História Louco ou apaixonado? - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Jean-Jacques Leroy, Yuri Plisetsky
Tags Jean-jacques Leroy, Jj X Yurio, Jrio, Yuri Plisetsky, Yuri!! On Ice, Yurio
Exibições 198
Palavras 1.484
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei!!!!!! Estou amando escrever sobre esse ship que eu adoooooro!!!!!

Quero agradecer pelos comentários que me incentivaram a continuar a história e deixar aqui meu abraço e um beijo de nutella pra @NikkiyanDrawings, a artista dessa fanart do centro da capa. Foi minha inspiração pra esse capítulo. O trabalho dela é lindo ❣ *enxuga as lágrimas*

Vamo simbora pro capítulo, espero que gostem!! Boa leitura!

Capítulo 2 - Sozinho


Fanfic / Fanfiction Louco ou apaixonado? - Capítulo 2 - Sozinho

Eu devo estar de fato enlouquecendo. De onde surgiu a ideia de estar apaixonado?! Eu, Yuri Plisetsky, apaixonado?! Ainda mais pelo JJ?! Não, não mesmo. Isso não pode estar acontecendo. Mas... Se isso não está acontecendo porque eu estou - de novo - sendo posto por ele contra a parede?

Estamos parados no hall da escada de emergência do décimo oitavo andar do hotel, onde fica a suíte que estou hospedado. Dezoito... O mesmo andar do hotel no Canadá.. Esse número está nos perseguindo ou é destino fazendo piada de mim? Por que diabos eu estou pensando em destino uma hora dessas?! Estou louco. Estou louco para beijá-lo de novo.

Ainda estamos parados na escada de emergência, mas porquê? Estamos nos escondendo? Não sei dizer há quanto tempo estamos aqui, o tempo parece estar parado. Não me canso de encará-lo, ele está muito perto, posso sentir sua respiração leve e tranquila - muito diferente da minha. Sinto que meu cenho está franzido - como sempre - mas ele está com o mesmo sorriso safado na cara. Ele é um cafajeste, e... eu gosto!

Quero tocá-lo, quero beijá-lo, mas não faço nada, continuo com as mãos enfiadas nos bolsos do casaco e os olhos vidrados nos seus malditos olhos azuis. Ele tinha mesmo que ser tão bonito? Por que ele só me olha e não faz nada? Isso está me irritando! Como ele consegue ficar tão relaxado? Ele é mais alto que eu, claro, ele é mais velho, quatro anos mais velho. Como isso poderia dar certo? Espera, um pouco aí, "isso"? O que exatamente é "isso"? Ele está brincando comigo. Não tem outra explicação! Tenho que sair daqui! Vamos pernas, movam-se!

Ahhh, não, não, não!! Ele está com aquela pose de galanteador, mão na cintura, sua perna está encostando na minha, o braço por cima da minha cabeça, se escorando na parede atrás de mim, se inclinando na minha direção, ele tem o ângulo perteito para um beijo. Ainda por cima ele está com aquela cara que faz antes de me beijar. E eu quero.

Ele me beijou, meu instinto me fez resistir por um segundo apenas antes de permitir. Inconscientemente, eu retribui. Ele tirou a mão da cintura dele e pôs na minha, me puxando para mais perto. Eu fui. Permaneço com minhas mãos nos bolsos, elas não respondem - assim como minhas pernas, as quais eu implorei para que se movessem antes do beijo.

Beijei uma garota uma vez. Foi legal eu acho. Não lembro de muitos detalhes porque foi minha primeira vez, acho que ninguém tem o primeiro beijo perfeito. Eu e essa menina nos beijamos várias vezes embaixo da escadaria da nossa escola, acho que por isso estou lembrando dela agora, o cenário é parecido. No entanto eu estou sentindo como se esse fosse meu primeiro beijo de novo. Só que estou sendo beijado pela pessoa mais improvável deste mundo.

JJ beija muito bem, eu tenho a impressão de estar saindo do chão. Eu larguei os bolsos e me segurei no seu pescoço, isso fez com que nossos corpos ficassem ainda mais próximos. Acho que eu estou mais vermelho que a jaqueta dele, porque eu sinto meu corpo ferver. Ele parou de me beijar, minha boca queria mais e se moveu sozinha o beijando novamente. Ele sorria. Eu comecei a sorrir também, parecia errado estarmos ali, contudo eu não queria mais sair dali.

Voltamos a nos encarar, eu estava sério novamente, ele mordia o lábio inferior me olhando com desejo, eu já tinha visto esse olhar nele antes. A sua mão não largava da minha cintura, ainda estávamos com os corpos colados.

Por favor, me diga que você guardou as orelhinhas. — Aí estava o JJ sendo babaca do JJ.

Idiota! — Meu grito é raivoso e tento sair dos braços dele, sem sucesso. Ele me agarrou ainda mais forte.

Por que quer fugir de mim? Depois desse beijo, você quer ir embora? Está brincando? — Ele tem uma expressão confusa no rosto.

Eu brincando? Não vem com esse papo pra cima de mim! Isso deve sempre dar certo com os homens e mulheres com quem você sai né? — Eu continuo gritando, não sei porque estou tão nervoso!

