando desesperada. Ele coloca as mãos sobre os ombros da senhora desamparada.

- Tia, o que aconteceu com ela? – Suas mãos tremem, deseja do fundo do coração que não seja tarde demais.

- Eu não sei, tem flores e sangue em todo o chão, me ajude Chanyeol! – Qualquer um que a escutasse, sentiria o quanto está assustada e com medo.

O rapaz sai correndo em direção da casa da pobre garota, rezando, pedindo a todos os deuses possíveis para que ainda tivesse tempo, para que ela ainda estivesse ali. As lágrimas começam a cair atrapalhando sua visão, mas não para, o asfalto machuca seus pés. Não perde tempo ao chegar na casa, vai direto para o quarto da garota, seu corpo inteiro treme, as lágrimas caem mais grossas.

Duri está deitada no chão de bruços, um monte de pétalas manchadas de sangue espalhadas ao seu redor, cada flor foi destruída. A sangue em sua roupa, mãos, boca. Ele fica imóvel por segundos, seu peito parece vazio, sua mente fica em branco, ela não pode ter ido, ela não pode tê-lo deixado, ele não consegue ver seu futuro sem ela lá para ajudá-lo a tomar as decisões certas, para alegra-lo. Já sem esperança, ele vai até o corpo imóvel, a vira devagar, aproxima com cuidado sua orelha no centro do busto sentindo a pele macia e um pouco gélida, seu coração ainda bate, bem fraco, mas ainda bate. Tenta sentir sua respiração, mas nem um mínimo de ar passa, sua boca está meio aberta parecendo que tentou puxar todo o ar que lhe foi privado. Há uma pétala embaixo de sua língua, ele a remove com cuidado e limpa um pouco do sangue que escorre, abre mais a pequena boca e olha atentamente para dentro da cavidade bucal, percebe que a algo preso ao fundo de sua boca. Tenta limpar como pode as lágrimas que insistem em sair e respira fundo, tem que retirar aquilo. Com mais cuidado, ele insere os dedos dentro da boca da garota indo até o fundo, toca em algo um pouco macio, mas áspero ao mesmo tempo. Tem um pouco de dificuldade para segurar, mas consegue, começa a puxar com cautela para não machuca-la. Está preso, exige um pouco de força para que se desprenda, e quando consegue retirar não acredita que aquilo pode sair de dentro daquela doce e frágil garota. Um botão fechado de uma flor, completamente pintado de sangue. Ele a joga longe, amaldiçoando-a.

Mesmo removendo o obstáculo da passagem de ar, ela não volta a respirar. Ele não pode deixa-la morrer. A ajeita no chão e inclina um pouco sua cabeça para trás, mantém sua boca aberta para que possa levar o ar de volta aos pulmões. Tapa o nariz delicado, inspira o máximo de ar que pode e expira tudo para os pulmões debilitados. Ela não volta a respirar. Faz de novo, e de novo, e mais uma vez, faz até perceber o busto pequeno mover-se para cima e para baixo sozinho. Ela voltou a respirar. Ele por segundos não consegue respirar, deixa todas as emoções que sente naquele momento saírem em forma de gritos e choro, abraçado ao corpo inconsciente. A mãe de Duri observou tudo do batente da porta, incapaz de fazer qualquer coisa, incapaz de se perdoar por não ter conseguido fazer nada. Seu choro é repleto de alivio e culpa.

Ao longe o som da sirene da ambulância ecoa, não demoram muito para chegar. A garota inconsciente é levada as presas, os dois a acompanham. No hospital a única coisa que podem fazer é esperar, uma espera que parece durar anos. Chanyeol segura forte a mão da senhora que o viu crescer, ela treme e chora amargamente.

- Eu sou uma péssima mãe. – Finalmente ela desabafa, está se remoendo por dentro por não ter ajudado sua própria filha.

- A senhora não é uma péssima mãe tia. É uma das pessoas mais maravilhosas que conheço. – O rapaz a consola, não entende o motivo de ela se sentir assim. Puxa a mão um pouco maltratada pelo tempo para perto de seu corpo, a esfregando para aquecer em sua blusa que foi entregue por sua mãe antes de entrar na ambulância.

- Se você não tivesse vindo, ela provavelmente estaria morta agora. Eu não consegui fazer nada, eu fiquei com tanto medo que não consegui fazer nada. – Soluços escapam de sua garganta, ela não consegue aceitar que quase deixou sua filha morrer.

O rapaz não diz mais nada, sabe que não vai adiantar, apenas a puxa para um abraço apertado deixando molhar sua blusa. Talvez ela ficasse melhor se ele dissesse que também ficou com medo, que se forçou a fazer tudo que fez, que se sente culpado por não haver nada que ele possa fazer para salva-la de um jeito que não a machuque, que não a magoe. Mas prefere guardar tudo para si.

O médico aparece, ambos levantam rápido do banco de espera e vão de encontro ao homem que não tem uma expressão boa.

- A senhora é a responsável pela paciente Ahn Duri? – Sua voz parece cansada, deve ser difícil ter que dar notícias aos familiares dos pacientes, sejam elas boas ou ruins. A senhora apenas confirma com a cabeça, apertando mais forte a mão do rapaz ao seu lado. – Nós conseguimos estabiliza-la, felizmente os primeiros socorros que recebeu ajudou muito para que não houvesse danos maiores no cérebro por falta de oxigênio. Foi você que fez a respiração boca a boca rapaz? – Ele olha para Chanyeol, que assente com a cabeça e suspira aliviado. – Parabéns, graças a você ela poderá se recuperar por agora.

