História Love is a game, Kiss conquest - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Hoseok, Imagine, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Rap Monster, Romance, Suga, Taehyung, Você, Yoongi
Visualizações 89
Palavras 6.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, boa tarde para vocês!

Não vou me demorar muito aqui, pois o capítulo já está bem longo e emocionante, hehe! Espero que vocês gostem!

PS: desculpa se tiver alguma coisa errada. Eu corrigi, mas meu notebook fico super aquecido e agora está dando umas travadas violentas :(

Capítulo 10 - Alguém me ajude!


A situação em que eu me encontrava não era a das melhores e tudo só piorou ainda mais nos dias que se seguiram. Tudo estava uma confusão por conta daquele maldito cartaz ofensivo que Cho Hee usou contra mim como modo de ‘aviso’, afinal, a loira acreditava que era necessária uma prévia de sua maldade para que eu entendesse que suas ameaças eram reais. Obviamente eu não acatei a elas e agora eu sofria as consequências, porém acabei envolvendo meus amigos nelas.

Jimin e Taehyung acabaram se envolvendo em uma briga com alguns rapazes arrogantes de um curso de extensão de desenhos, pois, segundo meus amigos, esses rapazes estavam falando coisas horríveis sobre mim e não poderiam aceitar aquilo tudo calados. Os dois acabaram machucados, Jimin com uma mancha roxa na bochecha e Taehyung tinha a mão enfaixada, visto a força que usou contra um dos rapazes.

Namjoon e Hoseok também enfrentavam problemas. Temiam que alguns caras tentassem passar dos limites da boa convivência comigo – afinal, por eu ser estrangeira eu já atraia muitos olhares, mas aquelas palavras do cartaz acabaram remetendo ao velho e odioso estereótipo de que “brasileira é tudo fácil” e eu só queria morrer, sinceramente –, e por isso sempre que podiam estavam me acompanhando pelo campus, deixando-me sozinha somente quando eu ia para aula ou ia ao banheiro. Claro, quando Taehyung estava comigo, ou ainda Jimin, eles ficavam mais calmos também.

Contei a Suga e ao Jin sobre os últimos acontecimentos, o que gerou uma raiva muito grande dos dois. Suga passou a vir me buscar na faculdade até o meu trabalho, pois eu sempre tinha a sensação de que alguém estava me seguindo quando ia sozinha. Jin queria que a faculdade fizesse algo – e acredite, eu tentei – mas tudo que recebemos como resposta é que a senhorita Hee é filha de um importante empresário, portanto ela tinha uma “ótima educação” e eu estava sendo “equivocada” sobre minhas acusações. Aquilo me deixou muito mal, não esperava que hipocrisia existisse em todos os lugares do mundo.

Jungkook odiava aquilo tudo. Estava sempre mal humorado e sempre que podia o moreno me defendia. O garoto odiava que Suga fosse me buscar todos os dias, visto as feições raivosas que o mesmo deferia a Yoongi, mas o garoto sabia que era necessário e por isso sempre engolia em seco. Contudo, Jungkook revelou estar realmente com muita raiva quando, passados cinco dias, passei a receber bilhetinhos maldosos, cartas anônimas em nosso apartamento me ameaçando e boatos ainda piores sobre mim – isso quando não jogavam bolinhas de papeis entre outras coisas em minha direção ou ainda colocavam o pé no caminho para eu tropeçar. Chegaram até a irem ao meu serviço e fazer um escândalo como se eu estivesse entregado um pedido errado – sendo salva por Jin que, por muita sorte, é o gerente do local e ajeitou tudo para meu lado.

Eu realmente estava ficando cansada. Depois de dez dias eu passei a ter medo de ficar sozinha pela faculdade, mas acabava que em alguns momentos eu não tinha escolha. Não poderia arrastar meus amigos ainda mais para aquilo, eles já estavam se envolvendo mais do que precisariam e tudo por minha culpa.

_ Você precisa descansar. – Escutei Taehyung dizer e então ergui meu rosto em sua direção. Meu rosto estava pálido e os cabelos bagunçados, a verdade é que eu não conseguia dormir bem desde que essa maldita história com a Cho Hee começou. – Nós vamos encontrar uma saída, (S/N). Confie em nós.

Encarei Taehyung com mais atenção. Estávamos no refeitório esperando os outros garotos, pois agora sentávamos todos juntos. Ao menos essa história serviu para nos unir ainda mais. O garoto vestia um moletom cinza de capuz e calças jeans, estando incrivelmente lindo apesar de seus olhos demonstrarem preocupação comigo. Sorri acanhada e assenti mesmo sem esperança.

_ Obrigada por tudo Tae. – Sorri o abraçando, sendo retribuída com muito carinho que só ele poderia me dar.

Não demorou para que o restante do grupo se juntasse a nós. Todos incrivelmente cansados e preocupados. Aquilo me fez sentir-me a pior das piores, todos estavam se esforçando demais por mim...

_ Ah, cara! – Suspirou Jimin se esticando todo enquanto desalinhava seu belo moletom preto. – Não seria mais fácil nós apenas intimidarmos essa garota? – Suspirou por fim.

Namjoon pareceu pensativo e então retirou seus óculos de lentes pretas e os apoiou na mesa. Suspirou quando supus ter encontrado a solução para aquela pergunta e negou abrindo sua lata de refrigerante.

