História Love and Basketball - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Kuroko Tetsuya
Tags Akakuro
Exibições 62
Palavras 1.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei!!!
Muito obrigada pelos favoritos e comentários.
Esse capítulo foi baseado em um mangá que eu li há alguns anos atrás, na verdade eu já o tinha escrito e fiz algumas alterações.

Espero que gostem!

Boa Leitura!

Capítulo 2 - Capítulo I


– Akashi-kun? – inclinou-se encarando o rosto do amigo que se encontrava debruçado em sua carteira, estava distante mergulhado em seus pensamentos, após ler alguns capítulos de um livro qualquer. Kuroko não pode deixar de notar nas gotas de lágrimas que escorriam pelo seu rosto – Você está chorando? – questionou.

– Tsc, claro que não, idiota. – respondeu limpando o rosto e endireitando-se na carteira para encarar o mais novo que sorria gentilmente para si. – Vamos pra casa, está demasiado frio pra ficarmos até mais tarde. – falou sério enquanto guardava o livro e retirava um cachecol de sua bolsa.

– Pensei que íamos treinar hoje à tarde. – comentou enquanto via o amigo pegar suas coisas. – Não temos um jogo importante semana que vem? – perguntou um pouco confuso, já que o mais velho não era de faltar ou cancelar os treinos.

 – Eu sei. – respondeu. – Daiki está de recuperação, Ryota e Shintaro estão ocupados com as atividades do conselho estudantil, e o Atsushi está de repouso na enfermaria com uma suposta intoxicação alimentar – suspirou irritado. – Sinceramente porque não entrei para o clube de literatura...

– Você é estranho... – comentou antes de saírem da sala.

(...)

 – Que frio! – reclamou Akashi após se sentar em um banco de uma praça qualquer.

– Pensei que você não gostasse do calor, Akashi-kun. – comentou o amigo estendendo uma lata de bebida quente que comprou em uma loja de conveniência.

– Não gosto de extremismo, Tetsuya. – respondeu pegando a bebida agradecendo logo em seguida. – Obrigado. – Kuroko riu e sentou-se ao lado de Akashi. De certa forma as constantes reclamações do melhor amigo o divertia.

Akashi mais uma vez se pegou observando o amigo, que caminhava animadamente a sua frente. Adorava toda aquela vivacidade que o menor possuía, cada sorriso, cada um de seus gestos espontâneos. O ruivo era um dos poucos – talvez o único – que conhecia aquele lado do mais novo, que na maioria das vezes se mantinha tão tímido e discreto.

Apesar de todos aqueles anos, Kuroko ainda era o mesmo garotinho doce e gentil que conhecera naquele parque há quase sete anos atrás.  Um sorriso discreto se formou em seu rosto com a lembrança.

             – Te vejo mais tarde. – despediu-se do amigo e vizinho. – Akashi-kun?

             – Ah, claro. Até mais, Tetsuya. – respondeu voltando para a realidade.

(...)

 

Há tempos em que se pegava vagando, completamente perdido em suas memórias. Desde as poucas lembranças da mãe, aos sentimentos recém-descobertos pelo melhor amigo. Sempre esteve tão certo de suas convicções, mas agora estava confuso.

– Merda! – praguejou mais uma vez enquanto olhava o teto do quarto. – Por quê? – questionou. – Por que você teve que morrer e me deixou para trás... – virou para encarar o retrato da mãe em seu criado-mudo. – Mamãe... – sussurrou sentindo algumas lágrimas tímidas escorrerem pelo seu rosto. Os minutos que passou em silêncio acabaram sendo interrompido pelo som de uma nova mensagem em seu celular, estendeu o braço para pegar o aparelho. Sorriu um pouco ao ver que era de Kuroko.

“Oie... Rápido, venha abrir sua janela!”

Akashi de inicio estranhou a mensagem, mas não demorou muito para ouvir algumas batidas no vidro da janela de seu quarto. Levantou-se da cama e puxou a cortina, dando de cara com Tetsuya sorrindo do outro lado.

