História Love, Hate or Lust? - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, G-Dragon
Tags Big Bang, Drama, G. Dragon, Hentai, Personagens Originais, Romance
Exibições 145
Palavras 2.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Muito obrigada por todos os comentários e pelos favoritos, agradeço de coração. ♥ E espero que vocês gostem desse capítulo, boa leitura mi amores ♥♥

Capítulo 6 - Então não deixe


Fanfic / Fanfiction Love, Hate or Lust? - Capítulo 6 - Então não deixe

— Preste a atenção em mim, Mel! Parece que você está em outro planeta! — Hana praticamente gritou, me tirando do estado de torpor que eu havia entrado sem perceber. 

Eu estava assim exatamente há três dias, desde o que ele havia me feito. Só de lembrar na forma que ele havia me beijado e me tocado, um incômodo calor inundava minha intimidade. E como se não fosse o suficiente, a visão dele sentado na poltrona em meu quarto me dizendo coisas sujas, não parava de invadir a minha mente. — M-me desculpe. — suspirei, fazendo com que Hana me olhasse atentamente. 

— Por acaso algo aconteceu quando o patrão te trouxe para cá? — ela perguntou pela centésima vez, analisando-me. — Até agora estou chocada com o acesso de raiva que ele teve fora do Eden

— N-nada aconteceu. Você já me perguntou isso mais de dez vezes durante esses dias. — me recompus rapidamente, a olhando com raiva. Ela era a culpada disso tudo. — E você, Shimizu Hana, foi uma traidora! Você tinha que ter ficado chocada é com o que ele te mandou fazer, isso sim. — a acusei.

— Nós já conversamos sobre isso. Eu não tive escolha, ele praticamente me obrigou. E você sabe como ele é uma pessoa difícil. — Hana fungou, como se repentinamente estivesse muito afetada. Manipuladora.  

— Sim, eu sei. — soltei o ar em meus pulmões, apoiando minha bochecha no topo da vassoura que havia em minhas mãos. 

— O papo está bom? — meu coração se acelerou ao escutar a voz de Ji Yong. Quando ele havia chegado? Hana rapidamente se moveu para longe, fingindo limpar os móveis da sala. Eu ia fazer o mesmo, mas já era tarde demais. — Furtin, eu encontrei isso em minha cama.— eu me virei lentamente, e vi que ele segurava o vestido que havia me dado em suas mãos. 

— M-me desculpe, senhor, mas ele é seu.

— Meu? A senhorita por acaso está insinuando que eu me visto de mulher? — perguntou ofendido.

— D-desculpe, não foi isso o que quis dizer senhor. — respirei fundo, tentando manter a minha compostura. Mas fora em vão quando eu percebi que havia me perdido na beleza de Ji Yong.

Ele estava tão lindo nessa tarde. Os cabelos que agora estavam pintados em um claro tom de loiro, estavam completamente revoltos, dando a forte impressão que ele havia acabado de acordar. Suspirei, sentindo meu rosto esquentar ao pensar em como seria tocar naqueles sedosos fios. Mas o que realmente movia as minhas estruturas, eram os traços de seu rosto, que pareciam ter sido minuciosamente desenhados por mãos divinas. Ele tirava-me o ar. Seus penetrantes olhos negros pareciam esconder todos os mistérios do mundo, tão profundos que eu poderia me afogar dentro deles. Como Ji Yong conseguia ser tão bonito assim, de uma forma tão obscura e tão única?

— Bom. — Ji Yong disse com sua voz rouca. Aquela voz me causava arrepios. — Não quero ver isso no meu quarto novamente.— me entregou o vestido, e saiu logo em seguida. 

O que estava acontecendo comigo? Por que esses estranhos sentimentos teimavam em surgir em meu peito? Por que meu coração acelerava tanto toda vez que o via? Eu não podia continuar com isso, de nenhuma forma. 

Eu dei um profundo suspiro, enquanto Hana vinha para o meu lado novamente. — O que ele queria? Eu tomei um susto quando o vi. 

— Me entregar isso. Você quer? — perguntei para ela, mostrando o belo vestido negro em minha mão. 

— Claro! — ela o tomou, sorrindo como uma boba. — Ele ficou tão lindo em você, e é tão caro... Tem certeza né? Não aceitarei arrependimentos depois. 

— Só suma com ele da minha frente, por favor. — disse de forma decidida. Eu iria apagar qualquer rastro que Ji Yong vinha deixando em mim. 

