História Love at second sight - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Jelena, Romance
Exibições 262
Palavras 2.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi meus amores, tudo bem?
Cá estou eu em um horário completamente inusitado, certo? Certo! Mas hoje, quarta-feira, o meu dia será bem complicado e corrido, por conta disso eu fiquei com medo de não conseguir postar o capítulo no horário habitual, ou até mesmo esquecer, e preferi postar de uma vez. Eu vou ser sincera com vocês, esse não é um daqueles capítulos que fazem meu coração bater mais forte, mas eu adoro capítulos narrados pelo Justin e espero que vocês também gostem.
ps: Eu prometo responder os comentários do capítulo anterior até o final do dia, ok?

Boa leitura :)

Capítulo 9 - Mike and Molly


Fanfic / Fanfiction Love at second sight - Capítulo 9 - Mike and Molly

Point Of View — Justin

Estaciono a caminhonete em frente à casa verde claro de tamanho médio e antes de sair percorro toda a rua com meus olhos observando as casas, cada uma de uma cor, mas todas seguem o mesmo modelo, tamanho médio, varanda, e jardim muito bem cuidado. Lembro-me de que ao crescer aqui, me sentia em um filme antigo, como por exemplo, Edward mãos de tesouras, pois essa área da cidade é quase um plágio das casas engraçadas do filme, além de ser o único bairro de Charleston sem a presença nítida do mar.

Saio do carro, ajeitando o jeans largo em meu corpo, mas logo percebo o quão idiota isso é, afinal, não importa o que eu faça, meu jeans sempre ficará caído no quadril. Abro a porta de trás, e Molly salta para fora, indo direto para a varanda da casa, e sentando-se em frente à porta. Fecho a porta, e ligo o alarme. Me junto a Molly, mas antes de abrir a porta de casa e entrar, solto um suspiro de cansaço.

–– Mãe. –– grito, ao entrar em sua casa.

As luzes da sala de estar estão acessas, e a televisão ligada. Tudo continua exatamente no mesmo lugar, coisas novas não foram adicionadas, e coisas velhas não foram jogadas fora. Há algum tempo eu não venho aqui, para ser sincero, desde que saí de casa. A partir do momento que comprei minha casa, todas as reuniões de família passaram a ser lá, Jazmyn adora os almoços em frente ao mar e minha mãe gosta do fato de não precisar lavar a louça depois de tudo.

–– Oi querido, chegou cedo. –– ela se aproxima de mim limpando as mãos em um pano de prato, mas o mesmo logo está em seus ombros, e ela me abraça.

Seu cabelo escuro bate exatamente em minhas narinas, fazendo com que eu inspire o perfume de seus fios. Nunca entendi porque minha irmã, e eu nascemos louros. Quando mais nova, o cabelo de minha mãe era mais claro, mas nunca foi louro, assim como o de meu pai também nunca foi. Um dia jurei que éramos adotados, e passei essa informação para o máximo de pessoas possíveis a fim de que alguém me confessasse à verdade. Mas, tudo o que consegui foi o pior castigo de minha infância, um mês dentro de casa.

Sentia-me um prisioneiro, via meus amigos andando de bicicleta pela rua, e não poder me juntar a eles era horrível e piorava quando Ryan, o filho da vizinha, passava em frente a minha janela exibindo sua liberdade. Eu o odiava na infância, e só mudei meu conceito sobre ele após uma briga na escola onde eu acabei com o joelho ralado, mas Ryan perdeu um dente de leite amolecido.

–– Estou sentindo cheiro de frango assado? –– pergunto ao me afastar.

–– Com batatas gratinadas. –– ela sorri.

Fecho meus olhos, e acaricio minha barriga como um velho faminto.

–– Onde está sua irmã? –– pergunta.

–– Ryan foi buscá-la no restaurante. Os dois devem chegar a qualquer minuto.

–– Ótimo! Vá lavar suas mãos sujas, e eu vou arrumar a mesa. –– ela agarra minha cintura e me guia para o banheiro do primeiro andar como se eu fosse uma criança.