– E aí! – cumprimentou o amigo normalmente.

 – O que você esta fazendo? – perguntou abrindo a janela. – E como subiu até aqui em cima? – olhou calculando a altura e distância que separavam suas casas.

 – Ah, eu pulei dali. – respondeu apontando para a sacada da casa que dividia com a avó. – Não é legal, você deveria tentar. – sugeriu ignorando a expressão indignada no rosto do amigo. – Rápido, me deixe entrar. – abraçou o próprio corpo. – Estou congelando aqui fora.

– Okay. – suspirou limpando os vestígios de choro em sua face e cedeu espaço para o amigo, que num movimento rápido e repentino Kuroko pulou para dentro do cômodo, caindo em cima de Seijuro que bateu suas costas na beira da cama.  – Mas, o quê...? – corou ao perceber a situação em que encontrava.

 – Você estava chorando outra vez? – perguntou Tetsuya encarando o mais velho aproximando um pouco mais do seu rosto, encostando suas testas.

 – Não, eu não estava. – mentiu, tentando ignorar o olhar do menor sobre si.

– Por quantos anos você acha que eu venho cuidando de ti? – perguntou olhando fixamente nos olhos desiguais e trêmulos de Akashi, que rapidamente desviou o olhar. – Eu posso e sei dizer exatamente quando está mentindo. – sorriu antes de afastar e de se levantar de cima do amigo, sentando-se a sua frente. – No que estava pensando? – questionou. – Não vai me dizer o que está chateando você?

 – Eu...

“Eu te amo”, pensou em dizer, mas logo afastou seu raciocínio quando olhou mais uma vez para os olhos amendoados do melhor amigo. – Eu... Sinto-me sozinho... – respondeu, recebendo um sorriso gentil de Kuroko. – Desde que minha mãe se foi, eu tenho me sentindo sozinho...

Tetsuya abraçou o amigo, sabia muito bem como era viver na ausência de um dos pais. Sabia o quanto Seijuro era apegado à mãe, o quanto o mais velho sofreu – e ainda sofria – ao se lembrar daquele maldito acidente. Deixou que amigo desabafasse, chorasse em seus ombros, dizendo algumas poucas palavras para confortá-lo.

Akashi depois de alguns minutos acalmou-se. Kuroko mais uma vez mostrou ser seu porto seguro, seu refúgio. Mais uma vez foi único que o consolou. Tetsuya era o único que o conhecia verdadeiramente, que tinha o direito de vê-lo assim, tão confuso e indefeso. Afastou-se do abraço apertado do menor e enxugou o restante de suas lágrimas. Tetsu sorriu ao perceber que o mais velho se encontrava mais calmo.

– Certo! – exclamou animadamente ficando de pé. – Vamos pedir para sua Naomi estourar um pouco de pipoca pra gente e passar a madrugada assistindo filmes.

– O quê? – perguntou olhando para o menor. – Tetsuya como vai explicar você estar aqui?

– Hum... Não posso simplesmente dizer a ela que eu pulei até aqui... – fez um ar pensativo. – Já volto. – respondeu antes de pular a janela que ainda estava aberta.

Akashi riu. Kuroko tinha esse poder sobre si, era o único que conseguia fazer rir daquele jeito. O único que o fazia agir de forma tão espontânea e natural. Que fazia acreditar que havia alguma coisa boa em si. Não demorou em ouvir a campainha tocar, Naomi surpreende-se com a visita repentina e fora do horário do amigo do irmão, mas nada comentou, apenas sorriu o convidando para entrar informando que Akashi encontrava-se no quarto.

  – Voltei Akashi-kun! – anunciou eufórico – Sua irmã deixou que eu passasse a noite aqui. – Se jogou na cama do mais velho que estava sentado próximo a escrivaninha. – O que está fazendo? – reparou que Akashi pegava alguns livros e seus cadernos. – Pensei que íamos virar a noite assistindo filmes. – perguntou sentando-se a beira da cama.

