História Loucamente Minha - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Amae, Hentai, Loucamente Minha, Sasusaku, Yu-amae
Visualizações 393
Palavras 11.798
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Antes que vocês me matem, fiquem sabendo que o final da fanfic, é uma realidade, era o certo a se fazer, espero que gostem, e... Compreendam.

Capítulo 11 - Onze


Fanfic / Fanfiction Loucamente Minha - Capítulo 11 - Onze

Hinata sabia da dor que sua melhor amiga estava sentindo, e acompanhá-la da mesma forma seria complicado. Sakura precisava de alguém para lhe sustentar, e Ino era a pessoa certa. No entanto, trazer Ino até a casa da rosada agora, seria impossível. Suspirou. Não deixaria sua melhor amiga sem um ombro para chorar naquele momento, como também não a deixaria chorar para o resto da vida. Seguiu a rosada até o quarto e fechou a porta quando entrou. Sakura terminava de deitar-se sobre a cama e se embrulhar. O rosto banhado de lágrimas. Os olhos fundos, sem brilhos. Os lábios sem o sorriso quente. Sakura a alegria de sua vida, trazia felicidade aonde quer que fosse, e no momento, nem parecia à cerejinha da turma, aquela que todos pararam para prestar atenção.

Hinata andou até a cama sentando-se na beirada, passou a mão pelo rosto de Sakura que fechou os olhos sentindo o toque.

— Queria que fosse a mão dele – Sakura sussurrou levando sua mão até a de Hinata e a ajudou com os gestos. – Gosto do toque dele, é perfeito demais. – Disse, e riu de canto, de olhos fechados, imaginando os maravilhosos momentos em que teve aquela palma quente e apaixonada em seu corpo. – Um dia eu disse que estava com medo de acordar e tudo que eu vivi ao seu lado fosse um sonho.

— Sakura...

— Acabei de acordar – Ela abriu os olhos, sentando-se na cama novamente, Hinata olhou para baixo, cabisbaixa com tudo que acontecia. – Acordei no meio de um pesadelo, mas não vou chorar, nem correr para o quarto da minha mãe.

— Sakura, eu estou aqui com você, prometo ficar do seu lado. – Disse a morena, com um sorriso consolador, Sakura riu para ela, feliz em tê-la ao seu lado.

— Obrigada por tudo, mas chegou o momento da gente parar de chorar, Hinata. Preciso desesperadamente ajudar Sasuke e eu vou fazer isso. – Hinata riu. – Naruto me disse que ele tem muitas opiniões infames. Mas eu o farei mudar isso. Eu vou lutar por nós dois.

— Você sabe que tem uma possibilidade absurda de vocês não ficarem juntos. – Sakura concordou. – Quer continuar tentando mesmo assim?

— Embora Sasuke esteja me evitando, e queira correr para longe de mim, sei que ele me ama demais.  E se ele não quer fazer alguma coisa, eu vou fazer. Vou mostrar pra ele, que posso até ser mais nova, mas posso lutar como gente grande. Posso lutar como ele. Ao lado dele. Por ele.

— Estou com você, e Naruto também – Sakura exibiu um sorriso pequeno, e abraçou a melhor amiga.

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Ficar trancado naquele apartamento estava o deixando maluco, seguir as regras de Itachi estava o deixando doido. Como ele podia ficar escondido de todo mundo, enquanto sua amada estaria estampada em todas as revistas e sendo noticia diariamente no jornal da TV? Sasuke passará por momentos difíceis e ele ainda tinha que se perguntar, do porque sofrer tanto por uma mulher? Mulher essa que estava acabando consigo, não que fosse diretamente, mas tudo que a envolvia, no momento, o destruía. Lembrou-se amargurado das palavras de Naruto, que um dia o encheu de ódio, mas naquela época, Naruto tinha razão, ele sempre teve razão, Sakura tinha cheiro de encrenca, e veja só onde ele estava metido agora.

Viu no noticiário que Sakura sairia naquela segunda-feira do hospital e voltaria para casa. O Uchiha pensou bastante, não sabia se ia mesmo, ou se ficava como seu irmão ordenou antes de voltar para Brasil. Não entendia a necessidade que tinham que trancafiar Sasuke. Mas o pior de tudo, é que tinham razão. Até mesmo os moradores do prédio começaram a lhe acusar, e se não tivessem muita classe, com certeza ainda estaria o xingando pelo lado de fora. Na portaria, as pessoas estavam com alguns cartazes apenas lhe ameaçando por tal crime que não havia cometido. Outros pedindo justiça e igualdade. Sasuke ficava puto com tudo, e até fez questão de chamar a policia para tirar todos daqui. Eles foram embora, mas os malditos repórteres não.

Decidiu sim ir ao apartamento de Sakura, queria vê-la pela última vez, sabia que seria a última porque ele realmente se afastaria, não tinha como ficar com ela, não com tanta gente em cima. Sem contar que namorar uma criança, era complicado para si. Embora a amasse a deixaria viver porque Sasuke já tinha “vivido” sua melhor fase, correto? Não, claro que não.

Encontrou Hinata com várias bolsas, tava na cara que Sakura não estava ali, e como seus pais, Kizashi estava a trancando dentro de casa. Que felicidade. Decidiu ficar no apartamento, deitou-se na cama de Sakura, sentindo aquele aroma que tanto amava, se embolou nos travesseiros se lembrando de tudo que aconteceu naquele colchão. Da despedida calorosa, maravilhosa e apaixonante que tiveram, ah, muitos momentos para serem lembrando naquelas cobertas.

O telefone tocou rapidamente, Sasuke olhou em volta sem entender, pegou o telefone em cima do criado mudo inserto se atendia ou não, mas atendeu mesmo assim.

— Por favor, diga-me que não é você Sasuke – Sasuke sentou na cama conhecendo rapidamente aquela voz – Pelo amor de Deus, você tá piorando as coisas que ficar atrás dela.

— Cala a boca, você ainda não sentiu o que eu to sentindo Naruto.

— Nem vou sentir.

— Ah não vai? Deixa só Hiashi ficar sabendo, aí eu quero ver – Resmungou – O que você quer?

— Acabou de chegar um papel aqui que você vai odiar tanto que é melhor vir para cá agora.

— Onde você está?

— Na empresa.

— Que papel é esse?

— Sasuke, amigo, você tem um julgamento daqui a alguns dias, e você é o acusado diretamente.

— Como é que é? – Sasuke levantou da cama subitamente. – Que maluquice é essa?

— O Senhor Haruno cumpriu o que disse, e parece que solicitam sua presença, é o réu, o acusado, melhor dizendo. Sasuke, você tá ferrado, todo mundo tá ferrado, acredita que as empresas decaíram de uma forma inexplicável? Não que eu esteja me importado com a empresa em primeiro lugar, mas não da pra resolver o seu problema e o da empresa ao mesmo tempo, além de que, Kizashi está abusando de seu poder nesse momento. Tá fodendo com a gente.

— Droga! – Sasuke desligou o telefone e saiu daquele quarto, não estava em seus planos enfrentar Kizashi naquela noite, mas ele não podia destruir sua empresa, sua família toda por um ato que apenas ele cometeu escondido de todos. Não, não podia. Sasuke defenderia sua família acima de tudo, e foi com esse intuito que apareceu na mansão Haruno. Kizashi estava na sala, foi mais fácil do que pensou.

As palavras saíram de sua boca, e depois de perguntar por Sakura, teve a resposta que mais odiou, estaria ela trancada dentro de casa? Não podia, pediu por liberdade dela, e para que ele deixasse sua família em paz que descontasse apenas nele, como se já não tivesse o fazendo, mas seus pensamentos, sua força, sua coragem acabou quando ouviu a voz dela. Não pode nem ao menos parar de olhá-la, e notar o quanto ela tinha emagrecido, e que tinha, temporariamente, se descuidado, ele tinha certeza, mas ainda assim, estava linda como todas as manhãs em que acordará junto a aquele corpo pequeno.

Saiu da casa dos Harunos praticamente marchando até seu carro, entrou e bateu a porta com força. Não estava mesmo acreditando que tudo aquilo estava acontecendo, ainda lhe parecia surreal. De repente, pegou-se imaginando o que é que estaria acontecendo, se ele não tivesse voltando a aquela maldita boate? Provavelmente estariam comemorando mais uma parceira com os Harunos depois de uma festa chata que seria acompanhado por Karin. Uma droga! Estaria feliz. Sem processo. Sem Kizashi. Sem... Sakura.

É, valeu a pena ter voltado á boate.

E como valeu.

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Adentrou seu apartamento sentindo o coração bater forte contra o peito, aquela dor não suavizava nem mesmo um segundo, machucando-o da pior forma, como se fosse uma tortura, e que não deixava de ser. Dês que conheceu Sakura, ele tranquilizava-se sobre o corpo dela, dava-lhe uma dose de tranquilizante apenas com um sorriso terno, íntimo, brincalhão, inocente, puro. Aquilo doía até em pensamentos. Deitou no sofá e olhou para o teto, até o seu sofá tinha uma o cheiro dela, e isso o irritava. Irritava ao ponto de querer jogar tudo para o alto e sequestrá-la, certo de que isso só pioraria as coisas. Mas ele não tinha como evitar tais pensamentos, sentia falta de Sakura, e seria um estúpido sem coração se não sentisse.

