História Love In The Dark - Capítulo 20


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sadomasoquismo, Sakura, Sasuke, Sherlock Holmes
Exibições 589
Palavras 1.895
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Estou ouvindo Love In the Dark da Adele por motivos óbvios.

Capítulo 20 - Epílogo


 

                    Por Sasuke;

Olho o mapa da cidade de Paris.

Cada trecho no perímetro aproximadamente a uns dois quilômetros do Louvre.  Três dias atrás houve um assalto digno de um filme de Hollywood ao museu, onde furtaram algumas obras de artes famosas e incluindo La Gioconda , A Monalisa.

Rua de Rivole ao norte e ao leste a do l´amaral.

Fui contratado para este caso dois dias depois dos oficiais franceses se verem completamente perdidos e sem alguma teoria para formular o caso.

Olho o relógio do canto direito da tela do notebook e são quatro e meia da tarde.

Ela já deveria ter chegado.

 Tenho centena de papéis fazendo um volume exacerbado em minha mesa e pastas e mais pastas com relatórios, analises da pericias e muitos laudos.

Confidentiel.

É bom que pratico um pouco meu francês que anda enferrujado.

 

Ouço um barulho vindo da sala.

 

Ela chegou e atrasada. Me levanto da cadeira e me espreguiço, tem um bom tempo que estou nisso. Á luz da sala ainda está apagada vejo ela subindo ás escadas tentando não fazer nenhum barulho, silenciosamente. Ligo a luz da sala.

Ouch. – ela vira-se em minha direção. – Oi papa. – fito a criatura que ela está segurando. – Sarada desce os degraus até se aproximar de mim. – Eu o encontrei na rua. – ela ergue o filhote em minha direção.

Encontrou um Golden Retriever na rua ? – a questiono e ela sorri sem graça.

- Aham, estava abandonado.

- Onde?

- Próximo ao parque.

- Exatamente ?

- Perto do banquinho branco. – ela diz ligeiramente. Sei que Sakura iria dizer que eu não deveria fazer esse curto interrogatório com minha filha, mas conheço Sarada.

- E o que estava fazendo por lá ?

- Eu estava vindo do treino de esgrima. – o filhote se contorce e pula do braço dela, Sarada vai atrás dele e o pega.

- Hn,

- Posso ficar com ele ? – ela faz o seu bico  e sua cara de boa menina que quer alguma coisa.

- Quando sua mãe chegar discutiremos sobre isso. – ela demonstra um certo desanimo, mas acata. – Vá tomar banho e faça sua lição.

- A lição primeiro e depois o banho. – ela fala e coloca o cachorro no chão. – Ele não é fofo, papa?

- Antes de subir pegue sua bolsa e sua espada. – ela segue e o cachorro lhe acompanha pelos degraus.

Ela revira os olhos e eu passo uma vista grossa. – Desculpa, papa.

Vou á cozinha pegar um pouco de chá.

Na porta da geladeira há uma foto da Sakura com a Sarada em frente ao castelo de Dover sudeste da Inglaterra, quando fomos resolver um caso por lá e não tínhamos com quem deixa-la. Como foi um caso simples sobre um sumiço de uma garota ao arredor do castelo, não nos preocupamos muito em leva-la conosco.

Era para ser um caso simples...terminou com tiroteios e tudo mais.

Sarada nasceu dois anos depois de oficializar de vez minha união com sua mãe. Ela não foi um acidente e sim pedi para Sakura,  que ficou surpresa com o meu inesperado pedido.

Eu nunca pensei em ter filhos antes.

Eu nunca pensei em ter alguém ao meu lado, antes de encontra-la.

Não somos o típico casal de comercial de manteiga que passa na Tv, mas nos viramos. E eu sabia do sonho da Sakura em ser mãe e mais quando ela viu a Ino e a Hinata sendo agraciadas com o advento da maternidade.

Amar alguém é ter que se sacrificar, então eu cedi isso para ela. Não me arrependo – mesmo quando a Sarada apronta.

Antes da Sarada nascer, Sakura teve dois abortos espontâneos devido a um problema que ela tinha. Pensei em desistir, mas ela insistiu e na terceira vez ela conseguiu, o que não foi fácil. Sakura tinha hipertensão e durante sua gravidez ela mal saiu de casa e nos últimos meses de gestação, ela mal se levantava da cama.

