História Love is not over - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags Boys Dont Cry, Hoseok, Side-story, Taehyung, Vhope
Exibições 101
Palavras 3.003
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oeeeee, que saudade (de postar, de vocês...). Ainda lembram de mim?

E aí, quem vai me encontrar no show do BTS?

Eu meio que prometi e finalmente voltei com esse capítulo extra sobre o Vhope de Boys don’t cry (para quem ainda não leu, já aviso que isso aqui é como uma continuação, portanto é spoiler sobre a outra fanfic).

Eu acho que o carinho que BDC recebeu merece ser retribuído por muito mais do que 3 mil palavras, mas foi o que consegui fazer. Espero que todos matem a saudade de BDC com essa fanfic.

(Ignorem essa sinopse estranha, depois tentarei escrever algo melhor)

(E obrigada, Lari, de verdade <3)

Capítulo 1 - Capítulo único


Tamborila os dedos no balcão de madeira e suspira. O cheiro do produto de limpeza que acabou de espalhar sobre a superfície do balcão com o auxílio de um pano não o incomoda. Hoseok está ocupado pensando, pensando...

Jin saiu desde cedo e ainda não voltou, deixando, assim, as responsabilidades relacionadas à floricultura sobre Hoseok. E mesmo assim ele ainda não fez mais do que regar algumas plantas e limpar as prateleiras. Ninguém apareceu por ali, exceto Namjoon, que logo precisou ir embora para cumprir com mais um compromisso de sua agenda agora agitada.

Portanto, Hoseok está sozinho. E inquieto. E impaciente. Justamente quando poderia apoiar seus pés sobre o balcão e cochilar pelo resto do dia... Solta um suspiro. Dentro de si há uma infinidade confusa de emoções que ele só sente quando sabe que Taehyung aparecerá a qualquer instante.

Desde que se reencontraram meses atrás, entre estas mesmas prateleiras que agora Hoseok observa impacientemente, ele se pôs a pensar em como os minutos passam vagarosamente sem a presença de Taehyung, e depressa demais quando ele está por perto.

O sino preso à porta ressoa e os músculos o fazem paralisar. Sente-se menos relaxado do que gostaria e sequer consegue se remexer sobre a banqueta dura e desconfortável.

- E aí, – Taehyung exclama, com aquele bendito sorriso no rosto, enquanto acena. – trabalhando muito? - Ele está com essa mania de aparecer na loja de vez em quando, como quem não quer nada, lançando cumprimentos de longe e conversando aleatoriamente sobre o tempo lá fora.

- Com certeza, hoje estou muito ocupado.

Taehyung ri e Hoseok o observa caminhar entre as prateleiras floridas.

Taehyung está diferente. Ele mantém-se calado por mais tempo, a observar cada detalhe do ambiente ocupado por plantas e cheiro de terra, desliza os dedos sobre as folhas e pétalas e com o rosto sereno nada diz. Hoseok apenas o observa, sem dizer nada também. O que ele não sabe é que Taehyung relembra sobre seus momentos favoritos quando está ali. Quando ele sabe que está sendo observado por Hoseok.

Os momentos que o fazem sorrir ao relembrar remetem sempre ao outro, a quando se conheceram e passavam seus dias caminhando pelo bairro onde moravam sem preocupação. Naquela época Taehyung sabia que havia algo de errado, algo que deixava Hoseok cabisbaixo, e fazia de tudo para vê-lo mais animado. Quando Hoseok chegava do colégio Taehyung já estava na esquina de sua rua o esperando.

Certa vez, quando percebeu que Hoseok estava aflito demais e incapaz de lhe revelar o motivo o convidou para dormir em sua casa. Havia o colchão e travesseiro de Baekhyun, seu irmão mais velho que já não morava na mesma casa, e Taehyung arrumou ao lado de sua cama um lugar para Hoseok dormir.

