História Love Affair. - Capítulo 36


Escrita por: ~ e ~NickSanchez

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lesbicas, Prostituição, Romance, Submissão
Visualizações 228
Palavras 1.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Começando a ligação entre "Apartamento 46/Perdida nas sombras"..

Capítulo 36 - Em busca de verdades.


Depois do que aconteceu no colégio com a Carter e a Meredith, fiquei tentada em ir falar com a Car e dar aquele apoio, mas liguei pra ela diversas vezes e ela não me atendeu. Talvez ela quisesse ficar mesmo sozinha e até entendo, tem momentos que o que menos queremos é alguém do nosso lado perguntando como a gente está e se estamos precisando de algo. O dia hoje começou sendo um saco, a Hierly decidiu fazer aquela faxina na casa que parece nunca acabar, me estressei com ela algumas vezes, porque ela insistiu em arrumar o meu quarto sendo que o mesmo estava em perfeita ordem.

— Você está escondendo alguma coisa? — perguntou. — Não há outro motivo pra você ficar tão incomodada por eu querer limpar isso que você chama de quarto.

Sentei-me na cama e respirei fundo, as vezes a Hierly age igual a minha mãe, ou ao que eu chamava de mãe. Não falei com a minha mãe desde aquele dia em que a peguei falando mal da Bessie com a Hierly, Danon me contou que mamãe voltou pra San Diego e não sei por que isso me deixa tão angustiada, tenho medo de que ela volte a usar drogas e que passe mal. Quem vai cuidar dela se isso chegar a acontecer? Eu realmente fiz bem em querer ficar aqui?

— Você chegou a conhecer o meu pai, não chegou?

Hierly largou a vassoura em um canto do quarto e sentou ao meu lado na cama.

— Sim, eu o conheci. — respondeu simplesmente.

— Danon me falou sobre ele há algum tempo atrás, pouco antes da mamãe realmente fugir da reabilitação.

— Ele contou? — sua voz era de surpresa ou até espanto. — Não achei que alguém um dia pudesse te contar sobre o seu pai, quero dizer, sua mãe é viciada em drogas e o seu pai apesar de ter sido um policial muito admirado e respeitado no ramo, antes de morrer, ele foi preso pelo homicídio de um rapaz que namorava uma daquelas meninas do bar onde essa sua amiga Bessie trabalha.

Meu pai policial? Danon havia me falado que ele era traficante, que tinha abandonado minha mãe e eu, porque não queria que tivéssemos aquela vida dele. Porque a versão da Hierly é tão diferente? Mas o que eu não consigo entender é o porquê do Danon mentir pra mim.

— É. — dei uma de desentendida, na esperança de que ela soltasse mais coisas. — Danon me contou tudo sobre ele e quase não acreditei, é uma barra enorme ter que lidar com isso. Acho que nunca vou ter a vida normal que sempre desejei.

— Não exagere, Reagan! — exclamou. — O John poderia ser o que fosse, mas ele amava muito você. Deixou você e a sua mãe, mas sempre enviava uma “pensão” pra você.

— Uma pensão?

— Sua mãe gastava tudo em drogas.

— Porque ele nos deixou? — perguntei e ela franziu o cenho. ─ Tipo, sei lá, parece injusto.

— Sua mãe o queria por perto o tempo todo e você sabe que o trabalho de um policial é estar sempre presente para que se possa fazer justiça. John não tinha um só dia de folga, estava sempre nas ruas. — respondeu. — Alguns anos depois, soubemos que ele se casou e não ouvimos mais falar sobre ele, exceto quando aparecia na televisão.

Então era isso, o meu pai era policial e matou um homem, o que o fez ir preso. Ah, ele abandonou a mim e a minha mãe porque ela o sufocava, depois de alguns anos ele se casou e ainda mandava pensão pra mim. Já ia esquecendo o nome dele, John. Policial John.. precisava ir mais afundo e descobrir sobre ele, seu sobrenome, passado, tudo.

— Vou arrumar o meu quarto, não tenho como discutir com você, né?

Ela soltou um breve risinho e assentiu com a cabeça.

— Ainda bem que sabe.

