História Love and Vengeance - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Personagens Originais, Synyster Gates, Zacky Vengeance
Tags Avenged Sevenfold, Drama, Romance, Synyster Gates, Zacky Vengeance
Visualizações 66
Palavras 4.529
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse é o primeiro capítulo de muitos, essa fanfic é bastante comprida, boa leitura.
Beijos.

Capítulo 1 - Start over


Fanfic / Fanfiction Love and Vengeance - Capítulo 1 - Start over

Long Island, Nova Iorque – 14 de fevereiro de 1995

            Estava nevando muito, passar pela rodovia em meio ao gelo e neblina, minha mãe estava dirigindo com cautela. Eu estava no banco da frente observando o resto de neve caindo sobre o Cadillac vermelho, estiquei as pernas, Verônica minha irmã mais nova, estava no banco de trás com sua Barbie Malibu, sei lá. Nunca gostei de bonecas, sempre fui muito estranha, Verônica estava brincando sorridente, ela era muito bonita, se aprecia com a mamãe, os olhos azuis, cabelos loiros e o jeito adorável de ser.

— Queria saber o que se passa na sua cabeça, Emma? - Minha mãe me indagou, apenas cruzei os braços.

— Nada, só estou pensando na neve. - Eu dei um tapa na janela.

— Enfim, estou tentando interagir com você, mas assim como seu pai é terrivelmente difícil.

— Se fosse fácil, vocês não teriam se divorciado. Vamos mudar de assunto, estou ficando entediada. - Eu dei um tapa no vidro da janela novamente.

            De repente, o carro começou a patinar na pista, eu me segurei no banco do passageiro com força, o carro começou a rodar, bati a minha cabeça no vidro da janela. Acordei com o som do rádio ligado, e o gosto de sangue na minha boca…

            Fechei os meus olhos lentamente e os abria, vi minha mãe com os olhos abertos e não se mexia, como tivesse enforcado com o cinto de segurança, sangue escorria de sua testa, aquilo me assustava, mas estava chocada demais para gritar.

Não se preocupe. Woo-oo-woo-oo-woo-oo-oo

Seja feliz! Woo-oo-oo-oo-oo

            A maldita música tocava, só poderia ser o destino de brincadeira comigo, Verônica começou a chorar no banco de trás, minha cabeça doía muito e sentindo um cheiro de gasolina, eu tirei meu cinto lentamente, peguei Verônica, e a coloquei no colo, o banco de trás já pegava fogo, assim como o capô.

            Consegui abrir a porta, eu chutei e passei com Verônica, nos afastamos do carro rapidamente, eu abracei Verônica que estava com seu rostinho muito ferido por causa do acidente, comecei a chorar, enquanto observava o carro explodir…

Long Beach, Califórnia: Anos mais tarde

— E já me cansei de ficar trocando vocês de escola! - Meu pai estava gritando, eu revirava meus olhos enquanto ele reclamava. - Não adianta me olhar assim, Emma! Você não consegue ficar um mês numa escola, sem tomar suspensão! O que foi dessa vez?

— Uns garotos idiotas mexeram com a Verônica, ela é minha irmãzinha, eu tenho que protegê-la.  - Meu pai colocou a mão no rosto. - A vida já foi dura demais com ela, para chegar esses imbecis e ficar zoando por causa do rosto dela.

— Filha você tem que entender, sempre vai ter idiotas que não entendem as cicatrizes foram pelo acidente, Emma Cullen, você não pode proteger a Verônica para sempre. - Eu chutei a cadeira. - Vou colocar a você em outro colégio em outra cidade, uma escola que aceita delinquente como você.

— Merda.

            No dia seguinte, meu pai me acordou bem cedo, me arrastou para fora da cama e me ameaçou que me levaria de pijama a escola nova. Eu o expulsei do meu quarto, eu dividia com Verônica que ao contrário de mim, dormia feito um anjo. Peguei uma camiseta preta com um beijinho, coloquei um short jeans bem curto, uma touca cinza para não lavar os cabelos, uma toalha azul, um sutiã de onça azul e uma boxer preta feminina.