_ Não sei se é uma boa. Temo que se fizermos isso ela possa piorar ainda mais a situação da (S/N). – Namjoon me fitou por alguns segundos e então desviou sua atenção. Eu só me sentia ainda pior.

Jimin resmungou algo inaudível para se compreender e por fim tacou uma batata frita em Jeon, que apenas o encarou com uma expressão nada amigável.

_ Você tinha que ter tantas fãs assim?! – Retrucou Jimin para depois começar a rir, porém ninguém no grupo tinha vontade de acompanhá-lo naquele riso manhoso que exibia todos os seus belos dentes brancos.

Olhando para aquele clima, para o rosto de cada um, eu percebi que estava totalmente o oposto do dia em que comemos pizza à noite após terem feito a surpresa para mim. Nem mesmo Hoseok, que costumávamos chamar de ‘sol’ por sempre iluminar nossos dias estava com uma expressão boa. Sinceramente, eu não poderia mais continuar com aquilo. Não poderia mais apenas me proteger atrás deles enquanto os mesmos recebem todos os golpes por mim. Talvez tivesse sido melhor eu nunca ter me apaixonado por Jungkook e muito menos aceitado morar com ele.

Abaixei meu olhar, afastando minha cadeira da mesa. Recebi a atração de todos eles, provavelmente estavam pensando em quem iria me acompanhar dessa vez. Eu odiava Cho Hee por me fazer viver essa situação incômoda, mas me odiava ainda mais por ser tão fraca e deixar que isso afetasse a amizade dos garotos.

_ Eu vou fazer o que ela quer. – Anunciei sem os encararem. – Assim isso tudo termina.

_ Ficou maluca? – Escutei Jimin esbravejar. – Não vamos aceitar isso, você é nossa amiga!

Ergui meu olhar já com lágrimas escorrendo por minhas bochechas.

_ Eu não aguento mais ver vocês cansados por minha causa, não aguento mais ter que passar por tudo isso... Eu só quero que tudo volte a ser normal.

Meus soluços não eram muito altos, mas ainda assim transmitiram todo o meu desespero. Meu corpo doía pela tensão, mas minha consciência era carrasca e não me deixava ter folga com a culpa.

_ É tudo culpa minha, se eu me afastar tudo vai se resolver e... – Fui interrompida por Jungkook.

_ E então tudo o que estamos fazendo por você vai ter sido em vão. – Respondeu de olhos fechados com a testa franzida. – Não acha que está sendo um pouco egoísta de pensar só em si mesma? Ninguém aqui foi obrigado a te defender, estamos fazendo porque queremos. Mas se esperar e confiar em nós não está sendo bom o suficiente, então vá em frente e se afaste.

Seu tom de voz era rígido e, após abrir seus olhos, encontrei um olhar ríspido. Todo meu corpo se desmanchou após isso e eu apenas me levantei saindo correndo. Precisava sair dali antes que demostrasse meu estado mais frágil na frente da universidade inteira, mas principalmente por Jungkook.

Não sei por quanto tempo eu corri, mas só parei quando minhas pernas me traíram e eu caí ajoelhada embaixo de uma árvore. Eu não estava mais dentro dos arredores do campus, aquele maldito lugar que havia se tornado venenoso o suficiente para me matar lentamente.

Apesar das inúmeras lágrimas que caiam grosseiramente por meu rosto, eu pude observar que o local onde eu estava era um belo parque com grama verdinha e muitas árvores por todos os lados.

Sentei-me desajeitada por cima de minhas próprias pernas e me deixei liberar todas as minhas incertezas e medo. Eu não era egoísta por querer proteger meus amigos, não faz sentindo aquilo que Jeon disse. Contudo, não era capaz de entender o motivo de eu me sentir tão mal por achar que no fundo ele tinha a razão. Coloquei minhas mãos sobre minha cabeça querendo esquecer de tudo a minha volta ou simplesmente acordar de um pesadelo horrível, mas tudo que obtive como resposta foi um arbusto atrás de mim se mexendo.

No mesmo instante me virei assustada em direção aos arbustos que antes haviam feito barulho. Não conseguia ver ninguém, mas a sensação de estar sendo vigiada se tornou presente instantaneamente. Ofeguei vacilando meu estado e denunciando meu medo até que uma mão encostou-se a meu ombro direito, quase me matando de susto.

Cai no chão fechando meus olhos com força, esperando o pior. Mas foi então que a suposta mão bagunçou meus cabelos e ouvi pequenos ruídos de que a pessoa estava se sentando do meu lado.

_ Sou eu, não precisa ficar com medo. – A pessoa misteriosa se manifestou. Abri meus olhos assustados em sua direção e o peguei me observando de modo neutro.

_ Jungkook... – Suspirei virando meu rosto para o lado. – O que você quer?

Olhando para o coreano de rabo de olho, vi o mesmo arquear uma de suas sobrancelhas e depois soltar um sorriso cínico.

_ Para quem é apaixonada por mim você me retruca bastante, não acha? – Revirei meus olhos sem o responder e então o garoto suspirou derrotado. – Jimin me obrigou a vir me desculpar, disse que eu peguei pesado demais com você de novo. Caso eu não viesse, Taehyung disse que ele mesmo ia me dar uma lição, não tive muitas escolhas.