Assim que Hierly me deixou sozinha no meu quarto, tranquei a porta e fui direto para o notebook abri a página de pesquisa na intenção de descobrir sobre o meu pai. Digitei algo como “Policial John preso por homicídio” e de cara apareceram fotos e vários resultados de pesquisa sobre ele, abrir o primeiro link que apareceu e fui direcionada para o site da revista “New Daily”.

“Policial John Wilson foi encontrado morto em seu apartamento por dois de seus ex-colegas, segundo eles, Jessica Platte estava no apartamento e foi a responsável por sua morte.”

Desci um pouco mais a matéria e passei a ler todo o resto.

“John Wilson havia sido preso por matar o melhor amigo de Jessica, por este, querer defende-la do policial que queria matá-la após descobrir que a moça que até então fazia entregas para uma pizzaria, mantinha um relacionamento com a sua esposa, Dabria Wilson. John foi encontrado morto em seu apartamento por seus ex-colegas de trabalho. O policial que havia fugido da penitenciária após uma rebelião, ligou para seus colegas e disse que falaria com a Jessica Platte para pedir perdão pelo o que havia feito, por toda a dor que havia lhe causado e pelas imagens das câmeras que havia em casa.

John Wilson pedia perdão para Jessica Platte, dizendo estar arrependido e sobre como queria começar uma nova vida. Mas a moça pareceu não acreditar em uma só palavra do que ele dizia e começou a ameaça-lo de morte diversas vezes.”

Logo abaixo do texto tinha um vídeo, dei play, mas não conseguir ver todo. Houve um momento em que a Jessica e o John foram para o quarto e então, o silencio se fez por alguns minutos e logo depois tudo que dava para ouvir, eram gritos e mais gritos do John Wilson até a hora de um disparo.

Sem perceber, minhas lágrimas caíam sobre meu rosto, fechei o notebook e pulei na cama, me agarrei ao travesseiro e comecei a chorar. Se aquele homem fosse mesmo o meu pai.. Não, não posso nem imaginar. Ele ia matar aquela mulher após ter descoberto que ela era amante da sua esposa, mas o que não entra na minha cabeça é o porquê dele ter fugido da penitenciária pra ir pedir perdão a Jessica. Ele não podia simplesmente ter solicitado uma visita dela?

E porque a Jessica o matou? Se tudo o que ele queria era perdão? Ainda posso ouvir aquele silêncio no quarto sendo preenchido por gritos e disparos. John parecia mesmo arrependido e pelo que vi logo abaixo do vídeo, Jessica foi condenada a quatro anos de prisão pelo homicídio do John.

— Preciso descobrir mais coisas..

Levantei da cama e novamente fui até o notebook, atentada e curiosa para descobrir sobre o que mais havia em toda aquela história, busquei por imagens de John Wilson e ele era um homem de aparência bastante séria; loiro, olhos castanhos e parecia ser bem alto nas fotos que vi com alguns dos seus colegas de trabalho, ex-colegas de trabalho.

Achei uma matéria que saiu logo após John ter matado Sebastian Baker, que era pai de uma menininha que hoje está sobre a guarda legal de Jessica Platte. Pelo que diz a matéria, John batia em sua esposa, Dabria Wilson, a mesma alegou que sofria diversos tipos de agressões dele e que tentou diversas vezes dar queixa, mas “amigos” do seu marido, davam um jeito para que as denúncias não chegasse a se concretizar.

“Ele me batia e muitas das vezes chegava em casa completamente bêbado, era horrível ter que conviver com alguém assim. Era um alivio quando ele apenas abusava de mim.. Por mais horrível e degradante que fosse, era “melhor” que ser espancada. Lembro perfeitamente de uma que vez que ele me bateu tanto que foi preciso chamar um amigo dele, médico, para cuidar de mim.”

Eram as palavras de Dabria Wilson na entrevista que foi dada para um programa de televisão. Ela sempre defendia a Jessica e dizia que a moça que havia matado o seu marido, tinha fortes motivos para fazer o que fez, pois o John não só a perseguia, como ameaçava todos que ela amava.

“Se ela não o tivesse matado, ele teria matado todos a volta dela.” 


Notas Finais


Ops..


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