História Love, Hate or Lust? - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Bang, G-Dragon
Tags Big Bang, Drama, G. Dragon, Hentai, Personagens Originais, Romance
Exibições 83
Palavras 3.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hellou mi amoressss. Olha só eu aqui depois de um século UAHAUH gente, ultimamente estou muito ocupada mesmo :( Então peço desculpas sinceras pela minha demora para postar, espero que entendam e não deixem de acompanhar essa fic. MUITO obrigada por todos os comentários e pelos favoritos, não parem nunca por favor <3 Espero que gostem desse capítulo, boa leitura!! ♥♥♥

Capítulo 12 - Então vamos começar


Fanfic / Fanfiction Love, Hate or Lust? - Capítulo 12 - Então vamos começar

Após a longa meia hora de cumprimentos a empresários arrogantes que somente a interessavam por possuírem prestígio, Sun Hee finalmente parecia estar satisfeita. Quando eu a vi chegando juntamente com Papa Yg, sabia plenamente que ela me faria passar por essa tortura. Mas ainda assim, o fato de estar perto daquela mulher e ter tido que fingir que a respeitava, havia tornado tudo pior. 

— Posso me retirar agora? — indaguei quando já estávamos sozinha. Ela direcionou para mim seu olhar afiado, o frio sorriso desenhado em seus lábios finos deixava-me ansiosa para sair dali. Eu a detestava. Como uma mulher que se parecia tanto com minha mãe fisicamente, podia ser tão diferente em personalidade? 

— Nós não nos vemos há um ano. Por que tanta pressa em se distanciar de sua querida avó? — Sun Hee respondeu-me, deixando-me ainda mais irritada. 

—  Querida avó? —  eu soltei um riso baixo ao repetir ironicamente, a olhando diretamente com puro desprezo. — Sabemos muito bem que para você eu sou apenas um negócio, somente uma herdeira para continuar o seu legado. Então para que este fingimento quando só há eu e você nesta conversa? 

— Você é muito atrevida! Como ousa falar informalmente comigo dessa maneira?! —  cuspiu as palavras para mim, ofendida. — Você é a minha neta, Melissa. Minha única neta, não entende quão sortuda você é? 

Eu sorri desacreditada. Como ela ousava a me dizer uma coisa dessas depois de todo o mal que havia me causado? — Você realmente está se escutando, Sun Hee? Eu seria sortuda se eu nunca tivesse lhe conhecido. Você além de ser uma mulher desprezível, é patética.  

Eu a deixei antes mesmo dela poder me responder. Não a suportava. Odiava o fato daquela mulher vergonhosa possuir o mesmo sangue que o meu correndo nas veias. A fria amargura me percorreu ao imaginar as profundas dores que Sun Hee devia ter causado em minha doce mãe, e fechei os meus olhos momentaneamente para afastar aquele pensamento. Eu tinha que manter o meu controle. 

O volume da música fora abaixado e todos ficaram em silêncio absoluto quando o poderoso homem subiu ao palco, o mesmo sendo observado com admiração genuína pelas importantes pessoas presentes. Yang Hyun Suk, o rei que construiu seu próprio império e que conquistou o mundo juntamente com os ídolos de sua empresa. 

Meu celular vibrou em minha pequena bolsa, tomando toda a minha atenção. Eu sorri friamente ao abrir a mensagem. 

“Você me mandou fotografar uma foto comprometedora, pois aqui está até mais. Consegui três fotos um pouco desfocadas por causa das sombras, mas estão nítidas o suficiente para reconhecer quem é o homem nelas. Já posso mandar para mídia ou quer que eu faça algo a mais?” 

— Muito bem vindos a mais uma festa da YG Family. — a voz do Papa Yg fez-me olhar para ele novamente. Certamente o que eu estava prestes a fazer não prejudicaria apenas Ji Yong. — Palavras não são suficientes para expressar o quanto sou grato por cada momento junto a vocês. O quanto sou orgulhoso por cada sonho que tive a oportunidade de realizar e por apresentar ao mundo uma visão mais artística de nosso belo país. — ele pausou por um breve momento, a emoção transbordando na expressão em seu rosto. — Mas hoje é uma ocasião que além de especial, é diferente. Pois é a primeira festa que a única neta de meu falecido irmão está presente. — eu prendi a minha respiração ao perceber que todos ao meu redor me olhavam admirados, a surpresa invadindo-me por completo. Meu rosto estava queimando quando Papa Yg continuou. — Me sinto na obrigação de lhe dizer, Melissa, que sem o seu avô nada disso estaria acontecendo. Ele foi o meu fiel companheiro nesta jornada, meu conselheiro e o homem que fez tudo isso virar realidade. Infelizmente por obra da vida o perdemos cedo demais, mas se meu irmão estivesse aqui hoje, você seria o centro do mundo dele. Ele ia te amar incondicionalmente, da mesma forma que amou sua mãe. — minha garganta apertou pelos seus dizeres, meu coração batendo dolorosamente em meu peito. —  Bem vinda de volta! E espero que desta vez você fique, Melissa. 

