História Love Disorders - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, James "Jimmy" Olsen, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Supercorp
Visualizações 230
Palavras 2.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Ando meio insegura desde que a tal Reign surgiu em Smallville. Eu não a conheço, apenas de vista. Já a vi pela cidade algumas vezes e ela é realmente... Bonita. Muito bonita. E pelo que Lena vive falando, Reign também é cheia de qualidades. Uma mulher mais velha, bonita e experiente. Tudo o que eu não sou. Ela tem tudo o que eu não tenho e isso me deixa triste, não porque eu a inveje, mas porque sinto ciúme de Lena. Sei que isso é bobo, que eu não deveria me sentir assim porque Lena me ama e é minha namorada, mas é inevitável.

Apesar de ter consciência de que mudei muito nos últimos meses graças a influência de minha linda e amada namorada, eu ainda sou cheia de inseguranças e problemas com minha auto estima. É porque algumas coisas são difíceis de curar. Eu não consigo simplesmente apagar tudo que já vivi, tudo que já ouvi das pessoas e que ainda ouço. É que quando estou acompanhada de Lena no colégio, ninguém mexe comigo. As pessoas ficam com medo, porque todos sabem da condição de Lena e ninguém está a fim de se meter com a "problemática Luthor" (é assim que a maioria tem lhe chamado). Só que quando Lena não está... As coisas são diferentes. Quando eu estou sozinha, eu tenho que enfrentar os olhares, as risadas, os comentários. E todos eles duplicaram e pioraram desde que comecei a namorá-la. Agora além de filha da merendeira obesa, também sou "sapatão", namorada da "louca" e coisas do tipo.

Sinceramente? Mesmo não gostando, eu não me importo com o que falam. Eu sempre tive e sempre terei orgulho da minha mãe e de Lena. São duas pessoas incríveis e admiráveis independente de suas condições e sei que eu tenho privilégio por tê-las em minha vida.

 

Acabo de chegar no colégio. Entro sozinha, pois acho que Lena ainda não chegou. Ela respondeu minha mensagem de bom dia e depois não disse mais nada. Também não vejo Alex ou Winn. Os dois brigaram e terminaram o namoro recentemente, então não estão se falando e aí eu fico dividida sem saber de qual lado ficar, pois gosto dos dois.

Vou até meu armário arrumar minhas coisas quando Leslie se aproxima.

— Olá, querida! — sorri abertamente para mim como se fossemos amigas, o que eu sei que não somos, pois nunca conversamos. — Sozinha?

— Estou esperando por Lena... — comento com um meio sorriso, fechando meu armário após pegar o livro que preciso.

— Enquanto a namorada não chega, quer dar uma volta comigo? Eu pensei que seria legal se eu te desse umas dicas antes do festival. Você é principiante então é bom ter umas dicas de alguém que já conhece o mundo dos palcos... — fala com certa arrogância, mas ainda com o sorriso exagerado e eu me obrigo a sorrir de volta, não querendo ser grosseira.

— Claro, eu ficaria muito grata se você pudesse me dar dicas.

— Oba! Então vamos!

Leslie agarra meu braço antes que eu diga qualquer coisa e sai me arrastando pelos corredores, tagarelando sem parar. Ela realmente me dá dicas, mas nada que eu julgue realmente necessário. Na verdade Leslie parece mais querer se exibir do que qualquer coisa, mas eu não digo nada, porque ela está sendo gentil comigo.

Quando me dou conta, Leslie me arrastou até um canto do pátio onde só haviam pessoas do seu hall de amizades. Patricinhas e esportistas metidos a garanhão. Leslie me apresenta - como se todos já não me conhecessem - e me puxa para sentarmos em um banco. Não leva mais de dois minutos para Mike vir sentar conosco, o que me deixa desconfortável, pois não gosto dele e ajudei Lena e Winn a armarem contra ele um tempo atrás.

— Ei, Kara — Mike sorri para mim, sentado exageradamente perto, o que me causa incômodo. — Como vai?

— Eu... Vou bem e você, Mike? — pergunto sem graça, mexendo em meus óculos.

— Demorou, mas eu estou bem. Eu quase fui arruinado por causa daquele foto que você, sua namorada cabeça oca e seu amigo retardado tiraram... — apesar de continuar sorrindo, posso ver em seus olhos e na maneira como fala que Mike está ressentido.

— Mike, eu não... — não sei o que responder a ele, pois não sei mentir e seria inútil de qualquer forma.

— Eu acho que você está me devendo — ele diz, tocando minha mão sobre o banco.

Eu estremeço da cabeça aos pés, incomodada com seu toque e depressa me levanto, mas ele me segura, levantando-se também. Quando procuro por Leslie para pedir ajuda é que noto que ela desapareceu.

— Me solta, por favor — peço baixinho ao sentir a força do seu aperto em meu braço. Seus olhos azuis estão brilhando com maldade para mim e eu fico com medo.

— O que foi, Kara? Pensei que você gostasse de brincar com os outros —murmura, aproximando nossos rostos. — Afinal, você brincou comigo aquele dia... Eu realmente achei que você estivesse a fim de mim e pensei: poxa, que sorte a minha. Mas não. Você só queria tirar aquela foto e me ridicularizar, não é?

