História Lótus - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Chanyeol, Drama, Hanahaki, Romance
Visualizações 26
Palavras 1.707
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Estou tentando postar esse capítulo desde ontem ¬¬
É uma guerra conseguir postar.
Espero que gostem.

Capítulo 4 - Flores


Fanfic / Fanfiction Lótus - Capítulo 4 - Flores

FLORES.

 

 

O corpo pequeno e desacordado a sua frente o deixa angustiado. Sente fome e uma necessidade enorme de trocar de roupa, já que sua calça está toda manchada de sangue, mas o medo de sair dali e nunca mais vê-la respirando o mantém preso a cadeira ao lado da cama. Ele acaricia os cabelos longos e negros.

- Você disse que iria a minha formatura e dançaria comigo, que iria se formar e iria para mesma faculdade que eu, que iríamos trabalhar no mesmo lugar, que iria se casar primeiro mesmo sendo mais nova, e prometeu que seria minha madrinha de casamento. Que nossos filhos iriam crescer juntos e zombaríamos deles quando começassem a namorar, e estaríamos os dois bem velhinhos no casamento deles. Você acha justo me prometer tudo isso e agora simplesmente morrer? – conversa sozinho esperando uma resposta, a voz rouca e olhos inchados.

- Chanyeol. – a voz acalentadora da senhora o sobressalta – Você está aqui a cinco horas direto, vá para casa descansar, sei que está cansado e com fome.

- Não Tia, eu estou bem. – ele deita a cabeça ao lado da mão garota, a esperança de que ela acorde e comece a bagunçar seu cabelo o toma por completo, mesmo sabendo que isso não vai acontecer.

- Ela vai ficar bem Chanyeol, aqui é um hospital, eles não vão deixar nada acontecer. Vá descansar meu filho, se você ficar doente como vai cuidar dela? – a senhora o segura pelos ombros e o levanta a contra gosto. Ele sabe que ela está certa. – Eu prometo te chamar se qualquer coisa acontecer.

Mesmo relutante, o rapaz alto sai da sala e liga para sua mãe ir busca-lo do telefone público. Não demora muito para que ela apareça. Em pouco tempo já está em casa, toda a tensão das últimas horas é levada pela água quente do chuveiro, sua cabeça parece pesada, seu corpo estraçalhado. A vontade de dormir o consome enquanto come um prato cheio do almoço requentado do dia, reluta em dormir, tem que ficar atento a todo momento esperando por notícias. Conversa um pouco com sua mãe e explica tudo o que está acontecendo, principalmente sobre as formas de curar Duri e a relutância da garota em fazer a cirurgia. Após terminar sobe para seu quarto, não é algo muito bom de fazer quando está com sono, mas precisa ficar sozinho. Tudo volta a sua mente girando como um carrossel velho, daqueles que dá medo apenas de olhar. Duri vai realmente morrer, ela vai realmente deixa-lo sozinho. Esse pensamento o atormenta, voltando e voltando como se cada parte daquele carrossel enferrujado estivesse coberto com isso. Seu peito parece afundar e as lágrimas ameaçam cair, o sentimento de vazio e solidão o comendo aos poucos. Desce as escadas novamente se deparando com sua mãe assistindo à televisão, fungadas baixinhas podem ser escutadas. Ele se aproximas calmamente, senta ao seu e respira para controlar a vontade de chorar, deita a cabeça no colo daquela que lhe deu a vida, não se lembrar quando foi a última vez que fez isso. Ela o acaricia, mas não para de chorar.

- Mãe...

- Sabe Chanyeol, eu vi Duri nascer, vi aquela garotinha crescer cada vez mais travessa, vocês dois sempre colados um no outro, deixando suas mães de cabelos brancos... Agora não sei nem se irei escutar sua voz. Ela é como uma filha para mim, assim como você é para Ahjoong. Isso é tão injusto. – ela soluça enquanto seu filho acaricia sua mão. – Quando você e Duri eram pequenos, Ahjoong e eu sempre pensamos que vocês iriam se casar, planejávamos tudo, até onde seria a lua de mel. – a mulher sorri com amargura e ele a acompanha. O que ela iria dizer se falasse que ele e Duri também faziam isso? – Nós nos esquecemos que vocês têm vontade própria, mas tudo seria tão mais fácil se tivesse acontecido como sonhamos. Agora ela vai morrer por amar alguém quem nem conhecemos.

Chanyeol apenas escutou calado os lamentos de sua mãe, absorvendo tudo. Será que teria sido diferente se ficassem juntos como suas mães queriam? Não há como saber, cada um seguiu seu caminho nesse quesito, mas se ela tivesse se apaixonado por ele, teria a correspondido? Ele a amava, mas como irmã, seria capaz de enxerga-la de outra forma? Talvez, se ele a fizesse se apaixonar por si agora, seria capaz de salva-la? Mas... E Chohee? Não pode se esquecer dela, já chegou a um estágio que não sabe se conseguiria deixa-la. Mas... Seria uma forma de tentar salvar sua amiga. Chohee é uma pessoa importante na sua vida, mas Duri é mais, pelo menos sempre foi até conhecer a outra garota. Chohee alegrava seus dias e é bom sentir como se estivesse flutuando em sua companhia, porém Duri está ali há mais tempo, e sempre deixou seus dias melhores também. Pela primeira vez se sentiu dividido, sempre manteve as coisas bem claras e separadas em sua cabeça, percebeu o quanto é complicado e delicado essa coisa de sentimentos. Não quer abandonar Duri, mas não quer ver Chohee partir. A outra forma de salvar Duri, mas não há outra forma de ficar com Chohee. Seus sentimentos por essa garota não é algo que dá para ser jogado fora, e ele sabe que ela também tem sentimentos por ele que não serão jogados fora. Vale a pena abandonar tudo?