Os dois passaram a madrugada conversando sobre suas próprias vidas e sentimentos, mas Hoseok nunca ultrapassava o limite imposto por si mesmo ao falar sobre sua família. Ele sempre contornava o assunto voltando a perguntar algo sobre Taehyung. Naquela madrugada Taehyung percebeu pela primeira vez o quanto Hoseok se sentia sozinho, como se estivesse perdido no mundo. Mais tarde decidiu falar com Jimin, seu melhor amigo, para pedir-lhe que se aproximasse de Hoseok no colégio.

O tempo passava devagar, quando deitou-se ao lado de Hoseok no colchão e com o rosto apoiado nas mãos contava seus segredos e riam sem propósito algum.

Há cada minuto se interessava mais no que o outro tinha para dizer. Hoseok era um grande mistério e Taehyung surpreendia-se a cada fala. Taehyung tinha conhecimento sobre como Hoseok era visto pelos demais, principalmente por seus colegas do colégio. Mas ele sabia que por trás de seu estereótipo de rebelde havia alguém sensível e com sentimentos puros demais.

Foi naquela madrugada, também, quando passou a questionar os próprio sentimentos. Taehyung não sabe como tudo começou... talvez tenha sido quando Hoseok o perguntou sobre seus relacionamentos até o momento. E Taehyung percebeu que nunca havia gostado tanto de alguém quanto gostava dele. Nem mesmo Jimin, seu melhor amigo. Porque com Hoseok era diferente, mais forte, mais intenso. Depois que respondeu aquela pergunta passou a pensar sobre sua amizade e o quanto queria estar ao lado do outro.

Foi Hoseok quem o fez o amar. Foi Hoseok quem o fez entrar em contato pela primeira vez com os sentimentos que haviam dentro de si.

- No que está pensando? – Hoseok pergunta finalmente, trazendo Taehyung de volta à realidade após longos minutos.

- Nas matérias que estou estudando para o vestibular – Taeyung mente. Não contará que ainda pensa no outro com amor. Não agora.

Hoseok continua a o observar atentamente, os passos vagarosos e incertos que eventualmente guiam o garoto em sua direção. Os olhos brilhantes e a inocência ainda pertencem a Taehyung. Ele ainda é como um garoto sonhador e ainda é como o Taehyung de antigamente... o seu Taehyung... E Hoseok gostaria de poder dizer isso neste exato momento, em voz alta. 

O tempo passa. Os ponteiros do relógio mudam de lugar enquanto Hoseok rega as plantas postas na calçada mais uma vez... enquanto Taehyung está sentado em seu banco de madeira o olhando, de longe, através do vidro da vitrine.

Hoseok também mudou. Em algum momento durante suas eternas férias escolares... durante seus longos minutos preso entre a escuridão de suas cobertas, mesmo nos dias quentes... Ele sentia-se sufocado e queria respirar. Houve um momento em que ele abriu a janela do quarto e regou as flores que havia recebido há meses atrás de Taehyung, no dia da formatura. Olhou as pétalas fixamente como se estivesse realmente orgulhoso por elas terem sobrevivido após tanto tempo... Em seguida ele olhou o céu mais uma vez... e mais uma vez chorou.

Às vezes ele chorava, quando estava sozinho no quarto. Assim, sem motivo algum. Mesmo que sua vida estivesse muito mais tranquila ao mudar-se com a mãe para a casa da tia... e mesmo que os amigos estivessem ao seu lado... parecia não ser o suficiente...

Naquele dia o céu estava azul, o sol estava radiante. Mais uma vez ele pensou em Taehyung. Onde o garoto estaria naquele exato momento? Será que ele ainda estaria sorrindo? Será que ele costumava chorar também? Ao imaginar os olhos do outro marejados... não evitava o pensamento de que a culpa poderia ser sua... “Droga, eu estraguei tudo”.

Foram dias sem sair de casa. Semanas... até que, certo dia, percebeu que sentia-se mais cansado ao deitar-se na cama do que ao levantar-se dela. Então saiu de casa.

Hoseok não sabe ao certo o que o fez se reerguer... Será que houve um motivo, algo concreto? Será que naquele dia houve a constatação de que o mundo lá fora é bonito o suficiente para não esconder-se dentro de seu quarto?

