História Love is a Risk - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - O Plano


Fanfic / Fanfiction Love is a Risk - Capítulo 10 - O Plano

- Caramba...

- Se acostuma, sou um mapa e uma lista telefônica ambulante!

- Percebi… - Sentei em uma cadeira e coloquei a cópia das câmeras de segurança da escola para Liza ver. - Foi assim que eles pegaram ela… - Ela começou a ver o vídeo com atenção.

- Pausa! Olha a placa do carro!

- Eu já anotei isso, no próprio CD.

- Ótimo! Gia, abrir rastreamento!

- Sim senhora. - Ela tirou o CD e começou a procurar o carro por via satélite.

- Mas já não temos a localização deles?

- Temos, mas eles sabem disso, por isso vão mudar de lugar a todo momento, trocar de carro, de roupa etc...

- Eles são espertos… Será que nosso plano vai dar certo?

- Somos mais espertos! Esfrie a cabeça essa tarde está bem? Amanhã vamos sair cedo e vai ser um longo dia…

- Vou tentar… - Peguei roupas limpas, pois ainda estava com a roupa do baile e me tranquei no banheiro dos meus pais, enchi a banheira com água quente e fiquei ali por um bom tempo. - Que droga… Não consigo esvaziar a cabeça!

Fiquei mais um tempo mergulhando a toa na banheira e saí quando a água começou a esfriar, coloquei roupas mais confortáveis e fiquei tocando algumas músicas o resto da tarde, quando a noite caiu, Liza e eu demos uma revisada no nosso plano, e acrescentamos mais algumas coisas, nós deixamos tudo arrumado e fomos dormir. Acordei às 5:00 da manhã e já me arrumei, quando Liza me viu pronto ela ficou furiosa.

- Porque não me acordou?!

- Porque eu acordei meia hora antes do combinado.

- E cadê as suas armas?!

- Na mala…

- As armas maiores você deixa na mala, as menores espalhe pelo seu corpo, nós temos porte legal de arma, e eu sou uma agente da SWAT, não vamos ter problemas para passar no detector de metais.

- Se você diz…

Abri a mala de armas, peguei algumas e as escondi estrategicamente pelo o corpo, Liza me entregou algumas “facas” e me ajudou a colocar em lugares um pouco desconfortáveis, como no meu tornozelo.

- Tem certeza que precisa disso? Facas, no tornozelo?!

- Tecnicamente não está no seu tornozelo… Não se preocupe, você acostuma rápido, ela está em um “compartimento” apropriado na sua bota, e não vai te machucar.

- E essas armas aqui?! - Apontei para algumas armas que estavam em cima da mesinha.

- Vou te ajudar a colocar também.

- Meu Deus! Não tem mais onde esconder essas armas! Daqui a pouco você vai querer eu eu esconda na cueca! - Liza riu.

- Essas você não vai esconder bobo. - Ela começou a prender uma arma na minha coxa direita.

- Só porque eu não queria chamar atenção…

- Cala a boca Will, e pare de se mexer, está me atrapalhando. - Eu ri.

- Ok, desculpa…

Depois que terminamos de nos preparar nós fomos em direção ao aeroporto, ficamos um tempo esperando mas logo entramos no avião, por sorte, não tivemos problemas com o detector de metais, nem precisamos passar por ele. Após algum tempo finalmente pousamos na Filadélfia.

- Nosso plano começa aqui Will! - Ela me entregou documentos falsos.

- Identidade falsa?!

- Sim, pra você poder dirigir… Sabe dirigir?

- Mais ou menos…

- Ótimo! - Ela me entregou uma chave. - Você dirige!

- S-sério?! - Ela assentiu e colocou as malas no carro. - Ok… - Entramos no carro e Liza colocou o cinto, eu fiz o mesmo e liguei o carro. - Você tem certeza?!

- Você disse que sabia.

- Disse que sabia “mais ou menos”!

- Então algo você sabe! Esse carro é automático, é fácil dirigir ele!

- Estamos falando de um Porsche! Ele é cheio de detalhes, e eu não posso nem encostar no acelerador que já estamos do outro lado da cidade!

- Só dirija Will! Confie em si mesmo! Vai, vamos embora!

