História Love In Weeks - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Palavras 2.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá gente linda, tudo bem com vocês??
Aqui está mais um capítulo novinho e eu espero que vocês gostem.

Boa leitura

Capítulo 7 - Dez semanas


Fanfic / Fanfiction Love In Weeks - Capítulo 7 - Dez semanas

Uma semana e meia depois e eu estou de volta ao consultório e pronta para saber mais como está o meu bebê. Ansiosa e animada poderiam ser considerados o meu segundo e terceiro nome no momento.

— Pelo que consigo ver nos exames, parece estar tudo bem. Nenhuma dst; os seus sangues são compatíveis; não há nenhum indício de um possível aborto no futuro, mas você ainda precisa ter cuidado e se cuidar bem. - Assinto. — Está tudo Ok com vocês. Acredito que podemos fazer uma ultrassonografia transvaginal hoje mesmo. A ultrassonografia transvaginal vai nos dizer a idade gestacional e como está indo o crescimento dele ou dela. Pronta para ver e ouvir o seu bebê?

— Sim. - Respondo já com a voz embargada e recebo um olhar simpático da doutora Dooley.

Os minutos a seguir mudam completamente a minha vida. Finalmente cai a ficha, se torna muito real e eu não posso conter a emoção, muito menos as lágrimas.

— Como eu disse, está tudo bem. O crescimento está indo como o esperado. - Diz sorrindo. — O bebê está do tamanho de uma semente agora. E o coração bate muito rápido, você consegue ouvir?

— Sim, sim. - Digo entre as lágrimas.

— Ele ou ela vai ser forte. Muito forte. - Assinto sem conseguir dizer mais nada.

A experiência acaba rápido demais para mim e quase penso em fazer birra só para poder ver e ouvir o coração do meu filho um pouco mais. Mas eu não faço. Ao contrário disso, visto-me e sento na cadeira em frente a ela pronta para ouvir o que a doutora tem a dizer.

— Bem... acho que agora posso dizer com certeza a idade gestacional. - Diz. — Você está grávida de dez semanas, ou se preferir,  dois meses e meio. Logo estará no segundo trimestre e precisaremos que você venha novamente para que eu possa checar vocês.

Assenti. Embora suas palavras martelassem em minha cabeça.

Dez semanas.

Estou grávida de dez semanas.

E agora sei quem é o pai.

 

*****

 

Dirigir até a casa da Emily foi mais difícil do que eu imaginei que fosse. O caminho todo foi um borrão e por sorte, ou milagre, não sofri nenhum acidente.

Eu sabia que independentemente de quem fosse o pai do meu filho, que iria causar uma grande confusão. E hoje, tive a certeza disso. Definitivamente eu iria acabar destruindo um relacionamento. Muitas pessoas iriam sair machucadas e eu não saberia o que fazer.

Sabendo disso, decidi manter em segredo. Eu não contaria para ninguém quem era o pai. Nem mesmo para a Emily. Ao menos por enquanto.

— Olha só se não é a mamãe do ano. - Emily fala sorrindo abrindo a porta.

— Você que é a mãe do ano. - Digo acariciando levemente sua barriga. — E como vai a princesa da tia?

— Ela está muito bem. Finalmente deixou a mamãe dela ter uma boa e maravilhosa noite de sono. Foi isso ou a massagem e o sexo oral do Luke.

— Argh, sem detalhes, por favor. - Digo seguindo até a cozinha.

— Como se você fosse uma virgem. - Ela revira os olhos e rimos. — Mas é tão bom me sentir desejada com essa enorme barriga.

— Acho que eu não vou ter essa sorte. - Digo. (gif da capa)

— Ah querida... - ela dá a volta no balcão e desajeitadamente; por causa do tamanho da sua barriga; ela me abraça forte. Suas mãos seguram meu rosto fazendo-me encará-la quando nos separamos. — Você será uma grávida maravilhosamente linda. E eu como sua melhor amiga, farei questão de te lembrar isso. Vou dizer o quão incrível, linda e sexy você está mesmo quando estiver com o rosto e os pés inchados. Eu seria até capaz de dividir Luke com você, mas você sabe, ele pode não ser muito fã da ideia de sua esposa querer dividi-lo com sua melhor amiga. - Nós rimos. — Você não precisa se preocupar com isso. É claro que é bom se sentir desejada, não vou mentir, e eu sei que você vai ser todas as vezes que andar na rua. E sabe porquê? Porque você é incrivelmente linda agora e ficará ainda mais quando estiver radiando o brilho de grávida. - Meus olhos ardem com lágrimas não derramadas por suas gentis e doces palavras. Momentos como esse, me fazia sentir a pessoa mais sortuda do mundo por tê-la como melhor amiga. — Acho que eu poderia ser lésbica por você, se preferir.

