História Love is a lie (not over) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jinsuga, Sugajin, Sugamon, Taegi, Yoonjin, Yoonkook, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 41
Palavras 2.047
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!

Então, decidi fazer uma fanfic curtinha, por que elas são relativamente simples de serem elaboradas e eu estou sem tempo, ou seja, são ideais para serem publicadas agora.

Tirei a ideia de uma musica ai (não vou revelar, será que alguém descobre?) e acabei escrevendo tudo muito rápido, por isso não duvide que algumas partes estejam bem lixo... Só isso mesmo que eu tinha para dizer.

Capítulo 1 - Um coração de pedra


Apesar de morarmos juntos por quase dois anos, eu nunca havia tido uma conversa realmente pessoal com Kim Seokjin. Nós dois íamos à mesma universidade e, um dia, nos esbarramos por lá a procura de alguém para dividir um apartamento, desde então convivemos sob o mesmo teto, mas acontece que ambos somos relativamente quietos, para a minha felicidade, logo não trocamos muitas palavras. 

Nossa conversa aconteceu após eu me encontrar com Hoseok depois de muitos anos sem o ver, eu cheguei em casa levemente abalado e me tranquei em meu quarto por mais horas do que o normal. Jin não era uma pessoa que enchia o meu saco, por isso era a melhor opção para dividir um apartamento comigo, mas, naquele dia, consegui o deixar preocupado, resultando nele batendo em minha porta e me chamando com uma voz suave:

- Yoongi, aconteceu algo?

- Nada não, hyung- respondi com a voz abafada pelo travesseiro, já que fazia questão de sofrer com a cara enterrada nele.

- Eu preparei o jantar, você quer?

- Claro, já estou indo- menti.

A verdade é que eu não estava com a mínima fome, mesmo sendo tentado pela comida divina que Jin preparava, queria ficar para sempre trancado no quarto e morrer de desnutrição, mas sabia que se recusasse ele ficaria irritado e me obrigaria a lavar a louça de todas as refeições por um mês novamente, por isso menti, Jin ficaria menos chateado se eu simplesmente dissesse que acabei adormecendo. Não era a primeira vez que fazia isso. 

Eu só não esperava que ele retornasse a bater em minha porta horas mais tarde.

- Yoongi- chamou soando cauteloso e eu decidi não responder, fingindo que não estava acordado- Eu não vou te obrigar a comer, mas não sou otário ao ponto de acreditar que você está dormindo, eu só quero conversar.

Seu discurso direto foi como um tiro na cara, me desarmando completamente, não que eu achasse que ele fosse cair sempre nas minhas mentirinhas, mas foi não deixava de ser surpreendente o fato dele me conhecer ao ponto de saber que eu estava mentindo. Cogitei a possibilidade de ignorá-lo, mas acabei me levantando e abrindo a porta receoso para ser envolvido por um par de braços longos e magros, pouco fortes, mas muito carinhosos, me deixando curioso em saber da onde Jin havia tirado tanta intimidade para se dar ao luxo de me abraçar. "Fale comigo, ok?" foi o que ele murmurou, tirando a minha concentração do abraço desnecessário e colocando em foco a situação que eu lutava para superar. Com um suspiro pesado de derrota me sentei no sofá, Jin me observava atentamente e eu segurava uma cumbuca grande de sopa no colo, ele me obrigou, sim, a comer.

- Bom- comecei sem me importar em realmente compartilhar o que me afligia- Eu encontrei uma pessoa que não via há muito tempo e fiquei meio "bleh" por isso...

Jin acenou esperando que eu prosseguisse.

- Não tem o que dizer além disso, hyung!- exclamei irritado, afinal não éramos próximos o suficiente para termos conversas desse nível, eu não era próximo de ninguém o suficiente para ter conversas desse nível.

- Lógico que tem! Quem era? Vocês conversaram? Comeram juntos? Vão continuar a manter contato?- ele rebateu com uma série de fatores inexplicados, me bombardeando com informações que eu não me sentia confortável para debater, me fazendo perder ainda mais a paciência.

- Eu não tenho que te dizer isso!- elevei a voz.

- Então tá, não me conte e fique se remoendo para sempre!- Jin bufou e olhou para a frente, como se estivesse, de repente, muito interessado na parede, dramático.