            Depois do banho, eu me vesti rapidamente, voltei ao quarto, roubei um perfume floral de Verônica, e passei no colo e pescoço, nunca se sabe quando pode conhecer um gato na escola. E colocando a touca na cabeça, os meus cabelos negros ficaram todos bagunçados e amassados. As alças do sutiã estavam aparecendo, nem liguei, coloquei o meu all star cheio de spikes e correntes. Eu peguei a minha mochila que estava no chão, com o caderno que estava do lado, o coloquei dentro da mochila, jogando meu estojo de pelúcia dentro.

            Eu fui ao meu armário, abri a minha caixa de joias, e coloquei o colar de pentagrama e um pingente escrito Witch. Peguei os meus óculos de gatinha, eu o coloquei dentro da mochila, pus a mochila nas costas, e andei pelo corredor indo em direção a porta. Meu pai me olhou de braços cruzados, eu simplesmente dei de ombros.

— Você já se olhou no espelho? - Meu pai fez uma pergunta retórica enquanto franzia a testa.

— Eu sei velho, estou maravilhosa. - Fui irônica, o deixando mais irritado, ele ficou piscando os olhos como se fosse um vaga-lume.

— Só pode estar de brincadeira Emma. - Indo foi ao banheiro, eu cruzei os braços e bati meus pés. Ele voltou do banheiro com um espelho e me mostrou. - Isso não é roupa de escola.

— Eu entendi, mas não tenho 12 anos pai, já tenho 16. - Eu ajeitei meu cabelo dentro da touca, estava linda.

            Eu fui a cozinha, abri a geladeira, peguei um saco de papel com meu nome, Vee tinha feito meu lanche, ela havia se preocupado com a minha comida, coloquei dentro da minha mochila. Saímos do prédio, correndo para o carro, me sentei no banco traseiro por eu estava morrendo de vergonha por ser levada pelo meu pai no novo colégio.

            Comecei a bocejar, ainda estava muito cedo, deveria ser uma sete da manhã ainda, eu achei que meu pai fosse me levar para Los Angeles, mas duvido porque seria uma recompensa estudar em LA. Eu mataria aula direto, quando eu vi a placa na rodovia para o desvio em direção a Los Angeles, cruzei os dedos, mas meu pai seguiu direto. Eu reclamei e ele fez o retorno, eu não estava entendendo nada, mas o velho não se manifestou.

            De repente eu vi uma placa de “Bem-vindo à Huntington Beach”, eu levei um susto por meu pai me levar para cidade vizinha, era bastante perto de Long Beach. Por que ele me acordou tão cedo? Eu pensava. Eu fiquei observando a praia, era muito bonita, as ondas, não curtia muito praia, mas estava pensando em matar aula para ir lá.

            Finalmente meu pai chegou ao Huntington Beach high school, eu saí do carro, o meu pai sorriu, revirei meus olhos, coloquei a mochila nas costas, ainda não tinha nenhum aluno, tinha chegado cedo demais.

            Eu entrei na escola, ela estava vazia, então resolvi sai. Eu olhei para o relógio que ficava na entrada da escola, era oito e meia. Fiquei com raiva, os alunos começaram a chegar aos poucos. Tinha um monte de pessoas diferentes: roqueiros de todos tipos, geeks e nerds, atletas, populares.

            Era meio de semestre, então não conseguiria me enturmar com ninguém, me sentei no jardim na entrada com as pernas cruzadas. Eu precisava saber onde ficava a secretaria, mas se não tivesse alguma informação, poderia me perder naquele colégio, chegar atrasada e poderia ficar em detenção no meu primeiro dia.

            Pensei um pouco em que poderia me passar uma informação sem querer me sacanear, então eu vi uma menina toda de preto, calças largas e o cabelo preto pintado, ela estava abraçada ao seu namorado roqueiro. Eu achei que ela poderia me passar a informação, ou poderia me dar um fora. Resolvi não perturbá-la, respirei fundo, teria que arrumar outra pessoa, era uma droga ser aluna nova.