Os nossos risos preenchem a cozinha e instantaneamente eu me sinto melhor.

A puxo para um abraço e em seguida nos separamos.

— Eu amo você, sabia? Você é a irmã que eu nunca tive... obrigada por estar aqui por mim.

— E onde mais eu estaria? - Enxugo minhas lágrimas e a vejo enxugar as suas. A cozinha de sua casa tinha se tornado uma enorme confusão cheia de hormônios e estava virando uma bagunça. As nossas lágrimas não ajudavam muito. — Mas então... você viu ou ouviu o coração do bebê?

Assenti. — Meu deus Emily.... Eu tenho certeza que o meu próprio coração parou de bater quando eu ouvi o som do coração dele encher a sala. - Suspiro. — Eu nunca pensei que pudesse sentir algo tão forte como eu senti. Eu... eu nem sequer consigo explicar a sensação. Eu já amo tanto esse bebê. Mal vejo a hora de pegá-lo nos braços e olhar para o seu rostinho.

Emily está sorrindo quando termino de falar porque ela sabe exatamente o que eu senti naquele momento, ela sentiu o mesmo duas vezes e só Deus sabe quantas vezes ela vai sentir mais.

Ela está feliz por mim, isso era fato. Está nítido em seu olhar.

— E de quanto tempo você está? Conseguiu descobrir hoje? - Ela se vira e abre a geladeira, tirando uma grande fatia de bolo de chocolate e colocando na minha frente. Em seguida se senta e me entrega uma colher. Comemos juntas.

— Sim, estou de dez semanas. Bem no início. - Respondo. — Eu não vejo a hora da próxima consulta. Será que vou vê-lo outra vez? - Pergunto mudando de assunto.

Eu não queria que ela começasse a pensar sobre a possibilidade de Liam ser o pai. Depois daquele jantar ela ficou verdadeiramente preocupada que ele fosse por vários motivos diferentes. Primeiro porque ele é ele, e Liam sendo Liam era a receita para o desastre e ela não queria que meu filho tivesse um pai como ele. E segundo: porque agora existe Lori e depois de como as coisas ficaram, não era certo saber como ela reagiria. A mulher parece não gostar mesmo de mim.

Graças a Deus ela não pensou sobre o seu primo. A situação com Ethan era ainda pior e ambas sabiam disso. Pra ela, qualquer um dos dois que fosse o pai, seria uma situação difícil.

Era óbvio que muitas pessoas iriam sair machucadas.

O que foi mais uma razão para eu não lhe contar que eu já sabia qual deles era.

— Tenho certeza que sim. - Responde após mastigar. — Minha mãe te deu o dia de folga?

— Sim. Ela queria que eu relaxasse depois que saísse do consultório. Então eu vim para cá.

— Podemos fazer compras juntas. - Diz animada. — Temos tanta coisa para comprar. E eu posso ter uma folga para mim também.

— Oliver vem conosco? - Perguntei, notando só agora que não havia visto desde que cheguei aqui.

— Não. Ele está passando o dia com a Cath e Ryan.

— Queria poder ver esses dois juntos brincando e mimando o Ollie. - Ri. — Tenho certeza que é difícil saber qual dos dois mima mais o garoto.

— Eles são avós, é normal. Você precisa ver quando eles dois, minha mãe, Antônio e meu pai estão juntos... eles realmente brigam para ver quem vai segurar Oliver nos braços.

— Ainda bem que a Melissa está vindo.

— Sim. Com certeza. - Diz. — Agora que terminamos de comer esse bolo, vamos as compras?

Ela não precisava perguntar duas vezes.

 

*****

 

Fazer compras com a Emily tinha sido uma loucura. Eu estava cansada e com os pés doloridos.

Eu não tinha comprado tanto quanto eu estava esperando. Emily me ajudou bastante nisso também. Foi ela que disse que eu deveria apenas comprar roupas unissex e algumas pelúcias por agora.

Bolsas de maternidade, cadeiras, trocador, guarda roupa, carinho, kit de berço, bolsa de bebê, porta mamadeiras, cômoda e mais uma infinidade de coisas que eu desejei comprar, mas eu precisava saber primeiro o sexo do bebê antes, segundo Emily. Mas eu também queria que tudo fosse planejado, pensado e organizado de acordo com o sexo, e embora eu acredite que nenhuma cor define o sexo, eu gostaria de decorar o quarto com a cor de acordo. É claro que eu não iria derramar azul ou rosa em todas as coisas do quarto, mas a pintura era algo que eu queria de uma única cor. Eu precisaria esperar mais alguns meses para pintá-lo.