Yurio, eu...

Não me chame assim!!! Meu nome é Yuri! Yuuuuriii!! — Por que ainda estou gritando? É mais forte que eu, essa raiva, de onde veio? Os meus pensamentos estão embaralhados e eu continuo falando. — Você se faz de vítima, mas eu não vou cair nesse seu truque de cafajeste! É engraçado brincar com o menininho mais novo né? Claro, eu sou um garotinho de 15 anos, não sei de nada mesmo né? Presa fácil pra você!

Yuri, para! — Ele me sacode pelos ombros me fazendo parar de falar, eu estou... chorando!

Ele me envolve num abraço forte, eu enterro minha cabeça no seu peito e o abraço pela cintura. Está confortável aqui. Seus braços são tão acolhedores.... Seu cheiro é ótimo, um cheiro forte e ao mesmo tempo refrescante. Queria que ele não estivesse usando essa jaqueta grossa, quero sentir esse cheiro direto na sua pele.

Aaahhhhh!!!! Mas que merda eu estou pensando?! Depois de um ataque histérico eu estou abraçando ele, desejando ele, por que?! Eu tenho que sair daqui! Agora! 

Eu o empurrei com toda minha força. Seguimos com a discussão. — Me larga! — Grito com todo meu fôlego.

Yuri! Me escuta!

Eu não tenho que te escutar, larga do meu pé! Me esquece!

É isso que você pensa de mim? Que eu sou um cafajeste, que quero brincar com você? Você não é uma criança e nem eu sou tão velho assim, só tenho quatro anos a mais que você! Por que eu iria brincar com você? Eu sou um homem Yuri!

Adivinha JJ, eu também sou homem! Então me faz um favor e some!

É o que você quer?

Sim! É o que eu quero, tenho que desenhar pra você entender?

Ele deu as costas e desceu pelas escadas sem olhar pra trás. Eu ia saindo pela porta indo para o corredor que dá para o meu quarto, mas ouvi as vozes de Yakov e Lilia, então voltei e me escondi. Não queria que eles me vissem chorando.

Estou sentado no chão, minhas pernas estão fracas. Abraço minhas pernas e enfio a cabeça entre os joelhos. Eu quero parar de chorar, mas os soluços só aumentavam. Já faz algum tempo que estou aqui, começo a sentir minhas pernas dormentes, acho melhor voltar ao quarto. Me levanto com dificuldade, estou meio tonto, minha visão está meio embassada. Enxugo as lágrimas e saio. O corredor está vazio, graças a Deus.

Entro no quarto e tranco a porta, mas antes penduro a etiqueta "Do Not Disturb" na maçaneta pelo lado de fora. Eu deitei na cama do jeito que estava, com sapato e tudo.

Abraço o travesseiro buscando consolo, a cama que já era grande agora me parece ainda maior com a solidão que eu estou sentido. Por que? Por que não paro de pensar naquele imbecil? 

Começo a repassar todos os acontecimentos desde que esbarrei com ele na saída do rinque no ginásio das apresentações... Minha caminhada sem rumo logo cedo, o chocolate sem gosto. O encontro inesperado na porta do hotel, as provocações no elevador... discutimos tanto que descemos no andar errado e assim fomos parar na escada do décimo oitavo andar, onde o tempo parou, e nos beijamos. Lembro dos movimento da língua dele dentro da minha boca. Seu cheiro não sai de mim, meu casaco tem o cheiro dele. Deve ter sido quando ele me abraçou, quando eu estava... chorando...

Eu gritei com ele, mas o que eu falei era o que eu estava pensando! Eu não estava errado! Então... porque me sinto tão mal? Quem foi o mais idiota de nós dois? 

Não consigo pensar num lugar melhor para estar senão no colo do meu avô, mas nem isso eu tenho agora. Queria conversar com alguém, mas com quem? A quem eu teria coragem de contar tudo isso? Não tenho niguém, estou só.

Tento dormir, mas quando fecho os olhos penso no JJ. Deve ser culpa do cheiro dele impregnado em mim. Vou tomar um banho. 

Tirei a roupa jogando em qualquer lugar no chão, mas antes de ir para o banheiro eu apanhei o casaco e respirei fundo mais uma vez. Fechei os olhos tentando voltar no tempo, mas quando abro os olhos estou de pé, nu no meio do quarto, fungando meu casaco que só cheira a ele. Chega! Jogo o casaco no chão e vou para o banho.

Estou no meio de uma competição importante, amanhã ainda tem o programa livre, não posso perder meu foco.

Engulo o choro. Mergulho na água quente da banheira e começo a esvaziar a mente, empacotando minhas emoções, encondendo meus sentimentos. É o que eu sei fazer de melhor. Está tudo bem. Eu consigo. Eu sou forte.


Notas Finais


E por enquanto é isso. Não consegui continuar daí porque fiquei muito triste. Sou louca? Eu invento a história é eu mesmo me entristeço com o rumo que está levando... Mas é assim mesmo, adolescentes... É difícil lidar com eles.
Beijos pra você que leu, pra quem tá acompanhando, vou tentar atualizar o mais rápido possível! Deixa seu comentário dizendo o que achou até aqui! Bjkss.


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