Foi quando começou a trabalhar na floricultura de Jin. Foi quando reencontrou Taehyung.

 

- Olá, Taehyung.

Jin está de volta. Ele já está acostumado com as visitas frequentes de Taehyung e não se surpreende quando o encontra realizando tarefas relevantes como se fosse um funcionário da loja.

Seokjin percebe a inquietação de Taehyung tão aparente quanto a de Hoseok. Ambos não conseguem disfarçar os olhares, o desejo de reaproximação, o fato de que neste exato momento gostariam de parar o que estão fazendo para olharem um nos olhos do outro e finalmente desabafar sobre o que tem rondado suas mentes nas últimas semanas.

Céus, onde está o Kim Taehyung destemido e corajoso, que fazia qualquer coisa sem pensar duas vezes? E o Jung Hoseok que dizia o que bem entendesse e quando desejasse? 

- Hoseok, você já pode tirar esse avental sujo de terra. Daqui a pouco vou fechar a loja.

Taehyung desliza a língua pelos lábios e começa a movimentar os dedos em nervosismo. Hoseok vai embora e, como todos os dias, sentirá um estranho aperto no peito assim que o vir entrando no ônibus e acenando em sua direção.

Jin quase ri ao observar calado o desenrolar desta cena típica... Hoseok dirá que não tem problema algum permanecer um pouco mais na floricultura e inventará algo qualquer para fazer, apenas para não ter que ir embora e se despedir de Taehyung.

Suspira e intercala o olhar entre os dois amigos.

- Bem... hoje eu resolvi fechar a loja um pouquinho mais cedo. Por que vocês não voltam para casa juntos? – Sugere. Os meninos se olham por alguns segundos e concordam.

 

-

 

Taehyung e Hoseok estão sentados lado a lado no ônibus. Hoseok relembra a primeira vez em que utilizaram o transporte juntos, quando passaram por este mesmo bairro e, ao encontrar Namjoon, conheceram os encontros de hip hop que frequentam até hoje. Ele sorri com as lembranças, sem saber que os pensamentos de Taehyung transitam por estes mesmos momentos de sua adolescência...

Eles acabam de constatar que uma parte de suas juventudes valeu a pena. Apesar de suas questões colegiais e familiares... naquele tempo difícil, algo valeu a pena.

- Hoseok... – Taehyung quebra o silêncio. Limpa a garganta antes de prosseguir, após tanto tempo calado. – Você quer vir até a minha casa?

É repentino. Ele mesmo não sabe de onde surgiu a ideia.

- Sua casa?

- Sim... eu quero te dizer algo.

Hoseok balança a cabeça afirmativamente e em seguida murmura um “tudo bem”. Sua resposta também é repentina.

 

-

 

Caminham lado a lado silenciosamente. O som dos passos contra o asfalto é audível. Hoseok observa o modo como os cabelos de Taehyung, tingidos de castanho claro, iluminam-se sob o sol fraco, e a cor da pele combinava com o quase dourado dos fios. Os olhos deste, cobertos pelos cílios longos, fitam os próprios pés. As mãos escondidas na jaqueta e o braço quase encostando no seu pela proximidade.

Taehyung retira a chave do bolso e a gira na fechadura quando chegaram em sua casa. Dá espaço para que Hoseok entre e fecha a porta atrás de si em seguida.

- Seus pais estão em casa? – Hoseok pergunta.

- Não.

Observa todos os detalhes da casa, desde os móveis à decoração. Já esteve neste lugar, mas parece que se passou muito tempo desde a última vez.

- Vamos para o meu quarto.

Taehyung anda na frente e Hoseok o segue. Assim que entram no cômodo Taehyung fecha a porta.

- O que você queria falar comigo?

- Não sei. Quer dizer... eu apenas queria ficar mais um tempo com você.

- Eu estava esperando você dizer isso.

