História Love by Accident - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Mistério, Romance, Vingança
Visualizações 8
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olha eu aqui de novo como o prometido (Ok, talvez um pouquinho atrasada) vamos para mais um capítulo da nossa história.
Nos vemos novamente nas notas finais.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Aqui estou eu, sentada em cima de uma cama com uma colcha rosa purpurinada, olhando para as paredes, era possível encontrar centenas de pôsteres de musicais tipo MammaMia e Wicked. E de cantoras como a Lady Gaga e a Beyoncé.

— Prontinho, encontrei. - Ele disse enquanto caminhava em minha direção com uma pilha de revistas nas mãos.

— E no que essas revistas para garotas de 13 anos vão ajudar nesse seu plano?

— Rose, isso daqui é ouro! Tudo que eu aprendi sobre meninos, eu aprendi com elas.

— Nossa, que animador! - Falei enquanto revirava os olhos e folheava umas das 200 revistas.

— Porque fez essa cara?

 — Vamos ser sinceros Andy, você nunca namorou e o mais perto que chega de outros garotos é quando algum deles te acerta com alguma coisa.

— Tudo bem senhorita experiente, o que sugere que façamos?

— Não é essa questão, eu só acho que não serão algumas revistas que vão fazer eu ficar mais interessante ao ponto de conquistar o Quarterback astro da escola.

— Sério Rosita, seu pessimismo me deixa chocado. Anda, comece a ler e a fixar essas dicas M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.A.S - a maneira como ele falou separando as letras me deu ainda mais vontade de rir.

               Passamos horas lendo as “dicas” fornecidas por aquelas revistas, horas essas que eu achei que foram gastas inutilmente, já que era praticamente impossível seguir a todas, enquanto uma te mandava ser aberta e disponível a outra te incentivava a ser discreta e misteriosa, para falar a verdade a minha cabeça já tinha dado um nó depois das primeiras quatro que eu li.

— Andy, você sabe que isso é impossível né? Como alguém pode ser interessada e desinteressada ao mesmo tempo?

— A questão em si não é essa, o que eu quero que entenda é que será necessário mostrar interesse, mas faze-lo perceber que você não está simplesmente jogada aos pés dele, oras Rose, você não prestou atenção em nada do que leu? Sério? - Ele falava em um tom de voz mais firme como se estivesse realmente desapontado com a minha “falta de noção”

— Eu prestei, só acho complicação demais para uma coisa que está na cara que não dará certo!

— Joga esse seu pessimismo pra longe de mim. – ele puxou o ar com força, colocou as mãos na cintura e começou a me encarar de um jeito bizarramente engraçado.

— Qual foi, Andy? Estou verde por acaso?

— Minha querida vai por mim, era melhor estar verde do que com essas pontas duplas horrorosas, anda levanta essa bundinha linda e vamos dar um jeito nesse erro da natureza que você chama de cabelo.

               Antes que eu pudesse responder ele já me arrastava porta a fora enquanto gritava para a mãe que provavelmente chegaria tarde, entramos no carro e depois de longos minutos chegamos ao maior shopping da cidade, ele estacionou no ultimo piso e saiu do carro como um jato para depois ficar socando a janela do lado do passageiro, saio do carro ainda um pouco atônita com toda a correria absurda e com os insultos direcionados ao meu cabelo.

— Você está ficando cada segundo mais maluco, sabia né?

— Que culpa eu tenho se você cuida desse cabelo “tão bem”. - Sinceramente a sua cara de deboche me despertou uma vontade absurda de soca-lo com toda a minha força – Agora pare de reclamar, a Angeline vai dar um jeito nesse troço.

—  Para de se referir ao meu cabelo como “esse troço”, ele é uma marca do meu estilo.

— Talvez seja por isso que você nunca beijou um garoto na vida. - Ele parou de andar de repente. – Ai minha nossa, você nunca beijou um garoto, eu terei que te ensinar.

— Ei, calma ai garotão! Isso não vai rolar. - Minha cara de nojo deve ter sido bem explicativa porque ele logo recomeçou a andar. — E só para você saber, eu já beijei sim. Não sou das mais experientes, mas já beijei.

— Alguma vez fora do jogo do desafio?

— Ah, cala a boca!

                Assim que chegamos a porta do salão Andy entrou todo animado cumprimentando a todos que cruzavam seu caminho como se fosse um velho conhecido.

— Angeline minha fada madrinha, preciso dos seus dons para dar um jeito nisso. - Ele simplesmente apontou para mim como se a explicação fosse desnecessária.

— Oh mon Dieu ! Qu'as-tu fait de tes cheveux, mon cher? - Angeline disse com um tom apavorado.
 

— O que foi que ela disse? - Perguntei por estar realmente perdida.

— Ela perguntou o que fizeram com o seu cabelo. - Ele se virou para a cabelereira, colocou a mão sobre o peito e fez uma cara de tristeza bem forçada. — Eu sei, é terrível não é mesmo? Só você pode dar um jeito nesse crime.

— Sente-se mon cher, vamos cuidar desse pequeno acidente contra a beleza. - Ela apontou para a cadeira bem a sua frente, onde eu prontamente sentei.

                Durante duas horas que se arrastaram segundo a segundo, tive o cabelo puxado, molhado, cortado, hidratado e no fim, nada havia mudado demais, a não ser o aspecto de hidratado e os centímetros a menos, as unhas foram cuidadosamente pintadas com uma francesinha discreta que segundo, Amélia a manicure, combinariam com qualquer ocasião.

— Minha nossa, agora sim! - Andy batia palmas animado enquanto olhava para o meu reflexo no espelho.