Sasuke não era aquele pegador nato de todos os tempos, mas quando ele saia a procura de uma mulher, era inegável sua beleza exorbitante sob o olhar das interessadas, bonito, rico, e afim de uma companhia, era rápido achar uma. Satisfazia seu carne, sem emoção, sem amor, sem carinho, apenas isso. Terminava o que tinha feito e ia embora, deixando a mulher e a o dinheiro do motel, era apenas isso. Sakura pareceu ser o motivo de sua existência, sabia que amava porque a moça não saiu de sua mente, e se isso não fosse amor, ele não sabia o que era.

Seu coração disparou quando ouviu a campainha tocar, expirou profundamente antes de levantar do sofá e caminhar em direção à porta. Abriu a mesma com cuidado e manteve a calma ao ver Karin com um sorriso torto e sacolas em suas mãos.

— Alguém pediu comida tailandesa? – Perguntou já adentrando o apartamento. O moreno apenas riu de canto e deixou-a continuar. – Nossa, mas você está com uma aparência horrível, sabia? – Se aproximou dele, passando uma das mãos nos cabelos.

— Obrigado, não me sinto alguém mesmo no momento.

— Mas você é alguém que eu adoro – indagou ela – Vai tomar um banho tá bom, eu vou esquentar essa comida e a gente janta juntos, que tal? – Sasuke continuou calado, olhando para ela. – Sasuke, é sério – Ela o girou e puxou o paletó de seus ombros. – Vamos indo para o banheiro. Eu sei que está doendo, mas no momento, o que você pode fazer, é simplesmente se arrumar, se alimentar, e depois dormir.

Karin adentrou o quarto já arrumado de Sasuke, pois da última vez que esteve ali, destruiu tudo que o fazia pensar em Sakura, e infelizmente, a banheira, o chuveiro, e até mesmo a pia estava no lugar, como tomar banho sem pensar que, alguns dias atrás, ele transava com Sakura em todos aqueles lugares? Karin desabotoou toda a blusa branca e o empurrou para o banheiro, trêmula e desorientada.

Não estava ali para seduzi-lo, e nem ser a seduzida, mas Sasuke era inteiramente lindo, impossível de resistir. Voltou para a sala e pegou a sacola, esquentou a comida toda enquanto esperava pelo Uchiha, arrumou a mesa e assim que terminou de pôr os pratos, Sasuke apareceu, enxugando o cabelo com uma toalha, vestido apenas em uma calça moletom, preto. Deixando seu tórax perfeito à mostra, os braços fortes, o cabelo recém-molhado.

— Pode pelo menos colocar uma camisa?

— To na minha casa – Resmungou, sentando-se. Karin revirou os olhos e sentou na frente dele. O serviu rapidamente e depois se serviu.

— Não se sente melhor depois de um banho? – Sasuke confirmou com cabeça enquanto enchia sua boca de comida. Na verdade, ele nem tinha se dado conta de que estava morrendo de fome, até ele tomar um banho quente e a necessidade de alimento gritar. – O que vai fazer?

Sasuke olhou para ela rapidamente, Karin parecia interessada mesmo em conversar sobre o que ele menos queria. Mas sabia que não podia fazer nada. Karin sempre foi sua amiga, cresceram juntos, e apesar dessa paixão ressentida, sabia que Karin se preocupava muito consigo, agradeceu por isso.

— Agora, comer e depois dormir um pouco. – Karin concordou, ele parecia um zumbi, há dias não dormia. – Depois vou procurar uma forma de me preparar para o tal julgamento.

— Ainda não acredito que Kizashi fez isso. – Contou Karin, mantendo o garfo em frente ao rosto – Eu sabia que isso podia acontecer, claro. Mas vindo dele, logo Kizashi que não gosta de expor sua filha e se limita a fazer isso?

— Foi por ele não expor sua querida filha, que eu acabei entrando nela com vontade. – Karin revirou os olhos.

— Sasuke – Ele a olhou, sério, com a boca cheia – Você disse que ama el...

— Eu amo.

— E disse também – ela prosseguiu, um tanto quanto nervosa. – Que quando a viu, seu mundo virou de ponta a cabeça. Pergunto-me que se você a tivesse visto na festa dos Haruno, sentiria o mesmo? – Sasuke a olhou, uma boa pergunta.

— Sentiria – Respondeu, deixando o prato de lado – O que me conquistou na Sakura, foi o sorriso infantil, os olhos que brilham sempre que me veem. O corpo ajudou, claro, ela é maravilhosa, mas o que me atraiu foi seu sorriso gentil. Acho que se tivesse visto o mesmo naquela festa, seria a mesma coisa, só que as coisas seguiriam bem diferentes.

— Diferentes como?

— Eu não tocaria nela – Respondeu, levantando-se.

— Você se arrepende de ter fic...

— Nunca. – Resmungou assim que saiu da cozinha, Karin permaneceu na mesa.

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Sakura olhou mais uma vez no espelho, não reconhecia sua própria face quase. Constantemente amava se arrumar adequadamente para onde quer que fosse. Era bonita e fazia o possível para parecer mais radiante ainda. Olhou para sua cama onde Hinata terminava de calçar as sandálias. Parecia distraída e calma.

Tinham acordado mais ou menos há uma hora, estavam conversando ainda deitadas na cama quando Naruto interrompeu a conversar com uma ligação. Suspirou encantada, pelo menos Hinata e seu relacionamento estavam evoluindo, e por mais que Sakura quisesse falar alguma coisa sobre isso, se mantinha calada. Sabia que Hiashi, sendo mais louco que seu pai, podia fazer algum mal a Naruto, mas tanto Hinata quanto o Uzumaki sabiam dos riscos que estavam correndo, porque avisar ou importunar o amor deles? Estavam tão felizes.

— Vamos descer? – Hinata ficou de pé atrás dela e Sakura soltou uma risada parecendo feliz. – Parece mais confiante hoje.

— Vou ler uns artigos que pesquisei ontem de madrugada. Preciso ajudá-lo – comentou levantando-se rapidamente.

— Além de confiante, está determinada, essa é a minha melhor amiga – Hinata abraçou-a imediatamente, sorriram, seguiram para a porta, juntas e coladas.

Desceram as escadas encontrando Mebuki lendo uma revista. Assim que viu as duas damas descer, levantou com um sorriso no rosto, como se tivesse esquecido completamente o que houvera na noite passada. Sakura tentou sorrir da mesma forma, mas não conseguia ser ela mesma diante de tanta hipocrisia e falsidade.

— Querida – Mebuki voou para cima de sua filha, abraçando-lhe com força – Tenho uma surpresa para você meu amor – avisou alegremente enquanto a empurrava em direção à mesa posta para o café. Kizashi já estava sentando, lendo o jornal como sempre fazia pelas manhãs. – Kizashi meu amor, ela chegou.

O homem apenas passou a página do jornal e olhou para Sakura, a mesma o fitou raivosamente, querendo desesperadamente gritar com ele outra vez para que deixasse Sasuke em paz.

— Oh, sente-se logo – Mandou Mebuki sentando-a bruscamente na cadeira ao lado de seu pai. Sakura suspirou e olhou para baixo, seu sangue gelou na mesma hora. – A carta da Academia Mundial chegou. – Comemorou Mebuki, animada.

— Nossa! Abra Sakura, veja se você passou – Hinata também se animou. E pegou seu celular deixando-o em cima da mesa, ligaria para sua casa para saber se tinha chegado a sua também.

Sakura ficou olhando para aquele pedaço de papel. As lembranças daquele dia invadiram sua cabeça. Tudo parecia as mil maravilhas: tinha sido acordada por Hinata e sua bela dose de café, estado ao lado da sua mãe enquanto ia para a Academia. Fez uma das melhores apresentações de sua vida, e logo após, Sasuke apareceu, e nunca mais teve paz. A rosada afastou a carta para o lado e pegou uma xícara enchendo-a de café. Hinata abaixou as mãos cruzadas enquanto Mebuki engoliu a seco.

— Não vai abrir para saber se passou ou não? – Kizashi perguntou. Sakura riu de canto e virou-se para ele.

— Será que você não sabe que eu sou uma Haruno? – Sakura botou a xícara de volta na mesa com mais força do que precisava. – Não preciso abrir para saber que passei – Mebuki olhou para o marido. Sakura virou em direção a Hinata – Liga para sua casa e pergunte se sua carta já chegou.

Hinata olhou para os dois presentes na mesa e pegou o telefone. – Com licença.

— Sakura, querida, por favor, seja menos...

— “Seja menos” o quê, mamãe? – Sakura riu para ela, sendo gentil e afiada como uma agulha. – Não é isso que acontece quando se é uma Haruno? As coisas caem em suas mãos sem você fazer esforço algum.

— Você treinou para fazer este teste – Kizashi disse áspero, Sakura voltou sua atenção para ele. – Ou será que não?

— Trenei, mas eu não fui bem – Indagou enquanto comia tranquilamente – Eles sabiam a coreografia que iria fazer e você também mamãe. Sabe que eu errei mais de três vezes, não estiquei os braços o suficiente. Quase torci meu tornozelo e as pessoas me aplaudiram mesmo assim.

— É por que você ótima, mesmo errando.

— Mas não fui ótima para eles, sem contar que depois da minha apresentação, fui abordada por Sasuke. Nós criamos um escândalo e atrasamos os outros testes, eu estraguei tudo somente naquele dia. Se fossem pelas normas da Academia Mundial, eu estava fora antes mesmo de terminar a minha apresentação. Mas como eu sou uma Haruno, estou dentro. E eu não duvido muito que não seja a primeira a ser avisada também.

