História Love Design - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Cruella De Vil, Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Emma Swan, Fa Mulan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Personagens Originais, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sidney Glass, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Ursúla (Bruxa do Mar), Will Scarlet, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Bex Mader, Captainwicked, Dragoncharming, Dragonswan, Evil Queen, Jamie Dornan, Kristin Bauer, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Ouat, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood, Sean Maguire, Zelena Mills
Visualizações 360
Palavras 4.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, com o fim da Season 6 de OUAT eu me distrai muito! Mas até que estou postando antes. Espero que gostem! Boa leitura! ❤

"Precisamos conversar"

Capítulo 34 - We need to talk


Fanfic / Fanfiction Love Design - Capítulo 34 - We need to talk

Killian revirou-se na cama a noite inteira, preocupado se Zelena tinha ou não descoberto o que havia feito com Regina.

 Na realidade, não tinha uma noite de sono tranquilo desde os ocorridos. Sua mente sempre o torturava, insistindo em lembra-lo com as imagens em seu escritório e no quarto da arquiteta. Estava sendo aos poucos consumido pela culpa e o arrependimento de ter atacado Regina sem motivo algum.

Havia sido de um modo irracional, uma maneira de atingir Robin indiretamente, mas ela não merecia ter passado por aquilo, ela não tinha culpa do que Robin fez a ele quando eram novos.

Não sabia como reverter a situação, mas sabia que perdão nenhum no mundo era suficiente o bastante para que Regina o perdoasse. Então, o jeito era se corroer pelo remorso e nunca mais cruzar o caminho da arquiteta.

***

Zelena acordou mais tarde que o desejado, abriu os olhos lentamente e colocou uma mão na barriga.

-Bom dia, meu anjinho! – Disse bocejando, acariciou a barriga e sorriu, mas aquele sorriso foi cessado pela resposta do “Bom Dia” uma ânsia forte que a fez levantar um tanto tonta e correr direto para o banheiro.

Agradeceu pela porta já estar aberta, apoiou-se no vaso e colocou tudo para fora.

-Mas que droga! – Resmungou a ruiva.

Ela deu descarga assim que terminou e escovou os dentes, em seguida riu.

-Okay, esse definitivamente não era o “Bom Dia” que eu estava esperando! – Disse acariciando a barriga com as duas mãos, percebendo assim o volume, isso fez com que ela olhasse rapidamente no espelho. -Meu Deus! Agora que Killian vai descobrir mesmo! – Disse ela inconformada com o pouco que sua barriga havia crescido, mas era visível. -Custava ter esperado a mamãe contar ao papai? – Disse ela olhando para baixo e torceu a boca. -Não que eu vá contar algo a ele...- Suspirou.

Aproveitou que estava no banheiro para tomar um banho, despiu-se, entrou de baixo de água morna e fechou os olhos, pensando em algum jeito de Killian não notar que já não andava mais sozinha a quase quatro meses.

Lavou suas madeixas avermelhadas e ensaboou seu corpo delicadamente, sempre se distraindo com sua barriga, adorava acaricia-la, mesmo que aquela leve alteração repentina fosse um momentâneo problema.

Terminou seu banho, secou-se e enrolou uma toalha no cabelo, em seguida se envolveu num roupão felpudo verde água.

Caminhou ate o closet e ficou andando de um lado para o outro, pensativa, não sabia o que iria vestir mais tarde para disfarçar a barriguinha, mas seus pensamentos foram interrompidos pelo toque de seu celular.

Foi até o quarto, pegou-o e viu quem era, em seguida atendeu.

-Oi, Robbie! Bom dia! – Disse a ruiva.

-Bom dia, Zel! Como você está? Desculpa não ter ligado ontem, achei que não queria conversar. – Disse ele sentado em sua mesa no escritório, enquanto lia brevemente alguns documentos.

-Eu estou bem! Podia ter ligado, você é o único que está me entendendo ultimamente. – Riu ela. -Como foi com Marian depois que eu fui embora? – Perguntou ela.

