História Love can hurt - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Sherlock
Personagens Dr. John Watson, Irene Adler, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags Molly Hooper, Sherlock, Sherlock Holmes, Sherlolly
Exibições 21
Palavras 2.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pessoas maravilhosas que estão lendo isso, me desculpem. Eu demorei muito para atualizar essa fic, mas eu tive um, digamos que mini-bloqueio criativo. Estava escrevendo uma cena e puf! Deu nisso.
Mas, para vocês ficarem felizes, tem capítulo novo hoje! Boa leitura ^u^

Capítulo 17 - Road


A semana de provas havia começado na faculdade toda, e agora tanto Sherlock quanto Molly estavam estudando o máximo que podiam. Mal se encontraram nesses dias, apenas trocaram algumas mensagens durante o intervalo entre uma aula e outra e também quando estavam em suas casas. Algumas vezes, Sherlock conseguia tirar Molly do corredor onde ela aguardava para o começo das aulas e levá-la para o lugar em que eles ficavam à sós, como se fosse um 'armário' que apenas eles tinham acesso, além, claro, das pessoas responsáveis da faculdade.

As visitas à esse local se tornaram mais constantes, pois era a única alternativa que acharam para estarem sozinhos sem ninguém os observar e ficarem comentando sobre o assunto.

No último dia da semana de provas, Molly e Sherlock estavam no local citado, ele estava sentado recostado à parede e ela sentada em seu colo com as pernas envolvidas em sua cintura e as mãos sobre seus ombros, trocando mais um beijo antes de saírem.

- Molly?

- Pode falar. - disse em meio à sua respiração descompassada.

- Você sabe que semana que vem não teremos aula durante toda a semana, e minha mãe está insistindo muito para que eu vá vê-la. Eu queria saber se você não quer ir junto.

Ela assentiu com um aceno e se levantou, pegando seus pertences para que pudessem sair. Não haveria nenhuma aula após aquele horário, o que significava que eles poderiam curtir o final do dia sem ter que pensar em estudar. A faculdade estava aparentemente vazia, então tomaram a liberdade de sair, descer a escadaria da construção e esperar pelo ônibus que os iriam buscar.

Foram para o apartamento de Molly em seguida, e essa mesma quando abriu a porta, viu Lessie miando com sua chegada.

- Oi meu amor, eu esqueci de te dar comida, não foi? - segurou a filhote que já crescera alguns centímetros, porém ainda sim continuava pequena, e foi com ela pegar alguns petiscos para gato na cozinha.

- Molly! Eu também me esqueci de uma coisa. - Sherlock falou da sala enquanto tirava seu notebook de sua mochila.

- O quê? - deixou Lessie na beirada do sofá e se sentou ao lado do moreno no outro canto desse mesmo móvel.

- É sobre a viagem. Nós... vamos amanhã, okay?

Molly encarou o notebook com o visor ligado e concordou.

- O que você decidir, pra mim está ótimo. - deu um beijo em sua bochecha. - Eu vou arrumar minhas coisas então. Vigie para que a Lessie não tente arranhar seu notebook. - saiu e Sherlock fitou a gata que já subia em cima de si para encostar suas patas no teclado.

- Ahn... tome. Isso aqui você pode arranhar. - pegou da mesa de canto que se encontrava na sala uma bola de novelo de lã e a jogou no chão para que a gata se divertisse com ela. - Tente não subir em cima desse notebook aqui, okay? - afagou as pequenas orelhas da filhote.

Depois, quase no início da noite, Sherlock fora até Baker Street e voltou ao apartamento de Molly já com suas coisas para viajarem no outro dia. Ele vestiu um pijama cinza com blusa de mangas compridas verdes e calça da mesma cor, e, depois de comer algo, dormiu com Molly no sofá depois de assistirem alguns episódios de uma série que ela escolhera.

~=~

O céu estava coberto por nuvens dando-lhe uma coloração acinzentada. À contragosto, Sherlock levantou e foi se arrumar. Não fosse Molly tê-lo acordado, continuaria dormindo pelo resto do dia.

A campainha tocou, e como a garota estava se trocando, Sherlock foi atender a porta. Ficou claramente sem jeito quando deu de cara com seu irmão.

- Mycroft?! O que está fazendo aqui? - havia um leve tom de raiva em sua voz.

- Caso tenha esquecido, Sherlock, mamãe pediu para que fôssemos visitá-la.

- E o que você tem haver com isso?

- Se esqueceu também que você não tem carro e que por isso, foi VOCÊ quem pediu que eu te oferecesse o meu?

- Ah. É. Mas por quê você veio aqui no apartamento da Molly? Por acaso ela está saindo com você e eu não fiquei sabendo? - ironizou.

- Não, Sherlock. Eu não sou de me envolver com outras pessoas, ao contrário de você. Fui na Baker Street, e John disse que você havia pegado algumas coisas suas e saído durante a noite. Perguntei por algum local em que você, Sherlock, poderia estar. E então, pode ver que nos encontramos.

- Agora que já me entregou as chaves, pode por favor ir embora? Preciso fazer coisas mais importantes do que discutir com você. - indicou a saída e Mycroft sorriu com seu jeito cínico.

