História Love Can Heal, Love Can Destroy. - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys, Drama, Romance
Exibições 41
Palavras 2.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


~Boa Leitura ^^

Capítulo 11 - Alívio.


- Não Isso, isso não é verdade – Dizia pra mim mesma – Eu estar apaixonada? Eu prefiro morrer a passar por isso de novo. É só besteira da minha cabeça. – Disse tentando afastar aqueles pensamentos. Deitei em minha cama, e lentamente peguei no sono

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           Levantei sonolenta, como sempre. Procurava coragem para levantar, e eu não tinha nenhuma. A preguiça estava me matando, e eu estava sem ânimo algum de estudar hoje. Era como uma tortura. Estava esperando Elisa passar em meu quarto, afinal ela sempre vinha, pra que fossemos juntas pra aula. Mas ela não havia aparecido. Resolvi ir sem ela, talvez ela já estivesse na sala.

          Andava entre os corredores, com os olhos pesados, lenta, e devagar. Cheguei em meu armário para pegar meu material, e vi Kookie mexendo no seu também. Ele parecia distraído. Eu o olhava, tentando entender o que se passava em sua mente. Eu queria falar com ele, mas já fazia alguns meses, que ele me ignorava. Ele não dava justificativa para isso. Eu sequer entendia os motivos. Nunca mais nos encontramos para cantar, ele simplesmente, esqueceu de quem eu era. Aquilo me deixava atordoada, e eu só queria entender. Resolvi fazer uma tentativa, e tentar falar com ele. Andei até seu armário, eu estava do seu lado, mas era como se ele não me visse, como se eu fosse invisível.

 - Kookie! Podemos conversar? – Falei sendo ignorada – Kookie sério, por favor, você me ignora há meses. Será que pode me explicar o que eu fiz? – De repente ele olha pra mim. O esperei dizer algo, mas ele simplesmente voltou a sua atenção a seu armário. Eu não aguentei, explodi de raiva. – O que você pretende com isso hein? Vai me ignorar pra sempre? – falava ofegante de raiva – Ótimo. Me ignore então. Você é muito covarde de nem sequer me dizer a razão. Quer saber, Dane-se! – Disse fechando a porta de seu armário

         Andava depressa entre os corredores. Eu sentia raiva. Não só dele, mas de mim. O que eu havia feito pra ser tratada assim? Nem fui para a aula. Eu queria ficar sozinha. Fui para o refeitório, que pra minha sorte, estava vazio. Era cedo, então imaginei que Marta só chegaria mais tarde. Sentei em uma das mesas jogando minha mochila de qualquer jeito. Eu estava praticamente chorando. Eu odiava chorar de raiva. Era o único que eu não conseguia segurar.    Abaixei minha cabeça, tentando esquecer aquilo, mas não conseguia. Senti impulsos, sentia desejos, desejos que não me fariam bem realizá-los. Mas eu não estava aguentando, comecei a fincar as unhas em meus braços. Eu dizia á mim mesma para não fazer, mas eu não pude. Abri minha mochila, procurando qualquer objeto cortante que tivesse. Qualquer coisa, agulhas, canetas, chaves, o que fosse. Achei uma lâmina, que eu tinha guardada. Sempre a levava comigo, em caso de emergência. Estava com ela em mãos, e parei para pensar, tentando dizer não aquele desejo, mas eu só queria me aliviar. Posicionei a lâmina em meu pulso, e assim que iria fazer o movimento, ouvi alguém chegar, escondi a lâmina rapidamente em minha mochila, e me virando para ver quem era.

- Emma? O que faz aqui? – Perguntou Tae se sentando ao meu lado.

- É que... – Pausei tentando inventar qualquer desculpa – Eu queria comer algo antes da aula, só isso.

- Nem precisava chegar tão cedo Emma, não teremos a primeira Aula. A Professora está doente. – Disse levantando as mãos.

- Ah, que bom então. – Falei.

- O que você tem?

- Nada, por quê?

- Não adianta mentir. Sei que você não está bem.

- Não Tae, eu tô bem sério. Por que eu estaria mal? – Falei abrindo um sorriso. Me sentia mal por enganar as pessoas a minha volta, colocando um sorriso falso, e dizendo estar bem, sendo que é totalmente ao contrário.

- Tem certeza? – perguntou colocando uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.

- Sim, não precisa se preocupar. Aliás, Tae, posso te fazer uma pergunta?

