História Louder Than Love - Capítulo 23


Escrita por: ~ e ~kaulitzgasm

Postado
Categorias Adam Lambert, Tokio Hotel
Personagens Adam Lambert, Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Personagens Originais, Tom Kaulitz
Tags Adam Lambert, Adill, Alex, Matthew, Sauli, Sofia, Tokio Hotel
Exibições 30
Palavras 1.905
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá queridos(as), postando capítulo novo hoje por motivos de: falta de tempo na quarta-feira

Aproveitem!

Capítulo 23 - Never give up


Fanfic / Fanfiction Louder Than Love - Capítulo 23 - Never give up

Capítulo vinte e três: Never give up

 

- Adam? - Ouvi alguém chamar meu nome e acordei rapidamente. - Você cochilou ai.

Era Gustav, ele tinha em mãos um copo de café do qual me entregou.

- Obrigado. - Respondi com meio sorriso.Tomei um gole observando o local em volta de paredes e pisos brancos, era o quarto do hospital. Permaneci sentado no sofá azul claro onde cai no sono, ele dava visão a cama onde Bill estava. Os barulhos dos diversos aparelhos naquela sala costumavam não me deixar dormir, mas o meu corpo realmente queria um descanso o qual eu me negava a ceder.

- Cara, você precisa ir pra casa, descansar….- Gustav disse se sentando ao meu lado.

- Eu não vou deixar ele sozinho aqui. - Retruquei.

- Você não vai abandonar ele, só vai fazer o que ele queria que você fizesse. Dormir, levar seus filhos na escola. Ou você acha que Bill gostaria de te ver definhar? Não tô falando pra você ir pra casa e fingir que nada aconteceu, mas pega leve, ele vai superar essa, e quando voltar precisa de você aqui. - Gustav segurou em meu ombro e me olhou confirmando que eu tinha ouvindo o que ele disse saindo logo em seguida.

Me levantei indo até a cama onde Bill estava, ele ainda precisava usar um aparelho respiratório. A máquina que registrava seus batimentos permanecia em um barulho padrão.

Olhei em sua face que estava serena, como se ele estivesse dormindo tranquilamente depois de um dia normal. Acariciei seu rosto lentamente lembrando que ele costumava sorrir com isso e dizer que me amava logo em seguida.

No outro lado da cama onde não havia aparelhos Matt dormia com o rosto sobre o braço do pai, em toda visita ele queria se deitar ali, parecia entender o que aconteceu. Os cabelos vermelhos do nosso bebê contrastava com os tecidos brancos em que Bill estava vestido. Sofia e Manu estiveram ali mais cedo mas não permaneceram devido às aulas.

Eu não fazia ideia de como estava minha casa, ou nada por lá. Desde o ocorrido tenho passado dia e noite no hospital, comendo, tomando banho e dormindo por aqui. Duas semanas vendo meus filhos esporadicamente. Eles estavam sendo cuidados por minha mãe, Juliette e Brooke o que me deixava menos preocupado. Eu já tinha visivelmente emagrecido uns 4 quilos, Bill odiava quando eu emagrecia muito, dizia que de magro já bastava ele. Ri comigo mesmo ao lembrar disso, olhando para minha imagem em um espelho pendurado na parede. As palavras de Gustav ainda ecoavam pela minha cabeça.

Segurei firme a mão de Bill voltando a olhá-lo.

- Meu amor, eu não sei se você está me ouvindo mas… eu tô perdido sem você aqui - Minha voz estava baixa, embargada pelas lágrimas que teimavam em cair. - Eu sinto tanto a sua falta, nossos filhos também, sua família, seus fãs… todo mundo. Saiba que você é muito amado e que nós precisamos de você aqui.

Enxuguei meu rosto com a manga da minha camisa.

- Gustav me disse umas coisas e eu refleti, ele tem razão. Eu vou pra casa com Matt agora tá? Mas você não vai ficar sozinho aqui, eu sei como você odeia hospitais. Sua mãe está lá fora com seu irmão e seus amigos. E eu prometo que não vou demorar.