- Você não vai conseguir me evitar por tanto tempo assim. Eu também vou para a nossa casa, irmãozinho. Nos vemos lá mais tarde. Até breve.

- Insuportável. - dizendo sua última frase fechou a porta com raiva.

Molly adentrou a sala com seus pertences dentro de uma mochila, que carregava em suas costas.

- Já podemos ir? Estou doida pra sair de casa por um tempo, mesmo que sejam apenas por três dias. - falou em tom de brincadeira se referindo ao tempo em que permaneceriam na casa dos pais dele.

Ele sorriu e confirmou. Pegou também seus pertences e adentraram, depois, no carro do outro irmão Holmes indo assim para a estrada que os levava para fora da cidade. Durante o trajeto, eles alternaram em quem iria dirigir, pois segundo Sherlock, ele precisava aproveitar a semana fora da faculdade para dormir um pouco. A garota riu com o comentário e aceitou a oferta, deixando o moreno dormir ocupando assim todos os bancos traseiros quando ele se deitou e abraçou uma almofada que levava consigo.

Chegaram ao destino e Sherlock odiou ter que se levantar. Parecia uma criança reclamando - pensou Molly quando ele lhe pediu mais cinco minutos para cochilar.

- Você pode dormir depois, okay? Agora, tente não ficar com esse rosto de menino emburrado. - Sherlock revirou os olhos enquanto andavam até a porta da casa. - E não revire os olhos pra mim, Sherlock Holmes, porque eu posso muito bem ter uma conversinha com a sua mãe sobre o seu comportamento. - disse em tom sério porém de brincadeira.

Sherlock engoliu em seco pensando que ela havia falado aquilo realmente como se fosse verdade.

A mãe de Sherlock os recebeu muito bem, Molly a achara uma fofa e Sherlock apenas ouvia seus pais e ela conversando enquanto ele estava visivelmente entediado e cansado.

Enquanto a Sra. e o Sr. Holmes, e Molly conversavam na varanda, Sherlock permaneceu na sala, até que viu seu irmão abrir a porta. Revirou os olhos e bufou.

- Falando em coisas ruins, olhe só o que chegou... - Sherlock retrucou quando viu o irmão se sentar no sofá em frente ao dele.

- Olá pra você também. Posso perceber claramente que está muito cansado.

"Grande dedução." - pensou Sherlock fitando o irmão com uma expressão de desgosto.

- Por acaso - Mycroft prosseguiu. - Andou fazendo certas 'coisas' durante a madrugada que te deixaram assim agora? - Sherlock entendeu muito bem o que ele quis dizer. Sentiu suas bochechas arderem e seus punhos estavam com uma vontade incontrolável de chegar até o maxilar do irmão. - Saiba que isso pode afetar os seus estudos, pois segundo uma pesquisa, jovens estudantes precisam dormir de oito à nove horas por dia. - havia uma pitada de sarcasmo em suas palavras.

- Escute aqui - elevou o tom de voz porém se controlou para não iniciar uma briga. - Eu não transei com a Molls!

Mycroft exibiu um sorriso de ponta a ponta e Sherlock não aguentava mais presenciar aquela situação.

- Eu por acaso falei que foi necessariamente isso o que você fez? - seu olhar era vitorioso. - Estou me surpreendendo com você, Sherlock. Sem nem mesmo eu pedir, você fala os acontecimentos sobre a sua vida assim.

Sherlock desistiu de qualquer tentativa de ainda continuar na sala. Viu que o primeiro violino que ganhara de seus pais ainda estava ali, em um outro canto da sala. Então, teve uma ideia melhor.

Pegou o violino com classe e se sentou novamente no sofá, manejando o instrumento impecavelmente. Sua postura elegante era apenas para provocar o irmão.

- Já estou de saída, se é isso o que quer. - Mycroft não pensou duas vezes e subiu as escadas indo para seu quarto.

- Pelo menos eu não sou o filhinho que ficou morando com os pais até ter um emprego! - exclamou quando o irmão já estava na metade do caminho. Este apenas bufou continuando a andar.

Molly voltou para a sala, e vendo que o garoto de cabelos pretos cacheados no sofá acabara de tocar uma melodia no instrumento, foi até lá e sentou-se ao seu lado.

- E agora? Ainda com sono?

- Sim. E mais porque o Sir Chato Mycroft está aqui.

Ele se levantou e levou Molly consigo, a encaminhou para seu quarto e ele trancou a porta.

- Você parece um ursinho. - disse a garota enquanto se deitava na cama junto com ele.

- Por que?

- Porque acho que uma hora ou outra acho que você irá entrar em modo hibernação.

Ele esboçou uma careta.

- Sua tentativa de fazer piadas falhou miseravelmente, Hooper! Agora faça silêncio pois eu preciso me concentrar. -fechou os olhos e segurou a mão da menina.

Ela riu com a frase dita e se aproximou mais dele.

Quando Sherlock se deu conta, viu que dormiram durante a tarde toda, sentiu seu estômago roncar de fome e se levantou de sua cama tentando não fazer barulho.