Continuei a comer em silêncio, tentando me acalmar, a comida dele era mesmo muito boa e o fato de ter sido preparada para mim fez com que eu me sentisse um pouco culpado por ter gritado, mas só um pouco mesmo, já que eu não fazia questão de esconder meu coração de pedra, poucas coisas me abalavam de verdade, Jin sabia disso, talvez tenha sido por esse motivo que ficou tão preocupado quando cheguei em casa...

- O nove dele é Jung Hoseok- iniciei mais uma vez, menos relutante, mas o mais velho continuou a me ignorar- Ele tem 22 anos e hoje eu descobri que está no início do curso de letras. Ele... era meu melhor amigo- foi a informação que bastou para que Jin finalmente me olhasse com atenção, aguardando por mais detalhes.

"Nos conhecemos desde sempre. Nossas famílias eram realmente muito próximas, nossos pais eram melhores amigos desde o colegial e nossas mães acabaram se tornando grandes amigas também, além de sermos vizinhos, o que contribuiu muito para que a gente se aproximasse. Nasci apenas alguns meses antes da mãe de Hoseok ficar grávida dele, elas se ajudaram mutuamente nesse período complicado enquanto nossos pais trabalhavam o dobro para sustentarem suas famílias que estavam aumentando. Basicamente, eu conhece Hoseok desde que ele era um feto, literalmente.

Acontece que minha mãe faleceu um pouco antes de eu completar cinco anos e isso fez com que, aos poucos, eu buscasse algum conforto materno na mãe dele, assim nossa relação passou de grandes coleguinhas para praticamente irmãos e eu gostava muito disso, sempre quis ter uma amizade duradoura como meu pai e o pai de Hoseok. Não que isso tenha acontecido, mas a vida segue. Enfim, eu não sei quando aquilo começou, quero dizer, quando eu era criança não percebi que algo havia mudado, mas, agora, quando pensa sobre isso, fica claro para mim que o que eu nutria por Hoseok ia muito além de amizade ou de amor fraterno. Eu não sou especialista em crianças, mas não duvido que elas tenham, sim, a sua própria e inocente forma de amar. Eu me sentia assim com ele. 

Gostava de quando íamos brincar no parque e ele arrancava um monte de florzinhas para dar para sua mãe e para me dar, acho que isso é e minha mais nítida e melhor memória de infância: nós cinco no parque, eu, Hoseok e os nossos pais que, depois de uma semana cansativa no trabalho, haviam, finalmente, conseguido um tempo para passear com a gente, eles nos deixaram escolher o que queríamos fazer e, como Hoseok pediu para fazermos um piquenique , concordei com ele, afinal faria qualquer coisa para deixá-lo feliz."

- Pois é... Eu já tive um coração- ri seco do meu próprio comentário sem graça enquanto Jin me encarava estranho, talvez pelo fato de meu amor de infância ser um menino ou por eu ter revelado a, até agora, secreta morte de minha mãe ou, ainda, por eu ter feito coisas bonitinhas na vida como qualquer um, apesar de ser um chato atualmente.

- Eu nunca pensei que você não tivesse- ele deu ombros, recolhendo a cumbuca suja e vazia de sopa do meu colo e a colocando sobre a mesa.

- Qualquer um pensaria, se você não pensa assim é o único- imitei seu gesto, dando ombros também- Mas, de qualquer forma, eu disse que já tive... Hoje não tenho mais, não.

- Só continua logo a história, Yoongi- ele pediu enquanto me puxava para baixo fazendo com que eu deitasse minha cabeça em seu colo, usando, novamente, a intimidade que eu não havia lhe dado.

Sempre pus limites, não só na nossa, mas em todas as minhas relações, pelo menos nas mais recentes, com professores, colegas, alunos e qualquer pessoa que eu conhecesse. Jin havia acabado de ultrapassar esse limite. No entanto, mesmo quebrando uma das minhas regras básica de aproximação, me convenci de que seria apenas dessa vez, já que até eu havia cruzado uma linha mental que me impedia de revelar tanto sobre mim mesmo para os outros. Fui vencido pelo carinho gostoso que ele fazia em meus cabelos e continuei meu monólogo um pouco sonolento. 

"Tá, onde eu parei? Ah, sim, o parque. Beleza, nós fomos ao parque fazer um piquenique. Acho que, nessa época, eu devia ter uns dez anos, ou seja, se passaram mais de quatro anos desde que, hoje, eu julgo tem me apaixonado de maneira infantil e pura por Hoseok. Crianças de dez e oito anos, como era o caso dele, são muito mais fogosas do que crianças de cinco, até mesmo eu, que era muito calado na escola, conseguia me soltar mais quando estava com Hoseok, já que era seu amigo há anos.