— Ok, ok. Mas enfim, como eu estava falando antes e você não estava prestando a atenção,  acredita que Daesung me ligou ontem?! —  Hana falou em um tom alegre, e estava nítido pela expressão sonhadora em seu rosto, que ela tinha esperanças de algo sério. 

— Não é melhor ir com mais calma? Ainda mais por ele ser famoso e tudo o mais. 

— Mas eu estou indo com calma amiga. Só que ele é um fofo, e é difícil de não pensar nele. Ainda mais naqueles lábios carnudos…

— Não preciso de detalhes assim, está bom? —  a interrompi, rindo. 

— Você é muito puritana Mel. Pensei que as brasileiras fossem mais quentes. —  ela pareceu decepcionada ao dizer isso, fazendo com que eu desse um leve tapa em seu braço. 

— Ouch, assim você me deixa triste. — fiz biquinho, e ela soltou uma alta gargalhada. 

— Acho que temos que arranjar alguém para você.  Ainda mais para aquilo, você sabe… Sua virgindade. 

— Até hoje me arrependo de ter lhe contado isso, sua idiota. — Hana parecia que iria se engasgar de tanto rir. Ela adorava me perturbar com aquele assunto. Mas mal sabia ela que Ji Yong já estava tentando cuidar disso...

O dia decorreu de forma calma, e mesmo tendo passado a maior parte dele conversando com Hana, eu consegui terminar toda a grande lista de coisas que tinha para fazer. Eu não havia visto mais GD, o que de certa forma me deixava aliviada. Quanto maior a distância daquele homem, mais segura eu estaria. 

Como de costume após um dia cansativo de trabalho, eu estava sentada no banco de madeira que havia em um canto escondido do jardim. Hana e a outra empregada já haviam ido embora, o que significava que não havia mais ninguém na mansão. Às vezes era bom ficar sozinha, somente eu e meu silêncio. Suspirei ao olhar para o céu. A escuridão já havia tomado o lugar da claridade, e brilhantes estrelas pintavam aquela linda vastidão. Sorri ao me sentir tão bem ali, com as flores ao meu redor e o vento frio acariciando meu rosto. Levei aos meus lábios a caneca que segurava em minhas mãos, e bebi o quente chocolate que havia dentro dela.

Estava extremamente relaxada quando de repente vi um homem pular o enorme muro que havia na entrada principal do jardim. Eu quase cuspi o líquido em minha boca, não acreditando realmente no que eu estava vendo. Cocei meus olhos na intenção de fazer aquela visão desaparecer, mas de nada adiantou, já que agora havia um segundo sujeito. Meu coração se acelerou pelo medo que me devorou de imediato, e eu sabia que a qualquer momento poderia ser vista, mesmo estando escondida pelas sombras. 

Puta que pariu, por que essas merdas tinham que acontecer logo comigo?! Logo quando nem ao menos tinha comprado um celular?! Tentei regularizar minha respiração para não ter um ataque de pânico, e busquei alguma solução em minha mente. Em vão, já que estava demasiado nervosa para pensar em qualquer saída. E eu sabia, que se eu me movesse por um centímetro sequer, eles me veriam. 

— Tem certeza que não tem ninguém cara? —  o sujeito mais alto perguntou para o outro, os dois usando máscaras. 

Eles estavam tão próximos. 

— Absoluta, porra. Eu observei o dia inteiro. Agora vamos entrar na mansão antes que alguém chegue ou nos veja pela câmera de segurança! Nós temos exatos dez minutos! 

Os dois correram para a entrada da mansão, e como se fossem hackers experientes, descobriram rapidamente a senha de segurança. Eu pensei que a qualquer momento fosse desmaiar, e prendi a minha respiração até que eles conseguissem invadir.  E agora?! O que eu faria?! Continuaria parada aqui ou tentaria sair e chamar por ajuda? Mas com certeza deveria ter um terceiro sujeito vigiando na parte de fora.  

Fiquei paralisada, completamente imponente. Fechei os meus olhos e gritei mentalmente por ajuda. Por favor, por favor, por favor!

                   Narração em terceira pessoa 

Ji Yong estava achando difícil ficar no mesmo ambiente que Seung Hyun, sem perder a pouca paciência que ainda lhe restava. Após o ocorrido do club Eden, os dois vinham se estranhando e sempre que podiam discutiam como adolescentes. Eram teimosos demais para dar o braço a torcer, mas mesmo brigando daquela forma, se amavam como irmãos. Ji Yong sabia que era apenas um desentendimento temporário, e que o forte laço de amizade que possuíam não havia estremecido. Porém, devido a esta irritante situação, Ji Yong voltava mais cedo da YG Entertainment. Estava cansado e procurava paz para colocar seus pensamentos em ordem. 

