História Love in War - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Lexa
Tags Clexa, Clexag!p, Lexag!p
Exibições 114
Palavras 1.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Me amem

Capítulo 20 - Soluções


- o que está fazendo aqui Skykru? – escutei a voz de Titus ao meu lado e suspirei.

- o que você está fazendo aqui?

- sou um refém... Ontári me quer porque sou o único que pode fazer o ritual sagrado...

- e quanto a Margot?

- está na cozinha... sentada junta a cozinheira... um lugar perto, uma criança qualquer por quem Ontári não se interessaria.

- precisa tirar ela daqui... você precisa sair daqui.

- não tem como sair daqui... acha que não já tentei? Há cinco vigias em cada andar da torre, há um pequeno exército de uns trinta homens no ultimo andar fazendo a segurança...

- Lexa está vindo...

- ela não pode vir... Ontári vai mata-la... está forte agora...

- eu sei... – sussurrei enquanto ia até um dos quartos. – só tenho que arrumar um jeito de tirar ela daqui.

- isso é fácil... Magô pode sair facilmente em uma carruagem com vasilhames para pegar comida... posso dar a ordem, o ruim é que não há ninguém para protege-la...

- precisa deixa-la ir com algum dos nossos. Só há eu e você... e nesse momento Ontári está com três olhos em nós.

- pode me levar até lá?

- está louca? Alguém poderia ver que você tem uma conexão com a criança... e a matariam por pura diversão.

- eu sei...

- se sabe porque quer arriscar? – caminhei as pressas até a penteadeira e lá encontrei tecido em branco e o grafite que precisava.

- aqui... desenhe onde estão os guardas... – Titus me olhou confuso, mas ainda assim fez o que eu pedi.

- a torre é circular... então eles estão estrategicamente em cada ponto da circunferência... há menos que existam arqueiros em cada um desses pontos... mas ainda assim, são quinze andares... terão que ser rápidos... o grupo abaixo está fortemente armado... e bem... na cobertura tem a Ontária.

- perfeito... – enrolei o tecido – vamos até Magô...

- não... você vai... – ele caminhou até um baú e de lá tirou um traje – vista isso... – jogou a túnica preta e eu prontamente me vesti – agora o seu cabelo – ele o prendeu as pressas – você já sabe o ritual – ele me jogou a graxa negra que os grounders pintavam suas faces. – agora você é da guarda... vou ordenar para que você vá cuidar da cozinha...

- certo. – Eu estava nervosa, mas pelo que eu tinha passado, aquilo ainda era pouco.

- volte rápido, não quero que Ontária dê falta da wanheda.

Engoli em seco enquanto caminhava as pressas para fora dali.

- onde vai?

- ela tem que conferir as entregas... Ontária irá se preparar para o jantar logo mais... é necessário que tudo esteja em ordem.

- certo... – guarda deu passagem e eu respirei fundo enquanto caminhava até as escadarias.

A túnica escondia meus cabelos loiros que me diferenciava do povo da terra, todos os guardas me ignoraram enquanto eu descia rapidamente.

- o que é você? O que está fazendo aqui? – um grounder enorme surgiu a minha frente, engoli em seco quando fitei a machadinha em sua mão.

- vim conferir a reserva de alimentos...

- hum... – ele me deu passagem e eu senti meu sangue gelar – quem mandou?

- titus...

- o cara fresco acha que manda é? Pois diga aquele salafrário... que eu...

- você viu uma garotinha por aqui?

- o que quer com ela? – ele cruzou os braços.

- preciso vê-la. – ele suspirou e deu meia volta, pensei em segui-lo mas logo o armário parou e se virou bruscamente passando a mão.

- eu sabia! Wanheda...

- deus...

- porque quer ela?

- não é da sua conta. – ele levou o machado no meu pescoço e eu arregalei os olhos sentindo a lâmina fria arranhar minha pele.

- acho que agora é... – ele continuava me fitando enquanto cravava suas mãos na minha cabeça e os puxava com força.

- não... é importante... só quero que fique bem.

- vai mata-la?

- deus... não... – continuei fitando as orbes negras enquanto afrouxava o aperto em meus cabelos.

- venha comigo nanica... – ele andou na frente – ainda não entendo como um corpo pequeno como o seu é capas de matar tantas pessoas.