— Minha carta ainda não chegou – Hinata falou voltando ao seu lugar na mesa – Pedi para me avisarem assim que a mesma chegasse.

— É obviu que não chegou – Sakura olhou para frente, encarando sua mãe, nervosa. – Eu não quero que se metam na minha vida.

— Nós somos os seus pais – Kizashi disse, mas rude.

— Eu odeio esse sobrenome também – Sakura falava calma, comendo tranquilamente, isso assustava até mesmo Hinata que olhava para sua amiga – Queria conseguir as coisas por mérito apenas meu não porque meu pai é o dono da maior parte do país, é mundialmente famoso, rico. Pedi para não mencionarem esse nome, mas falharam. – Sakura levantou da cadeira apoiando-se na mesa e olhou para seu pai – Sabe por que eu e o Sasuke ficamos juntos? Porque eu não disse que me chamava Sakura Haruno, ele me conhecia apenas por Sakura Stuart, e queria muito que todos só me vissem dessa forma. Que me vissem como ele me via; uma garota normal, feliz.

— Sasuke não entrou em nosso assunto – Kizashi levantou o jornal. Sakura engoliu a seco ao ver foto do seu amado estampada ali como se fosse o maior criminoso. Hinata voltou-se para frente para não ver a cena. – Abra a carta.

Sakura pegou a carta em cima da mesa e abriu com raiva, tudo que ela tinha dito, se tornou verídico ao ler a última palavra. Jogou a carta em cima da mesa, passou pela mesma pegando no final, a bolsa de sua mãe que não levantou para protestar. Hinata a seguiu quase correndo e ambas saíram de casa.

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— Sakura – Hinata a chamou assim que pararam no estacionamento – Pra onde vamos?

— Tomar um café de respeito. Comer com eles não me dá conforto – Parou em frente ao carro de sua mãe e procurou pela chave dentro da bolsa. Encontrou-a logo, entrou no carro e deu partida assim que Hinata apertou o cinto. Saíram na rua do codomínio e Sakura tentou manter a calma quando viu dois carros negros lhe seguir até a portaria. – Que maravilhoso – Abaixou o vidro e o segurança se assustou, abriu o portão rápido e deixou que as duas saíssem.

— Estão nos seguindo?

— Claro – Resmungou, irada com essa possibilidade – Faz um favor para mim?

— Claro.

— Sai do carro – Sakura pediu assim que estacionou no meio fio. Hinata a encarou, confusa. – Compra um jornal pra mim, por favor. Eu não posso sair, vou ser atacada por um monte de gente bajuladora. – Estressou-se.

Hinata saiu depressa e atravessou a rua para comprar o jornal. Quando retornou, Sakura seguiu o caminho.

— O que diz aí?

— “Sasuke Uchiha, o herdeiro de toda a fortuna Uchiha, será julgado em duas semanas por abusar da única filha de um dos homens mais ricos do mundo”. Sakura você não precisa saber o resto.

— Termina.

— “Kizashi Haruno acusa-o de seduzir e se envolver com sua filha de apenas dezesseis anos nas últimas duas semanas inteiras. Tudo foi descoberto após um pequeno acidente a qual deixou a de menor presa numa cama de hospital quase louca após ter sido abusada... Várias... Vezes”.

Sakura parou o carro bruscamente, assustando Hinata que gritou. A rosada expirou e pegou o jornal das mãos da morena, terminando de ler toda a manchete. Seus olhos arderam em lágrimas, e indelicadamente, Sakura saiu do automóvel. Hinata ficou imóvel ao vê-la caminhar até a lixeira mais próxima enquanto rasgava todo aquele jornal. As pessoas lhe olhavam rapidamente a conhecendo, claro. Sakura jogou o jornal rasgado no lixo – ou pelo menos as metades dele – e chutou a lixeira. Respirou fundo e olhou em volta, as pessoas lhe fitavam com pena, e outras com um interesse, era notório.

— Eu odeio tudo isso – murmurou voltando ao carro. – Vamos comer.

— Sakura, vamos se acalmar primeiro. – Sakura respirou, parando em frente a uma lanchonete. Ambas olharam para os lados para ver se não havia algum fotografo. Hinata foi a primeira a sair e entrou na lanchonete, comprou o lanche das duas e voltou para o carro, o menos queria no momento era ter que aturar paparazzi ao algum pior. – Tá tudo complicado, não acha?

— E como está. – concordou enchendo a boca de batata frita – Quero que tudo isso acabe logo. – Falou e olhou para Hinata – Vamos para uma biblioteca ok? Quero ler uns livros antes desse tal tribunal, acredito que eu seja uma das testemunhas, e é com isso que vou deixar todos a par da verdade.

— Fico feliz que você esteja levando isso muito bem – Hinata comentou olhando para o celular – Sasuke não está bem. – Sakura a olhou ligeiro – Não come, não dorme, e espera que tudo dê certo depois.

— Naruto? – Sakura mencionou o nome do namorado da melhor amiga com esperança, e uma pergunta silenciosa.

— Sim. Naruto está com ele...

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— Hinata está com ela. – Naruto disse sentando-se a frente do melhor amigo que agora, procurava alguma coisa entre os livros – Ela está pensando em você.

— Claro que está – comentou dando de ombros. Sakura era sim importante para ele, mas naquele momento, ele só conseguia pensar em sua liberdade. Estava pesquisando mais sobre o seu caso, leu todos os documentos que tinham o conteúdo de seu processo e o das empresas. Itachi tinha voltado para lhe ajudar, e trazido seu advogado para ajudar em alguma coisa. Não que o tal Carvalho fosse bom em Inglês, ou alguém fosse por o bastante para debater em português, mas estava disposto a ajudá-lo.

— Em todos os termos, Kizashi irá pagar uma quantia muito grande de multa por quebrar os contratos. – Itachi dizia enquanto andava pela sala de um lado para o outro. – Em todos os pontos, Sasuke, quem vai sair perdendo, são eles.

— Isso – o advogado confirmou com um sorriso triunfante. Sasuke deu um meio sorriso e passou a mão na cabeça logo se deitando no chão onde estava sentado. – Mais alguma coisa?

— A gente está esquecendo uma coisa muito importante. – Sasuke sentou outra vez e pegou o jornal em cima da mesinha – O assunto do processo é o meu antigo relacionamento com a Sakura, não sobre as empresas.

— Antigo? – Itachi murmurou mais alto do que poderia, Sasuke apenas revirou os olhos – Olha, tem uma coisa que eu preciso contar – Sentou ao lado do Sasuke que manteve sua atenção presa ao irmão. – Eu fiz um acordo com Kizashi.

— Acordo? Que acordo?

— Que se você ganhar Sasuke, a Sakura é sua. – Sasuke endireitou o pescoço. – Se perder, as empresas Uchiha, é dele.

— Você ficou maluco? Quer dá a minha empresa para aquele homem?

— Você não vai perder Sasuke. – Itachi levantou outra vez caminhando pela sala, fechando todos os livros que tinham conseguido até aquele momento. – Não fez nada de errado, além de limpar sua imagem, ter o pedido de desculpas em publico dele, ainda vai ficar com a Sakura.

— Não posso namorar uma criança.

— Ela não é uma criança – Naruto gritou do outro lado da sala, ainda com o telefone no ouvido – Sakura é uma adolescente entrando na juventude, e caralho, ela tem uma cabeça excelente.

— Desliga o celular – Sasuke mandou – Não preciso dos comentários da sua namorada.

— Não quer? – Naruto deu um sorriso presunçoso e andou até Sasuke estendendo o celular – Fala com ela.

— Ela quem? – Sasuke hesitou em pegar o celular.

— Com a minha namorada. – Jogou o telefone nele enquanto dava as costas.

Sasuke muito a contragosto levou o celular ao ouvido direito e expirou antes de falar: — Oi.

— Você não sente nem um pouco de remorso? – A voz de Hinata estava mais fria e madura, Sasuke deixou sua cabeça cair sobre a mesa de cento – Sakura está dando duro para te ajudar, você sabe que ela não está bem com os pais e todas as vezes que se encontram, brigam. Não estou colocando toda a culpa em você, mas acontece que é deprimente ver minha melhor amiga chorar sozinha e depois lutar contra o mundo por uma pessoa que se diz um homem vivido, mas não consegue nem ao menos reconhecer o amor que tem.

— Não pedi para ela lutar contra o mundo.

— Você também não pediu para invadir a vida com ela toda a sua beleza e trazer um problema para os dois. Ambos são culpados, Deus é testemunha de quantas e quantas vezes eu disse para ela contar a verdade. Mas não estamos procurando nenhum culpado. Só quero que entenda, que Sakura não é uma criança, na verdade, você sabe disso, só não parece mais acreditar. Tira a venda dos olhos e começa a lutar pelo amor que você sente por ela, não vou deixar Sakura entrar nessa guerra sozinha se você não fizer o mesmo.

Sasuke tirou o celular do ouvido jogando em cima da mesinha novamente, levantou com as pernas bambas ao ouvir as palavras de Hinata. Por mais insistentes, repetidas e irritantes que fossem nunca deixariam de está certas.

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— Pai – Sakura entrou no escritório do pai assim que o viu chegar em casa, Kizashi tirou o paletó e fitou sua filha, parada no meio da sala – Você não pode cancelar nada com os Uchiha – O homem revirou os olhos. – Sério. Você estava tão feliz em se juntar com o senhor Fugaku. Não acho justo.

