História Loucura - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Hot, One-shot, Romance, Yaoi
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Palavras 2.729
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


To pensando em fazer uma historia com alguns capitulos. O q vcs acham? Devo continuar ou n?

Capítulo 1 - Capitulo Unico


Antes de começar isso tudo, eu tenho que dizer uma coisa: essa é com certeza absoluta a coisa mais doida e insana que eu já fiz na minha vida( e olha que eu já desci no insano no beach park, piada bosta, eu sei).

Eu estava já a bordo do avião quando eu percebi a situação que tinha me metido. Mas vamos explicar do zero. Eu estava de boas,na minha cama, querendo me entreter com algum jogo no Google play store e foi quando eu vi esse app. Meio sacana, mas deviam ter pessoas legais. Fiquei 3 dias nele, não vou especificar as coisas que nele tinham. Mas foi nele que eu te conheci. Não percebi de primeira o quanto você era lindo. Até você me notar e vir falar comigo. Arthur, 18 anos, Curitiba. E sua carinha de anjo já me encantou assim como suas palavras.

Uma coisa sobre mim: eu sou meio escroto em relação a relacionamentos, mas quando eu decido entrar em algum, não sou daqueles que entram por entrar. Eu me vejo numa situação de felicidade plena, absoluto preenchimento de paixão. Não, eu não sou meloso, sou só ultramente sensível, em raros casos. E você foi um deles.

Continuando essa historia sem um mínimo de sentido, os dias foram passando e nós continuávamos conversando. Eu não via a hora de chegar em casa só para poder falar com você. Você me queria ou pelo menos disse isso. E eu estava tão louco por você que aceitei. Comecei a juntar dinheiro, e nas férias de meio do ano, peguei o primeiro avião para Curitiba para te conhecer.

Sou louco? Sim. E ainda fui sem nem saber se era ele mesmo? Pois é, a vida tem dessas. Falei pra minha mãe que eu iria visitar um amigo meu lá. Ela, claro e obviamente, achou estranho, e puxei o saco dela durante um mês inteiro até ela deixar eu ir. Eu sei que ainda tinha 16 anos, mas eu não era mais uma criança.

Pareceu semanas até eu chegar em Curitiba.

Friozinho estava fazendo com que a cidade parecesse uma solidão sem fim. Ao chegar, peguei um táxi e dei o endereço da sua casa ao motorista. Em vinte minutos, havia chegado. Vocês não imaginam o quanto feliz eu estava. Eu mal conseguia respirar com o nervosismo de te conhecer. Foi quando eu vi a casa.

Pelas fotos, seu banheiro era bonitinho (fora seu quarto que pareciam ser um dos únicos cômodos que você se preocupava em mostrar) e a maioria das fotos que eu vi, você estava só de cueca(ainda bem), então não dava para saber como você se vestia. Mas quando vi sua casa, nervosismo é minimamente pouco para explicar o que eu tava sentindo. Sua casa era apenas uma mini mansão de 3 andares, com dois carros na garagem de portão automático e ainda com direito a jardim!

Eu juro que nunca passou pela minha cabeça que você seria rico. Só tive tempo de engolir em seco antes do portão da frente abrir-se para mim. Uma mulher de cabelo castanho claro vestida com roupas que pareciam ser caras me esperava na porta principal. Peguei minha única bolsa que havia trazido e caminhei em direção a ela.

-Olá. Eu sou a mãe do Arthur. Ele falou que você estaria vindo. Muito prazer em conhecê-lo.

-Prazer é todo meu.-forçando um sorriso.

-Pode entrar, se sinta em casa. Eu vou ter que sair um pouco, mas tudo já está preparado para sua hospedagem conosco. Seja bem vindo.

-Obrigado.- fiquei esperando um pouco na entrada para ela perceber o que eu estava esperando ela dizer.

-Ah, quase ia me esquecendo. O Arthur está no quarto dele, segundo andar, primeiro quarto à esquerda. Ele não via a hora de te ver. É sempre bom ter um novo amigo.

Pena que nos não éramos apenas amigos.

-Obrigado.- e entrei.

