História Love in War - Capítulo 21


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Lexa
Tags Clexa, Clexag!p, Lexag!p
Exibições 135
Palavras 1.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - É preciso sangrar


- Mãe... – sussurrei enquanto fitava o corpo a minha frente.

- não sei quem é você... – ela levantou uma sobrancelha – mas posso dizer que nunca tive uma filha. – curvei os olhos tentando evitar a dor que invadia o meu corpo após ouvir tais palavras.

- mãe... sou eu Clarke... – fitei seus olhos, não havia mais o brilho desapontado de antes, nem o cansado, ou o brilhante mediante a algo bom, era como se não existe mais uma luz naquelas íris.

- você deve estar tendo alguma alucinação garota... mas logo estará se sentindo melhor... – ela pegou um daqueles comprimidos e me ofereceu, neguei com a cabeça dando um paço para trás. – você precisa se libertar pequena garota, deixar todos os seus medos ir...

- sentir medo é bom... nos deixa vivos...

- mas nos machuca... pra que sentir dor? – ela passou as mãos pela minha face e eu senti um arrepio percorrer o meu corpo, ela estava tão solene de suas palavras.

- não mãe... – neguei mais uma vez. – se fosse algo bom... nós iriamos até isso... e não seria tomado a força.

- não estou obrigando você.

- mas ela está... todos aqui estão... aqueles guardas estão... – apontei para porta. – deveríamos ter a escolha... você não teve escolha.

- isso é para o seu bem...

- meu bem está longe daqui... meu bem está a minha frente pedindo para que eu perca a liderança de minha própria mente... este não é o meu bem.

- parem de conversar... – escutei a voz do Jaha. – você vai tomar... e vai ver o quão belo é o nosso mundo.

- vá se foder... – bati em sua mão fazendo as centenas de comprimidos caírem no chão.

- guardas... – ele chamou, minha mãe já tinha se virado para mim e seguido até a enorme fila que se forma nos fundos da sala. Um grounder me puxou pelo braço e forçou meu corpo para fora dali.

- irá para a sala de tortura... wanheda não aprende... – ela negou com a cabeça ainda estampando um sorriso irônico.

Talvez tudo se perdesse enquanto eu dava aqueles paços lentos em direção a minha morte, só em saber que Magot estava bem aliviava um pouco a alma torturada.

Minhas mãos tremiam de forma violenta e eu abaixei o meu olhar evitando as lágrimas que começavam a surgir, vitória na guerra, mesmo que eu seja apenas uma peça daquele tabuleiro, uma peça descartável, como meu pai, como Wells, Finn... Wanheda

- deitem ela aqui... – escutei a voz de Ontári ao longe, meu corpo parecia flutuar, eu não conseguia sentir minha própria pele, nem quando os guardas me deitaram numa espécie de cama de dura, olhei para o lado e fitei mesmo que embaçadamente meus pulsos serem amarrados, não forcei contra o couro duro, apenas respirava devagar tentando me deixar viva.

O que estava acontecendo?

Com meu corpo e sensações eu não sabia, mas logo um pano foi posto em minha boca e a voz ao fundo perguntou?

- você poderia ter deixado tudo isso tão fácil... mas não... tem que lutar... arriscar... sabe o que acontece com quem se arrisca demais? – ela puxou os meus cabelos me obrigando olhar seu rosto. – você pode perder.

Ela me soltou bruscamente e uma mão apertou o tecido nos meus lábios para logo em seguida eu receber um jato de água.

Arregalei os olhos tentando enxergar alguma coisa, mas só o que vinha eram fleches e sons de risadas intermináveis enquanto eu sentia meus pulmões em plena brasa e minha garganta aos poucos se fechar impedindo minha respiração.

Eu gritava, mas não me escutava ninguém me escutava. Isso é morrer? Talvez devesse passar um filme da minha vida rapidamente. Ontári ainda me fazia perguntas, eu não compreendia e nem respondia, o que a deixava ainda mais zangada. Tudo se resumia a minutos sem fim, horas intermináveis enquanto eu sentia a resistência de meus pulmões posta a toda prova.

Quando pensei que tudo terminaria, meu corpo foi arrancado da mesa e jogado no chão, não consegui evitar a pancada no meu rosto, e nem os diversos socos e pontapés que vieram em direção ao mesmo. A única diferença é que eu assistia meu corpo ser machucado de cima, era como se eu estivesse localizada no canto do teto da sala escura e não pudesse me mover e nem sentir.

- tenha calma Clarke... – escutei uma voz feminina, mas não conseguia me lembrar de quem era. – tudo vai ficar bem...

- eu morri? – que pergunta tola, é claro que eu morri, minha visão agora estava melhor e eu conseguia ver o meu corpo de bruços no chão, meu peito não fazia movimento de respiração e meu mal feitores já tinham se afastado.

- ainda não... – a mesma voz respondeu.

- o que estou fazendo aqui?

- precisa cumprir sua missão...

- mas como? Se estou ali, praticamente morta...

- mas não está não irá morrer Clarke, mas precisa ser resistente...

- quem é você?

- a pessoa que criou tudo isso.

- e como não posso te ver?

- porque não quero que o faça... apenas preste atenção. Lexa aprendeu com seus erros, te conduziu a tudo isso, A.L.I.E 2 ainda é uma criança, não está 100% formada, ela cresce a cada geração que é passada.

- a próxima será Margô certo?

- infelizmente não...

- mas eu pensei...

- existem sacrifícios à frente Clarke, e não haverá espaço para decisões incertas, é tudo ou nada.

- do que está falando? Ela não irá...

- você vai ter que tomar decisões... tais decisões implicarão na sobrevivência da inteligência.

- e quando a Ontária e tudo isso...

- essa não é a primeira vez que A.L.I.E. 1 tentará aniquilar os seres humanos... e nem será a ultima, essa é apenas mais uma batalha...

- deus, você não diz nada com nada, não entendo isso... se A.L.I.E 1 irá vencer sempre, porque ainda temos que lutar?

- não é o termo “ter” e sim o “por quem”, porquem você luta Clarke? Magot, Abby, por seus amigos? Por um amor em guerra?

- eu não sei... eu luto por todos... mas olhe para mim... – apontei para o chão – vale a pena?

- isso você deve responde a si mesma... agora acorde. – um vento frio veio em minha direção e eu senti o meu corpo inteiro ser moído, osso por osso ser quebrado, tentei abrir os olhos, mas um enorme peso estava por cima de minha testa e não consegui, a respiração me dava pontadas doloridas nas costelas e eu gemi sentindo minha pulsação rápida enquanto fratura exposta na minha perna pulsava de forma dolorosa.

Com toda a minha força eu respirei expelindo uma grande quantidade de sangue que estava presa no meu canal respiratório, meus olhos lacrimejaram com a sensação de várias facas sendo enfiadas no meu ventre e eu me encolhi como um feto.

- levem esse corpo inútil daqui... mas o mantenham vivo... quero exibir a Skaykru aquela maldita, assim que colocar os pés aqui...

Dois pares de mãos me levantaram de uma só vez e novamente tomei fôlego, minha vida dependia disso,

Tudo dependia. 


Notas Finais


Genteney acabou por ai, espero que ainda continuem me amando, to bem enrolada com outras fic's, faculdade, baby... casa, cachorro...

Logo mais tem mais hurehrueh beijinho até a próxima.


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