- Filho, onde você vai? – a mulher pergunta assustada quando o rapaz levanta abruptamente e corre para cima.

- Vou decidir o que é mais importante para mim agora. – ele grita e some dentro de seu quarto.

xXx

- Chanyeol. – a voz delicada de sempre o faz tremer. Pensou que talvez ela não viria devido ao horário tardio, a felicidade brota ao vê-la.  

- Chohee... – Olha fixamente para a face calma e alva, é tão linda quanto uma boneca de porcelana, e sente medo de quebra-la. Ele se levanta e a abraça forte inalando seu perfume. A garota mesmo não entendo, o abraça também. O coração do rapaz parecendo que vai explodir. – Chohee...

- Está tudo bem? O que aconteceu? – a garota tenta se soltar sem sucesso, ele a aperta demais. Chanyeol não quer soltar, está sustentando seu mundo nos braços. Se separa aos poucos, focando seus olhos aos delas. Os olhos grandes e amendoados da garota o engolem por inteiro.

- Eu sempre gostei de você, desde que nos conhecemos pirralhos no primeiro ano, eu sempre gostei de você. O único motivo para eu vir feliz para a escola, é porque sabia iria ver seu sorriso, ouvir sua voz. Me desculpe ter demorado tanto para dizer, mas eu queria me tornar bom o suficiente para você, não que eu já seja, mas não posso mais guardar o que sinto. – suas bochechas estão queimando, seu coração parece pular para fora do peito, suas mãos suam e suas pernas tremem, mas tem que dizer tudo aquilo, tem que mostrar o quão forte é o que sente. Seus dedos vão de encontro com o rosto liso e macio, acariciando suavemente a bochecha feminina. – Eu já cheguei ao ponto de poder dizer que te amo.

- Eu... – a garota fica sem palavras, esperou ansiosamente por dias para que ele desce esse passo, esperou tanto que pensou em fazer isso primeiro, porém era covarde demais para fazer isso. – Esperei tanto para ouvir isso... Não sei o que dizer. – Lágrimas caem de seus olhos o deixando atordoado. – Estou tão feliz que não sei o que dizer. Eu... Eu sinto o mesmo Chanyeol. – ela abaixa a cabeça e tenta secar as lágrimas, o rapaz a abraça e dá um beijo em sua cabeça, acariciando seus cabelos.

- Eu espero que você possa me perdoar. – sua voz sai baixa, quase como se alguém estivesse o obrigando a dizer aquilo.

- Te perdoar pelo o que? – ela se afasta confusa, os olhos daquele que ama se enchendo de lágrimas.

Chanyeol não é capaz de dizer mais nada, ela se afastar o mostrou o quão doloroso será fazer o que tem que fazer, o choro começa a se manifestar o impedindo até mesmo de respirar.

- Me desculpe.

- Te desculpar pelo o que? – ela aumenta a voz, não está gostando do rumo que a conversa toma.

- Alguém importante para mim está morrendo aos poucos, eu não posso deixa-la sozinha.

- Mas o que isso impede que nós fiquemos juntos? Eu posso te ajudar, eu posso te apoiar... Eu... Eu não estou entendendo o que você está dizendo! – se desespera, uma sensação ruim toma conta de seu interior. Ele irá abandona-la?

- Eu não posso ficar com você Chohee... – lágrimas e mais lágrimas molham seu rosto, ele sente como se alguém fincasse uma faca bem no meio do seu peito, é uma dor tão insuportável que ele não deseja isso nem para seu pior inimigo.

Ela cambaleia para trás aos prantos, suas pernas fraquejam e se deixa cair no chão, não suporta a dor que sente, não quer mais ouvir. Como pode alguém construir algo por tanto tempo como tinham feito, e de repente tudo acabar assim? Não entende, não sabe se quer entender, só quer que ele diga que é uma brincadeira e a abrace como fez a pouco.

- Chanyeol... Não faz isso, por favor. – suplica. – Por que você me disse essas coisas se vai me deixar? – grita jogando algumas pedras que estavam no chão, não acertando seu alvo.

O rapaz sente seu peito apertar tanto que não sabe se conseguirá respirar novamente. Caminha lentamente até a garota e deposita outro beijo em sua cabeça. A vontade de segurar em sua mão e nunca mais soltar é enorme, mas ele não pode.

- Eu te amo. – sussurra acariciando a bochecha rosada com as pontas dos dedos. – Adeus...

Está vazio, nem mesmo sente suas pernas enquanto caminha. Os gritos da garota implorando para que volte o deixa mais perturbado ainda, o que o faz esvaziar sua mente, deixando apenas um corpo sem alma andando vagamente pela rua.

Seu celular vibra, ele ignora, não quer saber de mais nada no momento. Continua a vibrar, a pessoa que o perturba é persistente, sem vontade nenhuma atende sem nem ao menos ver quem é.

- Duri acordou.


Notas Finais


Bom, me digam o que acharam.
Até mais.


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