Eu nunca tinha entrado numa casa assim. Era espaçosa, com quadros pelas paredes e suvenirs modernos, com uma escada branca bem no meio da sala. O tom branco do local dava um toque de modernidade. Um leve cheiro doce exalava no ar, tudo sincronizado. Eu não estava acostumado com nada daquilo. Eu vinha de uma família de classe média. Não era pobre, mas também nenhum pouco rico. Estar ali era como invadir um territorio proibido. Fiz como sua mãe falou e subi logo a escada.

Comecei a ouvir uma música vinda do seu quarto. Eletrônica, zedd, done with love. Eu a amava, parecia que você havia adivinhado. Com cuidado, abri a porta.

Meus olhos logo te encontraram, e os seus os meus. Seu quarto era lindo, como de qualquer otro adolescente, meio bagunçado e ao mesmo tempo original, mas não foi isso que chamou minha atenção. Você estava só de cueca! E era aquela mesma das fotos. Branca, dava até para ver a forma... Senhor, como eu queria tirar aquela cueca! Eu já não era mais responsavel pelos meus sentimentos e era você que fazia isso comigo. E você ainda sorriu pra mim, já não aguentava mais. A pressão de te conhecer já era suficiente para me deixar nervoso, era injusto você fazer aquilo comigo.

Você não falou nada, só se levantou,  surpreso, fechou a porta atrás de mim que eu deixara aberta e ficou na minha frente.

-O-oi...

-Voce é mais bonito pessoalmente.-você falou enquanto passava a mão no rosto, me analisando.

Meu deus, você estava me elogiando! Eu adorava quando você fazia isso.

-E você é lindo pessoalmente.- falei tentando desviar meu olhar do seu corpo perfeito.

E você sorriu. Um sorriso malicioso e feliz. Pelo nervosismo, eu também sorri.

-Ah, como eu queria morder esses labios- você falou, me pegando de surpresa.

-E-e-eu...

-Foda-se- e você me beijou, me apertou contra seu peito nu, gostoso, me querendo tão intensamente. Me pegou pelas pernas e me jogou na cama. Você abaixou sua cueca e mostrou todo seu corpo pra mim. Eu queria aquilo, eu te queria. Tanto. Chupei, e te dei, e foi tão bom. Nossos corpos se mexiam em um ritmo só, como se encaixassem, em um movimento intenso. Você era tudo pra mim naquele momento. Era tão lindo, eu não podia pensar em alguém melhor, enquanto você ne pressionava contra seu corpo por cima de mim, e aquilo era delicioso.

Foi naquele momento que eu percebi que estava vivendo plenamente minha vida. E eu queria viver com você, em qualquer lugar. Eu nunca mais queria deixar você escapar. O mundo não podia tirar você de mim, isso seria um golpe na minha vida. Eu só rezava para você sentir o mesmo. É uma sensação tao estranha amar. Você sente muito, mas não sabe explicar.

Depois de um tempo que pareceu eterno, você gozou dentro de mim, me preenchendo. E você me fodeu tão bem. Eu não queria sair daquela cama nunca mais.

-Eu não esperava a hora de poder fazer isso com você.- você disse, se deitando ao meu lado e me puxando para seus braços. Pela pouca luz que entrava pelas brechas das cortinas, dava para ver o brilho do seu suor.

-Eu acho que estou vivendo um sonho.- me encostando em você e repousando minha cabeça em um dos seus braços ao mesmo que eu sorria.

-Entao eu sou um sonho pra você?

-Claro que é- eu disse enquanto você me puxava para me beijar mais uma vez.

-Ainda bem que você vai ficar a semana aqui. A gente vai poder aproveitar bastante -voce disse com um sorriso malicioso.

-Detalhe que a gente nem se falou direito e você já me levou pra cama. Que menino levado.-acompanhado de uma expressão de cinismo.

-É que eu não estava me controlando tão perto de você.

-Mas então-tentando esconder a vergonha- quero saber mais de você. Seria muito estranho eu vir aqui so para transar- falei sorrindo.

-Bom, prazer, sou Arthur-voce disse pra mim com seu sorriso perfeito e seus olhos escuros me observando com ternura.-tenho 18 anos, moro com meus pais, minha mãe é dona de uma rede de lojas e meu pai é juiz. Sou filho único e estudo num colégio aqui perto. Pretendo fazer engenharia. Não tenho muitos amigos, mas agora acho que estou apaixonado por uma pessoa linda que está deitada comigo nesse exato momento. Por que você faz isso comigo?-falou num tom de dúvida inocente.