Todos gritaram extasiados, os aplausos percorrendo por toda a festa. Me curvei para Papa Yg em demonstração de agradecimento, e pude ver o mesmo retribuindo-me com um sincero sorriso. 

— Agora para finalizar, continuem aproveitando bem a noite! — a música voltou a tocar altamente, e todos os jovens ídolos se direcionaram animadamente para a pista de dança que havia perto do palco. 

Eu respirei fundo, recebendo logo em seguida mais outra mensagem. “Uau. Parabéns por ser tão adorada. Tem certeza que vai querer que eu envie as fotos?”

Eu olhei novamente para as fotos em que Ji Yong beijava uma qualquer em um canto do club e limpei a minha mente, focando em meu próprio rancor. Eu não podia o deixar impune após a dor esmagadora que o mesmo havia me causado. Esse seria apenas o começo. E eu não pararia, mesmo que afetasse outras pessoas além de Ji Yong. 

“Envie agora mesmo para a mídia. O envelope com o dinheiro será entregue amanhã em sua residência, juntamente com as passagens para o México. Bom trabalho.” mandei a mensagem de retorno, selando o início de um caminho que não possuía volta. 

O obscuro caminho do ódio e da vingança. 

                   Narração em terceira pessoa 

Choi Seung Hyun a observava de longe. Estava de fato intrigado, interessado em saber mais sobre a vida daquela magnífica mulher. Conseguiu notar o quanto ela havia ficado tocada com o que Yang Hyun Suk havia dito no palco, mas a emoção havia sido passageira em sua expressão. Novamente a frieza se fazia presente em seus olhos verdes, tão verdes como as mais ofuscantes joias preciosas. Como Melissa conseguia ser tão obscura e ao mesmo tempo tão cheia de luz? Pelo o que o homem de cabelos platinados e de sorriso charmoso se lembrava, a brasileira não era dessa forma há um ano atrás.  Ela transmitia mais doçura, mais inocência e até mesmo certa insegurança. Quando T.O.P a viu naquela noite no Eden, nunca imaginaria que ela se tornaria uma mulher tão marcante e segura de si. Então por que Seung Hyun se sentia incomodado? Por que ele sentia que algo faltava nela, como se a mesma estivesse incompleta? Em um momento Melissa parecia estar até a borda por possuir demasiados sentimentos, mas no momento seguinte parecia tão vazia como se não possuísse mais a capacidade de sentir. Tão expressiva em sua inexpressividade, tão brilhante em sua própria frieza e solidão. Como uma rainha feita de gelo.

Seung Hyun direcionou a atenção para o seu amigo, e o viu olhando para a mesma mulher. Ji Yong mantinha o olhar fixo em Melissa, afundado em seus próprios pensamentos e com uma expressão indecifrável em seu rosto. “O que realmente havia acontecido entre eles dois?”

— Você se incomoda? — Seung Hyun indagou para Ji Yong, roubando para si a atenção do mesmo. Os profundos olhos negros o encararam, e T.O.P sabia que G-Dragon havia entendido sua pergunta. 

— Não encoste nela. — Ji Yong avisou bruscamente, as palavras dele carregando uma agressividade quase que palpável.

T.O.P se surpreendeu momentaneamente, de fato não havia esperado por aquilo. — O que aconteceu entre vocês dois? Você a levou para a cama, não levou? 

— Eu não quero falar sobre isso. — Ji Yong tragou o cigarro que segurava por entre os seus dedos, a impaciência agora nítida aos olhos de Seung Hyun.  

— Eu realmente não acredito que você fez isso, cara. Ela significa algo para você? 

— Claro que não. Já que a quer tanto assim, vá lá e tente. 

—  Entendo. Então irei seguir o seu conselho. —  T.O.P se distanciou a passos firmes de Ji Yong, repetindo por diversas vezes em sua mente que provavelmente Melissa havia sido apenas mais uma para G-Dragon. 

Mas por que então isso soava apenas como uma mentira para que Seung Hyun pudesse se aproximar dela sem culpas? 