- Por agora? – A mãe da garota segura no jaleco branco, sua filha não ficaria bem?

- Bem... – o homem passa a mão pelo rosto, não imaginou que teria que dar a notícia da doença, pensou que já sabiam da situação. - Infelizmente tenho uma notícia ruim para lhes dar. – Ele segura a mão tremula da senhora. – Sua filha tem uma doença séria, e já está avançando para um estágio que provavelmente não poderá ser revertido. A senhora já ouviu falar de Hanahaki byou?

- Já, já ouvi sim. – Lágrimas escorrem de seus olhos, agora faz sentido todas aquelas pétalas e flores espalhadas pelo chão. Como ela nem ao menos desconfiou? Percebeu que sua filha estava estranha, mas quando questionava o motivo de tal mudança, a garota simplesmente inventava uma desculpa qualquer, as vezes uma gripe, problemas na escola, alergia, então julgou que era simplesmente uma fase, coisas de adolescente. Não lhe passou, em nenhum momento, pela cabeça a probabilidade de ser alguma coisa séria.

O médico hesita, seus olhos parecem ficar tristes por um momento. Ele sabe por quanta dor aquela garota tão nova está passando, Não é primeiro caso em suas mãos, lembra-se de alguns pacientes que morreram devido a doença, e também do sofrimento dos que optaram pela cirurgia, mesmo que depois não se lembrem de nada, não pode acalmar o coração aflito por saber que vai esquecer quem ama.

- Ela já está doente há algum tempo. – Chanyeol fala, o olhar que recebe de sua “tia” lhe machuca, é um olhar completamente acusatório.

- Sim, ela já tem essa doença há um bom tempo, e já está começando o último estágio e que infelizmente pode levar a óbito. Seu caso parece ser mais crítico, já que engasgou numa fase em que a maioria dos afetados passam sem grandes riscos.

- Não, o senhor não pode deixar, salve a minha filha doutor! – A mulher agarra nas roupas do médico que a controla do jeito que pode.

- Senhora, precisa ficar calma, se desesperar não irá ajudar em nada. Como a doença está evoluindo, podemos concluir que a forma “natural” de a curar não é possível. A única solução que sobra para ela é a cirurgia...

- Então faça a cirurgia! Não tem problema com dinheiro, eu posso consegui-lo, só faça a cirurgia! – Alterada, começa a gritar e a chacoalhar o homem a sua frente. Chanyeol a segura pelos braços e a puxa para trás para que solte a roupa do homem.

- Infelizmente não é tão fácil assim senhora. É uma cirurgia que envolve alguns riscos, e irá interferir na vida pessoal da pessoa em questão. É contra lei executar esse procedimento sem autorização do próprio paciente, mesmo que ele seja menor de idade, como a sua filha. Nesse caso eu preciso da sua autorização e da dela também. Precisamos esperar que ela acorde.

- E o senhor sabe quando ela vai acordar? – Chanyeol pergunta ainda segurando os braços da mulher chorosa.

- Ela vai ficar sedada por hoje, as flores que expeliu machucou muitos seus pulmões e traqueia, Ficará em observação aqui para vermos como os remédios reagiram em seu organismo. Por sorte ela é uma garota saudável sem histórico de complicações com doenças, hanahaki a debilitou muito, mas não ao ponto deixa-la em estado de emergência, em alguns dias já poderá receber alta e continuar com a medicação em casa se reagir bem. – O homem dá um sorriso acolhedor para os dois na tentativa de tranquiliza-los, mas é óbvio que não faria efeito. – Preciso voltar para lá, quaisquer dúvidas fiquem à vontade para irem até minha sala. Vocês já podem ir até o quarto para vê-la, acho que deixará vocês mais tranquilos se a virem.

Com isso, o homem segue seu caminho deixando-os para trás. Chanyeol sente que não é uma boa ideia ficar sozinho com a senhora no momento, provavelmente iria querer explicações sobre ele saber que Duri estava doente e não a contou. A mulher anda lentamente até os bancos e se senta, deixando toda a frustação sair em choro. Ela não percebeu que sua amada garotinha esteve sofrendo todo esse tempo.

- Tia, me desculpe. Me desculpe. – O rapaz se ajoelha a sua frente, esperando que ela o xingasse e o mandasse embora, entenderia completamente se o fizesse. Mas para sua surpresa, a senhora passa os dedos finos sobre seus cabelos, com um carinho que fez ele não conseguir segurar algumas lágrimas atrevidas.

- Você deve ter tido dias difíceis por causa dela, não é? – Ela já está mais calma, consegue pensar com clareza, Chanyeol não tem culpa alguma nisso.

Chanyeol deita nas pernas da senhora e deixa o choro sair, muitas pessoas já o perguntaram o motivo de se importar tanto com Duri, e ele simplesmente não tem uma resposta. Duri sempre o ajudou nos momentos mais difíceis de sua vida, e ele a ajudou nos seus momentos mais difíceis, é simplesmente um amor que não sabe colocar em palavras, é como uma irmã ou até mais. Pensou no quanto ficaria perdido sem ela, no quanto seria triste não ter sua presença, no que ele poderia fazer para que convencesse ela a desistir de seu amor e ficar ali com ele, crescendo juntos e vendo a vida mudar. Ele sabe que Duri conseguiria seguir em frente, Duri é o tipo de pessoa forte, que leva todos para frente. Era o tipo de pessoa que o teria acordado de uma forma bem diferente em uma manhã de sábado.

Chanyeol decidiu que não a deixaria morrer, mesmo que ele tivesse que morrer em seu lugar.


Notas Finais


Qualquer coisa deixa aqui embaixo o que achou.
Até mais.


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