Na cozinha, ele parecia ainda estar sonolento, mal caminhava direito. Abriu a geladeira e pegou um bolinho que sua mãe fizera no dia anterior. Pegou alguns ingredientes e, dentro de alguns instantes, seu chocolate quente estava pronto.

Com seu lanche em mãos, ele se encaminhou para a sala, quando viu a garota entrando no mesmo estado que ele.

- Estou me sentindo como se alguém houvesse aplicado morfina em mim. - ela passou as mãos pela testa. - Mas claramente na quantidade errada. - Sherlock esboçou um sorriso.

- Se desejar mais dessa morfina, eu posso lhe conseguir, senhorita. - falou com o tom de voz mais calmo do mundo para um diálogo como aquele.

- Dispenso a oferta. - se sentou no sofá e deram progresso à conversa. Os raios do sol deram lugar à luz da lua e eles mal notaram. A casa parecia vazia, apenas suas respectivas vozes eram escutadas do ambiente.

Ao passar do tempo eles rapidamente ficaram mais enérgicos e começaram a se beijar ali mesmo, percebendo a monotonia do ambiente, não se importaram.

- Ah, pelo amor de Deus, vocês não poderiam... trocar saliva em outro lugar? - Mycroft apareceu vindo da cozinha com vários cupcakes, que ele pretendia levá-los para comer à sós. Esboçou uma careta ao se pronunciar.

- Eu sempre soube que era você que roubava os bolinhos! Mesmo assim, você insistia em dizer que não era e colocava a culpa em mim, porque claro, o irmão mais novo é sempre o culpado! Se lembra disso, não é Mike? - o chamou pelo apelido que ele tanto odiava.

- Meu nome é Mycroft, e não Mike! - seu tom de voz era raivoso. - Mamãe me deu esse nome e é ele que irei usar!

- Okay, você faz o que quiser, mas nos deixe em paz aqui! A propósito, você bem que poderia chamar a sua 'amiguinha' Anthea para nos visitar um dia. Ela não é tão má companhia assim. - havia certa ironia em suas palavras.

Mycroft revirou os olhos e se encaminhou para seu quarto. Molly se conteve para não falar nada durante a troca de palavras ásperas dos irmãos.

- Vocês brigam muito. - ela se ajeitou no sofá.

- Imagina, isso é apenas a convivência de sempre. Acho que nós dois já estamos acostumados.

Ela sorriu.

- Pode buscar um daqueles bolinhos pra mim? Parecem ser bons. E chocolate quente também.

Ele concordou e se levantou indo até o respetivo cômodo. Molly por sua vez viu que o controle da televisão estava próximo, então o pegou e ligou o aparelho vagando por alguns canais procurando por algum filme de seu interesse. 

Sherlock voltou com o pedido feito e se lembrou que precisava de seu celular. Todavia ele se encontrava em seu quarto.

- Pegue. Eu já volto. - caminhou pelos degraus que o encaminhavam para seu quarto.

Enquanto isso, a garota continuava vagando por canais aleatórios com uma caneca em uma mão e o controle em outra. Ela se levantou para guardar o objeto que ligava a televisão sobre um criado mudo, quando o filme que se iniciara parou e deu lugar à uma notícia em um noticiário famoso de Londres.

Ela encarou o visor não acreditando se aquilo poderia mesmo ser verdadeiro, então trocou novamente a programação.

Todos os outros canais diziam a mesma coisa, a mesma notícia, os mesmos fatos.

Sentia que suas pernas a qualquer momento poderiam vacilar e ceder. Os olhos brilharam e ela sentia também que sua voz estava ficando embargada. O garoto dos cabelos cacheados adentrou a sala, colocando o celular em seu bolso.

- Voltei. Eu estava apenas falando com o John e... - fitou a garota de cima abaixo. - Nossa, você está muito pálida. - ele pegou a caneca de suas mãos e deixou em um lugar para que ela não a deixasse cair. Ao sentir o toque não planejado entre as mãos, percebeu que ela também estava gelada. - O que aconte... - Sherlock disse, porém, antes que a garota respondesse alguma coisa, seus olhos se fecharam rapidamente e suas pernas realmente cederam. - Molls? - ele a segurou com rapidez ao notar o estado dela e a deitou no sofá. - Está me escutando? Molly Hooper!

Tarde de mais para qualquer tentativa que a fizesse falar naquele exato momento. Ela havia desmaiado.

Sherlock não notara o que o aparelho de televisão estava ligado ainda, olhou para todos os lados possíveis do ambiente e ficou estático pensando em uma tentativa de ajudar a menina desacordada.

- Vamos lá Molly. - checou seu pulso e suspirou aliviado por não ser algo mais grave. Mesmo assim, tentava ajudá-la. - Acorde! Hey, está me escutando?

"Um carro cinza à caminho da cidade de Southampton, que se localiza próximo à cidade de New Forest, capotou hoje pela manhã. O acidente parece ter sido grave. Infelizmente, não temos mais relatos do acontecido por enquanto. Voltaremos assim que..." - era a notícia transmitida pelo aparelho televisivo.


Notas Finais


Suspense no final porque eu amo fazer isso. Hahahahaha
Beijos X3


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