-Não conversamos muito depois da briga de vocês, ela ia ficar martirizando o assunto então eu saí, não dormi em casa! – Respondeu ele.

-Ah! Não dormiu? E dormiu onde? – Disse curiosa.

-Dormi em um dos hotéis...- Mentiu ele lembrando da noite com sua morena e mordeu o lábio inferior.

-Sei...Enfim, liguei para Killian ontem! – Disse ela.

-Achei que não quisesse ver ele nem pintado de ouro...- Disse ele surpreso e bebeu um gole de café. –Urgh! Que café horrível! Zelena você precisa voltar logo para esse escritório, se algum cliente meu beber isso, vai morrer antes que possa pensar em fechar um contrato. – Debochou ele de si mesmo.

-Quem fez? Você? – Disse ela segurando o riso.

-Sim! – Estreitou os olhos.

Zelena não conteve a risada.

-Para, Zelena! Nem todo mundo sabe fazer café, Okay? - Disse se defendendo.

-O-Okay! Nem todo mundo sabe fazer, mas pelo jeito o seu não está nem bebível...- Debochou ela ainda rindo.

-Esqueceu que pago seu salário? – Levantou uma sobrancelha.

-D-Desculpa. – Riu. -Volto essa semana mesmo, só não volto hoje porque vou encontrar Killian!

-Espera! O que? Porquê? – Disse preocupado.

-Ele e eu precisamos conversar, tem muita coisa acontecendo! – Suspirou.

-Vai contar a ele? – Questionou enquanto checava seus e-mails.

-Não sei! Talvez...Aí! Está tudo tão difícil! Talvez ele descubra, minha barriga resolveu dar uma alterada de ontem para hoje. – Suspirou. -E se ele colocar a mão em mim, com certeza vai descobrir, Robin não sei o que fazer, não estou pronta para contar.

-Zelena, calma! Use uma roupa mais larga e evite contato físico, é a única dica que posso te dar se você não quer contar! – Aconselhou ele.

-Eu contar ou não, vai depender da sinceridade dele comigo! – Suspirou. -Obrigada pela ajuda!

-Estou aqui para o que precisar! Espero que corra tudo bem! Sei que vai fazer a coisa certa! – Disse ele.

-Eu vou no final da tarde! Também espero que corra tudo bem... – Sorriu acariciando a barriga. -Seriamos uma família tão linda.

-Torço para que sejam! Er...Zelena, tenho uma breve reunião daqui a pouco, preciso desligar, se precisar de mim pode me ligar!  - Despediu-se.

-Oh! Okay! Obrigada, Robbie! Até! - Despediu-se e desligou.

Zelena vestiu roupas confortáveis, uma calça de moletom preta e uma blusinha de alcinha curta que mostrava sua barriga, na cor verde escura, decidiu que ficaria em casa até o final da tarde para descansar.

Tirou a toalha do cabelo e com o pente, desembaraçou as madeixas avermelhadas. Foi até a cozinha e tratou de começar a passar um café fresco para tomar.

-“Finally the moment I was hoping would come.

The moment he realize he chose the wrong one...” (Wicked Always Wins - Rebecca Mader) – Zelena cantava baixo enquanto esperava a água ferver. –“There ins't any...” – Foi interrompida por duas suaves batidas na porta, revirou os olhos. -Ai não tenho sossego! – Resmungou ela. -Já vai! – Disse ela alto colocando um casaco que estava na cadeira e indo até a porta abrindo-a.

-Hum? – Olhou e não viu ninguém até olhar para baixo. -Gideon?

-Er...Er...Bo-Bom dia...Isso é para você! – Disse tímido e com uma cestinha nas mãos entregando a ela. -E-Eu ajudei a fazer.

-Oh! – Ela abaixou-se e pegou a cestinha, em seguida dando um beijo carinhoso na bochecha dele. -Obrigada! – Sorriu.

Belle veio em seguida.

-Bom Dia! Espero que goste de pão de mel, Zelena! – Sorriu ela, pegando Gideon no colo. -Foi ideia dele trazer!