Liza foi me dando as coordenadas até o esconderijo da gangue, era uma grande empresa, bem protegida por seguranças “grandalhões”, segundo às informações de Liza, todos que trabalhavam ali eram criminosos, claro que nós demos uma espiada no chip, por isso identificamos quase todos que estavam ali no local.

- Haja o que houver, apenas me imite e me dê cobertura quando precisar. Coloque isso. - Ela me entregou um óculos escuros, o chip estava conectado nele, eu tinha acesso ao chip sem que ninguém percebesse.

- Entendido. - Nós saímos do carro e entramos no prédio, os grandalhões estavam olhando fixamente para mim, mas para Liza principalmente.

- Perderam alguma coisa aqui?! - Exclamou ela encarando os seguranças.

- Liza… Não chame atenção… - Disse entre os dentes.

- Eu sei o que estou fazendo… - Ela foi até a recepção. - Bom dia! Eu me chamo Gabryelly Gardel! Tudo bem com a senhora?!

- Senhorita. - A moça corrigiu. - Em que posso ajudar?

- Ah… Desculpe… Enfim… Eu tenho sérios problemas de memória… E eu não me lembro o que vim fazer…

- Como você quer que eu te ajude, se você não se lembra?!

- Não sei! - Ela revirou os olhos. - Já sei! Me diga o que tem em cada andar e em cada bloco, talvez assim eu me lembre! - A moça nos observou atentamente.

- Porque ele está com você?! Ele não sabe o que você veio fazer aqui?!

- Não, ele não sabe, na verdade ele é o guarda-costas mas ele não ouve muito bem.

- Uhum... Ok… - Ela pegou alguns papéis e começou a dizer o que tinha em cada andar e em cada bloco, enquanto isso eu buscava informações sobre a moça e sobre algumas outras pessoas que me pareciam bem suspeitas.

- Isso! É isso que eu vim fazer! Me lembrei! Obrigada! Eu posso ir direto ou tenho que apresentar meus documentos ou algo assim?

- Só preciso do seu nome. - Ela olhou para Liza fixamente. - Seu verdadeiro nome.

- Como assim meu verdadeiro nome?! Eu já disse que meu nome é Grabryelly Gardel!

- Não precisa me dizer seu verdadeiro nome, eu já sei quem você é! - A moça se levantou irritada e apertou um botão vermelho. - Você está muito longe de casa agente “Special Weapons And Tactics” Elizabeth Swann! - Dois guardas me agarraram e mais dois fizeram o mesmo com Liza.

- AGORA WILL!!! É NESSE BLOCO! ÚLTIMO ANDAR! CORRA!

Chutei a perna de ambos os guardas que me seguravam e dei uma cotovelada na cara de cada um, eles me soltaram e eu corri até a escada, subindo até o último andar, infelizmente os grandalhões me alcançarão quando eu estava no quinto andar.

Um deles puxou meu pé, cai de bruços na escada, ele me pegou pelo pescoço me segurando com uma chave de braço enquanto o outro socava meu abdômen, eu contraí o mesmo para não sentir tanta dor, virei minha cabeça de lado cessando o meu sufocamento e peguei no ponto fraco do pulso e do cotovelo, chutei meu grandão que me socava, ele caiu e começou a escorregar nas escadas até bater a cabeça na parede, apertei os dois pontos com força e ele me soltou, dei várias sequências de socos em seu abdômen e no seu rosto enquanto defendia seus golpes, ele apelou e pegou um revólver, deu três tiros mas errou, peguei a arma da sua mão, me aproximei prendendo ele contra a parede e dei um tiro na sua barriga.

A arma tinha mais dois tiros, fui subindo às escadas em alerta com o revólver na mão, quando finalmente cheguei no último andar, dei de cara com mais três homens e uma mulher, ela fez um sinal e os três vieram para cima de mim, atirei na perna de dois, ambos caíram no chão, o terceiro veio com toda a velocidade dando várias sequências de socos e chutes, usei a arma e bati na cabeça dele, o mesmo ficou tonto e eu o apaguei com alguns socos.

A mulher me encarava furiosa, ela pegou uma espada que estava apenas de enfeite na parede e veio correndo em minha direção, me esquivei e segurei seu pulso.

- Não quero bater em uma mulher.