                   Fim da narração em terceira pessoa 

— Vamos embora. — T.O.P me abraçou por trás, deixando-me completamente surpreendida. 

— Como assim? — perguntei confusa ao me virar. O sorriso em seus lábios causara-me a leve sensação que Seung Hyun esperava por algo a mais. Por algo que eu não poderia dar. 

—  Vamos para algum lugar fora daqui. Essa festa já se tornou entediante. — antes de eu o recusar, ele se adiantou em continuar. — Apenas como amigos. Não espero nada além disso. 

Eu suspirei fundo. Qual problema isso teria? — Tudo bem. Vamos para o meu apartamento. 

Seung Hyun abriu ainda mais o sorriso, puxando-me de imediato para a saída do club. Fomos acompanhados por todo o caminho por olhares curiosos e isso não me incomodou nem por um segundo. Só queria sair desse lugar o quanto antes. Quando chegamos no estacionamento, entramos rapidamente em seu belo carro antes que os paparazzis nos visse. 

— Precisamos comprar bebidas? — ele indagou ao dar partida com o carro. 

— Claro que não. Em meu apartamento tenho muitas. 

— Ótimo. 

Informei para Seung Hyun o meu endereço, e notei o seu corpo se enrijecer por um breve momento. — Você mora no mesmo prédio que Ji Yong. — ele constatou, para logo em seguida trocar de assunto. 

Havia se passado uma hora quando chegamos em meu apartamento, o sorriso em meu rosto ainda estampado pelas conversas leves que tivemos pelo caminho. Sem dúvidas ele era um homem de humor, mas ainda assim a firmeza em sua personalidade não diminuía em nada por causa disso. Uma mistura e tanto. 

— Vou trocar de roupa, então fique à vontade. — Seung Hyun assentiu, os olhos dele estavam tão brilhantes como as estrelas que agora pintavam o vasto céu negro. Eu suspirei fundo. Sim, ele era realmente belo. 

Eu fui rapidamente para o meu quarto, recolhendo o moletom e o blusão que estavam jogados por cima da cama. Certamente neste exato momento as fotos de Ji Yong já estariam percorrendo por todas as revistas e pelos sites de fofoca. Como ele irá reagir ao perder fãs e ser julgado de forma incessável pela mídia deste conservador país? Sorri satisfeita ao retirar cuidadosamente o vestido que cobria meu corpo, para logo em seguida vestir as roupas que havia pegado. Que ele caia cada vez mais. 

— Pelo visto você já achou as bebidas. — disse ao retornar, encontrando Seung Hyun sentado confortavelmente no sofá com uma garrafa de vinho em suas mãos. O terno que o mesmo estava vestindo havia sido retirado e colocado em cima da mesa de vidro. Ele sorriu de lado para mim, fazendo-me prender a respiração com aquela visão. Depois de Ji Yong, eu sempre mantive uma distância segura dos homens ao meu redor. E desde então, levar um para o meu próprio apartamento esteve fora de cogitação. Até agora.

—  Você fica ainda mais linda vestida desse jeito. — a voz rouca de Seung Hyun deixou-me momentaneamente nervosa. Eu sorri, sentando ao seu lado e afastando qualquer pensamento constrangedor de minha mente. 

Ele pareceu me analisar por um rápido momento, para logo em seguida colocar o vinho em nossas taças. — Você vai ficar dessa vez? Ou irá voltar para os Estados Unidos? — Seung Hyun indagou, entregando-me pôr fim a taça. 

— Não pretendo morar em outro país a não ser neste. Fora que eu já tenho algumas propostas de modelo por aqui.

— Entendo. — ele se desfez dos primeiros botões de sua blusa branca, deixando à mostra uma pequena parte de seu peitoral. Seung Hyun parecia estar relaxado, mas ainda assim, a sensualidade e o charme que ele possuía eram notáveis por cada pequeno movimento que o mesmo fazia. — Espero que você se acostume comigo, já que agora somos amigos.

— Por que? — questionei, o sorriso que brincava nos lábios dele aumentou. Virei o líquido em minha boca, o doce sabor do vinho impregnando minha língua. Eu adorava aquele sabor. 

— Porque me manterei por perto. — respondeu-me simplesmente. — Como um amigo, é claro. 

— Hum… Isso não é necessário.  

Seung Hyun me ignorou e soltou de maneira rápida meus cabelos presos, que caíram pelos meus ombros como uma cascata castanha. — Bem melhor assim. — ele disse, risonho. 