— Sabe o que também não é justo?

— Eu não estudar para me tornar sua sucessora, não é? – Kizashi perdeu o sorriso, ficando incrédulo, levantou da cadeira que havia sentando quase desesperado. – Sinto muito por me negar a isso.

— Filha... Isso seria um sonho. Eu só tenho você, sua mãe decidiu ter apenas uma filha. Eu já tive tantos pensamentos bons. Queria casar você com um homem capaz de administrar nossas empresas quando você disse que queria estudar para outros fins.

— Me casar com um cara capaz de administrar nossas empresas? – Sakura quis ri, cruzou os braços. – Isso até soaria como uma coisa ridícula, se eu não conhecesse o homem certo para isso. – Kizashi fechou a cara novamente, como se o espetáculo tivesse terminado na hora errada. – Sasuke.

— Nem pensar – Vociferou. – Nem em um milhão de anos.

— Soube que você fez uma aposta com Itachi, e se ele ganhar, eu vou me casar com o Sasuke. Ele cuidará das nossas empresas e você vai ficar calado.

— Você é nova.

— Sasuke tirou minha virgindade, quem iria me querer além dele?

— Sakura – Kizashi voltou a sentar. Sentindo seu corpo tremer e seu coração acelerar. Sakura ainda era sua criança, seu bebê, nem ao menos tinha visto crescer e agora proferia com todas as letras que não era mais virgem. – Parece que foi ontem quando eu ensinei você a dar os primeiros passos.

— Também foi ontem que você acordou e reparou que eu cresci e não sou mais uma criança. Papai, é injusto você acusar Sasuke de uma coisa que ele não fez, de algo que eu também errei. Se ele for condenado, eu também quero ser, sou tão culpada quanto ele.

— Sakura, você também tem que entender o meu lado – a rosada deu um passo à frente – É difícil eu descobrir que um homem como ele tenha dormido com o meu bebê, minha única filha. Acontece que para mim você ainda não cresceu.

— Isso é porque você não acompanhou meu crescimento. – Kizashi ficou mais sério – Sempre que eu procurava por você, estava em reuniões e nunca podia sair, você perdeu todos os dias dos pais na minha escola e sempre estava ocupado, eu não via você nem nos almoços de domingo, é por isso que você não me viu crescer.

— Não é bem isso.

— Não é bem isso? Papai você descobriu que eu sair de casa quando eu já ia fazer três meses. Que droga de pai é você?

— Não fui um bom pai, admito. E talvez seja por isso, que você se tornou uma garota tão mal criada.

— É, deve ser por isso mesmo – Ela virou de costas para sair, mas antes de dar o primeiro passo para a sala, voltou-se para seu pai – No julgamento, tudo se resolverá, não é? Então, nos vemos lá.

***

Duas semanas depois.

***

 

Sasuke não estava lá tão feliz com o que acontecia, mas fingir que não se encontrava alegre por saber que tudo aquilo não passava de um pequeno contratempo para voltar a sua posição, lhe confortava. As pessoas presentes pareciam mais curiosas que o normal. Kizashi havia permitido que a impressa fizesse uma analise ao vivo do julgamento, achava ele que sairia ganhando, além de que, envergonharia todos os Uchiha, essa seria sua vingança, e dessa forma, mostraria a todos o que aconteceria se outro chegasse perto de sua família.

Como melhor amigo e uma das testemunhas, Naruto estava ali ao seu lado, agradeceu por isso. O loiro apesar de ter seus defeitos, ser escandaloso e idiota às vezes, era o melhor amigo que qualquer pessoa sonha em ter. Os olhos azuis rapidamente capturaram Hinata quando a mesma chegou à sala que aconteceria o julgamento, estava vestida para a ocasião, com um preto até os joelhos e saltos, formal demais, mas ainda assim, perfeita aos seus olhos, sexy como sempre foi. Vê-la vestida assim parecia uma brincadeira irônica, comparado ao que ela vestiu a duas noites atrás para dormir consigo.

Sem notar os olhos atentos de todos, ele caminhou na direção dela, sem nem prestar atenção em seus movimentos. A Hyuga sorriu nervosa, mas o cumprimentou mesmo assim.

— Que bom que veio – Ele disse.

— Porque eu não viria? Sou testemunha a favor do Sasuke.

— E Sakura? – Perguntou se aproximando mais um pouco, Hinata quis ri quando sua mão subiu para o pulso, tocando-a delicadamente.

— Estar vindo com seus pais. Eles acham que ela irá ficar do lado deles. Sakura vai ajudá-lo.

— Nós sabemos – Os dois se olharam com mais paixão, era tão visível para qualquer um que entre os dois tinha algum envolvimento.

— Hinata – Hiashi limpou a garganta e Naruto se afastou com uma velocidade incrível, cumprimentou o homem e deu as costas indo embora. – Este rapaz me cheira e encrenca – Hinata encarou seu pai que olhava fixamente para Naruto.

— Não pense besteira papai. – Hinata cruzou os braços indo para seu lugar. Hiashi assistiu Naruto voltar para seu lugar logo ao lado de Sasuke e Itachi.

Já havia desconfiado daquele olhar malicioso no dia em que o viu no hospital com Hinata, e agora estava ele novamente. Ah, mas com Hiashi as coisas seriam bem diferentes se aquele homem tivesse com sua filha.

.

.

.

 

— Está nervoso? – Sasuke olhou para o loiro que com o olhar de desdém.

— Estou calmo, você é quem está nervoso – O loiro riu sem graça – Não estou pronto para vê-la.

— Não consegue olhar para ela sem demonstrar seu interesse?

— E você não abre a boca para falar algo útil.

— Peço silêncio a todos. – Um homem parou em frente a todos, sério, o olhar frio e bem vestido – Vossa excelência está prestes a entrar – Pediu com delicadeza e rapidamente todos estavam sentados e calados.

O juiz entrou com seu olhar áspero para cima de todos, sentou-se em seu lugar e bateu o martelo pela primeira vez, assustando a todos.

— Que levante o acusado – Mandou. Naruto desviou o olhar sentindo seu peito bater com força, não era para está tão nervoso, porém, tinha medo pelo o que podia acontecer com seu melhor amigo e irmão.

Sasuke ficou de pé e vários múrmuros foram ouvidos, o juiz bateu novamente o martelo, pedindo silêncio. Todos da sala, o obedeceu.

— Vamos começar o julgamento.

Sakura olhava diretamente para o rosto de Sasuke, queria entendê-lo e até mesmo decifrá-lo, mas para seu desgosto, nem para ela, ele quis olhar. Desde que entrou, Sakura tinha buscado de todas as formas chamar sua atenção, mas Sasuke, estava simplesmente a evitando, propositalmente.

Olhou para suas mãos em cima da coxa, agora que ele pretendia evitá-la? Depois de várias noites e amor, e confissões apaixonadas? Ele não podia fazer isto com ela. Não podia mesmo.

Ele estava vestido de terno escuro, o cabelo bagunçado e sexy, como da primeira vez que o viu. Seu desejo de puxá-lo voltou rapidamente. Era impossível não se lembrar dos momentos ao seu lado, ou debaixo dele. Gemendo seu nome, se entregando ao que parecia uma paixão sem fim, que de uma hora para outra, se tornou um vazio, um solitário e sofrido, pelo menos, era assim que se sentia.

— Kizashi Haruno – o promotor chamou-o.

O Haruno ficou de pé, Sasuke manteve seu olhar para frente, não podia olhar para os lados, ou até mesmo para Sakura que estava próxima, por mais impassível que quisesse parecer, ele sentia a presença dela, seu calor, seus desejos e até mesmo podia, ou imaginava ouvir, seus resmungos frustrados por ele não olhá-la. Se fizesse isso, se descontrolaria.

 — O senhor será o primeiro a depor contra Sasuke Uchiha, o acusado – disse, e encaminhou o Haruno até uma cadeira, onde sentou ajeitando o paletó e encarou o promotor que trazia uma folha de papel nas mãos – Senhor Haruno, erga a mão direita – pediu, o Haruno obedeceu – Você promete falar a verdade, apenas a verdade, nada mais que a verdade? – Kizashi concordou com um aceno de cabeça.

— Eu prometo – disse mais firme, o promotor virou para o juiz.

— Este é Kizashi Haruno, pai da vitima. Está depondo contra o réu. – anunciou para todos os presentes e se afastou, dando visão para Itachi, ele defenderia seu irmão. – Este é Itachi Uchiha, o advogado de defesa do réu. – terminou indo para trás de Kizashi e sentou em seu lugar.

Itachi pegou uma folha de papel, a qual já estava preparada para a ocasião.

— Então senhor Haruno, com qual frequência você falava com sua filha? – Kizashi encarou-o de canto, ajeitou o paletó e olhou para Sakura.

— Semanalmente. – Respondeu. aquilo não deixava de ser verdade.

— Não sabia que sua filha estava namorando? Nem menos previu isso?

— Minha filha não estava namorando ninguém, o que foi mais fácil para ele – acusou Sasuke e o Uchiha riu, encarando o rosto do seu quase sogro.

— Ainda não chegamos nessa parte, senhor Uchiha... – Itachi riu de canto – Faz quanto tempo que sua filha mora sozinha com suas amigas?

— Eu protesto – o advogado de Kizashi levantou, chamando atenção – As perguntas do advogado não são coerentes ao que viemos tratar – o juiz negou apenas com um aceno.