Dei um beijo demorado em sua testa arrumando o cobertor sobre o corpo dele, o doutor havia dito que pessoas em coma costumam ouvir quando conversamos com elas e que tal ato ajuda a situá-los, e eu costumava fazer isso frequentemente com Bill apesar de não obter nenhuma reação.

- Bill meu amor, se você estiver me ouvindo saiba que eu nunca vou desistir de você...eu te amo.

Respirei fundo pegando Matt com cuidado para ele não acordar. Deixar Bill ali fazia meu coração doer. Uma parte de mim estava ficando com ele, mas eu precisava ser forte e lutar, não por mim mas pela nossa família e tudo que construímos juntos.

Sai do local o deixando sob os cuidados da mãe. Tom se prontificou a levar Matt e eu para casa, tarefa não muito fácil devido a quantidade de paparazzis em todos os lugares possíveis, mas depois de alguns minutos a mais finalmente chegamos.

Minha casa estava perfeitamente organizada, Juliette manteve tudo em sua perfeita ordem durante esse tempo. Levei Matt até o quarto o colocando no berço para dormir e segui para o meu. Era estranho estar ali sem o Bill, o ambiente não tinha a mesma alegria. Observei tudo em volta e respirei fundo, segui em direção da cama onde me sentei. O travesseiro dele estava ao meu lado, abracei com força sentindo o cheiro de seu perfume invadir minhas narinas. Do outro lado da cama estava o meu, e em cima dele havia um bilhete.

- O que é isso? - Perguntei a mim mesmo desdobrando o pequeno pedaço de papel. A caligrafia ali fez meu coração acelerar.

Aquelas palavras…. aquela caligrafia… eu sabia de quem era, eu sabia quem tinha escrito aquela carta.

O papel em minhas mãos começou a molhar devido às lágrimas que caíram de meus olhos, abracei aquele papel como se fosse minha vida, meu peito subia e descia pelos soluços que eu soltava.

Me deitei na cama ainda chorando, o seu cheiro emanava o quarto inteiro, tudo ali lembrava ele, cada móvel, cada objeto. Sua falta era dolorosa, parecia que a qualquer momento ele iria aparecer por ali, gritando pelos corredores da casa perguntando onde diabos eu estava, ri comigo mesmo entre o choro ao lembrar do seu jeito, das suas mãos que não paravam um minuto sequer enquanto falava, sua voz, a mais linda melodia que eu passei a amar.

Agarrado ao seu travesseiro, sentindo aquele cheiro que era o meu mais puro vício, eu me deixei dormir, para então sonhar com ele e com o seu sorriso.

 

************

Um mês se passou depois de todo o ocorrido, Bill não tinha progredido nem 1% o que me deixava preocupado. Estava mais branco do que o normal, um pouco mais magro e bastante debilitado, depois de um mês vivendo praticamente dentro do hospital e naquele quarto, Simone me obrigou a dividir os turnos, de manhã Tom ficava cuidando de Bill, à tarde ela e à noite eu. Claro que eu mesmo a contragosto concordei, eu mal dormia de madrugada tomando conta dele, vendo se ele demonstrasse alguma reação, ou se acordava de uma vez.

Hoje ele passou por uma cirurgia bastante delicada, os médicos examinaram sua cabeça para verificar se seu cérebro ainda estava inchado, infelizmente tiveram que raspar seu cabelo, o deixando no zero. 5 horas deram de cirurgia, o que não me deixou descansar se quer um minuto.

A notícia não foi a que eu esperava, seu cérebro continuava bastante inchado, dificultando sua recuperação, os médicos diziam que ainda era cedo para dizer se ele iria acordar ou se iria ficar em coma vegetativo.

Aquilo fazia meu coração doer, se apertar, se desmanchar. Sofia perguntava todo dia pelo pai, eu dizia que ele estava bastante doente e por isso estava “dormindo”, era doloroso ter que dizer isso para Sofi, que todo dia após a escola ia visitar seu pai, conversava com ele durante minutos e sempre dizia “papai, eu não vejo a hora de você acordar, sinto sua falta”

Eu não aguentava ver meus filhos nesse estado, eu não aguentava vê-lo daquele estado, estava exausto, tentando achar forças por eles, por ele.