Senti meu rosto se esquentar, a quantidade de bebida alcoólica que havia ingerido nesta noite começando a dar o devido efeito. — Você está me provocando? — a diversão brilhou em seus olhos, causando-me um leve desconforto. Por que diabos eu estava achando esse momento tão… Errado? 

— Não. — Seung Hyun se aproximou lentamente, a expressão em seu rosto agora séria. — Mas se você quiser, eu posso começar a fazer isso. 

Eu recuei, o fitando diretamente. — Flertar com você até que é interessante, mas não confunda as coisas. Não quero nada mais além que isso, Seung Hyun.

— Que mulher impiedosa você se tornou, hein? Assim você machuca o meu coração. — ele disse afetado ao colocar a mão por cima do peito, como se eu tivesse o magoado. — Eu sou bonito, rico, famoso e charmoso… Tem certeza que irá resistir aos meus encantos, querida? — eu soltei uma gargalhada, sentindo-me aliviada pelo seu jeito descontraído. De fato, eu poderia começar o apreciar. 

— Talvez eu não consiga resistir. Quem sabe? — resolvi entrar em seu jogo, meu tom de voz exibindo minha nítida diversão. Seung Hyun passou os dedos por entre seus cabelos platinados, o olhar fixo em mim. 

— Eu tenho certeza que você se renderá, cedo ou tarde. — T.O.P disse convicto, arrancando de mim outra risada. 

— Como pode ter tanta certeza assim, Senhor Humildade?

— Porque eu não desisto facilmente do que quero.

Xeque-Mate. 

As conversas que se seguiram foram repletas de brincadeiras maliciosas e gargalhadas de ambas as partes. Seung Hyun não havia hesitado em me contar sobre as embaraçosas situações pelas quais já teve que lidar e não havia poupado palavras para prender a minha atenção com suas diversas e divertidas histórias. Antes mesmo que eu percebesse, as horas se passaram em um piscar de olhos ao lado dele. 

Mas não era Seung Hyun que estava em minha mente quando o cansaço finalmente tomou conta de meu corpo. E sim o homem que possuía o sorriso mais cínico que eu já havia visto e os olhos tão negros que me tiravam o fôlego. O homem que eu odiava, mas que nunca sequer havia abandonado os meus pensamentos.


***

As ondas do mar estavam tão furiosas como os batimentos do coração em meu peito, e o sopro da forte ventania ao meu redor deixava meu corpo ainda mais frio. Por que eu estava aqui? A escuridão da noite era iluminada apenas por uma solitária lua e o vasto céu que estava limpo de estrelas tornava tudo ainda mais sombrio. Por que eu me sentia tão triste? Eu tentei me mover, mas meus pés descalços estavam presos na areia gelada. Se eu continuasse aqui, as ondas poderiam me engolir! Repentinamente, meus olhos focaram em um casal que andava perigosamente perto do mar. Quando eu ia gritar para os alertar, eu prendi a minha respiração quando pôr fim os reconheci. Não era possível. Eu desabei como um brinquedo quebrado.