Por que VOCÊ fazia isso comigo?! Eu não conseguia me controlar perto de você.

-Bom, agora é minha vez-me sentando na cama perto de você, apenas o lençol nos cobrindo.

-Eu sou Daniel, tenho 16 anos, estudo num colégio não tão perto da minha casa em Fortaleza, moro com a minha mãe e minha irmã e também pretendo fazer engenharia. O foda disso tudo é que eu acho que vim para Curitiba sem certeza de nada e no fim de tudo isso, acho que também estou apaixonado por alguém que eu acabei de transar.

-Hahaha, por que você tem que ser tão engraçado e lindo ao mesmo tempo?- você falou me puxando para tudo recomeçar.

Ao final do dia, já havíamos feito quase tudo (uma delas na qual não estávamos usando roupa alguma), você me apresentou sua casa, comemos e escutamos música. Sua mãe chegou enquanto jogávamos Mortal Kombat no seu play3, pensando inocentemente que éramos apenas bons amigos. Seu pai chegou mais tarde, cansado, dando apenas uma boa noite e indo dormir. E assim foi a semana. Sempre com você, no shopping, ou tomando sorvete, rindo de tudo e de todos, sempre se divertindo (de vários modos). Vivi tudo tão intensamente até eu perceber que no dia seguinte eu ja partiria.

-Eu vou sentir muita saudade de voce- falei quase chorando .

-Não se preocupa.- você disse acariciando meu rosto com a palma da sua mão - eu não vou sumir da sua vida- disse me beijando.

Eu so queria ficar com você. Tudo que eu pedia a Deus. Você me amava, me fodia tão bem.

Mal eu sabia que isso seria uma puta mentira.

Voltei para Fortaleza, para minha vidinha monótona, sempre pensando em você. Depois de uma semana após meu retorno, você começou a não me responder mais. Eu achei estranho, mas eu também não me incomodei porque estava tão ocupado que eu mal tinha tempo pra você. Mas passaram semanas , um mês, e você não aparecia nem pra dizer um simples oi. Todas as minhas mensagens não foram nem visualizadas. Foi quando eu percebi que meu pior medo tinha se realizado. Por que você fez isso comigo?

Dois anos se passaram desde dessa eventualidade. Não tive nenhum outro relacionamento, a não ser meros casinhos, mas nada comparado a você. Pra minha surpresa, passei na faculdade de engenharia que eu queria, tendo que me mudar para São Paulo. Me despedi da minha família e viajei. Isso tudo era importante pra mim. Nova vida, cheia de objetivos. Agora era minha vez de tomar o rumo da minha carreira. E...

Na faculdade, sempre há um ritual de iniciação. Não gosto muito, porque já sei que deu merda várias outras vezes (até morte) mas como todo mundo faz, quem sou eu pra contradizer. Infelizmente, eu não contava com alguém me acordando de madrugada com um balde de água fria e me levando para o vestiário do campus à força. Lá havia outros 25 garotos, cercados por 60 veteranos, rindo e brincando. Garotos, tinham que ser.

Sabe por um momento que você pressente algo e parece que tudo congela até o momento que a merda acontece? Pois é, então você deve ter uma certa noção do que aconteceu naquele momento. No meio do monte de veteranos, estava você. VOCÊ. Por que senhor? Me auxilia, por favor. Já não bastava ter que passar por aquela merda, você tinha que estar lá? E você logo me percebeu, me encarando com uma mistura de felicidade e exitaçao. Eu so queria sair dali. Merda. Depois de uma meia hora de discursos e juramentos, assim que o ritual acabou, saí correndo o mais rápido que eu pude, tentando esconder minha tristeza de qualquer um. Por que era tao difícil esquecer alguém? Tudo que voce tinha precisado fazer era sumir da minha vida e nunca mais voltar. Foi quando eu senti uma mão me agarrando pela cintura. Consegui me desvencilhar e olhar para você.

-Daniel, me espera. Calma.

-Calma o caralho. Vai se fuder, eu não quero te ver nunca mais.- as lágrimas já rolando soltas pelo meu rosto.

