História Love is pain - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Visualizações 329
Palavras 2.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


voltei spirit foi a saudade q me trouxe pelo braço 🎶 kkkk

Oie meus amores, me afastei um pouco pois ainda to sem animo p escrever ): mas trouxe um capítulo p vocês, não é lá essas coisas mas espero que gostem, beijos ♥

Capítulo 18 - 18


Elas estavam em uma lanchonete que ficava perto da universidade de Beschi, onde muitos estudantes iam comer quando queriam ter a companhia de alguém que não fosse seu colega de faculdade. Piper não gostava nem do cheiro e nem do barulho, mas ela estranhou como isso a incomodou. Afinal, havia trabalhado por um bom tempo em um fast food, então assumiu que tinha algo a ver com a gravidez. Piper suspirou e enfiou outra batata frita no hambúrguer em suas mãos. Nancy estava tirando pedacinhos de cebola que estavam dentro do seu sanduíche. A garota sempre esquecia que colocavam meia tonelada de cebola naquele sanduíche.

- Por que você não pede para não colocarem cebola no seu hambúrguer? _ Piper perguntou.

- Eu esqueço _ Nancy revirou os olhos _ Enfim, como foi a conversa? Não muito ruim, certo?

- Eu esperava algo pior, então o saldo foi positivo.

- E ela disse com quem passou a noite?

- Não. E eu não vou ficar enchendo, não estou interessada em saber pros braços de quem ela correu.

- Foi apenas sexo, você sabe muito bem disso.

- Acho que tenho o direito de me sentir traída com isso.

- Sim, claro que pode se sentir assim. Eu também me sentiria, afinal, a Alex basicamente abandonou o apartamento dela para ficar com você. Seria estranho se você não se sentisse traída.

- É só... eu meio que entendo ela, sabe?

- Entender não significa não ficar chateada com ela. Eu entendo, o que ela fez foi muito, muito errado. Sério? Ficar irritadinha e correr pra transar com outra mulher é uma coisa muito cafajeste. Mas ela veio e pediu desculpas, certo? Tenho certeza que ela se sente bem culpada com isso.

- É, eu sei.

- E o que ela falou sobre a gravidez?

- Me perguntou se eu ia ou não ter... Ela quer ajudar.

- E você aceitou, não é?

- Não, claro que não. Theo me ofereceu um emprego.

- Mas você não vai poder trabalhar muito tempo antes de entrar de licença _ Nancy apontou _ Além de ser o cara que estava muito interessado em você. Provavelmente ainda está interessado. Você sabe que Alex é ciumenta.

- Ela não tem motivos para sentir ciúmes, Nancy, eu já tenho um relacionamento, não vou dar chance para ele, ok? Eu já tenho alguém.

- Eu sei, mas ciúmes é uma coisa irracional. Ele quer você, você está com ela, cientificamente impossível ela não sentir ciúmes.

- Eu vou falar com ela, não há nenhuma necessidade de ciúmes.

- Pode tentar, mas tenho certeza que não vai dar muito certo...

***

Piper se jogou no sofá quando chegou ao apartamento, estava levemente enjoada. Não gostava de não ter algo que ocupasse o seu dia. Por mais cansativo que fosse, ela gostava de acordar cedo, passar o dia trabalhando e chegar em casa desejando apenas dormir. Achava maçante passar o dia sem nada, apenas assistindo TV, mantendo o apartamento limpo (algo que era rápido demais, em meia hora estava tudo limpo). Não tinha nascido para isso: varrer a casa, tirar o pó, lavar, secar e guardar roupa, fazer comida e esperar. Preferia a rotina cansativa de trabalhar o dia inteiro. Então começou a pensar sobre seu filho. Ela não gostava de ficar em casa, mas se pegou percebendo que do jeito como ela agia, seria tão ausente quanto seus pais eram. Eles trabalhavam o dia inteiro todos os dias. Nas folgas, sempre tinham algum relatório para ler, algum caso para trabalhar. E férias... férias eram a mesma coisa. Piper foi criada por babás, não pelos pais. Foram babás que a educaram, que a ensinaram a importância de trabalhar e de cuidar do que se conquistava, que ensinaram que ela precisava valorizar o que era importante, como amigos e relacionamentos. Se ela trabalhasse tanto, seu filho também seria criado por babás, algo que ela não queria. Então ela conseguiria aquilo? Trabalhar em um horário que não ocupasse o dia inteiro, cuidar de casa como deveria. Ela não conseguia se imaginar apenas em casa, sendo mãe e dona de casa. Ceder à proposta de Alex. Talvez o fizesse se fosse o melhor para o seu filho. O celular tocou, a tirando do seu fluxo de pensamentos sobre seu futuro.