            De repente umas folhas caíram na minha cabeça, eu me virei e tinha um cara parado na minha frente, tirei a minha touca e me sacodi para sair as folhas do meu corpo. Depois coloquei a touca de volta na cabeça, queria dar um chute nas bolas do palhaço, mas não poderia arrumar encrenca no meu primeiro dia. Ele poderia me dar a informação que eu precisava. Eu me levantei, o cara era bem mais alto, tinha a pele pálida, olhos cor de avelã, nariz reto, cabelos negros, estava de camiseta de banda e calça jeans.

— Bom dia gata. Você é nova aqui? - Ele me perguntou e revirei meus olhos.

— Não, eu sou veterana, mas era homem no semestre passado. - Eu respondi com grosseria.

— Não deveria ter feito essa pergunta idiota. - Ele riu alto, eu mexi no meu cabelo.

— Não mesmo. Você poderia me levar até a secretaria? - Eu tinha que aproveitar.

— Claro, aqui temos problemas se nos atrasarmos a aula. - Ele me garantiu. - Eu te levo lá, preciso pegar a minha advertência. Qual é o seu nome?

— Emma Cullen, então vamos. E o seu? - Perguntei apenas por educação.

— Brian, mas meus amigos me chamam de  Gates. - Que tipo de apelido era aquele?

            Entramos na escola, eu o acompanhei pelos corredores, então tinha uma sala com uma placa azul enorme escrito secretaria, eu entrei seguida pelo Brian. A secretaria me olhou de cima abaixo com seus óculos enormes, eu coloquei as mãos em cima da mesa.

— Toma aqui a sua advertência sr. Haner, traga assinada pelos seus pais. - A mulher entregou um envelope branco a Brian,  pegou e saiu da sala. - Tome cuidado com ele.

— O que? - Eu me fiz desentendida. - Ele só me trouxe aqui.

— Tudo bem, você deve ser a senhorita Cullen, que veio transferida do Jordan high school, em Long Beach. Outra aluna problemática, oito escolas nos últimos dois anos, você vai ficar na turma dos iguais a você, 2º ano B. - Ela mexeu no seu computador e imprimiu os meus horários e me entregou. - Antes de ir a sala de aula, você precisa conversar com o diretor Jones sobre as regras do colégio.

— Qual é a sala dele? - Eu perguntei.

— No final desse corredor, na terceira sala a direita. Depois da aula, você precisava conversar com a nossa orientadora educacional.

            Eu saí da secretaria, respirei fundo, porque não entrei na sala e já iria à sala do diretor, andei ao final do corredor, o sinal tocou, pelo menos não ia me ferrar, a culpa seria dele, não minha.

            Chegando a sala do diretor, a porta estava entre aberta, eu bati à porta com força, um homem careca e gordo estava sentado. Assim que ele me viu, acenou para que eu pudesse entrar, eu entrei lentamente e dei um sorriso para ele pudesse achar que eu não fosse tão ruim quanto meu histórico escolar. Eu me sentei na cadeira, então o diretor Jones me encarou, me olhando diretamente nos meus olhos.

— Eu vi a sua foto, eu sei que você é a nossa nova aluna a srta. Cullen… Bom, as regras são as seguintes: Atrasos fazem com a senhorita vá direto para detenção, brigas, suspensão de duas semanas, vandalismo suspensão, responder professores advertência ou detenção, roupas curtas ou decotadas advertência verbal e escrita. - O diretor Jones havia sido bem claro. - A senhorita entendeu?

— Sim, senhor. - Eu bati continência.

— Você não vai levar uma advertência pela sua roupa porque é o seu primeiro dia, amanhã se vir com esse short de novo, você vai levar uma advertência verbal. - Ele ia me dizer mais coisas, mas uma mulher muito alta chegou arrastando um rapaz, um que estava com a namorada roqueira mais cedo, ela praticamente o jogou na cadeira, ele era bonito, todo mundo nessa escola era muito lindo - Senhor Sanders, o que você aprontou dessa vez? - O diretor olhou seu relógio. - São 9:10 da manhã.