-Tenho certeza que estão ótimos! - Piscou para ele e o mesmo escondeu o rosto no cabelo da mãe. -Estou passando um café, quer entrar? – Perguntou Zelena.

-Gostaria se eu não estivesse em cima da hora para trabalhar! – Sorriu.

-Deixamos para outro dia! – Sorriu de lado.

-Sim! Vamos, Gideon! A mamãe precisa ir, se comporte com o vovô.

O menino fez que “Sim” com a cabeça e sorriu para Zelena que sorriu de volta.

-Até mais, espero que goste! – Disse Belle levando-se para dentro.

-Obrigada! – Zelena mandou beijo para Gideon e em seguida entrou em casa.

Terminou de passar seu café, pegou uma xícara, sentou na cama junto com a cestinha de pão de mel e ligou a TV em algum filme, na intenção de se preparar para encarar Killian mais tarde.

***

O clima até o prédio de arquitetura estava pesado, Emma inquieta não parava de mexer a perna, o que estava tirando Regina do sério.

-Quer dizer algo, Emma? – Perguntou Regina.

-Não! – Disse curta.

-Tem certeza? – Insistiu a morena.

-Sim! – Disse a loira.

-Okay! – Revirou os olhos e continuou dirigindo. Sabia que ela começaria a falar a qualquer momento, mas preferia que fosse no escritório, pois não queria se estressar estando no volante.

Ao chegarem ao prédio, Regina adentrou o estacionamento e localizou sua vaga, parando na mesma.

Emma nem esperou que ela desligasse o carro, pegou sua bolsa e desceu indo em direção a entrada.

Regina desligou rapidamente o carro, pegou sua bolsa, trancou-o e foi atrás dela.

-O que você tem, Emma? – Perguntou após alcança-la.

-Nada, Regina! Que insistência! – Disse entrando no elevador.

Regina respirou fundo e torceu a boca.

-Você está assim por causa do Robin? É esse o problema? – Disse Regina.

-Regina, não é o Robin, mas sim a situação em que você está se metendo! – Disse Emma saindo do elevador.

-Que situação, Emma? Eu não estou me metendo em nada! – Disse Regina e também saiu.

Ambas entraram na sala da morena.

-Sim, você está! Regina, ele é casado! – Disse Emma e sentou em uma mesa que tinha no escritório da amiga.

-Eu sei, não precisa ficar repetindo...Eu sabia disso quando fui para cama com ele! - Revidou a morena.

-Eu sei que você sabia! Mas, Regina, está errado! Por acaso você quer sair em uma revista como pivô do fim do casamento de 15 anos de Robin de Locksley? – Disse Emma.

-Eu não sou pivô de nada! – Disse Regina.

-Mas vai ser quando Marian descobrir! – Retrucou.

-O casamento deles já acabou a muito tempo! – Disse a morena andando pelo escritório.

-Se acabou, porque ele ainda está com ela? – Perguntou Emma.

-Estamos nos conhecendo, Emma...Temos de ter certeza.- Tentou se explicar.

-Na cama? Regina eu só quero o seu bem! E se envolver com um homem casado não é o melhor para você! – Disse a loira.

-Emma, eu sei o que é melhor para mim! – Revidou.

-Se você soubesse o que é melhor para você, não estaria apaixonada pelo Robin!

-Eu apaixonada? Emma, por favor! – Mentiu ela.

-Negue! Negue para si mesma, porquê eu te conheço, Regina e sei muito bem que você está morrendo de amores por ele! Me preocupei com esse seu envolvimento quando percebi que não era só mais um de seus casos sem compromissos. – Disse ela calma.

-Eu não sei o que estou sentindo por ele e ele por mim, mas eu nunca vou saber se eu não tentar, Emma, toda escolha é um risco e é esse risco que vou correr me envolvendo com Robin! – Disse Regina.

-Eu não quero que você se machuque, Robin pode até ser um bom homem, mas ele está com você enquanto carrega o nome de outra na mão esquerda e você está claramente apaixonada! Esquece ele! Tem tantos homens solteiros por aí! Você vai encontrar alguém...– Aconselhou Emma. -Você não tem que correr esse risco desnecessário de magoar...