- Pode, sou todo ouvidos. – Falou sorrindo.

- Como podemos saber se estamos apaixonados? – Falei e ele pareceu se surpreender com minha pergunta.

- Bom, Você pensa na pessoa o tempo todo, você quer o bem dela, por mais que você não seja o motivo da felicidade da pessoa. Você se sente mal, se acaso ela rejeita você de alguma forma. Só de pensar nessa pessoa, você fica feliz, e abre sorrisos inconscientes. Você sonha com essa pessoa, e imagina um futuro com ela. Você olha pra ela – Disse aproximando seu rosto do meu – E deseja cada parte dela. Seu corpo, seu cabelo – Ele dizia olhando para cada parte dita – Sua Boca – Falou fitando a mesma. Senti um forte frio na barriga. Ele estava muito perto, não tanto, mas o suficiente pra sentir sua respiração. Ele olhou em meus olhos, e pareceu se dar conta do que estava fazendo, ele afastou seu rosto, com um sorriso constrangido. Coisa que eu também fiquei.

- É só isso? – Falei rindo, tentando afastar aquele constrangimento todo.

- É. Bom, mais ou menos. Descrevi sensações que eu sinto.

- Sente? Quer dizer que você está apaixonado Tae? – Falei brincando

- Sim. Estou. – Disse abrindo sorriso.

- E quem é a sortuda? – Falei. Tae me olhou de um jeito diferente, parecia querer dizer algo, mas quando abriu sua boca, olhou para os lados, como se mudasse de idéia.

- Bom, é alguém muito especial pra mim. Linda, sensível, Divertida. Praticamente, a pessoa mais maravilhosa que já conheci em toda minha vida. Não sei como descrevê-la. Precisaria de todas as palavras do dicionário pra isso. – Tae me fitava enquanto dizia cada palavra. Como se aquilo fosse exatamente pra mim.

- Não vai me dizer quem é ela?

- Você saberá. Em breve. Eu prometo.

- Você é muito chato sabia? – falei rindo – Tae, eu preciso ir. Depois nos falamos pode ser?

- Mas já? A gente mal conversou.

- Eu sei mas é que... Eu tenho uma coisa, muito importante pra fazer.

- Mais importante que eu? Não me convenceu.

- Tae, por favor. – Falei fazendo birra.

- Tá, tudo bem. Só por que você tá sendo fofa. – falou e eu ri – Pelo menos, aparece depois no pátio daqui a pouco. Vou estar com os meninos lá, aparece pra gente conversar.

- Tá, tudo bem.

- É Bom que você vá mesmo hein? Ou vou atrás de você – disse e eu comecei rir. Pelo menos, um sorriso em meio aquela confusão toda.

            Aquilo foi por pouco. Muito pouco. Quase que Tae me pegava fazendo o que não devia. Eu não sabia o que teria feito se ele tivesse visto, ainda bem que escondi assim que ouvi alguém chegar. Mas eu ainda estava me sentindo mal, queria apenas ir para meu quarto, e talvez terminar o que tinha começado. Cheguei ao pátio, e ele estava vazio, pois maioria devia estar assistindo aula. Passei entre os bancos, e mais á frente, vi alguém familiar. Era um rapaz de cabelos loiros, ele estava conversando com uma moça, de cabelos castanhos, pareciam ser namorados, pois estavam de mãos entrelaçadas e dando abraços. Eu não conseguia ver o rosto do rapaz, mas ele virou o rosto, e pude ver que o rapaz era Jin. Fiquei surpresa ao vê-lo. Afinal, o que ele estava fazendo ali? E com uma garota? Fiquei observando-os conversar por algum tempo. Eles riam, e ela parecia envergonhada. Deve ser de algo que ele tenha dito á ela. Alguns minutos depois, os dois se levantam, e ela pega sua bolsa. Jin se aproxima da garota, e a beija de um jeito apaixonado. Arregalei os olhos ao vê-lo fazer aquilo. Seria a namorada de Jin? Se for, por que ele nunca comentou nada? Assim que se separaram, a garota deu um beijo em seu rosto, e foi em direção a saída, deixando Jin sozinho no pátio.

Eu estava curiosa pra saber sobre aquilo. Ele estava sentado, mexendo em seu celular, pensei em ir até ele e perguntar o que foi aquilo, mas imaginei que não era da minha conta. Assim que me virei para voltar a meu antigo objetivo, decidi ir perguntar. Afinal, seria apenas uma pergunta. Me aproximei de Jin, e assim que ele percebeu minha presença abriu um sorriso.