Já estava perto de casa quando pegou o celular em seu bolso, e verificou as câmeras de segurança pelo aplicativo que havia instalado há tempos atrás. Sempre que se lembrava, Ji Yong o fazia por motivos de segurança e prevenção. — Mas que caralho é esse?! — tomou um enorme susto ao ver dois homens no escritório dentro da mansão, e ao ver mais outros dois vigiando discretamente a movimentação na rua. Ji Yong sentiu seu coração apertar ao pensar em Melissa correndo perigo, e acelerou o carro o mais rápido que pôde. 

                   Fim da narração em terceira pessoa 

Eu ainda estava de olhos fechados, completamente imóvel pelo terror que havia se apossado dentro de mim. Não sabia quantos minutos havia se passado, mas parecia que tudo estava em câmera lenta, como se eu estivesse em algum filme muito assustador. Não estava escutando nem mesmo a minha própria respiração, quando inesperadamente senti uma mão tampando minha boca. Abri os olhos de imediato, me debatendo feito uma louca. 

— Calma porra! — Ji Yong sussurrou no meu ouvido, fazendo com que aos poucos eu parasse de me debater. Lágrimas queimaram os meus olhos, descendo de forma desenfreada pelo meu rosto quando o reconheci. Ji Yong me abraçou forte, parecendo estar sentindo um intenso alívio ao me ver sã e salva. — Está tudo bem agora. — falou baixo, suavemente. — Eu preciso que você se acalme, você está me entendendo? 

— S-sim. — sussurrei, fazendo com que ele lentamente desfizesse o abraço. Ji Yong envolveu minhas pernas em seus braços, me pegando no colo.

— Vamos sair daqui. — quando passamos pela entrada principal do jardim, havia três enormes homens vestindo ternos escuros. Me encolhi  de medo nos braços de Ji Yong, enquanto que o mesmo falou logo em seguida. — Vocês tiraram os dois do meu carro? 

— Sim senhor! — o que parecia ser o líder, respondeu. 

— Ótimo.  Os outros dois estão no escritório. Os peguem e os levem para delegacia discretamente. Isso não pode vazar de jeito algum para mídia. Estamos entendidos? — Ji Yong ordenou com uma voz dura. 

— Sim, manteremos o senhor ciente de tudo. 

Eu prendi minha respiração quando Ji Yong me colocou cuidadosamente dentro do carro. Agora que eu estava mais calma, eu pude ver claramente o quanto ele estava machucado. Um de seus olhos possuía uma leve coloração de roxo, e o canto de seus lábios estava cortado e sangrando, assim como sua sobrancelha. A camisa que ele vestia estava repleta de sangue, como se alguém tivesse cortado a pele por debaixo dela. Por um breve momento, o desespero ameaçou a me tomar de volta, os soluços saindo ainda mais alto pela minha garganta.

— Está tudo bem. — Ji Yong disse, com sua voz tão macia como veludo.  

— O q-que aconteceu? — perguntei, sentindo a dor se alastrar pelo meu peito. Eu percebi que odiava o ver tão machucado daquela forma, odiava mais do que tudo. 

— Se eu não cuidasse dos dois vermes que estavam do lado de fora, eu não conseguiria entrar de forma rápida. — Ji Yong estava suando, e percebi que ele estava começando a falar com dificuldade. — E eu não sabia quando os seguranças que chamei iriam chegar. 

— Ji Yong, t-temos que te levar para o hospital! — ele me olhou, e por um rápido momento pensei ter visto ternura em sua feição.

— Primeira vez que você me chama pelo nome. — Ji Yong deu um leve sorriso, fazendo com que um estranho sentimento apertasse ao redor de meu coração. Ele voltou a sua atenção para a estrada, e continuou a falar. — Eu não posso ir para o hospital. Se uma informação dessas vazasse, seria um grande escândalo. 

Suspirei, não conseguindo parar de chorar. Por que aquilo teve que acontecer? Parecia que eu estava dentro de um horrível pesadelo. Não conseguia desviar meu olhar dos machucados que agora ele tinha, e minha vontade era de o abraçar e nunca mais o soltar. — E-então o que vamos fazer? Eu não posso te deixar assim. 

— Então não deixe. E cuide de mim por essa noite.

 

 

 

 

 



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