-Idaí se eu estiver apaixonada e morrendo de amores pelo Robin? A única que tem que se preocupar se vou ou não me machucar, sou eu! Você deveria se preocupar com seu casamento que esta indo por água abaixo, não com quem transo ou deixo de transar! – Disse com curta e grossa.

-Regina! – Disse Emma surpresa. -Para que essa arrogância?

-Nunca tive uma mãe, Emma Swan e não é agora que vou ter! – Disse Regina totalmente irritada. -Porque não vai checar meus e-mails? Tenho minha reunião daqui a pouco e preciso me concentrar! – Disse Regina ignorando-a, passou as mãos pelo cabelo, em seguida sentou-se em sua cadeira e colocou seus óculos, não olhou mais para a loira.

-Okay! Como quiser, Srta. Mills! - Disse e saiu da sala de Regina batendo porta.

Assim que Emma deixou a sala, Regina sentiu-se automaticamente mal pelas grosseirias que disse, ainda estava irritada, mas odiava discutir com ela. Respirou fundo e decidiu que resolveria isso depois, tinha problemas profissionais para resolver em poucos minutos e não podia deixar-se distrair por coisa pessoal.

Regina pegou a planta do cliente que solicitou a reunião e começou a analisar o que poderia não estar do agrado dele, estava totalmente concentrada até que seu celular começou a tocar.

-Que drog...- Parou de resmungar assim que viu a foto do loiro na tela e atendeu. -Robin! – Sorriu sem jeito.

-Oi, espero não estar atrapalhando! Sua voz me acalma e eu tenho uma reunião daqui a pouco! Deveria estar me concentrando, mas você insiste em mudar rumo dos meus pensamentos! – Sorriu ele enquanto revisava a proposta de um cliente para a compra de um novo terreno.

Regina sorriu apaixonada.

-Você nunca me atrapalha! – Disse ela com uma voz doce. -Também tenho uma reunião daqui a pouco e confesso que tudo que eu mais quero no momento e sumir desse escritório e ir para algum lugar calmo onde eu me sinta confortável! Bom! Aqui costumava ser esse lugar, até começarem a me julgar. – Referir-se a briga com Emma.

-Eu só posso te oferecer meus braços como refúgio, Querida! – Disse ele carinhosamente.

-Oh! Robin, tem sido o único lugar onde desejo estar! – Sorriu e suspirou.

Robin pode ouvir aquele suspiro apaixonado e sorriu mordendo o lábio inferior.

-Mas aconteceu algo para você querer fugir assim? – Perguntou ele desconfiado.

-Er...Não! – Mentiu ela.

-Regina! A verdade! – Ele torceu a boca.

-Er...Emma e eu brigamos, e digamos que eu fui meio arrogante! – Suspirou.

-Com razão? – Disse ele.

-Ela disse que você estava comigo enquanto carrega o nome de outra na mão...Não que não seja verdade...- Disse ela enrolando uma mecha de cabelo no dedo. –...Mas não é algo que eu queira que seja jogado na minha cara! – Revirou os olhos.

-Está chateada comigo? – Perguntou receoso.

-Claro que não! – Sorriu. -Compreendo que sua situação com Marian é um tanto delicada e você precisa ter certeza das...- Ele a interrompeu.

-Regina, nesse curto período de tempo em que estamos nos conhecendo, você vem sendo a única pessoa que...- Marian abriu a porta do escritório interrompendo-o, fazendo com que o mesmo abaixasse o celular automaticamente.

-Marian? O que faz aqui? – Perguntou ele com o coração acelerado, cessando totalmente seu sorriso bobo.

Regina gelou e não sabia se continuava ou não escutando.

-A única pessoa que? – Repetiu o dito por ele. -Com quem está falando, Robin? – Marian franziu o cenho.

-“A única pessoa” que me fez uma proposta tão alta...Estou falando com um dos empresários que está interessado em um terreno...E você me atrapalhou! – Disse ele pegando novamente o celular.