— É, até que ficou legal. - Acabei me dando por vencida e concordei, afinal tinha ficado realmente bonito.

— Aqui está Angel, obrigada pelo trabalho fantástico, porém temos que ir. - Ele simplesmente a entregou o dinheiro e mais uma vez saiu me puxando.

— Pronto Andy, já fiz o que você queria e mudei o cabelo.

— Rosita querida, isso foi só o começo. Vamos agora dar um jeito nesse seu visual “filha de caminhoneiro”. - Ele me puxou para dentro de uma grande loja de roupas, enquanto olhava para todos os lados.

— Ai não Andy, o que tem de errado com as minhas roupas? Elas são confortáveis.

—  Isso ai, confortáveis e não bonitas.

— Andy, por que você está pegando tanto no meu pé?

— Porque eu quero transformar você de uma garota invisível para a mais espetacular daquele coléginho e vai por mim, com a minha experiência e esse seu corpão, meu amor, ninguém nos segura.

               Passamos horas em um entra e sai exagerado daqueles provadores, diversas roupas, acessórios, sapatos e claro o uso da minha “enorme” paciência.

— Agora sim, minha obra de arte! - Andy falou enquanto saímos da loja cheios de sacolas com as diversas roupas que ele havia comprado dizendo que eram apenas um investimento necessário para que seu plano desse certo. — Você virou uma borboleta, minha pequena lagarta.

— Eu me sinto estranha Andy, não estou acostuma a andar de salto pelas ruas, só em ocasiões como casamentos ou alguma festinha. - Eu falei enquanto tentava desesperadamente me equilibrar naqueles malditos saltos.

— Rosalie, pare de ser tão dramática.

— Não me chame de Rosalie, sabe que eu não gosto. - Revirei os olhos enquanto virava a cabeça para o outro lado, para ter então a visão do paraíso depois de horas gastas em tirar e colocar roupas, uma lanchonete enorme com um letreiro em neon que praticamente gritava meu nome. — Vem Andy, eu preciso de um Hambúrguer para superar esse dia interminável.

— A não Rose, que tal uma saladinha?

— Não vem não Andy, eu coloquei um vestido e esses saltos, você não vai me tirar a minha comida. - Puxei o mesmo com toda a minha força para a entrada da lanchonete, porém antes que eu entrasse ele segurou o meu braço.

— Rose, eles estão ali. - Ele apontou em direção a mesa aonde praticamente todo o time de futebol estava reunido, meu olhar de pânico deve ter sido bem expressivo pois ele me lançou um sorriso enquanto retirava as sacolas das minhas mãos. — É a sua chance Rose, vamos começar logo com isso.

— Não Andy, ainda ... – a frase fico inacabada porque eu já havia sido empurrada para dentro da lanchonete atraindo os olhares de todos, engoli em seco quando os meus olhos se cruzaram com os de Aaron mais uma vez, porém diferentemente das outras, dessa vez ele havia me notado também.

                Caminhei em passos firmes em direção ao balcão, rezando em pensamentos para que aquelas revistas realmente funcionassem, pensei no que o Andy me disse antes de fazer o pedido.

—  Um milk-shake de morango por favor.  - Pedi para o atende, que sorriu e se afastou para buscar.

— Ótima escolha, o milk-shake daqui é o melhor da cidade. - De repente uma voz conhecida chegou aos meus ouvidos, era a primeira vez que ele me dirigia a palavra.

                Virei o rosto para encara-lo por um curto tempo, passei os olhos por todo o seu corpo antes de voltar a olhar para o atendente que preparava o meu pedido.

— Obrigada pela opinião, mas não me lembro de tê-la pedido.  - Controlei o tom de voz para parecer o mais desinteressada possível.

— Você deve ser nova na cidade.

— É, mais ou menos isso. - Olhei para ele novamente, só agora podendo ver que logo atrás dele o time todo nos encarava. — Seus amigos perderam alguma coisa aqui?

— Não liga pra eles, só não estão acostumados a ver uma menina tão bonita.

— Aqui está senhorita. - A voz do atendente puxei a minha atenção novamente, peguei a bolsa para pagar no instante que Aaron entregou a nota na mão do garoto que segurava o milk-shake e pegou o meu pedido.

— Considere isso um presente de boas-vindas, a proposito eu sou o Aaron.

— Mas uma vez, não lembro de ter pedido. Mas, obrigado em todo o caso ... - Peguei a bebida de suas mãos, ao mesmo tempo em que deixei a nota sobre as mesmas. — Porém não costumo aceitar presentes de qualquer um.

               Sai andando em direção a porta da lanchonete, porém fui impedida de abrir por causa de uma mão que segurou o meu braço.

— Se me dissesse seu nome não seriamos mais estranhos.

— Quem sabe na próxima. - Pisquei para o mesmo enquanto soltava meu braço de sua mão com cuidado, saindo da lanchonete em seguida.

               Conseguia sentir minhas costas queimando sob o olhar de Aaron enquanto esperava para atravessar a rua, os últimos acontecimentos borbulhavam em minha cabeça, andei mais alguns quarteirões até escutar o motor de um carro se aproximar, rezei internamente para não ser ele e pela primeira vez minhas preces foram atendidas já que quem dirigia o carro era o Andy, nem esperei pelo convite e já entrei no banco do carona.

—  E ai, como foi? - Sua curiosidade era evidente.

— Digamos que isso tudo pode dar certo. 


Notas Finais


Até o dia 14/11 pessoal!
NÃO DEIXEM DE COMENTAR, PRECISO SABER O QUE ESTÃO ACHANDO DA HISTÓRIA.


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