Silêncio. Eles tem muito para dizer, mas... estão guardando tudo dentro de si mesmos e Taehyung sabe que uma hora ou outra não aguentará mais permanecer calado, então...

- Na verdade eu quero te dizer tantas coisas... – ele está sendo sincero, mas não sabe por onde começar. – Eu acho que-

- Eu senti sua falta. – Hoseok o interrompe. Sente-se um idiota. Um egoísta, talvez. Realmente tem o direito de dizer tal coisa? Realmente pode agir como antigamente, quando juraram dizer a verdade um ao outro?

Taehyung está com as pernas mais fracas. Ele também sente a garganta queimar e os olhos arderem um pouco.

Senta-se no tapete redondo e espera que Hoseok faça o mesmo. Coloca um dos controles do video game em suas mãos e liga a televisão.

- Sentiu falta de perder naquele jogo de zumbis também?

Hoseok ri. É um riso espontâneo, como costumava ser quando estavam juntos, neste mesmo tapete felpudo e jogando este mesmo jogo.

 

-

 

Os pacotes de balas estão espalhados pelo chão. Hoseok e Taehyung agora estão deitados sobre o tapete, após uma tarde inteira e parte da noite intercalando entre partidas de jogos, vídeos engraçados no celular e uma conversa com Jimin e Jeongguk através de mensagens.

- Como está se sentindo? – Taehyung pergunta - digo, ultimamente... o que você tem feito?

- Eu fui ao psiquiatra e continuo indo ao psicólogo. Agora que tomo remédios consigo ver tudo com mais clareza. Consigo permitir que meu vazio seja preenchido. Eu consegui suportar a confusão dentro de mim graças a você e aos meninos, que sempre me apoiaram.

Novamente está sendo sincero e observa o rosto de Taehyung antes de prosseguir. O menino está atento e não diz nada.

- Naquela época, no colégio... eu me sentia sozinho, eu queria entender por que todas as pessoas riam o tempo todo e eu não conseguia sequer sorrir. Eu me sentia tão mal... droga... – levou uma das mãos ao rosto ao sentir as lágrimas e rapidamente as enxugou com as pontas dos dedos. - Mas isso já passou. O vazio que eu sentia dentro de mim começou a ser preenchido aos pouquinhos. – O que está dizendo também é uma novidade para si. É algo no qual nunca conseguiu colocar em palavras e agora... agora tudo parece querer transbordar. - O que o preencheu foi o amor, a amizade, foi o fato de que de vez em quando posso ver minha mãe sorrir novamente. Também estou preenchido pela música, pela dança, pelo meu trabalho na floricultura.

Taehyung novamente nada diz. Agora fita o teto e repousa uma das mãos sobre a do outro. Deposita ali um carinho singelo com o polegar.

- No que está pensando? – Hoseok pergunta.

- Estou pensando em como você deve ter se sentido quando eu me aproximei e nunca mais te deixei sozinho. Eu aparecia na sua casa todos os dias após o almoço, ou então no portão do colégio...  E eu sempre fui meio impulsivo. Imagino que possa ter te sufocado com isso. Você se lembra do nosso primeiro beijo? – Abre um sorriso enorme ao lembrar daquele momento, quando o coração batia forte no peito e finalmente encurtou a distância entre os dois.

- Sim, eu lembro... Eu fui mesmo pego de surpresa, mas estava tão afoito quanto você. Era como se a nossa vida dependesse daquilo, como se aquele beijo fosse necessário. E era. Você chegou na minha vida dessa forma, sem aviso prévio.

Desta vez Taehyung ri. Sempre foi um maluco.

- E também naquele dia, quando transamos pela primeira vez... eu nunca tinha feito aquilo antes e mesmo assim...

Hoseok sorri. Taehyung realmente estava afoito naquele dia também.

- Naquele momento eu não estava pensando sobre ser sua primeira vez. Me desculpe por isso. Acho que deve ter sido doloroso.

- Foi. Mas eu estava tão feliz por ter você daquela forma tão íntima.