Apesar de Jungkook falar despreocupadamente e eu estar ainda chateada com ele e com toda a situação em si, acabei por rir ao imaginar Jimin o mandando vir atrás de mim e Tae o ameaçando de morte.

_ Não se sinta obrigado a vir falar comigo só por causa deles... – Suspirei por fim limpando as lágrimas do meu rosto quando meu riso cessou. Tratei de sentar-me mais comportadamente, ajeitando minha saia xadrez e limpando alguns capins que grudavam na minha meia-calça preta.

Um silêncio se fez presente. Jeon sentava-se com as pernas dobradas, de modo que pudesse apoiar seus braços no topo de seus joelhos e ainda assim manter uma postura reta. Uma brisa gélida de começo de outono passou por nós e seus cabelos castanhos bagunçaram um pouco. Aquele momento acabou conciliando perfeitamente com suas vestes azul anil e preto e me fazendo concluir o óbvio: Jungkook era lindo.

Vi o mesmo molhar os lábios com a língua e ajeitar os cabelos recém-bagunçados despreocupadamente até que o mesmo voltou-se em minha direção e eu acabei corando por ter sido pega o admirando. O coreano pareceu não se importar com aquilo, mas, ao julgar por seu sorriso de escanteio, eu soube que não iria escapar ilesa.

_ Limpe sua baba. – Ele riu baixinho e então voltou a olhar para frente. Desviei meu rosto para a direção que o garoto olhava.

Ao longe podíamos ver um casal de namorados sentado em banco preto de madeira e mais longe ainda algumas crianças brincalhonas que não tinham idade para irem à escola ainda. Próximo a nós, um sorveteiro passava empurrando seu carrinho e um coreano mais velho passeava com seu cachorro.

_ Sabe... – Sussurrou ele e eu acabei direcionando minha atenção novamente para Jungkook. – Eu vim por mim também, queria ficar a sós com você... – Confidenciou ainda mais baixinho.

Não ficar vermelha após escutar sua confissão era totalmente impossível. Minha surpresa com aquela simples, mas tão significativa frase gerou em minha boca aberta e meus olhos arregalados. Senti algumas borboletas no meu estômago e fingi uma tosse para disfarçar toda a minha timidez repentina. Não podia acreditar ainda que Jungkook queria ficar sozinho comigo! Isso me deixou cheia de esperanças, confesso.

Jungkook me olhou com desdém enquanto eu “tossia”, mas depois começou a rir. Fechou seus olhos balançando a cabeça negativamente, mas logo se direcionou para mim com um sorrisinho fofo. Deus, eu estou ficando ainda mais apaixonada por esse rapaz, como posso lidar?

_ Desculpa por ter sido duro com você, eu só estou irritado demais com essa situação e acabei descontando em você. – Disse me fitando no fundo de meus olhos. – Não te acho egoísta por pensar em nós, mas realmente não quero que você se renda a essa chantagem. Você é a garota mais forte que eu já conheci e espero não estar enganado sobre isso, (S/N). – Piscou após a última frase.

Naquele momento meus pulmões já não faziam mais suas funções corretamente, deixando-me sem ar por alguns longos segundos. Pisquei minhas pálpebras o encarando ainda atônita com sua fala e em poucos segundos eu já estava tão vermelha quanto a minha saia xadrez.

Em minha mente só se passava uma questão: Jungkook me achava uma mulher forte? Ele realmente achava que eu era forte? Um sorriso escapou por meus lábios rosados e como uma rosa que se desabrocha na primavera, uma felicidade cresceu dentro de mim.

_ Está falando sério? – Perguntei cautelosamente. – Realmente me acha uma pessoa forte?

Jungkook era quem parecia estar corando agora. O garoto desviou sua atenção de mim, porém balançou seu rosto de modo a assentir positivamente a minha pergunta. Era a confirmação que eu receberia. Sorri ainda mais e por impulso eu acabei pulando contra seu corpo, o abraçando muito forte.

Jungkook se surpreendeu comigo, principalmente porque, devido ao impacto do meu corpo contra o dele, nós acabamos caindo na grama comigo em cima dele. Pensei que eu estaria encrencada e que ele iria brigar muito feio comigo, contudo, qual não foi minha surpresa quando ele começou a rir e rodeou minha cintura com seus braços bem definidos.

_ Eu realmente te amo Jungkook... – Sussurrei com o rosto encolhido contra seu peitoral. O garoto se calou, mas continuou me mantendo presa ao seu corpo apesar de estar um pouco mais rígido.

_ Eu sei disso mais do que gostaria. – Respondeu por fim tirando algumas risadas minhas. – Aguente firme mais um pouco, nós vamos encontrar uma solução. Tudo bem?

_ Tudo bem. – Sorri fechando meus olhos e me rendendo completamente aquele abraço repentino e tão especial de Jungkook. Ficamos por ali por muitos e muitos minutos, mas depois de um tempo Jungkook anunciou que precisávamos voltar à faculdade, pois o mesmo teria um trabalho importante no último horário.

Sair dos braços quentinhos de Jeon era o mesmo que pedir para comer um mouse de jiló – ainda mais para ir para a universidade e reviver toda aquela tortura – mas eu não poderia dizer para ficarmos mais um pouco daquela forma. Não queria prejudicar o garoto e nem tinha essa liberdade ainda. Suspirei concordando e voltamos em silêncio para faculdade.

