História Love in War - Capítulo 19


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Lexa
Tags Clexa, Clexag!p, Lexag!p
Exibições 166
Palavras 2.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Estratégias


Clarke Point of View

Eu não me sentia bem empunhando uma metralhadora, poderia tirar mais uma vida de forma tão rápida que eu nem conseguiria pensar. Vinte balas por segundo, vinte vidas a menos em um milésimo, o que foi criado em anos se desfaz em segundos.

O que estava para acontecer poderia tomar proporções exorbitantes, algo poderia dar errado, tudo poderia dar errado, e de repente os cem não existiria.

Lexa não existiria, fitei seu corpo esguio ao meu lado, a comandante estava cansada, seu rosto estava contorcido pelo cansaço e eu podia observar seu corpo lutando para se manter aposto.

- Lexa... – puxei suas mãos e ela me olhou curiosa. – a gente... precisa.

- se tudo der errado... eu quero que você corra... o mais rápido que conseguir, pegue um cavalo... vá para o sul... o sul de tudo, além dos morros, quero que só pare quando enxergar o mar... – ela se aproximou e meu corpo se contraiu com um frisson. – procure pela Comandante dos mares... Luna...

- Lexa...

- entregue isso a Luna... – Lexa puxou sua faca e cortou uma trança de seus cabelos. – no passado deixei que Luna continuasse respirando... ela vai saber retribuir o favor e te manter segura. Ela não é exatamente um bom significado em caráter, e você terá que conquistar a confiança dela, mas nunca, nunca confie nela, não cegamente.

Todos os outros ainda descansavam, deus como ela conseguia mexer comigo daquele jeito? Seus olhos estavam rasos e eu conseguia enxergar seus sentimentos ali, mesmo que ela não conseguisse me dizer com todas as letras.

- não me importo de morrer Clarke, só me importo com sua vida... – ela abaixou os olhos e quando retornou a me fitar, os verdes que me guiava estavam rasos por conta das lágrimas. – com você... já lhe causei danos... e não quero sua morte em minhas mãos, eu não aguentaria.

- temos um plano... vamos segui-lo.

- sim... mas estamos indo para uma batalha, onde somos em menos de dez contra centenas, não há garantias hoje, é tudo ou nada.

Segurei Heda pelos ombros e a puxei para um abraço, ela recuou a principio, mas depois se rendeu aos meus braços.

- estou com medo Wanheda.

- se está com medo, vai com medo mesmo, a adrenalina nos deixa vivos... Magot precisa de você. De nós.

- por Magot?

- Sim... – lhe dei um beijo estalado e ela circulou o indicador nos meus lábios, senti sua respiração contra o meu rosto, mas eu não recuei quando ela colocou sua testa na minha e nem incentivei quando ela ficou próxima demais dos meus lábios.

Eu a queria, mas não era a hora certa.

- o amor é uma desgraça mesmo – Raven pigarreou ao se aproximar e eu me afastei da comandante. – o que acham de se juntar a turma do balão mágico? – ela apontou para Octavia e Jasper que arrumavam as balas reservas.

Lexa curvou os olhos e eu suspirei a adrenalina não nos deixava ter o descanso necessário, diferente dos grounders, Lexa e Indra deram voz ao cansaço, mas ainda restavam muitas balas a serem terminadas.

- o que pretende fazer quando encontrar Abby? – Jasper perguntou.

- deixa-la em abstinência da droga e observar como seu corpo reage sem essa toxina

- sei, só acho que vamos nos foder nisso.

- já estamos fodidos... – Octávia disse amargurada – estamos fodidos desde que nos enfiaram numa nave e nos mandaram para cá.

- fizemos parte de algo grande – suspirei – algo fodidamente grande, é por nossa causa que a terra ganhou uma civilização... não vamos deixar que nossos momentos conquistados seja novamente abatido.

- se ALIE1 é má... e ALIE2 é boa... qual é o papel de segunda para abater a primeira? Porque todo esse papo de Blood must have blood é praticamente a mesma coisa que a primeira possui como instigma...já que ela nos considera uma coisa ruim para a terra. – Jasper começou. – e talvez nós sejamos mesmo, então porque lutar contra? Vamos deixar que essa inteligência acabe com tudo mesmo... quem se importa? Nós sempre fodemos com tudo mesmo. Olha você Clarke... matou mais gente que a existência de seu povo, e o povo da terra ainda te deu um título! Octávia... se apaixonou por um terrestre e vemos na merda que deu... Bellamy era o herói do caos...