- É por isso que você é fraco! - De alguma forma, ela se esquivou e colocou a espada no meu pescoço me obrigando a ficar de joelhos. - O que você quer aqui?!

- Desculpe, só vim atrás de alguém que pudesse me amar. - Olhei para ela com cara de “cachorro pidão”, e disfarçadamente comecei a pegar a faca de tática militar que estava no meu tornozelo.

- Tá brincando com a minha cara né?! - Peguei. - E porque você faria isso aqui?!

- Porque aqui, às mulheres são fortes, como você… - Bati na sua mão fazendo-a soltar a espada, segurei seu pulso e o torci para trás. - Me dê sua outra mão se não quiser se machucar e se entregue a mim...

- Até parece… - Ela pisou no meu pé e jogou sua cabeça para trás batendo no meu nariz, eu a soltei e ela se virou me encarando em posição de combate. - Venha se for capaz, me mostre que você é digno! - Ela pegou a espada novamente. - Não irei errar dessa vez!

- Primeiro as damas!

Ela se irritou com o meu comentário e correu em minha direção tentando me acertar com a espada, eu apenas defendia com minha faca e me esquivava quando necessário, peguei seu braço em uma das esquivas que fiz e torci sua mão pegando a espada, joguei a mesma para longe e empurrei a “dama” contra a parede segurando seus pulsos.

- Já era! - Ela bufou.

- Não precisa se gabar… Você já me tem… O que pretende fazer agora?! - A amarrei.

- Vou resgatar a pessoa que amo!

- Como assim?! Eu achei que…

- Achou errado, você tem que parar de ser oferecida assim. - Amarrei seus pés também e coloquei uma fita na sua boca. - Boa sorte. - Ela tentou gritar sem sucesso e eu sai de perto.

Comecei a procurar por Beryl, tudo que encontrei foi um escritório bagunçado, havia papéis, livros, canetas e outros objetos espalhados pelo chão, a cadeira estava caída, levantei a mesma e a posicionei na frente da mesa do computador que estava ligado com algumas páginas minimizadas.

_ Will, onde você está? - Era Liza me chamando pelo rádio.

- No escritório do último andar…

_ Encontrou ela?

- Não…

_ Tem um computador ai? Pode ter alguma pista, olhe tudo! Estou subindo.

- Ok.

Abri às páginas que estavam minimizadas não encontrei nada de importante, eram apenas, sites de compras, Liza chegou alguns minutos depois e me ajudou a procurar mais algumas coisas no computador, mas não tivemos sucesso. Começamos a procurar alguma pista ali mesmo no escritório, observando cada detalhe com muita atenção.

- Ei, veja isso! - Subi em cima da mesa e comecei a puxar o papel de parede.

- Boa Will! - Ela me ajudou e nós encontramos uma passagem. - Pegue sua lanterna, está escuro e não sabemos o que tem lá, então pegue uma arma também. - Fiz o que ela falou e segui em frente. - Já chamei reforços, todos lá em baixo estão presos.

- Você prendeu a todos?!

- Sim, não foi difícil… Olhe no chip, veja se eles estão mesmo aqui. - Peguei o óculos que estava pendurado na gola da minha camisa e o coloquei.

- Não tem como eles saírem, desde ontem eles entraram e mais nenhuma câmera os captou, então eles estão aqui… Né?!

- Tudo indica que sim, agora guarde o óculos no bolso interno da sua jaqueta.

- Ok…

Nós ficamos um bom tempo caminhando, sempre em alerta, finalmente chegamos no “fim da linha” era uma grande porta de aço que só abriria com senha, Liza colocou um aparelho em cima dos botões e o mesmo colocou a senha e abriu a porta para nós.

- Você vai por ali, vou ficar na retaguarda e te dar cobertura. - Ela pegou minha lanterna, fez um gesto com as mãos para que eu seguisse em frente e pegou sua metralhadora.

- Tome cuidado… - Posicionei meu revólver à frente do meu corpo e comecei a caminhar silenciosamente, quando vi Beryl sentada, encostada na parede e amarrada comecei a ouvir algumas pessoas conversando.

- Uma hora ou outra ela vai falar!

- Vamos ter que fazer isso a força…

- Eu concordo, ela não vai falar nada tão fácil! - Um homem se agachou perto de Beryl segurando seu rosto para obrigá-la a olhar em seus olhos.