— Ele foi pego colando na minha prova. - A mulher estava furiosa. - Sanders mostre seus braços ao diretor Jones. - Assim ele fez tirou o casaco enorme que estava usando, estava com os braços cheios de fórmulas de álgebra, rabiscado de caneta, eu coloquei a mão na boca para conter a vontade de rir dele.

— Matthew Sanders vai levar uma suspensão de três dias. - Ele comemorou e deu um tapa na mesa. - Não vai achar engraçado quando seus pais souberem, vamos senhora Moraes.

            Eles saíram da sala, o diretor bateu a porta, eu fiquei evitando o contato visual com o Matthew, ele me olhou de cima a baixo, ele esticou os pés e os colocou em cima da mesa do diretor.

— Hei você, é nova? - Ele me perguntou.

— Caralho, você é muito burro. - Eu caí na gargalhada e me olhou com raiva. - Não se faz uma cola de uma prova escrevendo no braço, você deveria ter colocado as fórmulas na barra da sua cueca, na virilha ou na coxa.

— Por que? - Ele ficou confuso.

— Porque simplesmente, esses lugares que um professor legalmente não pode verificar sem tomar um processo por assédio sexual. - Ele fechou os olhos.

— Ai porra, eu não pensei nisso. Qual é a sua turma? - Ele se virou para mim, eu olhei em seus olhos verdes, deu um sorriso e mostrou as covinhas das bochechas.

— 2º ano B. - Eu respondi e ele comemorou.

— Você é da mesma sala dos meus amigos e da minha namorada. - Eu fiquei aliviada. - Você pode colar neles, eles são responsa. - Ele se levantou, pegou um papel e uma caneta escreveu um bilhete, amassou e me entregou. - Quando você for a sala, chega na Valery DiBeneditto e entrega.

— Falou, então.

            O diretor Jones voltou, eu coloquei o bilhete dentro do bolso do short, eu disfarcei, o diretor me entregou uma chave verde, eu imaginei que era a chave do meu armário, o número era E 34.

— O senhor pode voltar para sala até seu pai chegar. - Matthew simplesmente se levantou e saiu correndo. - Senhorita Cullen, eu vou te levar para a sua turma. Deixe-me ver seus horários? - Eu entreguei os meus horários a ele. - Ótimo você tem aula de geometria com senhor Carter no primeiro tempo, você não perdeu muita coisa.     

            Eu saí seguida do diretor Jones, ele me devolveu meus horários, as pessoas ficaram me olhando como se eu fosse uma aberração. Então, eu as ignorei, ele subiu as escadas, o segui, andamos pelo corredor do segundo andar, o diretor parou em frente à sala 212. O diretor Jones bateu à porta, eu segurei as alças da mochila, um homem alto e negro bem negro abriu a porta e estava com um livro de geometria nas mãos.

            O sr. Carter deu um sorriso e nos mandou entrar, entramos na sala, os alunos nos olharam e os garotos idiotas olharam as minhas pernas, na verdade. Eu olhei para o diretor e em seguida para o senhor Carter.

— Bom dia classe! - O diretor Jones berrou e todos o responderam desanimados. - Essa é a nova aluna, a senhorita Emma Cullen, ela veio transferida do Jordan high school. - Eu levantei a mão desanimada. - Espero que vocês seus animais a tratem com o devido respeito. - Pensei se legalmente, ele poderia chamar os alunos de animais. - Boa aula senhor Carter. - Então o diretor Jones se mandou da sala de aula.

— Bem, ele já foi. Pode se sentar em algum dos lugares vagos senhorita Cullen. - O senhor Carter disse num tom bastante amável, eu fiquei desconfiada. - Vamos voltar a aula, ela não é Britney Spears não precisa ficar olhando para ela, seus tarados, nunca viram uma garota de short. - Ele disse de uma forma engraçada que fez a turma inteira rir.