— Voltando – Itachi releu a folha – Porque deixou uma menor morar sozinha com suas amigas?

— Eu faço de tudo para agradar a minha filha.

— Faz tudo para agradar a sua filha? A senhorita Haruno gritou a todos que nunca foi tocada contra a vontade por Sasuke, e ainda assim, o senhor nos trouxe até aqui. – Deu uma risada – Imagino que a imagem de um pai que realmente se importa com sua filha, nunca, jamais, a deixaria sair para viver uma vida adulta, exatamente aos quinze anos de idade.

— Minha filha é responsável e eu confio nela – retrucou ficando sério demais.

— Confia? E porque não pôde acreditar quando ela lhe contou a verdade a respeito de Sasuke?

— Não vou mais responder suas perguntas – resmungou ficando irritado. Itachi riu e fechou a folha.

— Não tenho mais perguntas, esse caso já está praticamente encerrado – deu as costas. Kizashi xingou baixo.

Anotação um: Sakura tinha quinze anos quando se mudou para um apartamento com Ino e Hinata.

— Senhor Juiz, se me permite – O promotor voltou e parou na frente de Kizashi – Faz quanto tempo que o senhor sabe a respeito do caso deles?

— Poucas semanas.

— Diz em vários jornais que Sakura Haruno tem um problema no coração, e quase ficou louca por causa do réu. O que você fez para ajudá-la? – Kizashi olhou para Sakura que desviou o olhar, Mebuki fez a mesma coisa.

Anotação dois: Eles prenderam Sakura dentro de casa quando descobriram tudo, deixaram-na em cárcere privado contra sua vontade.

— Impedir que se aproximasse dele novamente. – O promotor anotou mais alguma coisa e virou para o juiz.

— Por mim, o senhor Kizashi Haruno, testemunha de acusação contra o réu, está liberado. – O juiz concordou, e Kizashi voltou ao seu lugar, sem nunca tirar os olhos diretamente de Sasuke, estava com ódio do Uchiha e este crescia cada vez mais – Permita-me chamar, Mebuki Haruno, mãe da vítima, testemunha de acusação do réu.

Mebuki levantou ajeitando o cachecol em seu pescoço, respirou fundo antes de andar até onde seu marido estava sentando. O promotor repetiu o juramente e ela concordou.

— Bom dia, senhora Haruno – Itachi cumprimentou a mulher com um sorriso no rosto – Percebo o quanto é bela. Sakura tem a quem puxar. – riu – O que você tem a dizer sobre o que houve com sua filha?

— Foi algo terrível, minha garotinha foi... É horrível. Exijo que o culpado seja preso. – Olhou para Sasuke.

— Sua garotinha pequenina, frequentava boates altas horas da noite, porque não a impediu? – Mebuki encarou Sakura, agora ficando mais séria – Que tipo de pais liberam sua filha para uma boate a meia noite? Para ser visada e tocada por seres desconhecidos, ficando a mercê de qualquer estuprador, e até mesmo, alguém em que ela podia confiar e se deixar levar?

Anotação três: Mebuki e Kizashi desconheciam de suas idas a boates nas altas horas da noite.

— Eu não sabia que ela frequentava boates.

— E porque não? Você é a mãe dela, e ela, tem apenas dezesseis anos – repetiu com gosto, da mesma forma que Kizashi fez em sua sala jogando em sua cara que Sasuke tinha abusado de sua filha de dezesseis anos. – O que tem a dizer?

— A gente não tem o relacionamento muito bom, e quando ela foi embora de casa, eu deixei porque era o que ela queria. E eu sempre faço tudo pela minha filha.

— Quase tudo, senhora Haruno – Itachi virou a pagina da prancheta em sua mão – Onde estava a senhora quando Sakura foi vitima de uma tentativa estupro, pela primeira na Academia em que freqüenta?

— O quê? – Mebuki quase saltou da cadeira. Itachi fechou os olhos, querendo muito jogar na cara daquele pessoal todo, o quão bons eram os pais de Sakura – Eu não sabia disso.

Anotação Quatro: Mebuki e Kizashi não sabiam de Kabuto.

— É claro que não. – Sasuke resmungou de onde estava chamando atenção da mulher.

— Ela nunca me contava nada. E na noite em ela apareceu na minha casa toda marcada eu sabia que tinha acontecido, mas eu não perguntei e ela não me disse. – Soltou.

— Marcas? Que marcas? – O promotor se meteu. Itachi lhe lançou um olhar e o homem riu e sentou-se – Entendo.

— Para uma mãe que é totalmente preocupada com sua filha, é impossível ver marcas no corpo dela e não perguntar sobre nada. – Mebuki abaixou a cabeça – Terminei.

O promotor voltou a ficar de pé e parou na frente de Mebuki, encarou a face vermelha da mulher.

— Porque você e sua filha não se dão bem?

Anotação Cinco: Sakura era ignorada pelos pais até Sasuke aparecer.

— Minha filha dedicou seu maior tempo para a dança e a amigas, não deixou brecha para mim e nem para seu pai.

— Limitou sua atenção apenas a isso porque vocês não souberam dividir sua atenção com sua filha. – O promotor falou, olhando diretamente para a folha de papel em suas mãos – Mesmo que quisesse fazer tudo o que sua filha deseja, nada explica o fato de você ter a deixado sair de casa tão cedo.

— Ela é responsável.

— Ela é uma adolescente. – Terminou, voltando a olhar para o juiz. – Pode voltar, senhora Haruno. – A mulher levantou, desceu o degrau olhando diretamente para Sasuke que olhava para outro lugar. – Vamos ouvir as testemunha de defesa. – Sasuke olhou para o promotor. – Hinata Hyūga – a morena levantou ao lado de Sakura, deu um sorriso para a amiga e foi até a mesma cadeira, sentou e sorriu para Sasuke. Hiashi estreitou os olhos quando ela riu para Sasuke e depois para Naruto, e encarou o promotor – Está é Hinata Hyuga, testemunha de defesa. – anunciou e deixou tudo para Itachi.

Depois de fazer o juramento, ela se ajeitou e olhou fixamente para o advogado.

— Há quanto tempo você conhece Sakura Haruno?

— Desde quando eu tinha dez anos.

— Seus pais sabem de sua amizade?

— Sim. Sakura me visitava todos os dias depois da escola. – Falou sério.

— Quem teve a ideia de mudar para um apartamento?

— Eu disse que ia morar sozinha, tive problemas com o pai e desejei isso. Estava completando dezessete anos e contei para Sakura, ela perguntou se podia ir comigo e eu disse que sim.

— Por quê? – Hinata riu achando graça das perguntas de Itachi.

— A Sakura vive um inferno em sua casa. Os pais dela a ignora completamente. Por que você acha que ela preferiu morar no apartamento pequeno com mais duas pessoas, a mansão dos seus pais com todo o conforto do mundo?

— Eu protesto – o advogado de Kizashi reclamou.

— Protesto negado. – o juiz nem olhou para o homem.

Itachi riu para Hinata, causando ciúmes em certo alguém.

— Na noite em que Sakura viu Sasuke pela primeira vez, você estava presente?

— Sim! Eu estava. Na verdade, estávamos fugindo de Kabuto, e Sakura esbarrou em Sasuke sem querer. Sabe, rolou uma química bem legal, e na noite seguinte. Ele a salvou.

— Salvou de quê?

— Kabuto, é um homem nojento e Agr... Ele já tentou agarrar Sakura inúmeras vezes, e em uma dessas vezes, Sasuke ajudou Sakura, deu uma lição no homem e a levou para se acalmar.

— Onde foram?

— Não faço ideia. – Sakura riu exibindo as lágrimas em seus olhos – Mas no dia seguinte, eu a vi radiante, feliz e completamente leve, muito bem. Animada.

Anotação Seis: Depois de uma tentativa de estupro de Kabuto, Sakura sofre fortes dores no coração, por esse motivo, fica vários dias presa no hospital. Ela tem problemas no coração justamente por causa desse homem e Seus pais não sabiam.

— Apenas isso?

— Contou também que teria seu primeiro encontro, Ino, nossa outra amiga, deu para trás, e disse que seria uma burrada, eu incentivei e até á ajudei a se arrumar.

— Meritíssimo – Shikaku, o advogado da família Haruno pediu a palavra, e foi concedida. Ele andou até Hinata e parou ao lado de Itachi – Porque incentivou sua amiga a sair com um desconhecido?

— A partir do momento em que Sasuke a salvou duas vezes da mesma pessoa que quis fazer mal a Sakura, já não é mais um desconhecido. – resmungou rígida.

— Quando ela voltou desse encontro, como estava? – Shikaku perguntou, Itachi olhou para Sasuke a procura de perguntar apenas com os olhos se eles tinham feito alguma coisa, Sasuke negou.

— Feliz – respondeu Hinata. – E nos dias seguintes, ela permaneceu desse jeito, até da à louca nos pais dela e eles resolveram vir atrás.

— Terminei – Itachi deu as costas sorrindo. Shikaku jogou os papeis em qualquer lugar.

— Senhorita Hyuga – o promotor voltou – Onde a senhorita estava quando Sasuke apareceu na Academia onde a vitima fazia sua apresentação?

— Ah, eu estava em casa com Naru... Ino, e não cheguei a tempo – Hinata tremeu e mordeu o lábio.