— Mike, me desculpa por isso, mas por favor, me solte — imploro, tentando me soltar, mas ele agarra meu outro braço e me aperta mais forte; estou quase chorando de pânico. — Por favor...

Olho ao redor e vejo que nenhum dos amigos de Leslie parecem nos notar. Todos agem como se não estivéssemos ali e sei que mesmo que eu grite, nenhum deles irá me ajudar, pois são todos amigos de Mike.

— Você está me devendo, Kara Zor-El e eu estou aqui para cobrar. Eu acho que vou querer, pra começar, um beijo... — sorri com malícia e tenta me beijar, mas eu desvio, virando o rosto.

— Me solta! — grito e ele me puxa com força.

— Solta minha amiga, seu bosta! — ouço a voz de Alex e olho assustada para ela, que surgiu sabe-se lá de onde. Graças a Deus.

— Alex! — falo aliviada, pois sei que ela vai me ajudar.

Antes que Alex possa fazer qualquer coisa, três amigas de Leslie correm e a seguram. Uma confusão começa. Alex grita e se debate, mas não consegue se livrar, pois duas garotas lhe seguram e a terceira lhe acerta um soco. Tudo acontece rápido e eu fico confusa e ainda mais assustada, especialmente porque Mike não me larga. Ele está cada vez mais perto. Eu posso sentir seu cheiro, seu hálito e isso me causa pânico. Seu sorriso maldoso faz o meu estômago revirar.

— Você não pode escapar, Kara... Vamos lá... É só um beijo, por enquanto — fala com malícia e sinto suas mãos pegarem em minha cintura, o que me aterroriza ainda mais. Ele tenta me beijar, cola seus lábios nos meus com força, mas eu o empurro e consigo acertar um tapa em seu rosto. — Sua vadia! — berra irritado, me pegando com ainda mais força e me colando em uma parede, pressionando seu corpo contra o meu. Eu quero gritar, eu quero correr, mas não tenho forças para me livrar dele, então só consigo chorar e tentar inutilmente empurrá-lo.

De repente Mike me solta, um braço passa ao redor do pescoço dele, puxando e enforcando. É Lena. Ela pulou nas costas dele e prendeu seu pescoço com tanta força que os dois caem no chão e mesmo assim ela não o solta.

— Eu vou matar você, seu filho da puta! — ela grita, caída por baixo dele, sem soltar seu pescoço, apertando-o cada vez mais.

— Lena! — eu estou assustada com tudo que aconteceu nos últimos minutos e não sei como agir. Meu corpo todo está tomado por adrenalina.

Mike se esforça e consegue se livrar da chave de braço, mas Lena o agarra mesmo assim e os dois rolam no chão, trocando golpes mal sucedidos e eu fico apenas observando, assim como todos ao redor. Logo há uma roda ao redor deles. Todos gritando, alguns incetivando a luta, outros em silêncio. Estou com medo por Lena, mas eu a conheço. Sei que não posso impedí-la.

Então os dois se erguem, afastados.

— Lena Luthor, eu estava esperando por esse momento — Mike fala com ódio — Estou louco para arrebentar essa sua cara!

— Pois sou eu quem vai arrebentar a sua, seu almofadinha de merda!

Lena voa na direção de Mike, tão depressa que ele não é capaz de escapar. Ela da um soco bem no nariz dele e eu só vejo o sangue voar, caindo no chão. Ela o agarra de novo e o derruba, ficando sobre ele. Mike consegue acertá-la também, o que me faz gritar de pânico, mas Lena se mantém sobre ele e volta a socar seu rosto. Os dois ficam se pegando como dois animais até Cat Grant, a diretora, surgir acompanhada de todos os professores. É uma confusão enorme. Só sei que depois que ela grita, todos ao redor se calam e os professores separam Mike e Lena,

— Nunca mais encoste na Kara! Está ouvindo? Nunca mais encoste nela ou eu vou te matar! — Lena berra, sendo arrastada para longe por um professor.

Depois de alguns minutos na sala da diretora, Lena é liberada. Eu sei que senhora Grant não vai expulsá-la, porque ela não teve culpa de nada. Lena só estava me defendendo de algo muito pior que algumas ofensas. Estava me defendendo de ser assediada.

Estou no corredor aguardando e quando Lena sai da diretora, com as roupas amassadas e o olho roxo, eu corro para seus braços, quase pulando neles, apertando-a em mim com força.

— Lena, meu amor! — choramingo e ela me aperta de volta com a mesma intensidade. Eu toco seu rosto com cuidado e encaro seus olhos. — Aquele imbecil te machucou... — digo ao observar seu rosto e sinto as lágrimas caírem pelo meu rosto.

— Ei, loirinha, não chore. Eu estou bem. Mike ficou bem pior... — debocha com um sorriso lindo e eu não resisto e beijo seus lábios fortemente. — Eu perdi a cabeça quando vi aquele filho da puta pondo as mãos em você! Que merda foi aquela?