- Sabe, Taehyung, tudo vindo de você era uma surpresa boa. Mas não vou negar que era assustador também. Eu temia que você desaparecesse da mesma forma, repentinamente, e eu não aguentaria isso...

- Então me afastou antes que eu mesmo o fizesse...

É doloroso pensar sobre a separação. É doloroso imaginar que a qualquer momento Hoseok pode ir embora novamente...

- Tae, olha pra mim – ele o chama dessa forma novamente, desse jeito calmo como se estivesse tudo bem.

Taehyung mantem o olhar fixo no seu. Involuntariamente entrelaça os dedos.

- Eu passei a te amar tanto e na mesma intensidade temia depender de você. Não queria te arrastar para o mesmo buraco onde me encontrava, não queria pintar sua vida em preto e branco como estava a minha. Eu não conseguia melhorar e não queria que você acreditasse que a culpa era sua. O amor não cura a depressão ou o que quer que seja, Taehyung. Foi por isso que me afastei.

Taehyung sente o peito doer e a garganta fechar. Aperta ainda mais os dedos agora entrelaçados e sente os olhos umidecerem.

- Não chore, Taehyung...

Sente Hoseok deslizar o polegar da mão livre pelo seu rosto, para limpar a primeira lágrima. Por que está sendo tratado dessa forma, quando aparentemente será dispensado novamente? Não aguentará ser abandonado mais uma vez.

Hoseok levanta e Taehyung passa um dos braços por suas costas, o mantendo em um aperto.

- Não vá embora. Fique mais um pouco – pede baixinho, quase em um sussurro.

- Eu não vou embora – responde baixo também. Aproxima os lábios de seu ouvido e pode sentir o cheiro que desprende de sua pele, de seus cabelos macios por onde agora desliza os dedos finos. - E eu não quero me tornar dependente, mas eu quero continuar sentindo meu coração bater acelerado por você, como agora - murmura, como um segredo que precisa ser muito bem guardado.  

Taehyung chora silenciosamente. Hoseok sente o chacoalhar do corpo alheio. Taehyung não sabe por que chora. Não sabe se é pela sinceridade do outro, se é porque ainda o ama ou porque ainda é amado. Apenas... está finalmente transbordando em sentimentos.

Os minutos passam. Os soluços cessam. As lágrimas também. Os corpos continuam neste aperto até que ao se afastar os olhares cruzam e a comunicação permanece. E então vem o beijo.

Desta vez o tempo permanece na inércia. A língua que de encontro com a outra passeia suavemente entre o desejo e a saudade. Os lábios macios que acariciam, aquecem, amam. O gosto que percorre dos dentes ao céu da boca, as mãos que percorrem o rosto e corpo alheio.

Agora os lábios que beijam a pele macia e quente de Taehyung, este que com suas mãos despe o outro de suas vestes. Também tem a camiseta retirada e agora é pele com pele, a temperatura elevada que deseja fundir os corpos em um só.

Mãos exploram o dorso, olhos brilham, lábios entreabertos. A língua percorre a pele, lambe, excitante, as mãos apertam a cintura e o gemido se deixa escapar. O ar se deixa faltar.

Jung Hoseok não sabe o que acontecerá a seguir. Não sabe como será o amanhã, mas está cansado de esperar, está cansado de temer... então se entrega. Há a constatação de que Taehyung também é entregue o suficiente, portanto... não é preciso esconder-se dentro de si mesmo.

O amor de Taehyung e Hoseok é este beijo, este beijo que ama e faz o sexo. Este beijo calmo e afoito, feito de contradições e incertezas. Este beijo com gosto de saudade, que desnuda suas almas e os faz desejar um futuro juntos. Um futuro onde todos os dias sejam como este beijo.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


É isso. Espero que tenham gostado <3.

Eu rio de mim mesma porque meus personagens sempre parecem estar bêbados, são sinceros e intensos demais... clichê (?).

Qualquer coisa me procurem aqui mesmo ou no twt: @parkkouhai

Love is not over (piano ver.) - https://www.youtube.com/watch?v=Jx5BdXGf-5M


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