- Emma, Oi. Matando aula por acaso? – perguntou rindo.

- Não.  Não tivemos a primeira aula. – respondi rindo. – Jin, posso fazer uma pergunta? – falei me sentando ao seu lado.

- Claro, fique á vontade.

- Você tá namorando?

- Não. De onde você tirou isso? – falou virando a cabeça.

- Por que eu vi você com uma garota ainda pouco. E vocês se beijaram. – Disse e ele me lançou um olhar desesperado. – Era só dizer que sim Jin. Não precisa esconder que você está namorando.

- Shiiiu, fala Baixo – falou tapando minha boca – Podem ouvir.

- Jin – disse tirando sua mão – Só tem nós dois aqui, ninguém vai ouvir nada. E se ouvir, qual o problema?

- É que... – pausou – Eu posso confiar em você?

- Claro que pode.

- Tudo bem. Eu vou contar. Bom, sim, eu estou namorando. E o nome dela é Priscila.

- E o que tem de errado nisso? Por que ninguém pode saber?

- É complicado Emma. É que... Ela está... Nós fizemos uma besteira – Disse e eu o olhava confusa – Ela está grávida. – Falou e me surpreendi. Minha boca fez um perfeito “O” ao ouvi-lo dizer aquilo. – E tem mais... Ela é irmã do Namjoon.

- Jin, – Falei ainda não acreditando – Isso é sério? – perguntei e ele assentiu – Meu Deus. Jin, você tem noção da gravidade disso?

- Eu sei. Mas aconteceu. Eu e Namjoon somos muito amigos, eu tenho muita consideração por ele, e pela família dele. Ficamos mais amigos depois que me apaixonei pela irmã dele. E eu tenho medo do que possa acontecer quando ele e a família dele descobrirem. – falou colocando suas mãos em seu rosto.

- Jin, com quantos meses de gravidez ela está?

- Ela está apenas com um mês.

- Você precisa contar pro Nam. – disse e ele me olhou assustado – Você não pode esconder isso dele. É irmã dele, e você é o melhor amigo dele. Eu sei que pode ser difícil, mas você precisa contar.

- E se a família dele não me deixar mais ver a Priscila? O que eu faço Emma?

- Calma Jin, isso não vai acontecer. – disse procurando palavras para consolá-lo – Se você quiser, vou com vocês pra contar á Namjon e a família dele.

- Você faria isso?

- Faria isso e muito mais. Vai dar tudo certo. Você é uma pessoa maravilhosa, o melhor namorado que ela poderia ter, e o melhor amigo também. Tenho certeza que os pais dela te adoram. Tudo bem que possa ter uma pequena desavença – disse e ele abaixou o olhar – Mas já ouviu o ditado que depois da tempestade, vem a calmaria? Vai dar tudo certo, e se não der, pode contar comigo pro que for. – falei e Jin pareceu se aliviar com minhas palavras.

- Você é incrível sabia? Obrigado Emma. Eu queria poder falar sobre isso com alguém, mas finalmente achei alguém em que posso confiar. Obrigado. – Disse sorrindo. – Preciso apresentá-la á você antes de tudo.

- Por mim tudo bem. Quando você quiser pra mim está bom.

- Amanhã pode ser?

- Claro.

- Tudo bem então. – falou se levantando – Obrigado de novo Emma. Eu não vou esquecer disso nunca, espero poder retribuir um dia. – falou eu sorri vendo Jin se afastar. Fiquei feliz de tê-lo acalmado. Ainda não estava acreditando no que ele me disse. Jin, papai. Quem diria.

           Me levantei, lembrando que estava indo para meu quarto. Andei pelos corredores, novamente sentindo aquela angústia. Eu apenas queria ir para meu quarto, me deitar, e nunca mais sair. Assim que cheguei, me joguei em minha cama, me sentindo péssima. Lembrei do olhar desprezível de Kookie sobre mim, e novamente me veio um peso em minha cabeça. Apertava os olhos, querendo simplesmente esquecer aquilo, mas não conseguia.