Balanço minha cabeça, e rio. Às vezes penso que minha mãe, ainda me enxerga como uma criança, mas isso não necessariamente é uma coisa ruim. Gosto de ser paparicado sempre gostei, e ver que ela continua fazendo isso mesmo agora, que sou um homem feito, é bom.

Me separo de dona Patrícia ao entrar no banheiro. Lavo minhas mãos, e aproveito pra molhar meu rosto com a água gelada, afastando um pouco do cansaço que percorre minhas veias.

Ao sair vejo minha mãe abrindo o forno, e tirando o frango. O cheiro da comida adentra minhas narinas, e preenche toda a casa, com o cheiro de seu tempero. Patrícia é ótima na cozinha, sabe fazer todos os tipos de comida, e acerta qualquer nova receita na primeira tentativa. Se vasculhar minha mente, e procurar por minhas melhores lembranças com minha mãe, não a dúvidas, todas são na cozinha com ela cozinhando e eu a observando, esperando por qualquer momento de distração da mesma para que eu pudesse roubar um pouco do que quer que ela estivesse fazendo. Mas, se eu parar para pensar desconfio de que ela soubesse, pois sempre ria de algo após o meu roubo, e eu nunca sabia o que era.

Segundo minha mãe, eu era uma criança levada, ativa, e lhe dei trabalho, mas um bom menino. Se for para opinar, minha pior fase foi aos dezesseis. Passei por uma fase rebelde, queria ter liberdade, não gostava de lhe dar satisfação, era boca dura, e muito preguiçoso, odiava ajudar com as tarefas domésticas. Mas, eu tomei jeito, cresci, amadureci, e ouso dizer que apesar dos meus erros, gosto do homem que estou me tornando. Afinal, não dá pra ser perfeito, sou humano, cometo erros, o máximo que dá pra fazer, é me esforçar para não continuar a cometê-los.

–– Mãe, chegamos. –– alguém grita, e mesmo sem ver a pessoa sei que é Jazmyn, pois o tom agudo quase irritante de sua voz a entrega.

–– Bem na hora, acabei de por a mesa.

Jazmyn passa por mim, indo direto para a cozinha. Olho para  a direita, e vejo Ryan fechando a porta da entrada. Ele tira o casaco, deixando-o sobre o sofá juntamente a chave do carro, e ao caminhar em minha direção exibe um fardo de Heiniken e sorri.

–– Se bem me lembro, minha sogra não tem cerveja em casa. –– ele diz com humor, indo para a cozinha.

–– Frango assado? –– Jaz pergunta, cruzando os braços como uma criança mimada. –– Mãe, estou cansada de você fazendo tudo o que Justin quer. Eu sou sua filha mais nova, sua garotinha, e nunca sou paparicada como ele.

–– Isso porque todo o paparico que você merece, já teve quando o pai era vivo. Agora aceita que é a minha vez. –– digo com humor. Caminho até minha mãe e abraço-a apenas para provocar Jaz. Entra ano, saí ano, ficamos mais velhos, mas as brigas idiotas e desnecessárias continuam as mesmas. Vejo os lábios de minha irmã formarem um bico, e rio.

–– Vem aqui, amorinha, não precisa ficar com ciúme. –– minha mãe estende o braço, e puxa Jazmyn para perto abraçando-a sem me soltar.

–– Amorinha? –– Ryan pergunta confuso.

–– Quando pequena Jazmyn era gorda e peluda. Eu a apelidei de Chewbaca, mas dona Pattie achou maldoso, e mudou pra amora. –– ele gargalha alto, pondo a mão na boca para tentar conter o volume.

–– Você prometeu nunca falar sobre isso. –– ela dá um tapa em minha cabeça.