Confesso que passei o caminho todo desejando muito intensamente que ele pegasse minha mão e entrelaçasse nossos dedos, contudo, obviamente que isso não aconteceu. Mas sinceramente, eu estava bem com isso, pois aquele abraço de mais cedo já valeu a pena o meu dia.

Adentramos na faculdade e nos despedimos rapidamente. Eu teria aula de coreano agora, próximo ao prédio dos cursos de extensão, porém primeiro precisava pegar minha bolsa que provavelmente teria ficado com Taehyung. Fui até a sua sala recuperar os meus pertences e o encontrei com um sorriso tímido e um olhar preocupado. Não podemos nos falar, infelizmente o garoto já estava em aula, mas sabíamos que logo poderíamos nos ver direito após as aulas.

Eu já estava bem atrasada para a aula e corri o máximo que pude. Teria chegado a tempo se eu não tivesse dado de cara com quatro meninas e um rapaz em um corredor vazio do prédio onde eu teria aula.

Minha primeira reação aquele momento foi: corra! Contudo, assim que me virei o garoto que acompanhava Hee me puxou pelo braço com muita força. Minha bolsa caiu no chão, esparramando todos os meus objetos pelo ali.

_ Me solta! – Gritei, mas o grandalhão que me segurava tampou a minha boca antes do tempo escoar pelo local.

_ Eu tentei ser boazinha com você (S/N), mas minha paciência chegou ao fim. Esse é meu último ato de piedade, se não funcionar as coisas vão ficar realmente perigosas. Espero que entenda que depois que terminarmos nossa conversinha você volte para o seu país de merda. – Sorriu Cho Hee em minha direção, depois olhou suas amigas e disse: – Vamos!

Eu tentava de todas as maneiras me desvencilhar do aperto daquele homem, mas ele era muito mais forte do que eu. O pânico já tomava meu corpo, eu temia que Cho Hee fosse tão baixa assim e mil e um pensamentos passavam por minha mente do que ela poderia mandar aquele canalha fazer comigo. Segurei meu choro com muita dificuldade, Cho Hee e duas de suas amigas apenas riam. A garota do outro dia me olhava com pena.

Observei que estavam me levando para um prédio velho e interditado do campus que, para o meu azar, ficava o mais distante possível de todo os outros alunos – alunos esses que não notariam meu sumiço por ser o horário de aulas, ao qual era um silêncio total. Meu desespero só aumentava, ainda mais conforme nos aproximávamos do prédio e mais uma vez eu me debati, mesmo que já estivesse ficando cansada. Debati-me tanto que um dos meus sapatos ficou acabou saindo de meu pé e ficando para trás. No fim eu não havia obtido êxito na minha ideia: escapar dali.

Passamos pelas faixas amarelas na porta do prédio e adentramos em um corredor mofado e empoeirado cheio de armários velhos e móveis empilhados, quebrados. Cho Hee mandou o rapaz me soltar e o mesmo me jogou contra algumas carteiras próximas a uma janela lacrada. Colisão contra essas mesas acarretaram em uma leve ferida na minha testa.

_ Você é uma praga, garota. Você vem do outro lado do mundo e consegue sem nem mesmo lutar pelo Jungkook! Achou mesmo que eu iria permitir isso? – Cho Hee gritava e eu apenas a ignorava com uma de minhas mãos sobre meu machucado que agora continha um pouco de sangue. – Não adianta dizer que não estão juntos, você é tão baixa que além de morar com ele tem encontros escondidos com ele em parques!

Arregalei meus olhos e a encarei chocada. De repente me lembrei do barulho nos arbustos e a estranha sensação de estar seguida quando estava sozinha. Era ela!

_ Você é tão desocupada assim, Cho Hee? Tão estúpida a esse ponto em que precisa me ameaçar para conseguir conquistar um garoto? – Sorri a vendo estreitar os olhos. Minha mente me dizia ‘cale a boca’, mas o coração dizia ‘desce e arrasa’. Adivinhe quem eu resolvi escutar? – Para você lutar é fazer isso? Não é atoa que Jungkook nem mesmo sabe o seu nome!

_ Cala a boca! – Cho Hee gritou, mas eu não fiz. Tinha esperança que conseguiria uma abertura para correr até a ponta daquele corredor e entrar em uma sala com essa distração. Eu estava ganhando tempo, pois se eu conseguisse me trancar em uma sala talvez pudesse ter uma chance de escapar por alguma abertura ali e fugir.

_ Para mim Cho Hee, lutar é você se dedicar de verdade por algo e não ganhar tudo facilmente eliminando os outros. Você não sabe o valor de dar seu sangue, suor e lágrimas por aquilo que deseja e o quão bom é a sensação de conseguir seus sonhos por seu próprio mérito. Eu sinto muito, mas definitivamente não vou abrir mão do Jungkook, nem dos meus amigos e nem nada que eu tenha conquistado só porque você quer!