- porque se Becca quisesse realmente que ALIE1 dominasse eternamente, não tinha criado a segunda para recuperar os danos causados por ela. Os nossos danos. – olhei para trás e fitei o semblante sereno de Lexa. Não sei exatamente a carga espiritual que lhe deixou com aquela postura, mas eu sabia que me sentiria perdida sem os seus verdes para me guiar. – não vamos deixar algo que acabamos de recuperar, algo que é nosso de verdade seja destruído novamente.

- a gente está meio que sem escolha também, vamos morrer lutando, ou se entregar e morrer como um covarde. – Octávia deu de ombros. – vamos criar o nosso próprio destino.

- eu tenho uma ideia.

A partir desse momento existiria apenas a palavra sorte e nós mesmos para nos manter vivos.

 

-x-


 

- Não vamos lutar agora... – Lexa disse enquanto prendia o cavalo na estrebaria de uma taverna. Faltava minutos para o sol nascer. – temos que conseguir apoio.

- seu povo me odeia.

- meu povo te admira, aqui você é Wanheda, não quero que você tenha uma postura de defesa, aqui você é a deusa da morte.

- espero que dê certo.

- precisamos que sim...

Assim que adentramos pelos fundos, o lugar era barulhento, e alguns grounders bebiam, pouco motivados pela musica caótica.

- fechem as portas. – Lexa disse alto, fazendo alguns bêbados e desafortunados se assustarem.

- comandante... – um deles se curvou a sua frente.

- não há tempo para formalidades... preciso que você honrem a sua líder.

- você é nosso sangue, sempre honraremos você. – a voz de uma guerreira ao fundo soou forte. Logo um pequeno grupo de pessoas começaram a se formar, enquanto dois ficaram de guarda na porta da entrada.

- preciso de informações.

- Ontária está arrastando sua morte, diz que seu corpo foi queimado junto aos 300 soldados, muitos de seu exército está tomando um tipo de droga que os inibe de sentimentos... quem não toma a droga ou é tomado a força, ou é morto.

- quero que não espalhem que estou viva, e sim que Clarke do povo do céu, Wanheda está lutando contra a nova Comandante usurpadora. [lá usurpadoraaaaa esperando por tu amor... bate high five aqui quem assistiu sa novela :v]

- muitos acham que os 300 fora aniquilados pelo povo dela... se isso estiver certo, haverá um conflito de opiniões.

- assim como está havendo dois lados em nosso povo agora, um lado que está sendo dopado e manipulado para cometerem sacrilégios contra a carne, Os cem [TÊ 100 karaiu] também foram divididos, e posso dizer a vocês que foi o lado necrosado que cometeu essa atrocidade contra nós, e esse mesmo lado, está lá no comando agora mesmo.

- você quer reunir um novo exército? Posso juntar um grupo e correr entre as montanhas, muitos de nós estão se exilando como podem... e não hesitarão em se juntar a nós.

- faça isso... quero que ilustrem um mapa, onde está os guardas e até onde eles já tomaram. – para o nosso azar nenhum deles conseguia expressar essa informação.

- Blood must have blood! – um dos grounders exaltou e todos os acompanharam, Lexa me fitou, ela ainda parecia preocupada com isso.

- precisamos de um nosso lá dentro...

- eu posso.

- não... você seria morta rapidamente, você ainda é Wanheda, ainda é um troféu para muitos.

- ao mesmo tempo que eu estive dos dois lados... posso muito bem ser uma isca para Ontari. – Lexa parecia buscar algo em meus olhos, mas me mantive ali, firme.

- não posso fazer isso... – ela sussurrou baixo demais para seu povo ouvir, mas suficiente para eu entender.

- não é uma escolha... você é certa que morreria tão rápido colocasse os pés lá dentro... já a mim... é apenas uma possibilidade. Não vou deixar Magô... você tem que se preocupar com ela.

Lexa bufou e saiu andando até seus seguidores, dei meia volta seguindo até os cavalos.

- droga... onde vai? – escutei Indra reclamando.

- preciso chegar a Ontari.

- para que?

- preciso saber como está lá dentro. Preciso armar uma estratégia, mas pra isso preciso estar lá dentro. – puxei o capuz do meu casaco e montei no cavalo.

