História Love is not over - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Jikook, Namjin, Vhope
Exibições 47
Palavras 2.728
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoal!
Bem é minha primeira fanfic e eu to bem nervouser mas espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Acordei com a luz do sol incomodando meus olhos, deveria ter fechado as cortinas. Abro os olhos com um pouco de dificuldade por causa do sono e do sol e aos poucos imagem do teto do quarto do qual eu dividia com mais 9 ômegas se torna nítida. Suspiro, me levanto e me arrasto até o banheiro, paro em frente ao espelho, eu estou um caco... minhas olheiras estão tão escuras ao ponto de eu parecer um panda, lavo o meu rosto para tentar me despertar mais um pouco, como se isso fosse adiantar em algo, eu não dormira nem 3horas direito, minha insônia está cada vez pior. Ao sair do banheiro me apresso para ir ao refeitório, acredito que estou lindamente atrasado e as moças do “orfanato” quando eu chego na fila olham feio pra mim. Orfanato é uma palavra bonita para o que esse lugar é, apenas mais um deposito de esquecidos esperançosos que almejam que algum alfa rico e bem apessoado venha a se interessar por si. Eu estou aqui há quase 4 anos e já redefini o meu conceito de esperança, não que eu seja alguém de se jogar fora, eu ainda possuo meus charmes, mas aparentemente não foram vistos pelas pessoas certas, não vou desanimar, de forma alguma mas também não irei me prender a esse sentimento de necessidade de um alfa que os ômegas geralmente tem, eu simplesmente não acho digno, sei que ser ômega já não nos dá uma credibilidade, ainda mais por sermos os últimos na pirâmide de importância para o desenvolvimento do mundo, mas não irei implorar pra ter um alfa simplesmente pra cumprir o meu “papel” de ômega perfeito que a sociedade quer que eu seja, de forma alguma vou me rebaixar mais do que minha categoria é, estou farto das coordenadoras me falarem para ser mais gentil, mais carinhoso, mais fofo... ugh só de pensar já me dá ânsia.

Após tomar café eu corro para o pátio com meu companheiro de longa data, meu livro, o que eu já li mais vezes do que posso lembrar e sei todas as falas decoradas mas nunca me deixa na mão. Me sento em um banco de concreto que tem abaixo de uma árvore e torno a ler meu roteiro de vida, quando dou por mim percebo que adormeci, eu não acredito que eu dormi 40 minutos depois de acordar. Fecho o livro e quando olho para frente me deparo com um homem de estatura média de terno me olhando com um olhar um tanto intrigante, o encaro de volta na expectativa dele perceber que eu notei a secada que ele está me dando, ele solta um meio sorriso e me cumprimenta com um leve aceno de cabeça e segue em direção a diretoria do orfanato. Depois desse close super esquisito eu volto ao meu quarto, me deito na cama na esperança de dormir mais um pouco, e com sorte consigo.
 