 – Podemos fazer isso depois. – respondeu. – Precisamos nos preparar para um teste de física. E não conheço ninguém pior nesta disciplina do que você.

 – Serio? – suspirou derrotado. – São dez e meia da noite de uma sexta feira e você quer estudar física? – olhou para Akashi, que já estava concentrado nos estudos. – Okay, vamos logo com isso então. – Falou mais para si mesmo do que para o amigo.

Mesmo contrariado, Kuroko estudou com amigo, que explicou pacientemente todo o conteúdo do teste. Apesar da aparência, Kuroko não era necessariamente o melhor dos alunos e se conformava com suas notas medianas. Não se destacava na maioria das praticas desportivas, e também não era muito popular com as garotas.

 – Akashi-kun? – chamou depois de um bom tempo em silêncio.

 – Hum... – respondeu não desviando os olhos da tela do computador para não perder o foco do filme que assistiam.

 – Me diz Akashi-kun? – perguntou entusiasmado, fazendo com que amigo encarasse seu rosto por sua mudança súbita de humor. – Me diz como anda aquela coisa?

 – Huh? Do que está falando? – perguntou tentando entender onde o amigo queria chegar.

 – Ah, serio que não faz ideia? – fez ar de indignação. – A confissão da garota de outro dia. – respondeu por fim. – Como foi?

 – Ah, aquilo. – respondeu simples pegando um punhado de pipoca. – Eu recusei.

 – Outra vez? – Kuroko se surpreendeu como Akashi conseguia ser assim? – Pobre garota... – falou sentindo pena da garota que havia sido corajosa o bastante para tentar se aproximar de Seijuro.

 – É eu sei. – respondeu automaticamente ignorando a cara emburrada de Kuroko que tomou a bacia de pipoca antes que pudesse pegar mais – O que foi? – reclamou.

 – Estamos falando deu um assunto importante, e você nem me responde direito.

 – Você sabe como elas são irritantes. Fazem isso pela própria conveniência. – explicou sua logica para o mais novo. – E quando isso acontece meu coração fica confuso, bagunçado por um bom tempo. Afinal de contas, você sabe que está machucando os sentimentos de alguém e isso me irrita...

 – Eu sei. – respondeu baixo. – Se alguém se declarasse para mim acho que eu não iria me importar muito.

 – Até parece que ninguém nunca se declarou pra você antes, “Kuroko-senpai”. – modificou um pouco o tom de sua voz, fazendo o amigo rir.

– Bem, acho que seu eu me apaixonasse ou algo parecido... – refletiu por alguns segundos. – Provavelmente não seria correspondido...

 – O que quer dizer com isso? – sentiu o rosto corar levemente – Digo... Você gosta de alguém? – perguntou olhando para o amigo que soltou alguns risinhos, daqueles que a gente dá quando quer contar, mas deve ocultar algum segredo. – Hum? Você tem...

 – Estou com sono. – interrompeu o raciocínio de Akashi, ainda com um sorrisinho bobo no rosto, encostando-se ao ombro direito do mais velho.

 – O quê? – surpreendeu com a reação de Kuroko. – Hei você não pode dormir agora. Tetsuya!

Kuroko apenas sorriu. O sono e o cansaço já haviam se apossado de seu corpo. Akashi não poderia deixar de se sentir cada vez mais atraído pelo melhor amigo. Não pode deixar de notar o quanto o menor parecia fofo deitado com cabeça em seu ombro. Ademais, deitou o mais novo em sua cama, cobrindo-o com uma manta. Sussurrou um “eu te amo” quase que inaudível e afagou carinhosamente os fios azuis e rebeldes de Tetsuya. Seijuro não podia e nem conseguiria mais ignorar o que o melhor amigo fazia consigo, o quanto Kuroko Tetsuya abalava com todas as suas estruturas. 

 

 


Notas Finais


Só um pequeno recado, vou ficar uma duas semanas sem postar, pois ando meio ocupada com a faculdade e com o meu trabalho.


Desde então, agradeço a todas (os) que estão acompanhando a história.
E até o próximo capítulo.
Bjsss


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