- Ela é tão bela… Acho que poderíamos nos divertir com ela… - Disse ele mordendo os próprios lábios. - Seria um desperdício deixar só o chefe se divertir…

- Quer se divertir com ela Tom?!

- Claro que sim! - Ele começou a deslizar seus dedos pelo seu rosto e pelo seu braço, Beryl se debateu tentando se livrar de suas mãos. - Seja uma boa menina e se comporte…

- E se meu chefe chegar?!

- Aposto que ele iria aproveitar a situação e brincar conosco também. - Ouvi várias gargalhadas, mas o homem que estava com Beryl, Tom, estava sério, senti a raiva percorrer meu corpo, olhei para trás e Liza fez um sinal para que eu esperasse o sinal dela.

- Então vamos todos nos divertir com ela!

- Espera aí babaca! Temos que arrancar alguma informação dela!

- É por isso que só vamos brincar se ela não colaborar… Tom! O que acha?

- Um acordo justo! É uma pena… - Ele olhou fixamente para os olhos de Beryl. - Se você responder nossas perguntas do jeito que queremos, podemos te dar uma chance, mas se não fizer isso… - Ele passou seus dedos pelo seu peito e desceu entre seus seios. - Vamos tirar esse seu lindo vestido de você… - Beryl se contorceu e lágrimas caíram, olhei para Liza desesperado pelo seu sinal, mas ela fez outro gesto para que eu esperasse, aquilo estava me corroendo. - Vou tirar a fita dos seus preciosos lábios, então você vai nos responder, não vai adiantar gritar, e se espernear, se fizer isso, você já sabe o que vai acontecer. - Ele tirou a fita de Beryl e se levantou.

- Idiotas… - Todos riram.

- Ela é corajosa!

- Vocês vão se arrepender!

- Estamos morrendo de medo… Ai meu Deus, o que vai acontecer?!

- Eu quero minha mãe!

- Socorro! Uma garota está me ameaçando! - Eles riram mais uma vez e eu cerrei os punhos.

- Chega de palhaçada garota! Conte logo! Onde está o chip?!

- Eu já disse que não sei de chip nenhum!

- Pare de mentir e conta logo!

- Não estou mentindo!

- Ora sua… - Um homem avançou em cima dela e começou a segurar seu pescoço. - Diga logo, e você não terá que passar por tudo isso! O que você sabe sobre o chip?! Onde ele está?! Seu namoradinho deve ter te contado algo! Diga de uma vez por todas!

- E-eu não s-sei nada sobre e-esse m-maldito chip… Ele n-não me d-disse nada s-sobre isso! N-nada! - Ele a soltou com relutância e se afastou.

- Sabe o que vai acontecer agora?! - Ele fez um gesto com as mãos e mais dois homens a pegaram pelos braços e amarraram ela em duas argolas que ficavam penduradas no teto.

- Por favor… Não façam isso…

- Então nos diga o que queremos saber!

- E-eu já disse que não sei de nada! É verdade! Por favor… - Ela chorava.

- Você não nos deixa escolha… E todos nós estamos com vontade de nos divertir um pouquinho! - Eles terminaram de pendurá-la. - E ainda falta o chefe… Provavelmente ele chegue no meio da diversão…

- Não… - Ela sussurrou e abaixou a cabeça, Tom se aproximou deslizando suas mãos pelo seu corpo. - Por favor… Pare!

- Isso… Gosto de ouvir seus pedidos de socorro… - Os rapazes riam, Tom apertou seus seios e começou a beijar seu pescoço.

- Pare… Pare… Por favor… - Minha raiva cresceu ao ver Beryl naquele estado, eu sabia que não podia fazer nada, se eu fizesse, poderia estragar todo o plano. - PARE!!! - Beryl o chutou e o encarou com raiva, todos riram, Tom se levantou com raiva e agarrou Beryl novamente. - ME LARGA!

- Não largo! Você vai ter o que merece! - Ele rasgou seu vestido.

- Olha que corpinho bonito!

- Corpo de modelo! - Todos riram. - Tira logo a lingerie Tom! - Ele estava prestes a fazer isso em meio aos beijos e mordidas, mas eu dei um tiro certeiro na sua cabeça, todos se levantaram relutantes e Beryl se assustou. - Droga! Será que é o chefe?!