-Er...Sr. Torres, me desculpe, minha esposa invadiu a sala e me interrompeu, retorno a ligação mais tarde para continuarmos! – Disse ele.

-Boa reunião e boa sorte com er... Como é que sua irmã fala mesmo? Cascavel. – Riu. -Beijos! Bom! O “Sr. Torres” Vai esperar o retorno da ligação, Sr. Locksley! – Debochou entrando na brincadeira.

Robin segurou o riso, balançou a cabeça para os lados e desligou.

Regina riu e tentou dificilmente voltar a se concentrar em seu trabalho depois da ligação de Robin.

-Satisfeita? – Disse ele voltando sua atenção para Marian.

-Não! Será que esse Sr. Torres, não era uma Sra.? – Disse desconfiada e se aproximou, colocando sua bolsa em cima da mesa dele.

-Olha! Eu tenho uma reunião daqui a pouco e não tenho tempo para suas paranóias. – Disse ele e olhou para o monitor.

Marian revirou os olhos.

-Er...Acha que Zelena vai me perdoar? – Perguntou ela.

-Não sei, Marian, dê um tempo a ela. – Aconselhou ele.

-Porque ela contou a você? – Disse inconformada.

-Ela não contou nada! Eu descobri! – Respondeu ele.

-E porque você não me contou? – Levantou uma sobrancelha.

-Isso não cabe a mim, Marian! Você costumava pensar mais nas pessoas, não só em si mesma! Se ela não te contou é porque você não transmitiu a confiança que ela precisava! – Disse ele.

-E quem é você para falar em transmitir confiança? Você dorme fora, não me dá satisfação, não transa mais comigo! – Disse alto.

-Marian, quer gritar mais? Assim o prédio todo vai saber que não transamos! – Repreendeu ele.

-Mas é a verdade! – Disse ela.

-Tenho uma reunião daqui cinco minutos e você quer falar de sexo agora? Aqui? No meu escritório? – Disse ele irritado.

-Já faz tempo, Robin! – Reclamou ela.

-Você faz parecer que não transamos a um ano! Para com isso, Marian! - Revirou os olhos.

-Não importa quanto tempo faz! Bom! Talvez eu seja a única aqui que não esteja transando! – Disse insinuativa, pegou sua bolsa e saiu do escritório esbarrando no cliente de Robin ao passar pela porta.

-Droga! – Bufou o empresário, em seguida desculpando-se com seu cliente e dando início a sua reunião.

***

Marian saiu mais chateada do que nunca do escritório do marido, esperou o elevador e engoliu o choro ao entrar no mesmo. Chegando no estacionamento, entrou em seu carro e deixou seu rosto ser lavado pelas lágrimas contidas.

Ficou daquele jeito por um bom tempo, depois em um acesso de coragem, pegou seu celular e discou para Zelena.

-Hum? Marian? – Zelena pegou seu celular e olhou. -Serio isso? – Riu e recusou a ligação.

Marian soluçou e tornou a ligar.

-Ah! Eu mereço! – Recusou novamente e voltou a olhar em seu Notebook fotos de quartos planejados de bebês.

-Zelena, por favor! Atende! – Insistiu em ligar para ruiva.

Zelena deu um soco na cama ao ouvir novamente o toque do celular e em seguida desligou-o.

-Vamos ver onde você vai ligar agora! – Disse e revirou os olhos. -Vamos continuar olhando esses berços, meu amor! – Sorriu e acariciou a barriga. -A mamãe não vê a hora de te conhecer! – Disse docemente.

Marian tentou novamente sem sucesso e decidiu que tentaria de outro jeito.

Tirou seu carro do estacionamento e traçou sua rota até o apartamento da amiga ou ex-amiga.

O caminho até o prédio demorou quase 1h por conta de um trânsito intenso e Marian torceu para que Zelena estivesse em casa.

Estacionou seu carro na rua mesmo e desceu. O porteiro por conhecê-la, apenas cumprimentou-a e deixou que ela passasse sem ser anunciada, em seguida foi em direção ao elevador e entrou.