Aquilo foi demais para a loira que avançou contra mim com muito ódio, mas eu me desviei e comecei a correr com todas as minhas forças para a sala da outra ponta do corredor. Porém, quando já estava quase chegando naquela porta algo me atingiu muito forte nas costas e eu cai violentamente contra o chão. Vi que aquele rapaz de a pouco, um coreano muito musculoso e cabelos raspados, havia me empurrado.

O garoto me ergueu segurando-me pelos braços com novamente uma força exagerada, deixando algumas marcas ali. Eu ainda estava tonta pelo impacto da queda, mas pude observar as amigas de Cho Hee me olharem espantadas, principalmente a garota do outro dia. Era nítido o arrependimento delas de concordarem com aquilo tudo, mas não faziam absolutamente nada para impedir.

_ Eu não me importo com seu discursinho moralista. O meu jeito de fazer as coisas nunca falhou antes e eu estou bem assim. – Cho Hee veio até mim e puxou meus cabelos de modo a me fazer encará-la. – Você agora é carta fora do baralho. – Olhei confusa e a garota sorriu olhando para o cara que me segurava. – Tranque-a.

Mesmo contra a minha vontade, comigo berrando e me debatendo, o rapaz caminhou até um dos armários enferrujados da parede que tinha um cadeado novinho em folha. Abriu o mesmo e então me jogou para dentro daquele apertado lugar gélido e escuro que mal me cabia dentro. Estapeei a mão contra o armário, mas já era tarde demais e o cadeado já estava trancado.

_ Tenha uma boa estadia por um... Vejamos, talvez alguns dias seja o suficiente para você. – Escutei Cho Hee rir com suas amigas.

O armário tinha uma pequena fresta que eu poderia visualizar precariamente o que ocorria ali fora. Continuei a berrar vendo eles se afastarem, sem efeito algum. Observei, entretanto, que o garoto que havia ajudado a loira parecia irritado.

_ Qual é Cho Hee, não acha que está indo longe demais com isso? – Escutei o mesmo falar em um coreano cheio de informalidades.

Hee pareceu indiferente ao dar de ombros.

_ Ela é mais importante para ele do que eu imaginei, não tenho escolha. Além disso... – A mesma puxou o coreano pela nuca e sorriu. – Você será muito bem recompensado, você sabe. – Escutei um riso cheio de segundas intenções e então um silêncio pairou pelo prédio.

Meu corpo doía por ficar em pé e sem poder me mexer. Meu pé descalço estava gelado e eu já sentia as lágrimas escorrerem por todo meu rosto. Minha testa também doía pelo machucado assim como as manchas arroxeadas nos meus braços. Conforme as horas foram passando e o local ficando ainda mais escuro, meu medo só criou ainda mais ramificações. Eu me desesperava conforme perdia a noção do tempo.

Já estava muito escuro em uma determinada hora e eu podia sentir que havia aranhas ou outros insetos naquele armário me fazendo companhia. Passei a me estremecer gritando já quase sem voz. Meus soluços eram os únicos sons que eu conseguia ouvir.

_ Socorro! – Gritei embargada. Encostei minha cabeça contra a porta. – Por favor, alguém me ajude!

Silêncio e mais algum tempo se passou assim. Já havia perdido as minhas esperanças, mas decidi tentar uma última vez ao inflar todas as minhas forças para mais um grito.

_ Jungkook, por favor, me salve... Por favor! – Gritei esperando por novamente o silêncio como resposta até ouvir um barulho.

Meu corpo gelou e paralisou. Eu senti muito medo de ser Cho Hee novamente, ou ainda alguma outra pessoa que no lugar de me tirar daqui fosse aproveitar a situação. Porém meu choro era intenso e provavelmente audível para quem quer que tivesse feito o barulho.

Ouvi passos de alguém correndo e coloquei uma mão na boca para tampar qualquer ruído que eu deixasse escapar. Mas então eu ouvi uma súplica no corredor vinda do invasor que me fez recobrar os sentidos.

_ (S/N)? (S/N) você está aqui?

~ Jeon Jungkook ~

Sai da aula um pouco entediado. Eu realmente odiava esses trabalhos teóricos, era muito mais interessante e divertido quando o assunto era prático. Juntei minhas coisas e caminhei até a entrada principal, onde esperaria (S/N) chegar e vê-la partir com aquele idiota do Yoongi.

Eu não gostava do Yoongi e não fazia questão de esconder esse fato para ninguém. Irritava-me o fato de o mesmo sempre tentar ficar agarrado a (S/N) e mais ainda quando o mesmo sorria para mim como quem diz “parece que eu estou ganhando ela”. Minha vontade era sempre de puxá-la de volta e acabar com ele, mas eu sabia que seria idiotice fazer isso na frente dela.

Assim que cheguei à entrada principal, encontrei o moreno de pele pálida com os braços cruzados, próximo a uma árvore. Quando me viu, Yoongi revirou os olhos e direcionou um sorriso debochado.

_ Hey, Jungkook. – Chamou-me vindo até mim com um andar despreocupado. – Você gosta tanto assim de se torturar vendo a (S/N) feliz nos meus braços? – Riu.

Minha vontade de soca-lo ali mesmo só aumentava, porém me controlei, pois seria um pouco estranho explicar que decidi arrebentar com ele por causa da (S/N). Entretanto, não iria perder a chance perfeita de retruca-lo.