— Não chegou a tempo de ver a apresentação da sua melhor amiga? – o promotor perguntou mais sério.

— Você sabe o que é confiança? – O promotor voltou sua atenção para a prancheta – Sakura é uma dançarina maravilhosa, não precisava de plateia para brilhar, ou qualquer outra coisa. Apesar de ser importante, não era a apresentação que eu queria assistir de Sakura. – A rosada riu de onde estava. O promotor liberou a jovem.

— Pode ir – Hinata levantou com uma empolgação no seu peito, uma sensação de dever comprido. – Próxima testemunha de defesa, Naruto Uzumaki. – O loiro levantou de trás de Sasuke, andou quase se borrando de medo, mas não por esta fazendo alguma coisa errada, e sim porque não queria ver seu melhor amigo encrencado. O promotor fez o juramento e se sentou no seu lugar, deixando a testemunha aos cuidados de Itachi Uchiha.

Sorrindo, Itachi parou na frente de Naruto, o conhecia há tanto tempo e não esperava está fazendo aquilo com um grande amigo da família, quase como um irmão.

— Já sabemos que foi você que levou Sasuke Uchiha até a boate onde ele viu Sakura pela primeira vez.

— Nem ousaria descordar – Se ajeitou na cadeira – Sasuke, antes de conhecer sua donzela, não saia do escritório para nada. Do trabalho para casa e de casa pro trabalho. Eu fiz ele mudar de ares, quero dizer, eu convidei ele par sair e o arrastei para meu carro, cheguei na boate sem ele saber e só pra deixar claro, ele odiou aquilo.

— Tenho certeza que sim.

— Sasuke não é aquele tipo de homem que vive em farras. Tive que pedir com muito carinho para ele entrar comigo. Fomos para o bar e pedimos algumas bebidas, e quando eu menos imaginei, uma mulher, deslumbrante, parou quase ao nosso lado – Sakura olhou para Hinata, tentando lembrar-se disso – Pediu duas águas e sumiu, eu vi pouca coisa, mas o pouco que vi me atraiu. Sasuke já olhava quase babando pela mulher de cabelo rosa – Sasuke estufou o peito, ele bateria em Naruto quando aquilo terminasse.

— E depois? – Itachi perguntou, sabia que Sasuke bateria em Naruto, e ele, claro, puxaria o saco do irmão.

— Depois perguntamos quem era ela, e disseram que era apenas uma garota que gostava de dançar. Era almejada, desejada por todos daquele lugar, mas nunca tinha saindo com nenhum homem. Quando fomos embora, porque Sasuke realmente odiou aquele lugar, encontramos a saída lotada, eu me distanciei de Sasuke, e quando voltei a vê-lo ele parecia desesperado, procurando por alguma coisa, ou alguém. Voltou minutos depois com um sorriso de orelha a orelha, e eu nem sabia por quê.

— Entendo – Itachi olhava para sua folha, anotando os pontos que mangaria de Sasuke mais tarde. – E depois?

— Na manha seguinte, Sasuke me deu a pior reunião de todas, e me falou que voltaríamos à boate. Já estava na cara que ele sentia alguma coisa, nem se concentrar direito no trabalho ele conseguia. E eu tive que curtir com sua cara.

— Será que você pode pular para a parte em que Sasuke e Sakura estavam juntos? – O juiz perguntou, tão ansioso quanto todo mundo.

— To chegando lá meritíssimo. No dia seguinte, a ida na boate novamente, eu fui acordar ele porque estava muito curioso, e Sasuke me falou coisas que me deixou até sem ação. Sasuke nunca foi carinhoso, ou o tipo de homem que fica babando por uma mulher, mas quando ele viu ela – Apontou para Sakura – Ele derreteu completamente, me peguei ajudando Sasuke a escolher o melhor restaurante de todos para agradar ela. Ele só queria agradar. Depois disso, fiquei maluco quando ele me levou para vigiar Sakura só porque ela desmarcou um encontro com ele.

— Perdão – o promotor se anunciou? – Estavam vigiando a vitima?

— Não exatamente. Eu sabia que Sakura era encrenca, e aceitei ir porque ele me deu o carro dele, que afinal, ele a deixou dirigir antes de mim, que sou seu melhor amigo. E quando a vimos descer a escadas daquela academia junto com um ruivo, Sasuke pirou. A seguimos mais a frente e entramos na lanchonete que eles estavam. Depois, Sakura foi conversar com ele, e quando eu procurei pelos dois, não vi mais.

— Onde eles tinham ido?

— Quando a noite chegou, Sasuke me ligou me mandando ir para sua casa, e eu fui porque sou o amigo de todas as horas – algumas pessoas riram, inclusive, o juiz – Aí, vem à parte mais chata, certo? – Ele encarou Sakura que balançou a cabeça, já começando a ficar corada – A Sakura era virgem e tal, e ele ficou maluco quando notou o sangue no lençol, quando percebemos sua pureza, Sasuke caiu no chão completamente satisfeito, e mesmo que ele negue, já estava mais do que apaixonado pela menina.

— É uma linda estória de amor. – Shikaku falou, se levantando – E quando foi que começou as brigas? E as marcas no corpo de Sakura?

— As únicas marcas que eu vi, foi as de cinco unhas muito exigentes marcadas do começo ao fim nas costelas de Sasuke – Hinata gargalhou chamando atenção, mas logo tossiu se recompondo – Acredito que as marcas de Sakura são de noites a fio de puro sex...

— Chega Naruto – Itachi pediu. – Responda a pergunta dele.

— E as brigas, apareceram quando eu abri minha boca na hora errada. Sasuke estava no Brasil quando contei sobre o exame que ela faria para a academia, Ino me avisou que seria uma merda, mas mesmo assim eu segui a diante.

— A Ino sabia? – A voz de Sakura chamou atenção de todo mundo, menos de Sasuke. – Porque ela não contou?

— Onde está Ino Yamanaka? – O promotor perguntou.

— Ino fugiu com o namorado – Hinata quem respondeu – Ligou apenas para dizer que está feliz, e que Sasuke é inocente – Naruto riu, seguindo algumas pessoas.

— Voltando aqui – Naruto chamou atenção – As brigas iniciaram quando ele descobriu que ela era uma criança, ele ficou doido porque a ama, e em seus pensamentos, jamais poderia dormir com uma criança, e estava justamente fazendo isso. – respirou – Quando Sakura foi trancada no hospital, ele ligava toda hora perguntando se ela estava bem, se tinha acordado e até chorou com medo de algo pior acontecer.

— Naruto – Sasuke resmungou.

— Não me cale... Vou contar mesmo até que depois de expor toda a sua linda estória de amor com Sakura para seu pai e irmão, ele destruiu o quarto onde dormiu com ela por algumas noites. Acordou como um zumbir no outro dia para o trabalho. – Se remexeu na cadeira – O interessante dessa estória, é que todo mundo está apenas preocupado com o coração da Sakura, com a situação da Sakura, e esqueceram que eles viveram um romance juntos. Não é apenas ela que está sofrendo, antes de vir pra cá Sasuke chorou porque não agüenta viver sem ela. E acho uma puta sacanagem impedirem esse amor. E daí se ele é mais velho? O importante é os dois se amarem.

— Chega! – Kizashi praticamente rugiu de onde estava.

— Obrigado Naruto – Itachi deu um sorriso para o loiro que levantou depressa.

— Sakura Haruno, por favor... – O promotor a chamou com um sorriso acalentador, o que não passou despercebido por Sasuke que cobriu os lábios para não xingar aquele homem. – Seja bem-vinda. Pode se sentar? – Ela obedeceu e ele começou o juramento, Sakura, assim como o Uchiha a sua frente, o ignorou por alguns segundos enquanto estava de mão levantada. Respirou fundo e molhou os lábios antes de encontrar o olhar dele. – Sakura Haruno, a vítima. Está com a palavra, senhorita Haruno.

— Obrigada! – Itachi parou na frente dela, e Shikaku mais atrás.

— Quando você viu Sasuke pela primeira vez, ele apresentou-lhe alguma ameaça?

— Não. Apenas me ajudou e muito.

— Porque aceitou sair com ele? – O Advogado da sua família perguntou. Itachi olhou para ele.

— Sasuke era um homem diferente de todos os outros que me ajudou com Kabuto. Eu estava interessada, e acredite ou não, meu maior desejo era me jogar nos braços dele quando o vi pela segunda vez. – Sakura nem olhou para o Uchiha nesse momento – Eu não queria que nossa despedida fosse na frente do meu apartamento. E quando ele me convidou, foi como um alivio no meu coração. Depois dali, eu vivi momentos maravilhosos.

— E sobre as marcas em seu corpo.

— Para de repetir isso – Sakura praticamente gritou para o advogado da sua família – Sasuke nunca me machucou, as marcas eram apenas de pegadas mais firmes, ou de... Mordidas que me faziam sentir coisas diferentes. – Riu abobalhada sobre os olhares de todos – A única vez que ele me machucou foi quando disse que não daria para ficarmos juntos. – Olhou pra ele. Sasuke entreabriu seus lábios.

— Quando ele disse isso? – Itachi perguntou.