Quando eu a vi pela primeira vez, eu queria proteger aquela criatura de cabelos tão pretos quanto o meu. O que foi um alívio, pensei que seria uma mini-Sakura de cabelos rosados.  Naquele momento eu soube que era capaz de amar uma outra pessoa, do meu jeito. E nem precisou essa se jogar na minha frente e tirar sangue da minha boca, como na primeira vez que eu vi á Sakura.

No entanto, a pequena de cabelos negros como a escuridão e olhos de turmalina negra, apesar de ser parecida comigo herdou a personalidade de sua mãe.

Sarada é ardilosa para alguém da sua idade e como a mãe, é uma excelente mentirosa.

- Cheguei. – ouço a voz da Sakura.  Coloco o meu chá gelado na minha xícara que ganhei de presente da Sarada no último dia dos pais. 

“papai é o Batman “

Tudo pelo meu sobretudo preto.

 

Apareço na sala e Sakura está tirando seu sobretudo. – Querido. – depois de anos ela continua com o mesmo “querido” Sakura abre um sorriso. – Não vai me ajudar com ás malas ?

- Não.

- Você não tem jeito. – quando saiu para viajar, Sakura foi apenas com uma mala e voltou com mais uma. – Estou exausta, quase onze horas sentada.  Mesmo sendo na primeira-classe causa uma fatiga.

- Conseguiu solucionar o caso? – A empresa de mineração Uchiha tem uma de suas áreas de exploração de minerais e principalmente diamantes na África. Recentemente um caso curioso se apossou de uma das instalações em Serra Leoa, um “fantasma” andou assombrando por lá e isso causou a dispersa de vários funcionários.  Como a África é um país que possui uma religião diversificada e eles acreditam bastante nos poderes místicos, era algo para se pensar.

- Sim, desculpa não ter te ligado eu perdi meu celular. Primeiramente, você sobreviveu a Sarada  esses dias sem mim ?

- Bom falar nela. - Vou ao casaco da Sarada e pego em um dos bolsos  uma nota fiscal amarelada e amassada e entrego para Sakura e ela me olha desconfiada.

- Pet Shop ?  - ela me olha sem entender. – Um filhote de Golden , bola mordedor de borracha e uma vacina. Não entendi.

- Simples. Sua filha.

- Já sei que ela aprontou, quando você diz “sua filha”

- Quando ela usa o seu lado mal, me deixe terminar. Sua filha, chegou com um cachorro e me disse que achou na rua.  A Questionei  e ela respondeu tudo, porém esqueceu um simples detalhe.

- Você está deduzindo a sua filha, Sasuke ? – ela já franziu o cenho.

- Psiu, eu estou falando e sim. A pequena mentirosa esqueceu o detalhe que o cachorro estava com o pelo sedoso e bem escovado. Ela estava com a nota fiscal no bolso do casaco, esqueceu de jogar fora.  Seria perfeito.

- Onde ela arrumou quinhentas libras? – ela pergunta ainda incrédula com a nota fiscal. Ela me olha, eu estou sério e faço uma expressão “ pense” – Claro, Uchiha Itachi, ele forneceu o dinheiro.

- E conhecendo Uchiha Sarada...

Sakura leva a mão ao rosto. – Ela pediu o dobro.- , permaneço com uma expressão intransigente e Sakura sabe o que significa. – Eu irei falar com ela.  Que garotinha é essa ?

- Sua filha. – digo e ela faz uma careta. – E o caso?

- Hm, o tal espírito demoníaco que andava assustando os mineiros era apenas um antigo funcionário com conhecimento de lendas antigas e muita imaginação. Não havia demônios por lá. Seu pai ficou bastante satisfeito pelo o meu trabalho.

- O cobrou pelo serviço ?

- Não, mas ele quis me compensar com um diamante de alguns quilates. Quem sou eu para recusar ? – ela pisca o olho esquerdo.

- Hn.

 

                                                **
 

Sakura pediu uma comida italiana no restaurante e esse era o nosso jantar.

O bife á Parmegiana está com um cheiro agradável e acho que o novo morador da casa sentiu o cheiro, o cachorro qual Sarada deu o nome de Amaterasu, corre em volta a mesa. – Sabe das responsabilidades com o cachorro, não é ? – ela assenti.

- Sei sim, eu cuidarei dele. Mama e papa, eu vou contar ao tio e devolver a outra parte do dinheiro.

- E o que mais ? – Sakura pergunta séria.

- Eu não vou mentir mais. Mentir é feio.