_ Não Hyung, o único que gosta de se torturar é você. – Disse debochado. – Pois enquanto você se contenta com uma caminhada até o serviço dela, é comigo que ela fica abraçada e suspirando me ama.

Yoongi deu uma fisgada em minha direção ao fechar seus pulsos com muita força. Aposto que ele não se seguraria e eu estava pronto para revidar como já fiz antes, porém ouvimos alguém gritar nossos nomes.

Olhei na direção dos gritos e vi a antiga amiga da (S/N) de cabelos rosados e ao seu lado dela Taehyung. Os dois não estavam com caras boas e pareciam ofegantes, visto que quando chegaram até nós eles precisaram de alguns minutos para falar. Aquilo me deixou um pouco tenso e desconfiado, pois a (S/N) já era para ter chegado aqui e não somente Agatha e Taehyung.

_ O que aconteceu? – Me adiantei já imaginando o pior.

_ Agatha encontrou os pertences e a bolsa da (S/N) jogados no corredor. – Explicou ofegante Taehyung.

_ Além disso, ela não apareceu na nossa aula de coreano hoje. – Arregalei meus olhos. (S/N) havia me garantido que, após pegar sua bolsa com o Taehyung, iria para a aula de coreano.

Naquele momento todo meu corpo gelou e eu só conseguia pensar em (S/N) feliz há poucos minutos quando estávamos no parque. Naquele instante eu temi por ela e percebi o quão burro fui ao deixar a menina sozinha mesmo que por pouco tempo. Eu percebi que precisava vê-la bem imediatamente ou não responderia mais por mim.

_ Droga. – Resmunguei tentando não transparecer meu nervosismo, ao contrário de Yoongi.

_ Como assim ela sumiu? Tem certeza que ela não está sei lá, no banheiro? – Perguntou o moreno desesperado enquanto passava suas mãos pelos cabelos já bagunçados. – Em outras salas? Biblioteca? Qualquer lugar, merda!

Agatha negou a cabeça.

_ Não olhamos tudo, mas no prédio de extensão ela não está. – Respondeu acanhada. – Também não vi Cho Hee e suas amigas em nenhum lugar...

Olhei apreensivo para Taehyung, ao qual me devolveu o mesmo sentimento.

_ Ela também não está no prédio da música. – Disse meu calouro mais direcionado a mim do que para Yoongi.

Fechei meus dedos da mão esquerda com força ao modo que tampei meus olhos com a mão direita. Eu precisava agir rápido, Cho Hee e (S/N) sumidas ao mesmo tempo só poderia significar problemas, e dos graves.

Eu precisava resolver aquilo o mais rápido possível, mas precisava ser esperto e primeiro deixar (S/N) a salvo, mas onde eu iria encontra-la? Eu já tremia de raiva e pressionava com muita força minha mão contra minhas pálpebras fechadas. Por que você sempre some, (S/N)?

_ Para mim já deu! Onde é a casa dessa desgraçada que eu vou agora mesmo acertar as contas com ela! – Resmungou Yoongi e eu senti ainda mais raiva de tudo.

_ E vai fazer o que depois? Já passou pela sua cabeça que tudo que fizermos sem pensar vai refletir na (S/N) depois? – Retruquei o moreno quase aos berros. Meu corpo todo tremia e eu sabia que meu olhar não era dos melhores, visto a expressão da Agatha.

Yoongi arqueou uma de suas sobrancelhas. Tinha certa ideia de que havia exagerado, como sempre, mas também sabia que o moreno percebia certa coerência em minha fala, visto o suspiro derrotado que soltou em seguida.

_ E o que sugere? Ficar parado esperando que a (S/N) mande sinal de fumaça? – Ironizou Yoongi revirando os olhos e eu realmente pensei que deveria quebrar a cara dele quando tivesse uma chance de novo, porém, foi a minha vez de perceber que no fundo ele estava certo.

_ Precisamos descobrir algo ruim sobre a Cho Hee e usar isso contra ela, assim as duas ficam quites e ela nunca mais volta a ameaçar a (S/N). – Pronunciou-se Agatha e todos nós a olhamos surpresos. – O que foi? Isso se chama vingança feminina, não sei como a (S/N) não fez isso comigo ainda porque...

Eu a interrompi.

_ Foi o que você fez primeiro. – Agatha estreitou seus olhos e engoliu em seco antes de abanar seus cabelos rosados.

_ Eu queria dar uma lição em você, não nela! – Vociferou e eu a ignorei por completo, pegando meu celular e mandando uma mensagem para Namjoon encontrar conosco no portão, juntamente de Jimin e Hoseok.

_ Que seja. – Retruquei virando-me para Taehyung. – Chamei os outros, acho que a ideia dessa garota pode funcionar. – Esclareci e Tae assentiu.

_ Essa garota tem nome! – Bufou a francesa cruzando os braços e eu só revirei meus olhos. Agatha me parecia uma garota mimada, bem diferente de (S/N) e isso me deixava muito irritado.

Os outros garotos demoravam longos e inquietantes dez minutos para nos encontrar no portão principal. Eu estava cada vez mais desinquieto e nervoso, pois a cada segundo que passava significava que mais (S/N) poderia estar esperando por ajuda. Explicamos o que aconteceu e todos ficaram muito revoltados, principalmente Jimin que acabou soltando diversos palavrões. Falei sobre o plano da Agatha e Namjoon pareceu concordar com ela.