A profunda dor em minha alma rasgou-me os sentidos, as lágrimas em meus olhos agora caiam livremente pelo meu rosto e o manto pesado da cruel saudade pairava pesadamente sobre meus ombros. Meu pai abraçava carinhosamente a minha mãe, as risadas deles dois como uma triste e distante melodia em meus ouvidos.  Eles se olhavam com tanta ternura que pareciam alheios a tudo, tão apaixonados que era nítido o quanto se estimavam e o quanto se amavam. Eu suspirei entre meus soluços, o medo açoitando o meu coração ferido. Mãe, pai… Saiam de perto do mar! Minha voz não saia por entre meus lábios e o desespero se tornava intensamente insuportável. Eu sabia o que aconteceria quando meu pai perdesse a minha mãe. Eu tinha que a salvar, para que meu pai se salvasse também!  Mas como eu poderia fazer isso se eu estava presa em mim mesma?! Para o meu horror, minha mãe desapareceu diante dos meus olhos, como se nunca estivesse estado ali há poucos segundos. Eu tentei gritar ao ver meu pai cair na areia, a água do mar tão próxima a ele que a insanidade ameaçou a me tomar por inteira. Eu ouvi os seus gritos e eu ouvi o seu lastimável choro, tão profundamente despedaçado em sua dor que aquilo havia me deixado em migalhas. Eu o olhava impotente, a intensa tristeza engolindo a minha alma e pintando a minha própria vida de um sombrio tom de cinza. Meu corpo tremia, e eu observei com assombro quando uma pequena criança surgiu. A menininha correu para ele assustada e o abraçou como se ele fosse a sua única salvação. Eu fechei os meus olhos. Eu sabia o que ia acontecer. Eu o escutei gritar para que ela se afastasse, para que eu me afastasse. Os pesados pingos de chuva caíram sobre mim, e eu abri os meus olhos. Meu pai estava andando com uma garrafa de bebida alcoólica nas mãos, cambaleando em seus próprios pés e perdido em sua infinita dor. A inocente menininha agora havia se tornado mais velha, mas ainda assim não passava de uma criança solitária que nunca havia abandonado a esperança de um dia ser feliz. Eu tinha apenas quatorze anos de idade. A melancolia me invadiu quando eu a vi tentando cuidar dele. Ele a empurrava, a xingava de palavras horríveis e a distanciava. Ela já estava desistindo de tentar, completamente sozinha e aterrorizada pelo medo de o perder. Eu me via, dolorosamente. Tão quebrada. E então, como se não aguentasse mais viver uma vida da qual minha mãe não fazia mais parte, meu pai entrou no mar. As gigantes ondas o engoliram, e ele desapareceu naquelas revoltas águas sem dar um último adeus. Eu queria o salvar, eu o amava tanto! Tanto! Eu me enrolei em meu próprio corpo e me balancei tentando acalmar meu coração ferido. Mas de nada adiantava, já que a dor dilacerava cada parte do meu ser e esmagava toda a minha alma. Me perdoe por não ter conseguido te salvar, pai… Pela primeira vez, a menina olhou para mim. A doçura em seus olhos verdes se misturava pela profunda dor que a mesma sentia. Que eu sentia. E antes que o mar invadisse toda a praia, eu pude entender as palavras finais que saíram por entre seus lábios. “Por favor, não me apague de si mesma. Não desista de ser feliz.” 

***

Eu acordei completamente assustada e suada, meu coração quase que explodindo em meu próprio peito. Eu toquei o meu rosto e meus dedos se molharam ao tocarem as lágrimas inconscientemente derramadas, a surpresa invadindo-me. O que foi isso? Minha respiração estava desregulada, o desespero e o medo ainda aflorados dentro de mim. Eu suspirei na escuridão do meu quarto. Quando eu havia chegado na minha cama? Antes de me levantar, eu me dei mais uma oportunidade para chorar. Minha garganta estava dolorosamente apertada, a angústia queimando impiedosamente no mais profundo do meu ser. Não desista de ser feliz. Aquela frase ainda ressoava em minha mente quando fui tomar banho. Afastei qualquer lembrança do meu pai e daquele pesadelo, empurrando para longe a enlouquecedora dor que ameaçava a me deixar em pedaços novamente.

Eu já havia desistido. E aquela menina inocente que via a vida de forma tão esperançosa mesmo após tantas desgraças, havia se esvaído de mim mesma. Ter sido enganada de forma tão cruel depois de tudo pelo que havia passado em minha cinza vida, havia sido demais para aguentar. O suficiente para eu me perder. 

Saí do meu quarto propriamente vestida, com meus cabelos soltos e com uma leve maquiagem em meu rosto para disfarçar meus olhos inchados. Seung Hyun ainda dormia no sofá, sem camisa e completamente largado. As garrafas vazias que estavam jogadas pelo carpete demonstravam a bagunça que havia sido feita mais cedo naquela madrugada, e um pequeno sorriso surgiu em meu rosto. Ele conseguia ser adorável. A luz do sol invadia a sala pela varanda, e antes que eu pudesse acordar Seung Hyun, a campainha tocou de modo incessante. Eu pulei de susto e abri a porta pronta para dar uma advertência na empregada.

Eu arregalei os meus olhos quando o vi. Como ele já havia descoberto que eu moro aqui? Ji Yong possuía uma expressão furiosa em seu rosto, o ameaçador sorriso em seus lábios o deixando ainda mais perigoso. Ele jogou a revista que segurava em suas mãos em meu peito, e antes que eu pudesse fechar a porta, Ji Yong agiu. Calafrios percorreram o meu corpo quando ele entrou em meu apartamento de forma rápida, a surpresa impedindo-me de pronunciar qualquer palavra. Ji Yong ficou paralisado ao olhar para Seung Hyun que ainda dormia como pedra em meu sofá, para logo em seguida olhar para mim.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        — Você quer entrar em uma guerra comigo, não quer? Então vamos começar.

 

 

 

 

 

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...