História Love is a Miracle - Capítulo 15


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Categorias Winx Club
Personagens Bloom, Darcy, Flora, Icy, Musa, Selina, Stella, Stormy, Valtor
Tags Bloom, Clube Das Winx '-', Idade Média, Valtor, Winx Club
Exibições 54
Palavras 1.581
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem o atraso, mas eu estava atolada com a faculdade, e na próxima semana também vou ficar. Mas, prometo atualizar logo. Espero que gostem do capítulo, boa leitura!

Capítulo 15 - Feminist


Pov Bloom.

Chegou o momento do Jornal, escolhi um vestido longo e azul escuro, saltos altos, apenas um anel simples e a coroa. Depois de horas lendo e relendo o discurso, eu estava pronta. Valtor veio me buscar na porta do quarto. Estávamos fingindo estar bem, mesmo estando brigados. E depois do discurso de hoje, os ministros me odiariam, e eu teria apoio zero no palácio. Mas, eu não estava ligando, porque tenho certeza que muitas mulheres do Reino iriam me apoiar. 

-Está linda. -Ele disse sorrindo.

-Eu sei. -Respondi ironizando. Valtor conheceu toda a minha ironia depois da traição

O Jornal havia começado, muitas coisas foram informadas. E o Valtor foi o primeiro a se pronunciar sobre o massacre. O discurso dele foi breve, e logo em seguida eu fui chamada. Estava nervosa, mas estava preparada para isso. Fui até mais próximo do microfone, respirei fundo e olhei para o Valtor. Que era a única pessoa para onde eu poderia olhar, talvez ele pudesse me dar um olhar de confiança. E foi isso que ele vez, ainda sussurrou:

-Eu acredito em você.

-Boa noite, povo de Eraklyon. Primeiramente, quero desejar meus pêsames, as famílias das vítimas do massacre na cidade de Avron. E também queria dizer que a Corte Real vai dar todo o apoio necessário as famílias das vítimas. É muito triste saber que mulheres foram vítimas novamente do machismo que ronda a nossa sociedade todos esses anos. O caso sim, foi um caso de machismo, e não é o primeiro a acontecer em nosso Reino. Todos os dias, mulheres são assassinadas, assaltadas, espancadas, estupradas, assediadas e muitas vezes humilhadas. Eu me pergunto, se algum dia conseguiremos mudar essa situação. Eu penso que sim, penso que se nós lutarmos mais pelos nossos direitos, vamos conseguir o lugar que merecemos na sociedade. E principalmente o respeito. Eu não falo o lugar, no sentido de classe social, mas o mesmo lugar que os homens conseguem. Feminismo, é um tema muito importante, e que precisa ser discutido. É uma palavra, que as pessoas acrescentam muita coisa. Mas, na verdade, significa a igualdade entre homens e mulheres. E é isso que nós queremos, que as mulheres possam andar na rua com tranquilidade, que elas não precisem ter medo dos homens. Precisamos mudar o jeito que educamos as meninas, elas podem se tornar Ministras fantásticas, ótimas modelos, cantoras, atrizes ou professoras.  Elas podem ser o que elas quiserem ser. Nós ensinamos as meninas a se retraírem, para diminuí-las. Nós dizemos para as garotas, você pode ter ambição ,mas não muita. Você deve ser bem sucedida, mas não muito. Caso contrário, ameaçará o homem. Esperam que eu deseje me casar. Esperam que eu faça as minhas próprias escolhas na vida, sempre tendo em mente que: O casamento é o mais importante. O casamento pode ser uma fonte de alegria e amor e apoio mútuo. Mas, por que ensinamos às garotas a aspirar ao casamento, e não ensinamos a mesma coisa aos meninos? Educamos as garotas a se verem como concorrentes, não por emprego ou por realizações. O que eu penso que pode ser uma coisa boa, mas sim pela atenção dos homens. O convite que eu faço a todas as mulheres esta noite, é lutar pelos seus direitos, e não deixe que ninguém diminua você por isso. E convido aos homens para que apoiem suas mulheres, e filhas. Todo apoio é sempre bem vindo. Muito obrigada pela atenção, e boa noite!  -Eu disse e no final, fui aplaudida por todas as mulheres na sala.

 Valtor estava me olhando com uma cara de decepcionado, acho que ele se sentiu ofendido com o discurso, principalmente na parte: espancadas, estupradas, assediadas e muitas vezes humilhadas. Não foi uma indireta pra ele, mas já que ele viu isso como uma indireta. Não posso dizer o contrário, talvez seja mesmo. Encontrei Jessica no caminho para a sala de jantar, e ela me deu um abraço. 

-Nunca me senti tão representada num discurso em toda a minha vida. Você falou tão bem. Você foi maravilhosa, você com certeza tem o meu apoio de muitas outras princesas, e de Rainhas. Você foi extraordinária. -Jessica disse.

-Obrigada Jess. Vou precisar de todo o seu apoio, de todo apoio possível, foi um passo muito difícil, mas espero que todas nós consigamos superar a situação que estamos vivendo. -Respondi. 

-Vamos conseguir, se depender de mim. E você e o Valtor? -Ela perguntou.

-Ainda não paramos pra conversar sobre o nosso assunto. E depois desse discurso, vai ser bem mais difícil. -Respondi.