_ É realmente uma ótima ideia, sugiro que não perdemos mais tempo. Que tal nos dividirmos em equipe? – Perguntou o mais velho. – Uma turma procura algo podre de Cho Hee, a outra procura (S/N) aqui na faculdade, pois ela não deve estar longe. Uma terceira fica com Jin no café, pois bem sei que ele também vai ficar preocupado com a (S/N) quando souber dessa história.

_ Fora que ela pode aparecer por lá também. – Completou Hoseok.

Puxei minha mochila, que descansava no chão, para meu ombro e caminhei em direção à faculdade. Eu definitivamente já sabia qual grupo eu ficaria.

_ Irei procura-la. – Anunciei.

_ Eu também. – Ouvi Yoongi falar e em poucos segundos ele já estava do meu lado. Taehyung se uniu a nós silenciosamente.

_ Ok, então eu, Hoseok e Jimin vamos procurar algo sobre Cho Hee e Agatha fica com Jin no café. O primeiro que tiver notícias manda no grupo, combinado? – Todos assentiram e logo nos dispersamos.

O campus daquela universidade era enorme. Dividimo-nos por ala e passamos a vasculhar de sala em sala. Olhávamos inclusive os banheiros, tanto os masculinos quanto os femininos, conferindo cada cabine e nada!

Aos poucos minha raiva foi sendo substituída pelo mesmo desespero de quando procurei a garota no meio daquela tempestade. Conferia o grupo no celular a cada vinte minutos, mas ninguém tinha novidades. Não havia mais prédio para irmos e eu já estava esgotado de gritar o nome da (S/N) pelos corredores e pátios – mesmo que ainda estivessem pessoas tendo aulas e atividades de clubes.

Assim que sai do último prédio, no final do campus, acabei chutando uma lata de lixo com força ao constatar que o céu já estava escuro o suficiente para anunciar que em poucos minutos iriam fechar a universidade para o acesso público. Foi então que, notando a direção que o lixo havia sido esparrado por meu chute, eu avistei um pequeno e singelo prédio em ruínas a uma distância considerável de mim. O prédio em questão era a primeira construção daquele campus e por isso estava fechado para reformas. Por um momento eu desconfiei que talvez pudesse ter alguma coisa ali e passei a caminhar naquela direção.

Próximo à entrada daquele prédio velho, encontrei um sapato perdido que a (S/N), caso não falhe a minha memória, estava usando hoje. Eu estava no caminho certo! Apertei o passo e cheguei à entrada do prédio. Estava barrado por uma barra de ferro na maçaneta e as faixas que indicavam local proibido estavam reviradas, ou seja, alguém esteve ali e não faz muito tempo.

Forcei a barra de ferro para abrir a porta e um barulho estrondoso escoou pelo prédio ao mesmo tempo em que pude ouvir muito distantemente alguém me chamar. Um aperto no peito se fez presente e eu passei a correr por aquele corredor. Estaria em completo silêncio se não fosse por meus passos que produziam ecos e os pequenos ruídos de alguém soluçando em um choro abafado. Todo meu corpo tremeu com a esperança de ser (S/N) e eu passei a chamar por ela.

_ (S/N)? (S/N) você está aqui? – Chamei esperançoso, foi então que ouvi uma confirmação que me deixou aliviado como nunca havia tinha ficado antes.

_ Jungkook? Jungkook é você? – Gritou (S/N) abafadamente, porém não conseguia identificar de onde vinha sua voz.

Passei a colocar meu ouvido esquerdo contra os armários enferrujados que haviam de ponta a ponta daquele corredor cheio de tralhas, de modo a buscar algum sinal dela.

_ Sim, sou eu! Onde você está? Faça barulho! – Pedi e assim que ela começou a falar, ouvi que ela estava batendo suas mãos contra uma das portas daqueles armários, permitindo-me achar sua localização exata.

_ Aqui! Jungkook, por favor, me tira daqui, eu não aguento mais... – Soluçou. Ouvir aquele choro e sua voz quase sem forças só aumentava meu desejo de acabar com a Cho Hee de todas as formas possíveis.

Achei o armário que ela estava presa em poucos segundos e constatei que a mesma estava trancada por um cadeado ao qual, obviamente, eu não tinha a chave. Lembrei-me a da barra de ferro da entrada e vi ali uma possibilidade de libertá-la.

_ (S/N), me escuta! Tem um cadeado aqui, eu vou arrombar ele! – Anunciei encostando a testa contra a porta que ela estava.

A garota soluçou algumas vezes antes de soltar um “tudo bem” muito baixinho. Suspirei e corri até a entrada, pegando aquela barra. Voltei até o seu armário e com muito esforço físico passei a deferir aquela pesada barra contra o cadeado. Foram precisos três marretadas e um empurrão para ele abrir. Joguei a barra no chão e puxei a parta do armário com desespero e no mesmo segundo (S/N) caiu nos meus braços.

Ajoelhei-me no chão a abraçando com muita força enquanto a menina chorava e tremia contra meu peito. Ela estava assustada e cansada, não conseguia ficar em pé. Minha mão esquerda a abraçava as costas enquanto a direita estava enroscada contra seu cabelo e eu escondia meu rosto contra seu pescoço, aspirando seu perfume de olhos fechados para ter certeza de que realmente (S/N) estava ali e não apenas uma miragem.