            Eu procurei algum lugar vago, só tinha no fundo da sala. Na verdade, só tinha três lugares vagos, entre um garoto alto que estava dormindo. Uma cadeira a frente, atrás e como ele estava no canto da parede embaixo da janela, do lado direto, eu ouvi algumas risadas abafadas enquanto eu me aproximava, o cara deveria ser o valentão da escola. Eu resolvi sentar na frente dele, se sentasse atrás, por ele ter o dobro do meu tamanho sentado, eu não conseguiria enxergar o quadro.

            Eu ajeitei na cadeira, coloquei a minha mochila pendurada na cadeira, peguei o meu estojo e meu caderno. Abri meu caderno na parte de geometria, o professor voltou ao quadro, ele começou a desenhar poliedros no quadro, ele só poderia estar de brincadeira, era matéria do 6° ano. Nem me dei ao trabalho de copiar, me colocaram na turma dos burros e encrenqueiros, peguei meu lápis 2B para ficar desenhando para passar o tempo. Comecei a fazer uma estátua de anjo chorando, os traços eram bastante fortes, depois peguei a minha lapiseira 0,3 mm para fazer os detalhes das asas e dos cabelos.

            De repente, o sr. Carter percebeu que eu não estava prestando atenção na aula, eu engoli seco, virei a página do desenho. Ele veio até a minha mesa, todos começaram a rir e a cochichar. Eu levei as minhas mãos no queixo e fiz um biquinho.

— Senhorita Cullen por que você não está prestando atenção a aula? - Eu me controlei ao máximo para não responder de forma mal criada.

— Estou sim, professor. - Fui sínica, e todos riram.

— Então me fala sobre o que é a aula? - Eu revirei meus olhos e ele cruzou os braços.

— Poliedros. - Eu dei de ombros, ele arqueou as sobrancelhas. - Que é um sólido geométrico cuja superfície é composta por um número finito de faces, cujas vértices são formados por três ou mais arestas em 3D, em que cada uma das faces é um polígono. Os seus elementos mais importantes são as faces, as arestas e as vértices. Um exemplo de poliedro regular é um hexaedro, mais conhecido como cubo.

— Está correto, pode voltar o que você estava fazendo. - O professor saiu desanimado.   

            Voltei a folha e continuei a desenhar o meu anjo, a aula continuou, eu me concentrei no meu desenho enquanto tentava explicar o que era poliedro para aquela turma. Eu deveria ser a mais inteligente da turma, mas a minha media era B+. Só ia bem em artes tirava uma boa nota e subia a minha media.

            Depois de duas horas de aula de geometria, finalmente o sinal tocou, o professor estava tão aliviado quanto a gente. Uma galera saiu da sala, então o garoto que estava atrás de mim acordou, esticou as pernas e encostou na minha. Eu me virei para atrás, ele me olhou com curiosidade, eu acenei para ele e ele me acenou de volta. Ele era alto, muito branco, estava com o rosto vermelho e amassado de tanto dormir, olhos azuis, com piercing debaixo do lábio inferior e cabelo preto com uma franja, ele era gato! Mais um cara lindo naquele colégio, eu ia enlouquecer até o final do semestre.

            Outros alunos ficaram nos observando de queixo caído, ele pegou o meu caderno em cima da mesa, e ficou olhando o meu desenho. Admirou por alguns segundos, então a Valery chegou perto de nós, ela tinha mechas rosas no cabelo que eu não tinha reparado, então eu me lembrei do bilhete que tinha que entrar a ela.

— Oi Valery. - Eu disse e ela me olhou confusa, ele deu uma risada.

— Vish, você me confundiu com a minha irmã, eu sou a Michelle. - Eu dei um tapa na minha testa. - Calma, sempre acontece, ela foi ao banheiro. Jimmy qual é a boa de hoje?

— Beber depois da aula gêmea boa. - O nome dele era Jimmy. - Cullen seu desenho está foda demais, poderia virar uma bela tatuagem.

— Pode ficar para você. - Eu respondi e Jimmy pegou e rasgou a folha do caderno.