–– Não se preocupe amor, eu ainda te amaria, mesmo gorda e peluda. –– a fala melosa de meu melhor amigo me atinge em cheio, e finjo uma ânsia de vômito recebendo um tapa de minha mãe que me dói a nuca. Jazmyn vai até seu noivo e o abraça colando seus lábios aos dele, uma cena que eu prefiro não ter em mente.

–– Parem de esfregar o seu amor verdadeiro na minha cara, e vamos jantar. –– digo sarcástico, porém sério. Eles riem.

• • •

–– Tem certeza de que está em condições de dirigir? –– minha mãe pergunta pela terceira vez desde que saí pela porta de sua casa.

Eu suspiro, não um suspiro cansado ou mau humorado, mas sim algo bem humorado, quase um riso. Realmente acho graça em sua preocupação exagerada, bebi apenas três cervejas, mas quem não soubesse desse detalhe e visse a expressão de minha mãe pensaria que estou de porre, ou no mínimo que bebi a noite inteira. Ela fez o mesmo com Ryan quando ele e Jazmyn foram embora momentos atrás, e só os deixou partir após minha irmã assumir o volante.

–– Mãe, eu estou bem. Eu juro! –– insisto, tentando soar o mais convincente possível, mas ela parece não se convencer. Rio. Puxo-a pelos ombros e beijo sua testa, sua expressão torna-se mais suave e de certa forma isso me alivia.

–– Oh, porque não leva um potinho de comida para Charlie? –– reviro os olhos.

–– Não, mãe. –– digo firme, sem soar grosso. –– Se eu continuar indo na casa dela, a garota vai pensar que sou algum tipo de maluco. –– seu primeiro instinto é ri, mas logo ela me encara desconfiada.

–– Justin Bieber, você tem ido a casa dela? –– pergunta estridente. –– Filho, ela acabou de se divorciar...

–– Ela tinha esquecido a comida, mãe. Juro que esse é único motivo de eu ter ido até lá. –– digo rápido, e a interrompendo antes que ela pudesse concluir seu pensamento precipitado. Ela mantém o seu olhar desconfiado por alguns instantes.

–– Tudo bem, então ao menos leve um pouco de frango para ela. –– nego com a cabeça.

–– Não dona Pattie. Charlie pode fazer a própria comida.

Abro a porta do passageiro, e Molly salta para dentro acomodando seu corpo sobre o banco de couro de forma relaxada. Dou mais um beijo em minha mãe, e entro no carro tomando meu posto de motorista. Faço a curva no fim da rua, e ao passar por ela novamente eu me despeço com um aceno.

O caminho para casa é lento, a brisa quente adentra o carro através da janela aberta, e bate contra mim bagunçando meu cabelo, e fazendo com que os pelos de Molly se movimentem, quase como em uma dança lenta.

Na metade do caminho eu ligo o rádio na melhor estação que conheço. Um country bem ritmado preenche todo o ambiente silencioso, e meu corpo se contagia com a música. Inicio um batuque acompanhando a melodia, batendo meus dedos sobre o volante sem que isso interfira em minha direção. Molly parece gostar do que ouve, pois no instante seguinte ela late, não muito alto. Olho para trás, e a vejo com a cabeça erguida. Afasto um dos meus braços do volante, o suficiente para que minha mão toque seu pelo macio iniciando um carinho lento que ela retribui inclinando a cabeça contra a palma de minha mão.

Estaciono o carro no lado esquerdo de minha casa, desligo o mesmo saindo em seguida e abrindo a porta de trás para Molly sair.

–– Vamos garota, eu to morto. –– lamento.

Ela anda comigo até a varanda, e ao aproximar-se da porta algo parece chamar sua atenção, pois ela ergue a cabeça e olha para o além como se procurasse algo. Molly corre para longe descendo a pequena elevação, seguindo para a praia. Solto um suspiro, estou cansado, mas não êxito em ir atrás dela. Corro em direção a praia com medo de perdê-la de vista, mesmo sabendo que minha cadela conhece a redondeza melhor do que eu mesmo, e que não teria problemas em voltar para casa sozinha.