-Deixa eu me explicar.

-Grande merda. Você quer se explicar só agora? Eu não sou burro, você me usou e me descartou.

-Daniel...

-Depois de dois anos, sem nem me responder, você ainda quer vir falar comigo? Justamente agora que eu tô reconstruindo minha vida?

-Eu sei que eu fui burro, que eu não te mereci.-voce disse com uma voz barganhada.

-Não mereceu mesmo.

-Quando você foi embora eu sofri muito, juro. Foi quando minha mãe veio falar comigo quee nos mudariamos para o exterior. Meu pai estava com um problema de saúde e só havia um tratamento adequado na Suíça. Pra piorar tudo, minha mae também descobriu minhas conversas com você e apagou todas elas. Eu te procurei, mas não consegui te encontrar. Eu já estava quase pra ir pra Fortaleza só pra te encontrar, mas foi quando eu soube que havia passado pra essa faculdade e tive que me mudar para cá. Eu juro pra você que eu estou falando a verdade. Por favor -voce falou ajoelhando na minha frente com um tom de súplica- acredita em mim.

-Levanta agora daí. Eu não quero que ninguém veja você assim na minha frente.

-Voce me perdoa então?

-É muita coisa na minha cabeça. Eu tenho que pensar. Só, só me deixa em paz um pouco tá!

E saí. Você nunca facilitava as coisas. Era muito melhor se eu conseguisse te odiar. Mas eu não conseguia. Eu era um merda. De tanto pensar em você, naquela noite eu não consegui dormir.

A semana se passou assim como as primeiras aulas. Eu sempre percebia sua presença  me observando. No refeitório, em algumas aulas, nos jardins, em quase todo lugar. O dormitório era provavelmente o único lugar que eu tinha paz de você. Mas nem la, porque eu vivia pensando em você. Olhar pra você doía. Seu sorriso lindo, seu corpo perfeito, como você me elogiava e me beijava, como você me amava. Pelo menos antes de você me descartar como seu eu não fosse nada! Não, eu não podia fazer isso comigo. Eu não vou deixar ele me usar novamente. Esse tempo todo longe, com quantos você deve ter transado, amado, só pra eu aparecer e ser mais um na sua vida? Será que você alguma vez chegou a me amar?

O final de semana finalmente chegou, e como de costume, quase todos vão pra cidade beber e se divertir. Acabei acumulando materia das aulas e preferi ficar no alojamento, estudando. Eu não era um cara que saia muito, apesar de eu gostar. Eu não deveria...

Depois de duas horas estudando sem parar, ouvi alguém abrindo a porta. E pra minha surpresa, era você.

-Oi. Tava querendo te ver.

-Como você soube onde era meu quarto?

-Como eu sou um dos monitores, tenho acesso a ficha dos alunos. Foi fácil.

-Por que você não saiu com seus colegas?

-Eu estava realmente querendo te ver.-você falou num tom sem graça, passando a mão na cabeça num sinal de constrangimento.

-Já não basta você me perseguir durante a semana, tem que me atasanar aqui também?-falei magoado.

Me virei e voltei pros meus livros.

-O que você está estudando?-voce falou se aproximando de mim.

-Aerodinamica. Mas isso não é da sua conta. -falei num tom raivoso.

-Calma, se você quiser ajudar eu sou monitor em física. E pelo que eu to vendo, você está péssimo nessa matéria.

-Vai se fu...

-Calma-voce falou rindo.-eu te ajudo. Nessa questão que você tá fazendo agora...-e você foi se aproximando mais ainda, sua boca quase encostando no meu pescoço- envolve calor latente.

Era incrível como você me tentava mesmo depois de 2 anos sem nem falar comigo.

E, de repente, você me pegou por trás e começou a me beijar e eu não resisti. Porque? Será que aquilo era o que eu queria? Sera que eu iria arruinar minha vida?

 Eu so não queria mais sofrer. Por favor, me ame. E nunca mais me deixe ir. Por favor, eu te imploro.

E me perdi.



Notas Finais


Esse eh maiorzinho, espero q gostem. Qualquer coisa, falem aki, talvez eu faça historias mais completas com capitulos. Bjao


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