Meu coração batia como um desvairado era certo que Lexa fosse capturada, e eu precisava ter uma certeza de que ao menos alguém sairia vivo. Mesmo que esse alguém seja ela. [alguém ae já assistiu o filme Constantine? Poséh ae um spoiler]

A caverna que o príncipe me deixou não era tão longe e o sol nascente me guiava com precisão entre as arvores e a colina, a brisa acariciava o meu rosto e eu sentia o orvalho me banhando.

O relincho e a freada brusca me fez fitar o enorme tronco a minha frente, logo uma pessoa se lançou a minha frente e logo em seguida diversos terras firmes se fizeram presente, engoli em seco, se fossem seguidores de Ontari eu estaria perdida e se fossem grounders em busca de wanheda, eu já não saberia mais o que fazer.

- o que está fazendo aqui? – escutei a voz entrecortada e suspirei aliviada quando percebi a cicatriz que o terra firme possuía o diferenciando dos grounders.

- quero conversar com .......

- não deveria estar por essas terras wanheda... temos um acordo de paz. – escutei a voz do príncipe regente ao meu lado e virei buscando um contato visual.

- eu sei... eu preciso de seu apoio... droga...

- não devo mais nada a Lexa...

- ela lhe fez um favor... retribua.

- retribuo saindo e voltando para minha terra e evitando uma retaliação.

- acha mesmo que quando Ontária destruir os grounders essa guerra irá acabar? Eles não vão terminar até aniquilar qualquer forma de humanidade na terra.

- o que sabe sobre isso? – seus olhos eram tão impacientes quantos seus passos no chão, ele estava arredio.

- sei o suficiente para vir até você desarmada enquanto explode uma guerra, eu não estaria aqui se sua ajuda não fosse necessária.

- você é louca... – ele sorriu nervoso enquanto negava com a cabeça e se afastava.

- sou otimista...

- sempre leva as pessoas a morte! É isso o que você é, semeadora da morte.

- fique parado e veja todos morrerem, faça algo pelo seu povo, honre seu título, honre a palavra que sua mãe nunca teve, honre por aqueles que ainda estão por nascer, essa terra é nossa.

- está aqui sem Lexa, está por conta própria.

- Lexa não sabe disse, e espero que ela conclua que você tomou esta decisão sozinho de apoiá-la, só assim você ganhará uma aliada futuramente.

- de quanto tempo precisa?

- menos de um dia.

- meu povo está a quatro daqui... isso é impossível.

- não seja tolo, sua mãe não veio sozinha, é certo que exista um bom exército de vocês, não longe daqui aguardando você para o retorno ou aptos para lutar.

- você realmente sabe jogar

- se eu não soubesse, não estaria viva até agora.

 

Pedi para que um dos guardas dele me machucasse, alguns socos pela face e Wanheda seria entregue a Ontária, a caminhada foi longa enquanto eu era arrastada por uma corda que prendia minhas mãos ao mesmo tempo que meu rosto era coberto.

Os sons das pessoas foram se tornando silêncio, e logo o galope mudo do cavalo se fez presente.

- Capturei wanheda, para Ontária... – o outro soldado reclamou algo num idioma que eu não compreendia e logo voltei a ser puxada e caminhei, ali deveria ser a torre de observação de Lexa.

A caminhada em circulo me fez ter certeza de que estávamos no lugar certo.

- humm... o que temos aqui? – Ontária disse e eu senti o meu sangue ferver.

- Wanheda... – foi a única palavra que consegui compreender.

Minha visão parecia embaçada e quase ficou cega quando tiraram o pano que cobria meu rosto, fitei o rosto moreno a minha frente e recuei um passo quando fitei Jaha ali, junto com minha mãe, e mais alguns do Cem.

- surpresa?

- não...

- pelo jeito você veio participar do grupo?

- não... e percebo que você também não faz parte do bando.

- ainda não... mas logo irei... – seu rosto estava próximo do meu, seu cheiro podre fazia meu estômago revirar.

- você sabe o que essa droga causa? Acha mesmo que irá continuar no comando?

- não faça isso... – ela gargalhou se virando e sentando a sentar no trono que antes pertencera à verdadeira Comandante. – não faça esse joguinho de merda... – ela apontou para os guardas – tirem ela daqui...

- não se esqueça que eu sou wanheda... – logo dois seguranças me guiaram para fora. 


Notas Finais


Voltei meu povo e minha pova :v


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