- Vou confiar em você. Quer mais, querido ? – ela refere-se ao macarrão e digo que não. – Como foi na escola essa semana , filha?

Sarada está cortando os pedaços do bife e vez e outra ela joga um pedaço para o cachorro. – Bem, a professora quer falar com você.  – Sakura leva mão ao rosto e faz um gesto de derrotada.

- Bateu em quem dessa vez ? – Sakura pergunta e Sarada fica um pouco constrangida.

- Boruto. – ela diz com um sorriso e eu sorrio discretamente.

- Sasuke. – ela fala para mim. – Não a incentive. O que direi a Hinata novamente ?  – Já expliquei milhões de vezes para o Naruto  que sadomasoquismo não é herança genética, já que o filho dele é sempre o alvo da Sarada. – Menina, você está de castigo.

- Mamma ! – ela cruza os braços em sinal de protesto.

- Sem mais e nem adianta fazer seus dramas.

 

                                                   **

 

Olho pela janela a nuvem cobrindo a Lua.

Depois do jantar trabalhei um pouco no caso, creio que amanhã estarei indo a Paris para solucionar de vez isso.  Sakura estava com a Sarada contando sobre maldições nos castelos ingleses. Sarada prefere histórias reais que contos de fadas.

 Coloco o meu celular sobre o criado-mudo e vejo um cartão postal da Tsunade que  está em Tuvalu, uma ilha na Oceania comemorando o aniversário do Jiraiya.

- Estou pronta. – Sakura sai do banheiro e eu me viro para olha-la.  Seu espartilho de cristais Swarovski.- sim, aquele espartilho. Está com um salto alto combinando com o espartilho e seu cabelo está solto. – e cumpridos, enfim cresceram.

Seu batom vermelho.

Me aproximo dela e sinto sua aroma adocicada que me levam á loucura por anos. Mergulho minhas mãos em seu cabelo. – Senti sua falta. – sussurro em seu ouvido.

- Também senti, querido. – pego sua mão e a beijo carinhosamente.

- Deite-se de bruços. – pego uma corda em minha gaveta, tem um tempo que não usamos Bondage. Observo ela andando faceiramente e um jogo de provocação silencioso.

 Começo amarra-la.

Eu realmente não me canso.

Deslizo minha mãos pela sua bunda, ainda são como dois pêssegos  e eu não me canso de vê-la e admira-la. Mordo e escuto ela gemer.

Algumas vezes eu sou o seu submisso e aprecio cada maneira da minha dominatrix.

Temos nossas particularidades como qualquer casal e passamos boa parte do tempo discordando fervorosamente um do outro.

Aperto o nó de seu pulso e subo em cima dela. Me inclino ao seu pescoço e o beijo. Vamos iniciar o nosso jogo de dor.

- Preparada ?

- Sim.

- Sim ...? – Sempre fui um homem sério, calculista e frio. Não fui de mencionar meus sentimentos e demonstra-los. Sempre achei o amor algo que era perigoso e apático. Sem interesses.  No entanto, quando eu a conheci esse turbilhão de sentimentos ganhou um outro lado. Ela conseguiu excitar meu cérebro com dúvidas e indagações como nenhuma outra.

Ela conseguia eclipsar todas mulheres na sua volta.

Ela conseguiu verter aquele nosso jogo em sentimentos.

E um desses sentimento  foi o amor.

- Sim, meu Marido.

Não me canso de tê-la assim.

A Mulher.

 


Notas Finais


A mulher...
Notas finais mesmo.
Primeiramente, eu queria agradecer a Adele, pois se eu não estivesse ouvindo Love In the Dark, eu nunca teria essa ideia.
Foram dez meses trabalhando nessa fanfic e não foi algo fácil. Nesses meses quem leu desde o início acho que sentiu uma evolução pelo ao menos na escrita. Neh, meus portugas não são lá dos melhores e nem me considero uma autora.
Quero agradecer todos os que apareceram nessa caminhada e viram o nosso Uchiha Sherlock amolecendo aos poucos. Agradeço aos que participaram dessa loucura e enfim, foi divertido escrever essa fanfic, eu realmente amei.
Agradeço a todos que favoritaram, 350 favoritos, nossa eu nunca achei que iria tão longe.

E nesse final, tenho um pedido para fazer : Fantasminhas, apareçam quero ver vocês pela última vez !
Então, é isso.
Ps: Não sou sadomasoquista.

Obrigada por tudo e até uma próxima.Beijos.


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