- Ele não ia gostar da nossa brincadeira… Sabia que ia dar merda!

- Não foi ele seus idiotas! Alguém está aqui! A porta está aberta! - Ouvi um tiro e mais um dos homens caiu no chão.

- Quem está aí?! - Olhei para Liza e ela fez um sinal para que eu agisse, ela ia me dar cobertura.

- Olha ela ali! Atirem! - Eles pegaram suas armas e uma troca de tiros começou, fui até Beryl para soltá-la.

- Will!

- Beryl! - Eu a abracei. - Vou tirar você daí!

- A chave… Está com um deles…

- Não preciso de chave. - Peguei um dos aparelhos engenhosos de Liza e tirei as argolas e as algemas que prendiam Beryl, ela caiu de joelhos no chão, me agachei e ela fitou meus olhos.

- Will… - Ela agarrou meu pescoço. - Eu tive tanto medo! - Ela chorava como uma criança. - Me tire daqui… - Sussurrou Beryl no meu ouvido.

- Eu vou fazer isso… - Tirei minha jaqueta e a vesti. - Eu também tive medo… Venha… - Ajudei ela a levantar e passei seu braço pelo meu ombro para lhe dar apoio, ela se enroscou no meu braço com sua outra mão, ela tremia assustada, apavorada e desesperada, ela sussurrava algo para si mesma que eu não consegui ouvir. - Fique calma Bel… Isso tudo vai acabar… - Beryl apertou o meu braço e se apoiou levemente no meu peito.

- É o que mais quero… - Tentei deixá-la em um canto para que eu pudesse ajudar Liza, mas ela preferiu ficar enroscada no meu braço.

Me aproximei de Liza, agachei perto da mesma e comecei a atirar nos homens que restaram, ela disse para mim lhe dar cobertura, pois ela queria levar alguns homens para a prisão e deixá-los mofar, continuei atirando nos homens apenas para machucá-los, e Liza fez todo o resto.

Quando terminei, corri com Beryl até a porta, Liza estava lutando com alguns homens que ainda estavam resistindo, mas sabia que ela dava conta, eles estavam machucados, liguei para os nossos reforços mais uma vez, pois Liza já havia feito isso, eles já estavam no prédio, as pessoas que estavam vivas foram presas, e o corpo dos mortos foram levados para um necrotério de criminosos para ser identificado.

O chefe da gangue havia acabado de chegar no prédio quando os agentes da SWAT chegaram, infelizmente ele conseguiu escapar, Liza deixou o chip com um agente de confiança para que ele pudesse pegar o “chefão”, Beryl e eu voltamos para Boston acompanhados de Liza, Beryl parecia traumatizada com o ocorrido, ela permaneceu calada a viagem inteira comigo.

Quando chegamos em casa, ela correu para ir abraçar o pai, ambos choraram, Zacky parecia preocupado, mas feliz em ver a filha novamente, Layla ficou animada ao ver que havíamos “voltado de viagem” mas confusa, ela não sabia o que realmente tinha acontecido, e me perguntou diversas vezes porque Beryl parecia tão triste.

- Ela só estava com saudades do pai dela… - Disse passando a mão na cabeça de Layla enquanto observava Beryl abraçada com Zacky.

- Fiquei tão preocupado… Você está bem princesinha? - Ela apenas abaixou a cabeça. - Vá descansar, você está fraca, tome um banho… Aposto que foi uma viagem cansativa… - Zacky olhou para mim. - Eu não queria te pedir isso mas… - Sua expressão ficou séria. - Você pode ajudar Beryl a relaxar?!

- S-sim… Claro… - Eles se levantaram e ela me abraçou novamente, nós fomos até o banheiro, Beryl cambaleava, estava realmente sem forças, ela se sentou na tampa do vaso. - Vou pegar umas roupas confortáveis pra você… - Ela assentiu e eu fui até seu quarto, peguei algumas roupas e uma toalha, quando voltei ela estava de costas, apenas com a roupa íntima da parte de baixo, ela esperava a banheira encher.

- Desculpe… - Disse baixinho.

- Pelo o que Bel?