_ Eu fiquei com tanto medo de ninguém me achar... – Chorou tremendo. Eu a abracei mais forte e fiz um cafuné em suas madeixas.

_ Shii... Está tudo bem agora. Eu a encontrei, você está segura. – Garanti enquanto a ajeitava melhor em meus braços.

Constatei que havia alguns roxos contra os braços de (S/N) e sua testa continha um machucado com sangue seco. Suas roupas, assim como o topo de seus cabelos, estavam sujos por teias de aranhas e poeira negra, além de sua meia calça estar muito rasgada. Seu rosto estava molhado de lágrimas e os olhos inchados de tanto chorar. Sua voz também estava rouca, provavelmente de tanto gritar.

_ Eu quero que me diga quem fez isso em você. – Ordenei enquanto analisava seus braços. A menina, que ainda tremia, assentiu.

_ Cho Hee e um garoto... Mas não sei quem ele é...

(S/N) dizia cada palavra muito cansadamente. Naquele instante percebi que não podia exigir muito da situação e sim aproveitar que enfim havia a encontrado e cuidar dela como ela precisava e... Bem, como ela merecia!

_ Certo... Vamos para casa agora. Eu irei te levar. – Anunciei levantando e a pegando em meus braços. (S/N) apoiou sua cabeça contra meu peito e uma de suas mãos passou envolta do meu pescoço, segurando fortemente a gola de minha camiseta. – Mas é melhor você não acostumar! – Sussurrei apenas por costume enquanto a apertava e (S/N) soltou um risinho fraco. Acabei sorrindo também.

Enquanto andávamos em direção à entrada principal, pude notar um céu estrelado nos iluminando. (S/N) respirava um pouco afobada, parecia desinquieta e isso me deixou curioso.

_ O que tanto te incomoda? – Perguntei por fim sem parar de andar.

_ É que... Quando eu estava presa eu chamei por você o tempo todo e você parece que ouviu meus gritos e apareceu para me salvar. Está até me carregando como em um conto de fadas... – Riu ela e eu acabei rindo também.

_ Então você é presa por uma maluca, eu finalmente te encontro e você só consegue pensar o quão isso pode ser romântico? – Sussurrei parando e virando meu rosto de modo que nossos narizes se encontrassem.

(S/N) corou com minha aproximação repentina e seus olhos (verdes-azuis-castanhos) brilhavam em perfeita harmonia com a luz da lua crescente daquela noite. Mais uma vez eu senti uma tremenda vontade de beijá-la, porém eu não poderia fazer. Sabia que ela ficaria irritada de novo se eu o fizesse aquele ato tão aclamado por mim apenas por você. Além disso, eu havia feito uma promessa de beijá-la somente quando ela pedisse por um beijo e estranhamente eu realmente estava desejando que ela fechasse seus lindos olhos e me desse um sinal de que eu poderia avançar, de que eu poderia unir nossos lábios naquele momento tão relaxante que era tê-la novamente sobre meus cuidados. E acredite ou não, ela fez um sinal que queria ao aproximar ainda mais seu rosto do meu.

A estrangeira fechou seus olhos lentamente e entreabriu os lábios em um convite mudo para que eu os tomasse para mim. Encostei nossas testas e me aproximava cada vez mais dela quando ouvi passos vindos em nossa direção. Sussurrei um “merda” baixinho e afastei meu rosto do dela, ajeitando-a melhor em meus braços.

_ Você a encontrou! Oh, graças a Deus! – Pulou Taehyung em nossa direção. – Aishi, nós estávamos tão preocupados! (S/N) você está bem? Está machucada? – O garoto estava afobado e por razões que eu entendia bem.

_ Onde ela estava? – Perguntou Yoongi me encarando com ódio, provavelmente por eu a ter encontrado primeiro e estar a segurando tão possessivamente.

(S/N) iria falar alguma coisa, mas eu me adiantei e prontifiquei-me a encerrar aquele diálogo logo.

_ Presa no prédio abandonado do campus. Ela está bem, informem aos rapazes que a encontrei. Vou leva-la para casa agora, converso com vocês depois.

Sem mais detalhes eu avancei com (S/N) nos meus braços até nossa casa enquanto Taehyung segurava Yoongi – que estava indignado com a minha atitude, mas eu precisava daquilo. Precisava daquele momento com ela ou eu não teria mais paz. Nunca mais iria me afastar dessa garota, nunca mais deixaria que ninguém a fizesse nenhum mal, pois... Fechei meus olhos absorvendo o perfume de avelã que a menina exalava tão naturalmente e sorri com isso. Acho que eu estou apaixonado por ela e se for esse o caso, eu não iria desistir facilmente dela.


Notas Finais


Parece que o fim de Cho Hee está próximo, ansiosas para vê-la cair? hehehe Domingo eu pretendo postar o próximo, aguardem até lá! ;)

Recadinho importante:

Lembram da Saga Witch? Após o elemento fogo com o Namjoon, segunda eu postei o segundo livro com o elemento terra com o lindo do Jin :3 Espero que vocês gostem!
https://spiritfanfics.com/historia/saga-witch-a-terra-9925700

Beijos e até domingo!


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