- Jungkook ... querido acorde... Jungkook você precisa acordar agora – Me remexo na cama na esperança dela desistir, mas ela continua me balançando.
-Aish o queee? –Abro os olhos e vejo uma das responsáveis do orfanato me dar um sorriso mais do que animado, isso não está certo, ela nunca sorri assim a menos que algum ômega seja comprado ... não pode ser, será que... não... eu não sei.
-Que bom que acordou querido, tenho boas notícias, alguém finalmente notou seus encantos e lhe comprou, isso não é maravilhoso? –Ela me direciona um sorriso maior que minha disposição pra viver. Me levanto rapidamente tentando processar o que já tentava processar desde o começo e arregalei os olhos ao me tocar o que a realidade estava jogando na minha cara. Eu vou mesmo sair daqui, não sei com quem, nem para onde, mas vou sair daqui.
- Vamos se arrume, seu alfa está lhe esperando, ele me disse que você precisa levar só o necessário, ele disse que para onde você vai irá precisar de um novo guarda roupa, ele é bastante rico se quer saber- Ela fala sem pausar, eu não sei como reagir, apenas aceno afirmando com a cabeça e ela sai do quarto. Começo a arrumar minhas coisas ainda tentando digerir tudo que está prestes a acontecer. Termino tudo e saio apressado em direção a diretoria e bato na porta até escutar um “entre” e ao abri a porta me deparo com o homem que vi mais cedo, ele me olhou e esboçou um sorriso que fazia seus olhos se fecharem em duas linhas, era fofo pra falar a verdade.
-Jungkook querido, sente-se, gostaria de lhe apresentar o senhor Park Jimin, ele é o alfa que lhe comprou- A diretora falou enquanto eu encarava o homem sem se quer piscar desde que entrei na sala, me dou conta que estou em silêncio a muito tempo e rapidamente me curvo diante o alfa – Muito prazer senhor Park, meu nome é Jeon JungKook. –Me apresento rapidamente apenas por educação, eu sei que ele sabe meu nome.
- O prazer é meu Jungkook, fico feliz que aceitou ir comigo, prometo que irei ser um bom amigo e companheiro- Fala com uma expressão alegre. Como assim aceitei? Ele tem noção do que esse lugar realmente é? Que mesmo que eu me negasse a diretora apenas me jogaria nos braços dele se assim ele quisesse.
- Agora se não se importa, precisamos ir agora, tenho compromissos e quero lhe apresentar sua nova casa antes de ir- Ele estica o braço em direção a porta me indicando para ir na frente, que educado, não é normal um alfa ser tão cortês com ômegas. Me apresso em direção a porta, mas antes de sair me viro e olho a diretora que sorria para mim com orgulho, como se estivesse entregando um filho ao marido. – Muito obrigada diretora, por todos esses anos. – Falo sinceramente, devo tudo a ela, que me acolheu todos esses anos. Ela veio e minha direção e depositou um beijo em minha testa e sorriu – Não foi nada, embora eu espere que você não precise voltar para cá, saiba que o orfanato estará sempre de portas abertas para você, seja feliz e se comporte garotinho, lembre-se do que eu lhe falei... seja mais simpático- Falou mais baixo a última parte e me abraçou. Depois de me despedir eu sigo em direção ao portão principal do orfanato e percebo que Jimin me segue a menos de um metro de mim.
Quando chego ao portão de saída eu paro e Jimin para ao meu lado e me olha com uma expressão curiosa – Algum problema? Esqueceu algo? –Ele me pergunta.
-Eu não sei qual o seu carro...- Falo rapidamente.
-Ah sim, claro, me siga eu o deixei na esquina- Ele fala tomando minha frente pela primeira vez no dia. Eu o sigo devagar e percebo que nunca cheguei a sair do orfanato desde que eu cheguei nele, aproveito para dar uma geral a minha volta, lembrar o caminho quem sabe, eu não sei se ir com Jimin vai terminar em algo bom, mesmo que não termine eu não sei teria permissão para voltar, mesmo que a diretora tenha dito aquilo, me pergunto se Jimin deixaria eu voltar caso eu não gostasse da minha nova vida, mas esse pensamento me pareceu idiota já que literalmente eu sou sua propriedade agora, ele me comprou e eu não posso me esquecer disso, eu não simplesmente fui escolhido e em seguida me foi perguntado se eu queria ir, eu simplesmente sou obrigado a ir, as vezes esqueço que o sistema de orfanato dos ômegas é diferente.