Compramos muitas roupas para mim embora. Algumas delas que eu nem sabia que existiam. Muitos vestidos, calças jeans com o número maior - que eu sabia que usaria em breve, macacões e blusas. Roupas que seriam usadas no decorrer da gestação e depois de alguns meses do parto.

Meu guarda roupa iria mudar quase que completamente.

Eu não estava irritada ou chateada por isso, muito pelo contrário, estava feliz.

Eu seria mãe, teria meu filho dentro de alguns meses e sabia que não poderia usar algumas das roupas que existem em meu guarda roupa. Eu teria que impor um pouco - ou muito -, de mãe nele.

E estava animada com isso.

Jogo as sacolas das compras no sofá, tiro meu sapato e ando em direção a cozinha e depois a geladeira, onde tiro uma pequena garrafa com suco que tinha guardado hoje pela manhã.

Em seguida, me deixo relaxar por uns minutos no outro lado do sofá e penso sobre opções de jantar. Eu estava cansada para cozinhar, mas também fazia um tempo que eu não preparava um jantar delicioso. Eu estava sempre pedindo comida, e embora isso me desse mais tempo para relaxar e cochilar, não era estritamente saudável para mim ou para o bebê.

Decidida, levanto do sofá, guardo as compras em meu quarto e vou para o chuveiro. Vinte minutos depois estou de volta a cozinha e começo a preparar macarrão com almondegas, que estava na minha cabeça durante toda a tarde.

Quase quarenta minutos depois e eu estou me deliciando e também sujando minha blusa de almondegas. A comida estava incrível, tão incrível que quase não parecia ser feita por mim, mas sim por um bom restaurante.

Coloco a louça na pia quando termino e como um pouco de salada de fruta. Vou em direção ao quarto quando termino e decido abrir e ver as compras que fiz.

As minhas roupas não me interessavam cem por cento, o que eu queria ver e tocar era as roupinhas do bebê.

Fiquei fascinada com um macacão cinza com gola. Era simplesmente a coisa mais linda e fofa que eu já vi.

Levo o macacão até o nariz e inalo, pensando em como meu filho ou filha, ficará vestido nele. Meu coração se aperta e lágrimas caem e molham o meu rosto e eu levo um tempo para me recupera. Quando o faço, tiro todas as roupinhas e as pelúcias das sacolas e guardo em uma parte vazia do meu guarda roupa; que tinha esvaziado dias atrás.

Era um lugar provisório. Eu só queria manter as coisas ao alcance dos meus olhos a qualquer momento.

 

*****

 

Acordo com uma terrível sensação de cansaço e enjoo. Por um minuto, penso em ligar para Angeline e dizer que eu não iria trabalhar hoje, mas depois dela tão gentilmente ter me dado o dia de folga ontem, eu percebi que não poderia faltar. Ela precisava de mim. Temos um evento para essa semana e eu não poderia deixar de trabalhar.

Tomo um banho quente e surpreendentemente me deixa melhor.

Hoje vamos encontrar com um cliente importante e eu sabia que precisava usar mais do que uma simples calça jeans e uma blusa com mangas.

Encaro o meu guarda roupa por alguns minutos e opto por uma calça flare azul marinho e uma blusa branca acompanhada por um salto - não tão alto - preto.

De repente, começo a soluçar e chorar sem parar quando percebo que a calça; que comprei a pouco mais de dois meses não serve mais em mim. Ela não fecha. Ela simplesmente não sobe o suficiente para que eu consiga fechar o zíper.

As lágrimas não parecem ter fim. E por mais que diga a mim mesma que não é o fim do mundo porque a calça não fecha, mais eu choro.

Dez minutos depois e parece que nada aconteceu. Que o choro incessante não existiu, que foi apenas coisa da minha cabeça.

Suspiro irritada com os hormônios de grávida e procuro por outra roupa. Não demora muito e eu estou usando um vestido midi vermelho floral e que se encaixa perfeitamente ao meu - novo - corpo.

Vou para a cozinha, faço um pequeno, rápido e saudável café da manhã e como avidamente.

Vinte minutos depois, estou saindo para mais um dia de trabalho.

Como se nada tivesse acontecido.

 


Notas Finais


O que acharam do capítulo???
Apostas de quem é o pai do bebê?
E essa amizade da Jane e Emily hein? Aposto que é meta de todo mundo ter uma amizade assim.
Eu espero que tenham gostado. Até o próximo capítulo.

~beijos


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