- as vezes é necessário mais do que força bruta e passar a usar o cérebro.

Ele parou de caminhar e engoli em seco, era agora que ele me acertaria com aquele machado e arrancaria minha cabeça num só golpe.

- por aqui... – rugiu baixo e eu suspirei seguindo entre as mesas que estavam repletas de frutas e verduras. – ela está aqui... – havia uma enorme prateleira cheia de caixotes e abaixo num canto, um corpinho repousava solene.

- hey baby... – me sentei ao seu lado e a puxei para o meu colo e Magô logo abriu os olhinhos e me fitou um pouco assustada, mas logo depois seu rosto ficou rubro e um sorriso ganhou forma em sua face rechonchuda.

- mama...

- VOCÊ É MÃE DELA? – o grandalhão deu um grito e eu bufei.

- fala baixo!

- ok... Magô...

- mama... mama – ela chorou baixinho e eu a abracei com força.

- droga... eu amo você minha pequena... – beijei suas bochechas e sua testa. – escuta... lembra do que a Lexa falou? Sobre você ser forte?

- mama tigue num... num... voltô...

- ela quer você meu amor... mas você precisa sair daqui primeiro... você tem que me escutar ok? – ela moveu a cabeça positivamente e eu suspirei, ninguém em sã consciência faria uma proposta aquela a uma criança que mal fala direito. – está vendo isso? – peguei o pedaço de tecido que estava enrolado e coloquei em sua roupinha. – quero que guarde com você... não dê a ninguém... o grandalhão ali vai te colocar numa carroça – ela me olhou confusa e eu suspirei – num cavalo e você vai seguir até onde eles estocam as comidas fora da torre.... mas você vai seguir até uma taverna onde tem vários amigos da sua mãe... peça a um deles para ver Lexa...

Ela me olhava com seus olhinhos assustados e eu senti um aperto no meu coração.

- droga o que eu estou fazendo... você é tão pequena... – passei a mão por seu rostinho e abracei com força.

- eu sou grande demais pra chorar... – o cozinheiro reclamou e eu continuei ali fitando o pequeno corpinho a minha frente, aquela ideia era um absurdo. – olha... eu posso seguir para fora daqui... e pedir para que um ajudante meu leve a baixinha ai até onde você quer...

- você pretende ajudar Lexa?

- eu pretendo ajudar essa baixinha... Lexa sempre reclamava das minhas costelas assadas, eu quero que aquela abelhuda suma.

- você já sabe o que fazer certo? – beijei as bochechas dela mais uma vez. – se cuida meu amor...

- vamos baixinha... – o grandalhão pegou um caixote vazio e Magô o seguiu cambaleante.

E lá se ia a luz que me guiava naquela batalha.

- não ouse deixar que a machuquem... – sussurrei.

- já viu o meu tamanho?

- tamanho não significa nada quando agimos sem pensar.

 

-x-

- o que aconteceu? – Titus me interrogou enquanto me puxava para dentro do quarto.

- um pequeno probleminha com o grandalhão da cozinha... mas já consegui uma solução... logo Magô estará fora daqui.

- certo... tire essa túnica rápido... – ele corria pelo quarto enquanto eu retirava aqueles trajes de grounder mais rápido que o possível.

- o que está havendo? – ele veio até mim com um pano molhado e passou pelo meu rosto.

- ora ora... – Ontária entrou no cômodo ao mesmo tempo em que era seguida por dois seguranças. – como está sua estádia wanheda?

- alguns minutos sozinha para depois ser assassinada? – dei de ombros pouco me importando com sua prepotência.

- soube que estava com Lexa...

- hum... e eu soube que ela está morta.

- sempre sarcástica... talvez eu arranque essa sua língua afiada e deixe na frente da torre para sua namoradinha ver. – Ontári soltou um suspirou e moveu sua mão para os dois guardas – peguem ela... e a levem até a doutora. – movi meu olhar para Titus que se mantinha imparcial enquanto os dois grounders me arrastavam para fora dali.


Notas Finais


Gentem se por acaso vc's lerem Ontária ao invés de Ontari, é porque eu tenho uma certa raivinha dessa mossa e meio que zombo com nome dela.


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