Manu se mudou oficialmente para LA, Giulia se mudou temporariamente para que sua filha pudesse visitar o pai, após o ocorrido Manu visitava Bill todos os dias, ouvir ela o chamar de pai me machucava, me fazendo querer voltar ao passado para que tudo fosse diferente.

Todos vinham visitar Bill, entravam um por um, todos conversavam com ele, diziam que estavam esperando por ele, que ele fazia falta. E como fazia.

Eu todos os dias conversava com ele, segurava sua mão e só soltava quando ia embora, cantava as canções que ele mais gostava de ouvir, o médico dizia que isso ajudaria no processo, ser forte e demonstrar força perto dele era um ponto bastante positivo.

Estava ao seu lado tentando manter os olhos abertos, troquei de turno com Tom já que as meninas estavam doentes e eu não queria que ele ficasse afastado de sua família, mesmo que Ria não ligasse para isso.

Bill estava com a cabeça enfaixada por conta da cirurgia, fazia uma pequena massagem em sua mão, para que seu corpo relaxasse. Todos os dias as enfermeiras faziam massagem em seu corpo, para que eles não atrofiassem por estarem tanto tempo parados, eu as vezes me voluntariava para ajudar, Bill sempre me dizia que minha massagem era o seu sonífero, pois o relaxava deixando-o mais calmo.

Fazia movimentos leves em sua mão, do mesmo jeito que sempre fazia, queria ouvir um “assim você vai me fazer dormir”, mas não ouvia, olhava para seu rosto esperando alguma reação, mas nada. Vê-lo daquele estado sem poder fazer nada me deixava fraco, como se fosse um nada, queria estar em seu lugar, queria que ele não estivesse ali.

- Hey amor.. - Comecei a falar em tom calmo, sem parar a massagem. - Tá gostando? Lembra que eu sempre fazia essa massagem para te acalmar? Você sempre dizia que isso te relaxava.

Ri fraco desviando um pouco olhar de seu rosto, meu sorriso morreu voltando a fitá-lo.

- Manu sempre vem te visitar, é tão lindo vê-la te chamar de pai. - Eu dizia sem esperar resposta. - Era o que você sonhava, não era? Era o que os dois sonhavam, ser pai e filha. Ela também sente sua falta.

Engoli em seco para não chorar, não podia demonstrar fraqueza perto dele.

- Todos nós sentimos sua falta. - Eu dizia parando a massagem. - Você não imagina a falta que faz.

Suspirei derrotado, vendo que seu rosto continuava normal. De repente a máquina começou a apitar em ritmo frenético, seus batimentos cardíacos começaram a diminuir, começando a me desesperar.

- Amor? Você tá bem? Bill! - O chamei segurando seus ombros. - Bill, fala comigo por favor!

A porta fora aberta pelo médico e pelas enfermeiras que me afastaram dele, meus olhos não saiam dele, duas enfermeiras me tiraram do quarto, me deixando ainda mais assustado. Olhando pela janela do quarto vi que continha apenas um risco na máquina, mostrando que não tinha mais nenhum batimento cardíaco.

Aquilo me fez me desesperar por completo, gritei por ele sendo segurado por Tom, para que eu não entrasse no quarto, a janela fora fechada por uma cortina, me desabilitando de qualquer acesso de dentro do quarto.

Me agarrei em Tom que também chorava, senti meu chão sumir, tudo ao meu redor sumir, estava perdendo a pessoa mais preciosa da minha vida, sem eu ter a menor chance de salvar.

- Adam, fica calmo por favor! - Tom dizia ainda me abraçando. - Ele vai conseguir, eu sei que vai! Ele não vai desistir, ele não pode desistir.

Eu nada dizia, as lágrimas dificultavam qualquer tentativa de falar, meu coração doía demais para formular qualquer frase.

Simone nos abraçou, sendo seguida pelos demais, o abraço coletivo mostrava que todos ali estavam torcendo por ele, que ele não estava sozinho.

Bill, não desiste! Aguenta firme! Pensava comigo mesmo sentindo aquele abraço caloroso.


Notas Finais


AH NÃO KAULITZ 2, NÃO FAÇA ISSO COM NOIS!

Até o próximo!


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