— Quando ele foi me ver no hospital, escondido dos meus pais. Ele foi somente para me dizer que, preferia me ver livre de todas aquelas coisas que estavam saindo nos jornais e nas revistas, internet e em todo canto. Ele pediu para esquecê-lo. Eu me desesperei novamente, porque a única coisa que eu não aprendi, depois que o conheci, foi me vê sozinha, sem ele. Eu gritei e até xinguei sua mãe, mas ainda assim, os pensamentos dele não mudaram, ele me ama, assim como eu o amo, mas não... Ah ele é irritante – Desviou o olhar de Sasuke – Ele não queria que eu fosse exposta, que nossa relação fosse exposta desse jeito, acho que ele tem mais juízo que meus pais juntos.

— Hinata Hyuga disse que você vivia um inferno na sua casa, é verdade?

— Sim. Minha mãe sempre se preocupou mais com roupas caras e suas amigas modelos, enquanto eu cresci ao lado das empregadas e da minha babá que foi despedida só porque foi pedir para eu brincar no dia de chuva. Meu pai sempre estava lotado com suas reuniões e sempre que ia procurá-lo, ele dizia: filha vai embora, tenho muito trabalho que não quero ser interrompido. Passava mais tempo na casa de Hinata do que na minha, até ouvir ela dizer que iria sair de casa.

— E como você contou para sua mãe?

— Como? – Sakura riu – Minha mãe descobriu que eu tinha saído de casa quase uma semana depois, e meu pai quinze dias mais tarde. – Sasuke levantou uma sobrancelha, ele não sabia disso – E depois disso, Mebuki começou a querer me mimar de todo jeito, me queria de volta em casa, mas... Eu não queria voltar, eu não quero voltar.

— Você não ama seus pais? – O juiz quem perguntou, Sakura olhou pra ele, as lágrimas cobriam seu rosto.

— Eu amo. Mas eu não me sinto amada. A gente não precisava esta aqui, eu contei tudo o que aconteceu comigo para minha mãe, mas ela preferiu seguir meu pai. Kizashi mandou Sasuke pra cadeia porque foi me visitar no hospital, ele não sabia o bem que me fez ver Sasuke outra vez, mas vê-lo algemado saindo do quarto onde eu estava foi tão forte que eu perdi a cabeça.

— Eles não confiam em você. – O juiz concluiu – Mas disseram que confiavam – Sakura riu de canto – Porque não disse sua idade quando o acusado perguntou?

— Eu estava... Atraída. Eu não falei meu nome completo porque sempre tive ódio do sobrenome, Haruno. E quando ele me perguntou sobre minha idade, eu não respondi nada, eu não queria que ele fosse embora. Eu o queria. – Voltou a olhar para Sasuke – As coisas entre a gente iam rolando, e todas as vezes que eu tentava dizer alguma coisa, alguém nos interrompia, e então, eu deixei para falar tudo quando ele voltasse do Brasil, já que estava resolvendo uma coisa muito importante aqui também. O meu coração realmente se quebrou quando eu o vi no teste da academia, eu não queria que ele descobrisse daquele jeito. Mas o destino é algo terrível. E depois disso, somente depois disso, é que eu não consegui mais fazer nada. Fui trancada dentro de casa sem poder ao menos botar a cara para fora, meus pais me trancaram contra meu consentimento, e não importa se eu sou de menor, eu tenho cabeça, e estou perfeitamente bem.

— Bem mesmo? Porque ele, - Apontou para Sasuke – Pode esta a ameaçando. – Shikaku ainda tentou... Mas Sakura riu.

— Eu e ele nos apaixonamos. Loucamente apaixonados. – Sasuke desviou o olhar para o chão – E se um dia, eu não for feliz o suficiente, a culpa será dos meus pais. Ele nunca me enganou, e me amou em todos os momentos em que passamos juntos. TODOS.

— Tem alguma coisa a dizer a ele? – Itachi perguntou, fazendo Sasuke cravar seus dedos na poltrona, ele não agüentaria mais ouvir quaisquer palavras de amor daquela menina.

Sakura riu, ainda chorando – Não... Desista de nós dois.

O tribunal ficou em silencio, ninguém ousou falar uma palavra se quer. Sasuke a olhava sentindo seu corpo ficar mole, ele queria chorar, chorar de novo como tinha chorando nos dias anteriores, mas seu orgulho cobria qualquer vontade. Porque ele tinha se apaixonado daquele jeito? Porque justo ele, não conseguia mais pensar em nada além daqueles olhos grandes e verdes? Respirou com vontade e fechou os olhos. Sakura levantou da sua cadeira e foi embora para seu lugar, ainda calma, mantendo o silencio.

— Bom! – O promotor quebrou o silencio, chamando a atenção de Itachi que parecia está sob o mesmo efeito que seu irmão – As testemunhas acabaram e, como a vítima já foi ouvida, o acusado tem a palavra agora.

Sasuke sentou onde anteriormente Sakura estava e, a olhou dali. O rosto vermelho e os cabelos um pouco bagunçados. Ele tinha prometido nunca a deixar chorar na sua frente, e estava falhando miseravelmente.

— Tem algo a dizer? – Shikaku quem perguntou. Sasuke olhou para ele.

— Claro! – A voz rouca deixou Sakura tensa – Eu não sabia que ela era uma criança, muito menos uma Haruno. Ela não parecia uma quando comprou três águas numa boate barulhenta. Ela não era uma, quando se entregou pra mim pela primeira vez e muito menos da última. Eu também não sabia que existia pais que deixavam uma criança sair de casa cedo, sem sua permissão, e que não se preocupavam o bastante com ela, para saber que Kabuto, o tal homem que tentou estuprá-la, a ronda há muito tempo. Que tipo de pais vocês são quando deixam livre uma criança bonita? – Respirou fundo, não falaria mais do que isso – Livre pelo mundo? O que você achou, Mebuki? Que sua princesa linda, só por ser uma Haruno, estava livre de toda a violência do mundo? Se você lesse jornal, ao invés de revistas, sabia que o mundo não é mais o mesmo de antigamente.

“Eu nunca fiz mal a Sakura, eu apenas a amei de todo meu coração, com toda a forca que tenho no meu peito. Nunca a faria mal, jamais. Eu a tenho pra mim como um perfeito anjo, anjo esse, que foi trancafiado dentro de casa somente por contar a verdade, se apaixonar, amar intensamente... Droga! Nem a saúde dela vocês procuraram cuidar, e aparecem aqui com essas caras de pais bondosos, querendo incriminar a única pessoa que ama ela verdadeiramente e quer cuidar de suas feridas? – Ele levantou, perdendo a calma – Isso é um insulto – Gritou.”

— Sasuke, se acalma – Itachi o sentou de novo. – Ele terminou. – Falou para o juiz.

— Não terminei.

— Terminou sim – Itachi respirou fundo, olhando diretamente para Sasuke. – Não precisa mais...

O juiz olhou de Sasuke para Sakura, nem o orgulho Uchiha conseguiu prender as lagrimas de Sasuke.

O juiz, não precisou pedir ajuda aos conselheiros, ele sabia bem o que fazer a partir dali, e quem era o culpado de todo aquele alvoroço.

— Sasuke é declarado inocente – O juiz decretou e Sakura levantou batendo palmas, acompanhada de todos que acreditavam em Sasuke.

— Pronto, agora eu acredito que vocês possam ficar juntos. – Hinata disse – Eu já acreditava antes, e, agora, eu acredito ainda mais – falava animada demais dentro do tribunal.

Sakura olhou para o amor da sua vida, com um sorriso no rosto quando o viu levantar e falar com Itachi, abraçou seu irmão e depois virou para Naruto, abraçando ele também e ficou alguns segundos grudados e então, se separou. Ele virou na direção dela, mas desviou o olhar para Kizashi e Mebuki que se aproximaram da filha.

Sasuke voltou sua atenção para Naruto, lhe falou alguma coisa e virou para da à volta na mesa e sair na direção da saída, do outro lado do tribunal, sem olhar para Sakura, ou para o que restou dela vendo aquela cena.

— Sasuke – ela deu um passo à frente. Os olhos de Naruto brilharam em tristeza ao ver os de Sakura, com Itachi não foi à mesma coisa. Os dois passaram olhando diretamente para ela, menos Sasuke que nem se quer virou o rosto.

— Filha, vamos embora – Mebuki sussurrou em seu ouvido. Sakura virou para ela, inconformada por ainda ser obrigada a morar com aquelas pessoas que infelizmente, chamava de “pais”. – Venha para casa.

Ela se soltou do pequeno aperto e começou a andar na direção a que Sasuke tinha ido embora, sem dar tchau, sem olhá-la direito. Sem falar com ela. Ele tinha ganhado. Eles tinham vencido, provado que ele não fez nada além de amá-la e agora, estava indo embora e deixando ela sozinha.

— Sakura, por favor. – Hinata começou a segui-las. Os olhos perolados estavam cheios de água, ela parecia sentir a dor de Sakura. Sasuke tinha partido sem dizer nenhuma palavra além das que declarou para o juiz. – Sakura, hoje não.

— Ele não pode ir – murmurou caminhando enquanto via parado no elevador, ela não tinha forças para correr até ele, muito menos para gritar para a esperasse. O elevador se abriu e ela parou no lugar. Ele entrou, e não olhou pra trás, ou para os lados. – Sasuke – ela gritou apenas quando a porta fechou.

Juntando suas forças, ela correu até o elevador, bateu na porta algumas vezes e clicou ao lado o chamando desesperadamente. Viu no visor logo em cima o mesmo parar no estacionamento. Sem dar ouvidos a Hinata gritando seu nome, ela correu na direção da escadaria, ela não deixaria Sasuke ir embora daquele jeito.