Paro por um instante, para recuperar o fôlego. Inspirando, e expirando o ar. Olho para frente, e o que vejo me faz duvidar de minha sanidade, me levando a pensar que adquiri um problema seriíssimo em minha vista nos últimos instantes ou que com a idade três cervejas são o suficiente para me fazer ter alucinações. Molly se duplicou, tornando-se duas, foi o que pensei antes de ver Charlie caminhando em minha direção com as duas versões de Molly.

–– Sabe... Por alguns instantes, pensei que estivesse ficando louco. –– a encaro, mas logo fixo meu olhar nos dois cachorros ao seu lado. –– Mas, agora percebi que você é uma pessoa sem criatividade, que decidiu clonar a minha cadela. –– digo convencido, porém o bom humor em meu tom de voz se sobressai. Charlie gargalha alto, tombando a cabeça para trás.  Uma gargalhada gostosa de se ouvir, e contagiante.

–– Justin, esse é Mike meu novo colega de quarto. –– ela sorri largamente, deixando suas bochechas redondas em evidência.

Charlie abaixa-se no meio dos cachorros, esquecendo completamente a minha presença enquanto se diverte com ambos. Mas, não me prendo a esse detalhe, tudo o que se passa em minha mente é o quão idiota me sinto por sentir inveja de um cachorro pelo simples fato dele poder dormir com ela.

–– Você sabe que Mike é nome de pessoa, certo? –– ela ergue sua cabeça, e me encara.

–– Eu sei, mas, juro que ele sorriu quando eu sugeri esse nome. –– se qualquer outra pessoa me dissesse o que ela disse eu riria, ou a chamaria de louca, mas Charlie não. As palavras saíram de sua boca com uma convicção quase absurda, que a ideia de protestar ou contrariá-la não se passa por minha cabeça. Se ela diz que o cachorro sorriu, eu acredito.

–– Onde você o achou? –– pergunto.

–– Eu o adotei. –– ela respondeu, fitando o cão.

Eu gostaria de ter me surpreendido com sua resposta, mas isso não acontece. Ser gentil, simpática, altruísta, e naturalmente bonita... Tudo isso parece ser muito natural para ela. Ela não esforça, nem mesmo percebe o efeito que causa nas pessoas.

–– Você é uma boa garota, Charlie Dawson. –– afirmo.

–– Eu tento. –– ela sorri tímida.

–– Você é. –– nossos olhares se encontram, e por longos instantes permanecem estagnados um no outro.

Penso em me aproximar, mesmo tendo em mente que prometi respeitar o seu tempo, assim como sei que ela ainda não superou o seu quase casamento. É inexplicável, algo parece me atrair para ela e se eu acreditasse em destino  diria que ele está tentando nos juntar. Dou um passo para frente e ela recua, erguendo uma grande placa fictícia de ‘’afasta-se‘’ para me lembrar que não está disponível ou ao menos não quer estar.

–– Olhe para esses dois. –– meu olhar acompanha o seu, fixando-se no casal de cães deitados sobre a areia, um com a cabeça sobre o corpo do outro como se realmente fossem um casal. –– Mal se conhecem, e já estão assim. As vezes eu queria ser um cão. –– rio de sua afirmativa.

–– Algo me diz que seremos avós em breve.  


Notas Finais


Meus amores recentemente eu tive a ideia de criar um grupo para LASS no whatsapp , eu queria fazer isso faz tempo, mas só no sábado que eu comprei meu celular novo. O intuito do grupo é aumentar o nosso contato, assim além de eu poder me aproximar mais de vocês também poderemos conversar sobre a fic, e outros assuntos também é claro. Então quem quiser participar do grupo me manda uma mensagem com o número do celular ou me chama no chat, ok?
E não se esqueçam caso tenham gostado do capítulo não deixem de comentar, pois isso me incentiva muito. Críticas são sempre bem-vidas, desde que as mesmas sejam construtivas. Beijão e até o próximo capítulo <3

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=DoQ3VBlhrok


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