Não sabia como seria recebida, Marian estava nervosa e temia que nunca mais conquistasse a amizade e confiança da ruiva.

O elevador abriu as portas e Marian foi em direção ao apartamento, parou em frente a porta e respirou fundo, não sabia com que cara olharia para Zelena depois das coisas que disse a ela na noite anterior.

-Okay! Vamos lá! – Tomou ar e deu duas batidas na porta.

-Ai temos que colocar um aviso de “Não perturbe” bem grande nessa porta, meu anjo! – A ruiva colocou a mão na barriga.

Marian bateu novamente.

-Já vai!!! – Disse alto, revirou os olhos e levantou indo até a porta, abrindo-a.

-Zelena...- Disse Marian e olhou para a pequena alteração na barriga dela o que a deixou ainda mais para baixo.

-Marian, você não sabe o que significa quando uma pessoa não atende as ligações de outra? Bom! Se não sabe, vou dizer! Significa que a pessoa não quer falar com a outra! Agora se me dá licença, tenho que me arrumar! – Disse fechando a porta que foi parada por Marian.

-Zelena, espera! – Disse ela colocando o pé no vão da porta. -Eu quero falar com você!

-Dane-se se você quer falar comigo, Marian, eu não quero saber o que você tem para dizer...- Disse a ruiva.

-Zelena, por favor me escuta! – Suplicou Marian.

-Já não disse tudo que queria a meu respeito? – Disse Zelena. -Que inferno! Me deixe em paz! – Disse e Marian tirou o pé, fazendo com que a porta batesse.

-Zelena! – Chamou Marian.

-Vá embora ou eu mesma vou te por para fora desse prédio a força! – Ameaçou a ruiva.

Marian soluçou e não querendo arrumar confusão, virou-se e foi embora deixando o prédio.

Os olhos de Zelena se encheram, mas ela se conteve, tinha que se manter calma, então dirigiu-se a seu closet para procurar alguma roupa que disfarçasse sua barriga.

***

Killian estava nervoso, estava no escritório de seu shopping desde cedo e nenhum sinal de Zelena, então supôs que a amada só viria no fim da tarde ou a noite.

Trancou seu escritório e desceu a escada rolante, aproveitaria a demora da ruiva para lhe fazer um agrado.

Deixou o shopping e começou a andar pelo centro da cidade a procura de uma floricultura, ficou inconformado por não ter uma em seu shopping.

Encontrou uma e parou, observando os lindos buquês que haviam ali, pegou um de rosas vermelhas e brancas na mão e inalou.

-Ela vai adorar! - Eram tão perfumadas quanto sua ruiva.

-Sinto pela infeliz que vai recebê-las! – Disse Graham ao passar em frente ao local.

-Como disse? – Disse Killian antes de virar. -Ah! Sr. Humbert.

-Tenho certeza que entendeu, Sr. Jones. – Insinuou o loiro.

-Não faço ideia do que está falando! As flores são para minha namorada, ela vai vir me ver no trabalho.- Disse Killian.

-Sinto pena dela, coitadinha, não deve saber o ser podre que você é! – Disse ele se aproximando.

-Acho melhor abaixar o tom e prestar atenção no que está falando, Sr. Humbert! – Disse Killian dando um passo a frente.

-Ou o que, Killian? Vai me por na parede? Vai invadir minha casa no meio da noite? – Disse Graham e o segurou pelo colarinho.

-Eu não sei do que está falando! – Mentiu Killian e continuou encarando o loiro.

-Senhores, por favor! Não briguem! – Disse uma moça de meia idade de cabelos loiros que trabalhava na floricultura.

Graham o jogou no chão, fazendo com que o mesmo caísse sob o buquê que segurava.

-Eu devia ter deixado seu irmão te matar aquela noite, seu verme inútil! Não pense que se livrou dessa surra! - Disse e virou-se indo embora.

-Moço, está tudo bem? – Disse ela ajudando-o a se levantar.

-Está sim! Me perdoe pelo buquê que ele estragou, eu pago, mas poderia me arrumar outro? Tenho certeza que minha namorada vai gostar dele! – Sorriu para a menina.