-Eu sei que vai ser difícil, mas eu torço para que vocês voltem a ficar juntos. -Ela disse sorrindo, e eu sorri de volta.

Fomos para a sala de jantar, estávamos, eu e Valtor apenas. Jessica precisou sair, e ficamos eu e ele, um de frente para o outro. Ele me olhava com um olhar de raiva, e eu não vejo a razão disso. Retribui o olhar de ódio, ainda não tinha perdoado. Uma criada se aproximou e disse que tinha uma ligação pra mim. Era a mãe do Valtor.

-Com licença. -Disse me levantando e indo ao escritório atender a ligação.

-Rainha Samara, é um prazer receber sua ligação. O que aconteceu? -Perguntei. 

-Rainha Samara, não. A Rainha agora é você, me chame de Samara apenas. E eu liguei para parabenizar você pelo discurso, foi tão fantástico. Você representou várias mulheres do Reino. Mulheres que não tem mais voz para reclamar. Você falou por todas elas, estou muito orgulhosa de você. Não vejo melhor Rainha do que você para Eraklyon. -Ela disse ao telefone.

-A Senhora não tem ideia, de como eu estou feliz por ouvir isso, é muito bom receber o seu apoio. E vamos precisar de todo o apoio possível. -Respondi.

-Você vai ter querida, principalmente do seu marido. -Ela disse.

-Não tenho essa certeza. -Respondi.

-Aconteceu alguma coisa? -Ela perguntou.

-Não, está tudo bem. -Respondi, conversamos um pouco mais depois minha mãe, Daphne, Flora e Stella me ligaram para contar que o discurso foi maravilhoso. E que eu com certeza irei receber apoio de muitas princesas. Depois de falar o telefone quase a noite toda, fui ao quarto e a criada disse que o Valtor queria me ver no escritório. Bem, eu já sabia que isso iria causar uma enorme discussão, e eu estava com muito sono e sem argumentos para isso. Ainda assim, fui ao escritório, e ele tomava Whisky e olhava para a janela.

-Queria falar comigo? -Perguntei.

-Sim. Onde está com a cabeça? -Ele perguntou e eu revirei os olhos.

-Bem aqui, colada no meu pescoço. -Respondi e isso não deixou ele muito feliz.

-Nós tínhamos dito que o seu discurso feminista, não seria uma boa ideia. Amanhã é bem capaz de acordarmos com uma rebelião no Reino. -Valtor disse.

-Ou podemos acordar com pessoas mais conscientes, e mulheres mais seguras de si, e maridos que apoiam as decisões delas. Que tal você dormir um pouco, pra ver se funciona com você? -Perguntei ironizando.

-Vamos parar com as ironias, já estou farto disso. Já pensou se seu discurso feminista fazer com que Reinos quebrem seus acordos com Eraklyon? -Valtor perguntou.

-Tenho certeza que eu discurso é capaz de convencer até o Reino de Argan para um acordo de irmandade. Mas, vamos esperar e ver quem perdeu. Amanhã, tem o ensaio do casamento da Stella. Não se esqueça, Majestade. -Respondi e sai do quarto. Fui me preparar para dormir e encontrei um bilhete em cima da cama.


''Já conversamos sobre política, assassinato, feminismo, machismo, mas ainda não conversamos sobre a nossa relação. Preciso de respostas. Preciso de você. Te amo.
-Valtor''



Fiquei pensando a nossa relação, e também pensei de quanto tempo mais eu precisaria para perdoa-lo. Eu iria realmente perdoar? Fiquei pensando no que minha mãe faria nessa situação, queria poder contar pra ela, mas não tem como. Não quero que ela se envolva de novo na minha briga com o Valtor. Então pensei como ela agiria se fosse o papai, apesar de que, o papai nunca trairia a mamãe. Eles se amavam muito. Embora eu não sei, como era antes de eu nascer. 
Depois de mexer um pouco na gaveta, encontrei uma carta que o Valtor tinha me enviado na nossa primeira briga séria. Naquela vez foi tão mais fácil perdoa-lo, tão simples. Por que eu não consigo fazer isso de novo?


'' De: Valtor
Para: Bloom
Eu passei a noite acordado pensando, o que vou escrever nessa carta? Eu deveria envia-la para que ela pudesse chegar o mais rápido possível até você.  Eu não vou conseguir tudo o que tenho para dizer por essa carta, eu estou sentindo tanta coisa. Confesso ter sido um estúpido de todas as formas com você. E eu só quero que você volte para casa, para a nossa casa, nosso reino.  Sinto sua falta todos os dias. A mesma cama, parece tão vazia sem você. Eu quero esclarecer as coisas, ficar bem com você. Afinal eu te amo. E não consigo me imaginar sem você, esses dias estão sendo os piores da minha vida. Eu só te peço uma coisa. Volta para mim! Eu te amo!
-Valtor. ''

 

 

 

 


Literalmente, ele nunca foi bom com pedido de desculpas. Mas o que importava pra mim, era a intenção. Isso era o que me deixava mais emocionada, o fato dele ter se preocupado em tentar fazer as pazes. Mas, acho que vai ser dificíl fazer as pazes agora. Ainda mais depois, do discurso.



Notas Finais


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