Eu conto a Lena rapidamente que Leslie me levou até lá e que acredito que foi uma armadilha e suas feições ficam ainda mais feias, evidenciando sua raiva.

— Aquela vadia... — resmunga — Vou ter uma conversinha com ela depois.

— Não, não. Esquece isso, meu amor — peço, beijando várias vezes todo o seu rosto com carinho, apertando meus braços ao redor de seu corpo. — Está tudo bem agora. Eu te amo! Eu te amo muito!

— Eu também te amo, Kara — fala com os olhos cheios de lágrimas, tomada por uma emoção que eu não sei de onde vem. — Eu te amo mais do que tudo, mais do que a mim mesma. Me perdoa por qualquer coisa... Mas eu te amo muito! E eu só quero que você fique bem! Não queria ter perdido o controle, mas eu tinha que te defender daquele maldito... — seu queixo treme e Lena começa a chorar do nada, um choro forte e alto. E meu coração se despedaça...

— Ah, meu amor! — eu a abraço com mais força e Lena deita a cabeça em meu rosto. — Não chore, está tudo bem, eu te amo muito, eu estou bem, meu amor... Eu te amo! Está tudo bem! — sussurro em seu ouvido, apertando-a em meus braços e esse é um dos momentos mais urgentes e intensos da minha vida.

Ficamos tanto tempo abraçadas que nem sei dizer. Lena demora até se acalmar e eu também. Tudo que aconteceu foi tão intenso e pesado que é difícil de digerir, por isso a diretora Grant nos libera das aulas e nós saímos da escola juntas, vamos para minha casa onde podemos ficar a sós, sem ninguém para nos interromper ou atrapalhar.

Agora que Lena está mais calma, sem mais chorar ou gritar de raiva, é minha vez de deixar transbordar minhas em oções que se acumularam depois da manhã tumultuada que tivemos. Estamos sentadas no sofá assistindo a televisão quando eu começo a chorar do nada.

— Kara? Baby? — Lena me olha com preocupação e eu abaixo o rosto, caindo num pranto intenso. Me sinto uma idiota por estar chorando assim, mas não consigo evitar. — Ei, meu amor... — Sinto seus braços me envolverem com carinho e Lena beija o topo da minha cabeça. — Meu amor, olhe para mim... — pede baixinho e depois de alguns instantes em silêncio, eu ergo a cabeça e olho para ela com os olhos cheios de lágrimas. — Não chore, meu amor. Ninguém vai te fazer mal, ok? Eu não vou deixar.

— Eu sei, eu sei — digo entre soluços, dando um sorrisinho em meio às lágrimas. — Eu não estou chorando por causa disso. Na verdade eu acho que estou emocionada, não sei. Nunca tive ninguém que me defendesse assim e já é a segunda vez que você faz isso... Muito obrigada! — estou realmente grata a Lena por tudo que ela tem feito por mim, não só por me defender, mas principalmente por me amar. — Você é a melhor coisa que aconteceu em minha vida, Lena. Eu não poderia ter pedido nada melhor.

— Você que é a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Antes de te conhecer de verdade, eu estava perdida. Eu era uma idiota que tentava ofuscar os meus problemas pessoais fazendo coisas estúpidas, andando com gente estúpida... Mas então, quando você apareceu, tudo mudou. Eu vi que eu podia ser melhor, que eu podia ser feliz apesar do meu problema. Você me aceitou e me amou do jeito que eu era como ninguém nunca o fez antes e eu serei eternamente grata por isso, Kara Zor-El. Eu sei que nem sempre me expresso da melhor maneira, mas eu realmente amo você. Com toda a minha alma, com todas as minhas forças. Sei que nunca vou amar ninguém assim e sei que você é o grande amor da minha vida.

Quando Lena termina sua declaração intensa e inesperada, sinto que estou chorando bem mais do que antes. Não são só lágrimas, eu soluço de tanto chorar e não é de tristeza ou de dor, mas sim de felicidade. Eu não tenho certeza se Deus existe, mas de qualquer forma sou grata a Ele e qualquer coisa do além por terem me dado Lena Luthor de presente. Porque ela é, sem dúvida, o meu maior e melhor presente. É uma bênção em minha vida e eu não poderia ser mais grata e nem mais feliz por tê-la.

Sem precisar dizer mais nada, eu a beijo apaixonadamente. Eu a beijo porque a amo e desejo e porque sei que não adianta ficar declarando meu amor. Nada do que eu diga será capaz de expressar a ela o tamanho do meu sentimento, então eu prefiro mostrar o meu sentimento por meio de gestos, por meio de contato físico.

Sou tão apaixonada por minha morena de olhos verdes... Ela é tão linda, tão gostosa, tão cheirosa, tão intensa. Lena Luthor é um mix de todas as coisas boas que existem no mundo e é impossível eu não me apaixonar por ela cada vez mais.

Durante o beijo, eu sinto suas mãos em meu corpo, sua pegada forte. Lena me traz para seu colo e eu obedeço, sentando-me nele e envolvendo seu pescoço, e logo em seguida ela me pega no colo e se levanta comigo nos braços, me carregando pelas escadarias até chegarmos ao meu quarto.



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