-É claro! – Sorriu de volta e entrou indo atrás de um buquê idêntico aquele.

Killian engoliu em seco, se Zelena descobrisse aquilo jamais o perdoaria e com mais uma pessoa sabendo, a chance havia aumentado e isso era o que ele mais temia.

***

Graham parou em um bar perto de sua casa, pediu uma dose da bebida mais forte que havia ali e a virou de uma vez.

Uma, duas, três, quatro doses, simplesmente não parou de beber.

Ficou naquele bar por mais de meia hora, antes de sair comprou uma garrafa do whisky mais caro que havia ali e dirigiu até sua casa um tanto tonto.

Chegando, abriu a garrafa e voltou a beber.

Procurou seu celular no bolso da jaqueta e ao achar ligou para a irmã.

Chamou poucas vezes e Emma atendeu.

-Oi, Graham! – Disse Emma.

-O-Oi, Emma! – Disse ele com voz falha.

-Está tudo bem? Sua voz está estranha! – Disse a irmã desconfiada.

-S-Sim! Você pode me tirar uma dúvida? – Disse ele enquanto tirava da gaveta de sua cozinha uma faca afiada.

-Pode falar! – Disse Emma organizando as reuniões de Regina no computador.

-Até que horas Killian fica no escritório? – Perguntou ele, enquanto observava a faca.

-Falando em Killian, me lembrou de entregar algo para Regina...– Disse Emma. -Acho que até o começo da noite, Graham! – Disse ela. -Porquê?

-Preciso acertar umas contas com ele! – Disse Graham saindo de sua casa.

-Contas? Que contas, Graham? O que você vai fazer? – Disse Emma.

-Nada, maninha, ele só vai ter o que ele merece! – Disse ele com a mesma voz de embriaguez.

-Graham, você está bêbado? – Perguntou Emma.

-Obrigado, maninha! Depois nos falamos, tenho algo a fazer agora! – Disse ele entrando em seu carro e desligou.

-Espera! Graham! Graham? Droga! – Falou a loira alto.

Regina ouvindo, saiu rapidamente de sua sala.

-O que houve, Emma? – A morena franziu o cenho.

-Graham me ligou perguntando até que horas Killian ficava no escritório e eu meio que respondi...- Disse Emma.

-O que tem isso? – Regina levantou uma sobrancelha.

-O que tem que ele estava bêbado e disse que Killian ia ter o que merecia! – Disse Emma preocupada.

-Ai meu Deus! – Disse Regina.

-Vou ligar para David para ele nos encontrar e vamos juntos atrás dele! – Sugeriu Emma.

-Não! David vai querer saber o porquê do Graham estar assim e quando ele contar, David vai querer prender aquele idiota do Killian por tentativa de estupro, o que vai gerar depoimentos e provavelmente meu nome estampado em uma manchete no jornal como “Arquiteta Regina Mills é vítima de tentativa de estupro por milionário e ex-cliente Killian Jones.” e eu não quero isso, por mais que ele mereça ser preso pelo que fez! Minha irmã está grávida desse maldito e ela não precisa passar pela decepção de saber o que o namorado e pai do filho dela fez comigo! Também não posso privar essa criança de nascer sem pai, por pior que ele seja! – Disse Regina.

-Acha que só nós duas vamos impedir o Graham de fazer uma grande besteira? – Disse Emma e pegou o celular.

-Não, Emma! – Disse Regina arrancando o celular da mão dela. -Vou ligar para o Robin e vamos nós três! O Killian é irmão dele e Graham sabe disso por que eu contei! Se algo acontecer a culpa será minha!

-Faz o que você quiser, Regina! Eu só não quero que meu irmão vá preso por assassinato! – Disse Emma.

-E ele não vai ser! – Disse Regina e discou o número de Robin.

“Chamando...”


Notas Finais


Espero que tenham gostado, escrevi com o maior carinho e agradeço o retorno que tenho tido em exibições e comentários, por favor continuem comentando o que acharam ❤ Obrigada! 💕


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