Naquele dia, no parque, nós resolvemos imitar o que, as vezes, algumas crianças brincavam na escola, um casamento. Ele até mesmo me obrigou a ir de branco, mesmo sendo mais novo ainda mandava em mim. Nosso pais não viram nenhum problema e brincaram junto com a gente, meu pai me levou ao altar, onde o pai de Hoseok fingia ser o padre e sua mãe nos entregou anéis feitos com uma folha de grama qualquer. Meu buquê foi feito por Hoseok, que acabou levando a maior bronca por ter arrancado as flores do jardim.

Depois que a gente se casou, nossa relação não mudou muito, exceto que a gente passou a se apresentar como maridos e não irmãos, o que nos fez receber muitos olhares desaprovadores que nós, obviamente, não entendiamos o motivo. Hoseok e eu andávamos de mãos dadas por ai e nos despedíamos com selinhos inocentes, era muito fofo, devo admitir. 

No entanto, apenas um ano mais tarde, o pai dele acabou falecendo de uma doença grave, eu nunca soube o que era, mas sua mãe, arrasada, decidiu se mudar para outra cidade para ir morar com a irmã, levando Hoseok com ela. Nossa, eu fiquei de coração partido, o pai dele era como um tio para mim e, além dele ter virado estrelinha como a minha mãe, eu havia sido abandonado pelo meu melhor amigo, pelo meu irmão, pelo meu marido. Nossas famílias partidas não mantiveram contato e eu fiquei tão focado na minha própria tristeza, principalmente por ter acabado de me tornar um pré-adolescente, que não notei que meu pai estava se afogando cada vez mais em suas dores, mas não quero falar sobre isso agora. 

Hoseok foi embora depois de mais de 10 anos de amizade, nunca mais ouvi falar dele e de sua família, o que me fez acreditar que eu nunca mais o veria... Até hoje. A gente acabou se encontrando na padaria que tem perto da universidade, ele foi até lá para buscar a namorada, me contou. Vou soar muito idiota agora, quero dizer, mais do que eu já estou soando, eu superei, lógico que superei, já se passaram mais de 11 anos que eu o vi pela última vez, mas sei lá, fiquei meio triste em saber que ele estava na cidade, até mesmo arranjou uma namorada e nem me procurou. Eu não fazia ideia para onde ele tinha ido, mas ele sabia que eu nunca sai daqui, pelo menos foi o que eu entendi após conversar com ele... Hoseok disse várias vezes que eu continuava na cidade, como o esperado.

Poxa, a pedra no meu peito até sentiu uma pontada... Ele ainda mora na cidade para a qual se mudou, mas namora a distância uma menina daqui, que cursa letras assim como ele, os dois querem ser professores do fundamental, sinceramente eu acho que a profissão é a cara dele, com certeza vai se dar bem no ramo."

- Ah- suspirei cansado pela milésima vez naquela madrugada, meus olhos quase se fechando, duvidava que Jin ainda estava acordado, até mesmo havia parado de fazer carinho no meu cabelo, mas, de qualquer forma, me esforcei para concluir minha narrativa, não queria remoer o assunto para sempre, como ele mesmo havia dito que eu faria, mesmo sem ter certeza de que ele me escutava, foi muito bom para mim falar sobre isso- Obrigado por me obrigar a contar o que havia acontecido, hyung- murmurei sem forças para manter os olhos abertos por mais tempo e adormecendo em seu colo.

Nem senti quando Jin me carregou até meu quarto, ele continuava, sim, acordado e, ao deixar um beijo protetor em minha testa, me agradeceu, também, por eu ter, finalmente, me aberto um pouquinho com ele, Jin me desejou boa noite mesmo com a certeza de que eu estava além do quinto sono e saiu do quarto, apagando as luzes.


Notas Finais


Eis o primeiro caso de amorzinho do Yoongi, eba, aff, sei lá.

Eu achei meio forçado ter colocado ele tão criança, mas sei lá, estava pensando se crianças amavam esses dias e decidi que foda-se, não é possível que eles não nutram um carinho especial por alguém, tá, talvez seja possível, mas eu sou carente então vou colocar que não é.

Além disso, eu super imagino o Hoseok como professor, tão elétrico quanto os alunos e ensinado de maneira dinâmica, o que vocês acham?

Até o próximo coração partido!


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