          Me veio novamente uma dor, um peso, uma sensação ruim. Eu odiava aquilo. Era tão ruim. Tão pesado, tão triste. Senti novamente uma vontade de acabar com tudo. Estava me sentindo tão mal, meu corpo pesava, eu precisava de um alívio. Abri minha mochila, procurando a lâmina que havia guardado ali, assim que a peguei subi ás escadas para ir ao banheiro. Enchi a banheira, e entrei. Eu queria mudar de idéia, algo em mim dizia para não fazer, mas eu não conseguia. Aquilo já havia se tornado um vício, e eu precisava saciá-lo, de algum jeito. Novamente, posicionei a lâmina em meu pulso, e fiz o movimento que precisei. Fechei os olhos ao sentir a dor, senti minha pele arder, e o sangue escorrer, manchando a água da banheira. Eu ainda me sentia mal, precisava de mais, então novamente, fiz mais um. Mas como todo vício, ainda estava pouco. Lembrei novamente de tudo que me corroía, de coisas do passado, e das atuais. Me veio uma tristeza, me veio ódio, fechei os olhos, e ainda sentindo raiva, passei a lâmina de qualquer jeito várias vezes por meu braço, eu não ligava, apenas passava, sentindo minha pele abrir. Larguei a lâmina, e me confortei na banheira, sentindo a dor, que como mágica, aliviava tudo que sentia. A água estava totalmente vermelha, totalmente suja. Fiquei ali por algum tempo, tentando esquecer um pouco de tudo. Tentei dormir, mas não conseguia. Eu sentia meu sangue escorrer, e aquilo me fazia bem de um certo modo.

      Estava muito mal. Afundei-me na banheira, ficando totalmente no fundo. Fechei os olhos, sentindo meu oxigênio faltar, aos poucos. Me sentindo sufocada, sentindo o fim chegar. De repente, me lembrei do que Kookie havia me dito uma vez. “Você me faz feliz “. Aquelas palavras ecoavam em minha cabeça. Abri os olhos, voltando a superfície, ofegante pela falta de ar. Novamente, fui covarde demais. Saí da banheira, meu sangue ainda corria solto. Eu precisava fechar aquilo. Procurei por algo, algodão, esparadrapo, o que fosse. Achei algodão no armário abaixo da pia, eu tinha fita, então apenas coloquei algodão, e fita por cima. O estrago tinha sido feio, como sempre. Eu precisava pegar mais leve, mas acabava perdendo a cabeça. Abri meu armário, pegando a primeira blusa de frio que achei, e a vesti. Servia pra esconder, pelo menos, até cicatrizar. O que levaria pelo menos duas semanas ou mais. Que droga.

Estava me sentindo aliviada, mas ainda assim, sentia meu corpo pesar. Sentei-me em minha cama, olhando para o nada, pensando, e não pensando ao mesmo tempo. Passavam-se tantas coisas em minha cabeça, que nem eu mesma, sabia o que era. Eu me perguntava o que eu era. Lembrei-me, que uma vez, a pessoa por quem meu coração mais batia, me disse que eu não era nada. Vai ver eu não era mesmo nada. Eu ri, mas aquilo acabou comigo. Queria ser tão forte quando demonstro ser. Eu nunca imaginei que um dia, teria depressão. Ela vem assim, sorrateira como uma sombra, quase sem ser percebida. Mas aí, se mostra um parasita, que se alimenta do que há de bom, e abre um buraco negro em mim que me suga todas ás esperanças, e toda a vontade de fazer qualquer coisa. Me tira toda a vontade de viver. Eu tenho medo de mim mesma, pois posso fazer uma besteira, á qualquer momento.

Eu quero chorar, Mas Sorrio. Eu quero Gritar, Mas continuo Calada. Eu quero Morrer, Mas continuo Viva. Eu queria amigos, Mas me acho ruim demais pra isso. Eu quero ser magra, Mas sempre me olho no espelho, e ele me diz o contrário. Sou Julgada, mas continuo Quieta.  Esse era um dos meus maiores medos, que descobrissem. As pessoas não entendem, como é viver assim, desse jeito. Presa em mundo sombrio, lugar onde sonhos não brotam. As pessoas julgam, dizem que é besteira, que é falta de louça, que somos loucos, que é frescura, e até dizem, para morrermos de uma vez. Tenho medo que alguém descubra, eles me julgariam, e se afastariam de mim, e eu não quero isso. Joguei-me para trás, fechando meus olhos. Ás vezes achava que a única que me entendia, era minha cama, meu quarto, minha lâmina, e a escuridão, que me fazia me sentir tão bem. Tentei dormir, estava tão cansada. O cansaço da alma, fazia meu corpo pesar ainda mais. Com muito esforço, consegui pegar no sono, lentamente.

Continua... 



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