Eles tinham uma estória para seguir, um caminho juntos. Amavam-se incondicionalmente, e porque ele estava fazendo aquilo?

Por quê?

Hinata a seguiu, claro. Não deixaria sua amada amiga por nada nesse mundo. Sakura ia bem mais a frente, esqueceu até a educação quando passou por uma senhora que subia tranquilamente, ela queria apenas chegar até Sasuke antes dele ter partido.

Quando chegou no estacionamento, abriu a porta com tudo e olhou para os lados. Respirou fundo fazendo seu peito subir e descer procurando por ar, botou a mão no joelho e olhou ao redor. Fechou os olhos um pouco e logo os abriu quando ouviu vozes.

— Você devia ter falado com ela – Sakura ficou de pé. Bem a sua frente, estava ele, com os olhos fechados, mas ainda assim, ele parou de andar. Naruto olhou para frente e viu a rosada quase sem ar. – Sakura.

— Eu não quero que você vá embora – Ela disse firme, Hinata saiu da escadaria e encarou todos os homens presentes. Naruto ficou calado – Você não pode simplesmente me dar às costas e fugir.

— Vai embora – Sasuke falou, ainda sem abrir os olhos.

— Embora? – ela começou a andar na direção dele, com passos firmes, mais nada confiantes. Parou na frente de Sasuke que nem conseguia abrir os olhos – Quer mesmo que eu vá embora?

— Vamos – Itachi chamou Naruto, e rapidamente, o loiro obedeceu, puxando Hinata junto.

Sasuke, depois de muito pensar, respirou fundo, e abriu seus olhos. Um choque percorreu seu corpo ao vê-la chorar. Uma pontada forte em seu coração. Ele suspirou inconformado, não podia mesmo deixá-la... Aproximou-se bem devagar e segurou o rosto que tanto amava, ela chorava. Chorava por sua causa.

— Me desculpe Sakura. De verdade – Disse encarando os olhos vermelhos. – As coisas são complicadas, você sabe.

— Antes não eram – Se aproximou mais, colando seus corpos, abraçou o Uchiha do jeito que queria dês que chegou naquele tribunal. Ele retribuiu o abraço, que foi recebido com amor – Eu te amo tanto.

— Eu sei.

— Eu não sei mais viver sem você – murmurou levantando seu rosto, ele riu de canto e abaixou o seu para beijá-la. Não havia nada melhor que beijar os lábios dela.

— Eu sei, eu sei, eu também não posso ficar sem você – confessou, e logo, aprofundou o beijo trazendo-a para mais perto, prendendo-a completamente em seus braços.

Os sentimentos dele estavam abalados, ele queria Sakura, queria mais do que tudo, mas... Mas, ela era uma criança. Querendo ao não, ele não podia casar-se com ela e nem pensar em filhos, porque ela, ainda era uma criança. Ele sabia que tinha algo de estranho naquele olhar maravilhoso e no sorriso infantil, tão infantil quanto de uma criança.

Sasuke tinha se apaixonado completamente, mas as diferenças de idades era o que matava. Para ela, tanto faz, mas para ele, era tudo diferente, ele enxergava as coisas mais além e não podia se quer pensar numa possibilidade de acontecer à mesma coisa com sua filha, quando tivesse uma.

Ele queria provar sua inocência, e conseguiu, mas dentro do seu peito, ele não só tentou, como conseguiu pensar na mesma dor que Kizashi estaria sentindo. Pesquisou sobre amores de pais e filhos, e chorou – sim, chorou – quando assistiu um depoimento sobre uma garota que foi abusada por um cara mais velho, e o pai dela, desesperado, se matou. Ele não abusou de Sakura, mas ele se sentia como se tivesse feito.

Ela era um anjo inocente, ele tirou sua pureza.

Afundou-se dentro dela arrancando os melhores e sonoros gemidos de uma mulher que ela ainda não era.

Foi indelicado quando estavam em cima de uma cama, fez amor com ela de uma forma diferente, mas sinceramente amorosa.

Ele a amava!

Ele foi atrás dela quando seus anseios gritaram, amou-a deliciosamente, e pior, a exibiu para uma mulher enxerida na varanda do seu apartamento.

— Você não está pensando em me deixar, não é? – Se afastou dele um pouco e seu coração acelerou ao ver lágrimas no rosto dele. – Sasuke, a gente se ama, não tem porque estamos separados. Por favor.

— As coisas não são tão fáceis assim. – Ele murmurou de cabeça baixa – seus pais nunca irão deixar isso acontecer, mesmo que eu tenha saído como inocente.

— Eu sei da aposta do seu irmão e meu pai – Sasuke olhou para ela – Você ganhou, eu sou sua.

— Isso é algum tipo de prêmio? – Ela respirou – Você não é um prêmio. Droga!

— Se você não quer ficar comigo, é só dizer de uma vez – se afastou completamente – Eu dei a minha vida por você. Gritei tudo o que sentia, enfrentei meus pais para ficar ao seu lado e agora, você vem dizer que não me quer? Que não pode? O que deu em você?

— Você é uma criança.

— E quando a gente transou eu não era? – Ele riu lembrando-se de cada minuto. Sakura passou as mãos pelos cabelos dele, e beijou seu rosto – Eu não posso ficar sem você.

— Sakura, somos de mundos diferentes, e mesmo que a gente se ame, eu não posso ficar com uma criança desse jeito. Eu quero me casar um dia, ter filhos e isso não vai demorar a acontecer.

— Eu posso dar o que você quiser.

— E seus sonhos? Acha que sou tão idiota a ponto a me colocar na frente de qualquer coisa sua? – Ela ficou apenas o olhando – Uma vez você me disse que seu maior sonho era se tornar uma dançarina como sua professora. Acha que posso arrancar suas vontades e te prender?

— Isso não vai ser como uma prisão. E eu não me importo em deixar tudo isso de lado para seguir você.

— Mas eu me importo, porque eu, já vivi o suficiente, você está apenas começando – Suspirou, nem ele mesmo acreditava em suas palavras. – Eu não sou mais jovem, e você merece viver uma liberdade incondicional.

— Eu não vou nem viver se você não tiver comigo – Abaixou a mão que massageava o rosto dele – O que vivemos, para você não importa?

— Claro que importa – Falou mais sério e encarou os olhos dela. Não tinha mais o que dizer. Seu coração estava quebrando aos poucos, suas razões de viver, suas opiniões estavam sendo quebradas de uma forma inexplicável. – Viva Sakura.

— Eu não consigo. Não mais sem você – Explicou, querendo colocar na cabeça dele, que sem ele, ela não conseguiria seguir em frente. Sasuke se afastou um pouco, e a rosada não aguentou o choro que estava querendo a todo custo prender. Levou uma mão para tampar os lábios, os olhos inundaram outra vez. – Sasuke, por favor.

—... – Ele não conseguiu dizer nada. Calmamente, ele enfiou a mão no bolso, esperou por alguns segundos e a retirou. Andou até Sakura olhando diretamente nos olhos vermelhos, pegou ambas mãos dela colou seus corpos, sempre olhando diretamente nos olhos verdes. – Eu te amo. Não se esqueça disso – Por fim, beijou sua boca, trazendo-a para mais perto, desceu suas mãos para a cintura fina, prendendo-a completamente.

Sakura o beijou com vontade, aquele, seria seu último beijo, então, que ficasse marcado nele. Em seu coração algo dizia que não estava acabado, ele voltaria para ela, cedo ou tarde, seu coração ainda mantinha a chama da esperança aquecida, e isso, deu forças para ela não se jogar os pés dele quando Sasuke se afastou um pouco e pegou a mão direita dela, dando um sorriso que fez o coração dela acelerar mais um pouco.

Com cuidado, ele deixou de olhar para os olhos dela e deu total atenção para a mão de Sakura, movendo seus próprios dedos, Sasuke mostrou o que pegou no bolso. Sakura tremeu, completamente, seus lábios se abriram lentos, mas inteiramente. Sasuke deslizou o anel pelo dedo dela e manteve sua cabeça baixa. Sakura ficou olhando sem ação alguma, e sentiu uma pontada forte quando uma lágrima, dele, caiu em cima do anel brilhoso.

— Eu tinha planos para nós dois – Teve que dizer, e levantou a cabeça, olhando-a diretamente, se aproximou mais beijando sua testa. – Viva – Completou, fechou os olhos e, foi embora.

Sakura ficou parada, sem conseguir mover as pernas, sem se mexer. Seus olhos queriam piscar, mas nem isso conseguia. Estava imóvel. Paralisada. Ele tinha partido, mas...

— Sakura – Hinata a chamou, chorosa, e parou ao lado dela, olhou-a por inteiro e fechou seus olhos.

Sakura, lentamente, piscou três vezes e, olhou para seu dedo. O anel não era grande, mas seu destaque eram as pequenas letras em cima dele de diamante, estava na cara “SS”.

— Oh meu Deus – Hinata ajoelhou junto com ela quando suas pernas fraquejaram. – Eu sinto muito Sakura.

Ela voltou a chorar.


Notas Finais


É, bom, eu não sei quando irá sair a próxima temporada, mas quando começar, posto aqui para avisar vocês.

Deixem suas teorias, o que querem que aconteça na proxima temporada.

Estou mega feliz por FINALMENTEEEEEEE terminar essa estoria, porque pela fé.. Obrigada a quem leu e gostou, e quem não gostou também, um beijo na teta esquerda e até a próxima fanfic.


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