Em meio aos meus pensamentos percebo que Jimin para em frente a um carro preto e abre a porta para que eu entre com um sorriso sugestivo. Me apresso em entrar no carro e o observo entrar no lado do motorista, é estranho que ele não possua um motorista particular, afinal, ele só pode ser rico para poder comprar um ômega, talvez ele apenas não goste de esbanjar sua fortuna, aprovo essa hipótese. Ele me olha pelo retrovisor e sorri, eu apenas o encaro sem expressão mas acabo por me lembrar sobre o que a diretora disse: “seja simpático”, esboço um sorriso e desvio o olhar, ainda não me sinto confortável com ele, ele me passa uma impressão de que se eu o importunar muito ele irá me devolver, e eu não sei se quero perder a chance de ter uma vida melhor antes aproveita-la. Ele põe o carro em movimento e por longos 30 minutos não trocamos uma palavra, até que ele se pronuncia.
–Espero que goste do seu quarto, eu o decorei pessoalmente, não tenho certeza se vai ser do seu gosto, mas vi que gosta de ler, posso providenciar os livros que quiser. –Ele me olha pelo retrovisor na esperança de eu responder.
-Obrigado, qualquer lugar está ótimo para mim. –Retorno meu olhar para a janela do carro e quando torno lhe espiar pelo espelho retrovisor noto sua expressão um pouco pra baixo, talvez decepção? Eu não sei.
- Olha Jungkook, eu sei que tudo isso para você deve ser muito novo, e talvez você fique assustado com a forma que sua vida será de agora em diante, mas primeiramente, eu só quero deixar claro que eu não pretendo o tomar para mim assim que chegarmos em casa, eu não sou esse tipo de alfa, quero ir devagar com você, você é mais novo e talvez queira descobrir coisas novas primeiro, eu entendo isso...- Ele para um momento e depois de alguns segundos retorna –Mas quero que entenda que só porque irei devagar não quer dizer que você poderá se esquecer dos seus deveres.- Ele termina, e por algum motivo a última parte me irritou, como assim esquecer meus deveres? Eu sei meus deveres de ômega, não preciso que ele fique me lembrando.
- Eu entendo perfeitamente senhor Park Jimin. –Ouso falar com um tom um pouco irritado e ele claramente notou minha irritação, e por isso soltou um suspiro de cansaço.
-Por favor, me chame apenas de Jimin, não quero que se sinta menor do que eu. – Ele fala com uma expressão apreensiva, gosto do fato dele realmente achar que estamos no mesmo nível, mas estamos longe disso, talvez ele ache que imagem que eu tenho dele é de alguém arrogante.
-Tudo bem, Jimin – Falo com a intenção de mostrar que eu não possuo qualquer imagem negativa dele, ainda. Ele esboça um sorriso satisfeito volta a focar sua atenção na estrada.

Após alguns minutos ele para em frente a uma casa com um muro alto totalmente cinza e com um portão preto, o portão se abre e a fachada da casa antes coberta pelos muros altos é vista. Era um lugar agradável à primeira vista, tinha um jardim com alguns bancos espalhados, a fachada da casa era grande e pelo que pude notar a casa tinha um primeiro andar, a fachada em cor cinza e repleta de janelas e ao meio da construção possuía uma porta grande de madeira cinza escura. Quando eu estava para abrir a porta do carro o alfa se pronuncia- Espere, eu abro. – Ao sair do carro ele rapidamente dá a volta no carro e abre a porta para que eu saia e eu ao encarar abro um pequeno sorriso e aceno com a cabeça em um agradecimento silencioso. Rapidamente tomo um susto ao sentir que ele toma minha mão e olha-me pedindo permissão para continuar o contato, eu apenas aceno com a cabeça e ele se põe a me levar para dentro da casa.

Quando ele abre a porta principal me deparo com a sala mais bem decorada de todas, um conjunto de sofás marrons posicionados ao redor de uma lareira de mármore branco e ao centro um tapete vinho cobria o piso de mármore, no meio do tapete havia um centro de madeira escura em que um vaso com uma flor da qual não saberia o tipo ornamentava o local.

