História Love is Just a Lie - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Lesbicas, Romance Lésbico
Visualizações 4
Palavras 1.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Desvios


- O que você esta fazendo? - Ela continuou me beijando, arrastando - me para meu quarto - "Perdeu o juízo? Se meu pai ou meus irmãos nos pegarem" - O que essa mulher pretendia com isso? Ela era meu vício e eu estava completamente perdida. Me jogou na cama com ousadia e ao mesmo tempo sutileza,  seus olhos me prendiam e eu só conseguia aproximá-la mais de meus lábios, abraçá - la deixando em meu corpo marcas do seu cheiro. Alguns minutos depois ela deita a cabeça em meu peito e fica longe, perdida em alguns pensamentos - Eu não sei o que estou fazendo - sussurra o bastante para eu conseguir ouvir. 

- O que você quer dizer com isso? - 

- Estou apaixonada pelo seu pai - quando saíram essas palavras rapidamente, retirei ela da posição que estávamos, me levantei, caminhei em direção á porta e depois me tranquei no banheiro, lavei meu rosto duas vezes, esperando que quando voltasse para meu quarto ela já não estivesse mais lá. Foi exatamente o que aconteceu, mas ela não saiu da minha casa, ouvi cochichos no quarto de Roberto, descaradamente ela me beija e depois corre para os braços do meu pai - E o que estou fazendo? .

                                      X

- Bom dia Helena, vim o mais rápido que pude, porque você quis me encontrar aqui no parque? - Disparou Angie assim que chegou ao parque, sentando - se ao meu lado em um banco de madeira que ficava em frente ao lago - 

- O motivo de te chamar urgentemente, é que estou com problemas - 

- Que tipo de problemas? - Angie 

- Estou apaixonada pela namorada do meu pai - Acredito que ela demorou um pouco mais de 5 minutos para absorver a notícia, abaixou a cabeça, coçou a nuca, colocou a mão na boca, tentou expressar as primeiras palavras e saiu - Não foi o suficiente se apaixonar  por Clara na adolescência?  - 

- Eu sei, mas...- 

- Helena, você tem noção do que está acontecendo? A Diana é namorada do seu pai, é minha prima e irmã da Clara, Não isso não pode ser verdade, você não. ..- 

- Sim, estou apaixonada, ela está apaixonada, por nós - 

- O que? Não, calma  -  "SIM é exatamente isso, ela está apaixonada por mim e pelo meu pai". 

- Isso é loucura, você tem que sair desse meio  - 

- Sair como? Toda vez que tento, ela me arrasta cada vez mais - 

Ela não media esforços para me arrastar, era doce, atenciosa, carinhosa, quase todos os dias me buscava no final de expediente do meu trabalho, levava - me para o asilo, nos sábados á tarde entrava silenciosomente no meu quarto, aproveitando o vazio da casa, para perturbar meu corpo, me beijando, se jogando em mim, como uma onda quebrando no mar. Era um prazer doloroso estar com ela, saber que ela não era inteiramente minha, o que acontecia durante as noites que dormia com meu pai? Como ele tocava - a ? O que ele fazia? O que ela gostava nele? Porque quanto mais eu tento fugir, mais ela amarga meus sentimentos e ao mesmo tempo não deixa eu ficar longe desse vício que é estar com ela. O fato é que ela não era minha e só de imaginar ela arfar em desejo por ele, enquanto ouço poucos sussurros abafados atravessando a porta do meu quarto, estranho e curioso é eu não derramar nenhuma lágrima por esta mulher, a raiva é a única coisa que me desperta e quando ela me olha e vê todo esse ódio e raiva, ela encontra mais um motivo para me prender nesta relação.

                                         X

Tomei coragem e resolvi não esperar por ela como de costume, aquele dia fui embora para casa andando como fazia antes, alguns metros acima de nossas casas, ela parou o carro bruscamente, fazendo meu dia terminar longe da calmaria. - Por que você não me esperou? - Não respondi, em protesto. Ela saiu do carro e veio na minha direção - Helena? - Fiquei apenas olhando para o chão, depois consegui me desviar da sua insistência e continuei caminhando, ela me puchou  para o meio de alguns arbustos e árvores que faziam um pequeno esconderijo antes de entrar no jardim de sua casa - Helena, eu sei que estamos fazendo tudo errado - 

- Você sabe? Enquanto você fica suspirando de amores enquanto faz sexo com meu pai, eu fico no meu quarto pensando em uma maneira de tirar você da minha vida, eu não quero mais isso - Quanto mais eu me negava em palavras, mais ela insistia, nada do que eu dissera foi útil. Ela me puchou, colou nossos lábios, envolvendo seu corpo no meu  - quando eu conseguia respirar, repetia - Não... - Não...- Não... - Foi quando finalmente conseguimos parar - "HELENA?" - olhamos então direção ao pequeno rasgo no meio daquela folhagem, era ela, parada, olhando assustada. - "Clara?" - disse Diana - fiquei estática sem reação. Diana saiu correndo atrás de Clara,  voltei pra casa atordoada, sentei em minha cama e quando imaginei que esse dia finalmente chegaria ao fim, fui novamente surpreendida - O que você esta fazendo aqui? - perguntei pra Clara enquanto ela continuava parada me olhando com ódio, ela fechou  a porta e disparou. 

- O que você pensa que está fazendo? Deixa a Diana em paz, você não consegue ver ninguém em paz? Tem que destruir a felicidade dos outros para se sentir feliz? 

- Você não tem noção do está falando. Como pode me dizer uma coisa dessas? Sua irmã é quem nos colocou nessa situação - 

- A Diana? Me desculpa mas ela não tem fama de sair por aí fazendo isso, essas coisas... - respendeu apontando para mim com o dedo indicador querendo me atribuir a culpa. - Eu quero que você vá embora, agora. Sai do meu quarto por favor - 

- Fica longe da Diana - disse em tom ameacador, já retirando sua figura.

                                        X 

- Diana? - entrou em meu quarto com um olhar estranho, intimidador eu diria. - Espero que você e  a Helena parem com isso, se o Roberto descobrir e isso chegar até o papai e a mamãe. - Não consegui deixar ela terminar a frase. 

- Clara, eu estou apaixonada por Helena, o que eu sinto por ela, é mais forte do que o que sinto por Roberto. Eu não sabia que isso poderia acontecer comigo, sempre me envolvi com homens e o Roberto me ofereceu apoio, me acolheu como parte da família dele, mas o que tenho com ele não esta me atraindo mais, o sexo com um homem não é mais o que era antes, eu sinto que não quero mais, eu quero ela, mas não consigo deixar ele, é tão bom comigo. Por isso eu te peço que não comente nada com ninguém, nem mesmo com seu namorado - ela caminhou até minha janela, respirou fundo, me olhou com uma mistura de sentimentos indefinidos e respondeu - "Isso é tão nojento, como você pode dizer que esta apaixonada por ela?" - 

- Eu quero ela e o seu preconceito não vai mudar o que sinto - minha irmã não conseguia mais me encarar, ela virou as costas e saiu do meu quarto sem dizer nenhuma palavra.

Passei os próximos dias ignorando Roberto e tentando ficar mais próxima de Helena, ela tentava me evitar e com razão. Sempre me envolvi com homens, mas ela havia mudado tudo em mim e não iria abrir mão disso, estava me preparando para o dia em que iria romper com Roberto e dizer toda a verdade,  ela merecia isso, eu merecia isso. Roberto não merecia tamanha decepção, mas eu não aguentava mais ele me olhar querendo me tocar e eu ter que fugir.

 

 

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...