            Michelle sentou-se na mesa de Jimmy, ele me devolveu o caderno, eu peguei os meus horários, a próxima aula seria de espanhol, revirei meus olhos, odiava aquela matéria. Então a Valery entrou na sala e se aproximou de nós, tirei o bilhete do bolso do short, Michelle e Valery eram idênticas, a única diferença eram as roupas e a cor do cabelo, Michelle tinha mechas rosas no cabelo.

— Alguém sabe do Matt? Eu passei na sala de álgebra, ele não estava lá. - Valery perguntou e colocou as mãos na cintura.

— Ele foi pego colando na prova, então levou uma suspensão, ah ele me mandou te entregar. - Eu entreguei o bilhete a ela.

— Obrigada Cullen. - Ela agradeceu.

            A professora de espanhol entrou na sala, ela era bem jovem, pelo menos parecia. Ela tinha pele morena, olhos negros, boca pequena e cabelos ondulados. Ela estava com um vestido vermelho e justo que acentuavam suas curvas, eu levei um susto, não sabia que professores poderiam ser sexy, os rapazes ficaram loucos, inclusive Jimmy começou a assobiar atrás de mim. Ela deu um sorriso e escreveu o nome da disciplina no quadro acompanhado de o seu nome: srta. Moreno.

            Assim que ela me viu sentada, veio ao meu encontro, Valery e Michelle voltaram aos seus lugares. Ela ficou próximo a minha mesa, sorriu para mim, eu fiquei sem graça, era a segunda vez que um professor resolve vir a minha mesa.

— Bom dia. Você deve ser a senhorita Cullen? - Eu balancei a cabeça positivamente. - Nossa é tímida. Gostaria de se apresentar a classe?

— Não, o diretor Jones já fez isso. Estou bem aqui sozinha. - A professora colocou a mão sobre meu ombro.

— Eu vou começar a aula…

            Depois da aula, incrivelmente chata de espanhol. Finalmente o sinal tocou, eu respirei aliviada pois era o intervalo, coloquei a mochila nas costas, saí da sala sem falar com ninguém. Eu não sabia nem onde ficava os armários, mas um pouco mais a frente, tinha vários armários na cor verde. Fui procurar onde ficava o meu armário, o primeiro armário era o E 10. Ou seja, se eles estivessem em sequência, eu teria mais 20 armários para verificar. Continuei olhando os armários que estavam em ordem numérica. Quando cheguei finalmente ao meu, eu peguei a chave que estava no meu bolso, então a coloquei no cadeado, a chave emperrou um pouco, eu consegui abrir o cadeado, a porta emperrou, tentei puxar com as duas mãos, me joguei para trás fazendo força, mas a porta não abria.

            Então, a porta finalmente abriu, mas minhas mãos escorregaram, eu tropecei numa garota que passava, um garoto estava abrindo o armário do lado do meu, eu acabei caindo em cima dele, e bati a minha testa na dele. Eu reparei que ele era lindo, pele branca, cabelos negros, com um corte assimétrico, olhos azuis como o céu, bochechudo, uma boca rosada, e com dois piercing no lábio inferior. Nós nos olhamos um pouco, estava hipnotizada, de alguma forma, ele me atraiu como um ímã, poderia ficar em cima dele o dia inteiro.

— Eu estou adorando ter uma garota linda em cima de mim, mas não aqui na escola. - Ele me achava linda, então eu saquei e levantei do colo dele, sentei no chão, tirei a mochila, ele se levantou e me deu a mão para eu me levantar, sentir a mão dele na minha foi uma sensação ótima. - Emma Cullen, eu sou da sua sala, mas você nem reparou em mim.

— Serio? Tem gente demais na sala. - As palavras saíram sem querer. - Temos o resto do ano para nos conhecermos melhor. - Ele sorriu para mim, esse colégio seria a minha morte, se eu encontrasse outro cara gato. - Qual é o seu nome?

— Zacky Baker. - Eu mordi o lábio inferior. - Vou adorar te conhecer melhor.