- Por tudo… - Ela se virou com os braços em volta de si mesma e  me fitou, eu fechei a porta e deixei suas roupas em cima da pia. - E-eu ainda estou um pouco assustada com o que aconteceu… Mal consigo me comunicar com as pessoas, com meu pai, com você… Sinto muito… - Ela começou a chorar novamente.

- Beryl… - Fui até ela e a abracei, Beryl permaneceu imóvel, apenas com o rosto no meu peito. - Não precisa pedir desculpas…

- É que… A-achei que eu era mais forte… Achei que podia me defender sozinha… Mas eu não fui capaz nem de me defender… E ainda por cima, fiz todos ficarem preocupados e perderem tempo comigo para me “salvar”...

- Não se preocupe com nada disso Bel… Não pense dessa maneira… Tudo aconteceu muito rápido, você é uma mulher forte! - Ela chorou mais ainda me envolveu com seus braços. - Você é a garota mais incrível que eu conheci em toda a minha vida! Não se rebaixe dessa maneira… - Ergui sua cabeça, sequei suas lágrimas e a fitei. - Tudo que eu fiz… Eu não me arrependo de nada! Fiz o que fiz, porque te amo! - Ela sorriu levemente. - Volte a ser aquela garotinha sorridente e brincalhona tá?!

- Obrigada Will, eu vou tentar… E eu também te amo… - A beijei com ternura.

- Agora você precisa relaxar!

- Sim… - Ela se afastou um pouco mais e suas bochechas ganharam cor imediatamente. - É, Will… Você percebeu que… Eu estou “nua” e estava abraçada com você…?! Eu sei que você vai me ajudar mas… Não sei… Isso foi estranho...

- É… - senti minhas bochechas queimarem, mexi no meu cabelo desconfortável e desviei o olhar para meus pés. - E-eu não tinha percebido… D-desculpe… - Ela riu levemente e entrou na banheira depois de tirar sua roupa íntima.

Enquanto Beryl terminava de relaxar, ela ia conversando comigo para descontrair, mas como dizem por aí, “uma coisa leva a outra” nosso papo acabou chegando no sequestro dela, eu expliquei tudo pra ela, disse que em breve eu iria pro exército, disse sobre meus pais e também sobre a gangue.

-E quando você vai para o exército?

- Ainda nessa semana eu faço o teste, se ocorrer tudo bem, na próxima semana…

- Vai ser bom pra você…

- Sim… - Ela vestiu as roupas que eu separei e nós fomos para seu quarto. - Beryl… Eu não quero arriscar sua vida novamente… Eu não vou estar por perto durante um longo tempo, e depois só Deus sabe o que Liza planeja para mim.

- O que quer dizer com isso?!

-Todos sabem que você é importante pra mim… Que você está comigo, e por causa disso, você sempre vai estar em perigo… Eu não quero fazer isso com você!

- Isso o que?! Will… Não estou entendendo…

- Eu não quero te perder Bel… Eu te amo…

- Mas…?

- Mas acho melhor nós não darmos motivos para outras pessoas te raptar pra te usar como isca para me pegar…

- Você quer dizer que… - Eu a interrompi colocando minhas mãos no seu rosto, fitei seus olhos por um momento e a beijei com ternura, ela me olhou confusa e com os olhos cheios de lágrimas, assim como os meus.

- É melhor nós terminamos nosso relacionamento… Não quero pôr sua vida em risco novamente… Não quero te perder… - As lágrimas caíram sem controle pelo nossos rostos.

- Will… - Ela se afastou um pouco de mim e me deu um tapa na cara, com força suficiente pra me fazer virar o rosto, voltei a fitá-la. - Eu não entendo! Pra quê terminar?! Nós podemos passar por isso juntos! - Beryl me abraçou com força.

- Beryl… - A apertei contra meu peito. - É mais difícil do que você pensa… Eu não iria aguentar ver você amarrada daquela forma novamente! Não aguentaria saber que eu estaria longe para te proteger… Eu não posso fazer isso… Estou terminando para te proteger! 

- Will… - Ela me olhou com tristeza nos olhos e suspirou. - Me promete uma coisa?!

- Sim…

- Promete que vamos passar essa semana juntos, e que um dia você vai voltar para mim?!

- Eu prometo…!

- Obrigada! 


Notas Finais


Desculpem a demora, espero q gostem :3


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