Nas paredes repletas de quadros dos mais diversos pintores harmonizavam com o resto da decoração e com a estante completa de livros na parede contrária a que ficava a lareira e que ao lado se dava para escada que presumi logicamente levar ao primeiro andar. Percebo que estou parado feito uma estátua no meio da sala com a boca um pouco aberta a mais tempo que deveria e direciono minha visão para Jimin que notei estar me encarando com um sorriso de quem estava curtindo a minha total cara de “puta que pariu, esse lugar é muito lindo”.
-Eu iria falar que esperava que gostasse da decoração, mas dado a sua cara eu acredito que não preciso me preocupar com isso- Ele falou enquanto me olhava satisfeito em saber que eu tinha aprovado seu gosto sem mesmo eu ter me pronunciado sobre esta.
–Vamos subir, lá em cima fica o seu quarto, eu tenho pouco tempo então não poderei lhe mostrar tudo hoje, mas sinta-se livre para explorar o resto da casa enquanto eu estiver fora, se caso encontrar algumas pessoas pela casa são apenas os empregados que trabalham na casa, e caso precisar de algo fale com qualquer um que eles irão providenciar o que precisa. – Enquanto ele falava subia as escadas comigo em seu encalço, até que chegamos a uma espécie de segunda sala de estar, mas essa possuía uma tv na parede com algumas poltronas em volta, e praticamente a decoração se repetia no mesmo conceito, livros, quadros e estantes. No canto esquerdo da sala havia um corredor com algumas portas e ele começou a andar naquela direção, parou na segunda porta do lado esquerdo e se virou em minha direção. –Este é seu quarto, espero que goste, se não tiver nada do seu gosto me fale que eu mudo -Ele abre a porta e me dá espaço para que eu entre.

Ao entrar noto um ambiente totalmente diferente do resto da casa, as paredes eram totalmente brancas, diferente das da sala que eram de cor vermelha, e em uma parede em que a cama de casal de cor preta estava a cor era verde musgo, e em frente a cama havia uma pequena mesa de estudos e uma cadeira em frente, do lado direito do quarto havia duas portas das quais presumi que uma fosse o closet e a outra o banheiro. Em uma das paredes havia duas estantes cheias de pequenas esculturas e objetos de decoração dos quais eu não fazia ideia o que eram mas combinavam com o local no qual foram colocados. Olho para Jimin que me olhava com um olhar de expectativa e eu sorrio para ele satisfeito.
– Eu adorei, muito obrigado Jimin-Falei sinceramente, eu gostei muito, o quarto era estava muito à frente das minhas expectativas, já que eu dormia em um quarto sem nenhuma decoração digna de ser chamada de decoração, apenas algumas camas e alguns armários de cor branca. Jimin sorri satisfeito e se aproxima e pega na minha mão, sua mão era menor que a minha, era macia e delicada comparada com meus dedos esguios e gélidos, eu abaixei a cabeça na intenção esconder minha face ruborizada pelo ato e escuto ele soltar uma risada anasalada.
–Bom eu realmente gostaria de ficar mais tempo com você agora, mas preciso ir, fique à vontade, eu volto pela noite para jantarmos.
–Eu apenas aceno levemente com a cabeça ainda abaixada e de repente sinto seus dedos em meu queixo fazendo que me minha cabeça suba e fique no nível da sua, ele esboça um sorriso terno e se aproxima e deposita um selar em minha testa. Me assusto com o ato e dou um leve pulo e o escuto – Até mais tarde JungKook. –E se retira do quarto e a única coisa que consegui fazer assim que sua imagem saiu de minha vista foi cair na cama e olhar para o teto com a cara totalmente vermelha, fecho os olhos e esboço um sorriso bobo, ao lembrar dos seus lábios roçando em minha pele, como era acolhedor, confortável e diferente, mas balanço minha cabeça tentando voltar ao meus sentidos, suspirei e tentei me imaginar vivendo feliz com Jimin, será que eu seria realmente feliz? Eu apenas espero que o dia de amanhã não seja muito diferente de hoje, eu apenas espero.


Notas Finais


Olha eu aqui de novo hehe.
Bem eu só queria dizer que pretendo postar todos os sábados pela noite, sem horário fixo ainda.
Até próxima semana!


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