            Eu dei um beijo estalado na bochecha dele, e voltei ao meu armário. Abri a minha mochila, tirei um caderno e coloquei dentro do armário, dei uma olhada discretamente atrás da porta do armário, e vi Zacky saindo com a mão na bochecha e eu dei uma risadinha. Deixei a mochila dentro do armário, peguei meu saco de lanche, e minha carteira para comprar doces e um refrigerante. Coloquei a carteira dentro do bolso do short, fiquei pensando onde seria o refeitório.

            Mais uma vez, teria que pedir informação, eu tranquei rapidamente o meu armário e coloquei cadeado, Zacky estava trancando seu armário. Eu fiquei próxima dele, fiquei mexendo nos meus cabelos, ele ficou me espiando e em seguida cruzou os braços.

— Eu não sei onde fica o refeitório e a máquina de doces. Você pode me ajudar? - Eu pedi com gentileza.

— Claro, estou indo para máquina de doces mesmo.

            Nós andamos pelo corredor, descemos as escadas, andamos mais um corredor, onde ficava a rádio escolar, as salas das matérias extracurriculares. Tinha três máquinas de doces que eram bem caros por sinal. Eu fui a máquina de refrigerante, coloquei uma nota de cinco dólares, e pedi uma coca cola. Eu peguei a lata, em seguida, fui a máquina onde estava Zacky e comprei uma barrinha de chocolate e caramelo.

            Ele não entrou no refeitório, eu entrei apreensiva porque eu não conhecia ninguém, as mesas estavam lotadas. Eu fiquei segurando com uma mão o saco com o meu lanche e a outra o chocolate e a coca. Finalmente encontrei uma mesa vazia, eu resolvi sentar lá. Eu me sentei, coloquei as minhas coisas em cima da mesa, tirei primeiro o sanduíche que Verônica havia feito, eu quase babei. Eu mordi, era um sanduíche feito com a carne assada do jantar da noite anterior, com molho barbecue. Eu saboreei cada pedaço, ela havia feito mais dois sanduíches, mas como havia comprado chocolate, deixei para mais tarde. Eu abri a lata de coca cola, e comecei a beber então se aproximou de mim, um grupinho de três garotas loiras oxigenadas vestidas com o mesmo vestido rosa, como se fosse gêmeas retardadas.

— Você está sentada nosso lugar, novata. - Disse a loira mais baixa do grupo, eu revirei meus olhos e continuei bebendo a minha coca cola. - Você é surda, novata?

— Estou te ignorando. - Eu terminei a minha lata e deixei em cima da mesa. Em seguida, eu olhei debaixo da mesa como se estivesse procurando algo.

— O que você está fazendo? - A garota falou com uma voz estridente e enjoada.

— Procurando onde está o seu nome na mesa, mas como suspeitava não tem. - Todo mundo gritou com o fora que eu dei nela. - Odeio populares, acham que algumas pessoas querem ser como você, acham que mandam na escola. Se fossem tão poderosos, não estudavam em um colégio público. - Então bateram palmas, elas ficaram sem graça.

— Isso não vai ficar assim, eu vou falar com meu namorado! - A garota gritou.

— Eu não tenho medo dele e nem de ninguém. - Ela ficou furiosa enquanto eu fiquei comemorando a minha “vitória”…

            No final da aula, eu peguei a minha mochila, saí da escola, e fui ao ponto de ônibus esperar o ônibus para Long Beach passar. Eu sentei no banco, coloquei a minha mochila no colo. De repente, apareceu a garota com quem eu tinha discutido no refeitório, eu revirei meus olhos torcendo para meu ônibus aparecer logo. Ela não estava sozinha, tinha um garoto forte, o cara tinha até barba, era bonito também. Ele estava com uniforme, ou seja, atleta. Ela me viu e apontou na minha direção, eu abri a minha mochila, achei meu soco inglês no fundo, eu coloquei meu soco inglês na mão.

            Permaneci com a mão dentro da mochila, e ele chegou perto de mim, apertou o meu braço com muita força, e me arrastou pelo chão.

— Vamos acertar as contas, novata…

 


Notas Finais


Essa história está sendo uma delicia.
Boa leitura!


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