- Oi, Theo _ atendeu o telefone.

- Oi, Piper. Como vai?

- Bem, e você?

- Ótimo _ ele riu baixo _ Pensou sobre a minha proposta? _ Theo questionou.

- Sim... mas precisamos conversar pessoalmente.

- Topa um jantar hoje?

- Okay.

- Te pego às sete, vamos no restaurante da minha irmã.

- Está bem.

- Te vejo mais tarde.

- Até.

***

A conversa com Theo foi boa, produtiva, ele ia contratá-la mesmo com a gravidez. Era um bom salário, uma carga horária não muito pesada, um trabalho não tão cansativo. Parecia valer a pena, muito a pena. Agora ela só precisava procurar um apartamento para se mudar, não podia continuar no pequeno que morava com Nancy. Talvez arranjasse um daqueles mobiliados, só precisaria comprar (ou alugar) um berço. Depois compraria coisas para o bebê... ela ia se virar passo por passo. Assim era melhor do que se estressar tentando planejar tudo de uma vez. No momento, tinha só que se preocupar em arranjar um médico para fazer o pré-natal. Ainda eram nove e pouca da noite quando ela chegou em casa. Tirou o vestido, tomou banho e colocou uma roupa confortável. Assistiu um pouco de TV, leu uns artigos na internet. Estava frio, o inverno de Beschi era rigoroso e faltava uma semana para ele começar. As calçadas estavam com montes de neve e as ruas estavam escorregadias. Nancy chegou às dez e fez macarrão com molho para o jantar, comeu um pouco antes de ir dormir. Piper decidiu esperar Alex chegar para jantar e conversar com ela sobre Theo. Deu onze horas e Piper já estava preocupada, Alex costumava chegar dez e meia. Ligou dezenas de vezes, mas a ligação só caia na caixa postal. Ligou para o restaurante, mas ninguém atendeu. Ela passou quase duas horas andando de um lado para o outro, angustiada. Continuou tentando e tentando. Eram cinco da manhã quando ela estava cansada demais e acabou adormecendo no sofá. Acordou na cama, confortavelmente coberta e aquecida. Olhou o relógio e viu que já eram nove da manhã. Supôs que Nancy a colocou na cama quando acordou para ir pra faculdade, Piper levantou e foi até a cozinha.

- Onde você estava? _ Perguntou com raiva.

- No carro _ Alex dobrou o omelete em um formato perfeito e o colocou no prato.

- No carro? _ Piper se apoiou no balcão _ Com quem você estava?

- Com ninguém.

- Não mente pra mim _ viu ela colocar fatias de bacon junto ao omelete _ Eu te esperei até às cinco da manhã!

- Desculpe, meu amor _ ela colocou a frigideira no fogão e empurrou o prato em sua direção _ Agora, coma.

- Que? _ olhou para Alex e depois para o prato com o café da manhã _ Acha que é assim?

- Assim o que? _ colocou um copo com suco de laranja _ A embalagem diz que o suco é natural e...

- Não, não, não, não, não. Acha que é simples assim?

- É um café da manhã, é simples.

- Não é disso que estou falando. Você passa a maldita noite fora e acha que pode simplesmente chegar e fazer o café da manhã? Quero explicações, Alex!

- Só...

- Depois eu como. Que horas você chegou?

- Era umas cinco e meia _ ela sentou pegou um pedaço da omelete _ Come logo, você não pode ficar tanto tempo sem comer. Tem comida demais na geladeira para você ter jantado. Além de você ter dormido em uma posição bem desconfortável.

- Alex! Pare de agir assim.

- Assim como?

- Cuidadosa.

- Estou cuidando de você, não posso?

- Pode, claro. Mas não pode assim! Você está estranha.

- Fiz seu café da manhã, é pra comer em vez de me achar estranha _ ela cortou o bacon com o garfo _ Isso aqui tá bom, come, vai.

- Para, Alex _ Piper falou alto _ O que aconteceu?

- Nada.

- Nada porra nenhuma _ ela empurrou o prato para o lado, Alex esticou a mão para puxá-lo e Piper agarrou seu pulso _ Olha pra mim...

- Você tem que...

- Olhe para mim, Alex _ ela fez o que Piper pediu _ Conte para mim o que houve _ Alex respirou fundo.

- É só que... a Natalie, a esposa do Damian, apareceu ontem no restaurante para falar comigo. Ela fez check-up e... e ela descobriu que é soropositivo.

- Isso é... bem ruim.

- Muito ruim, Pipes _ cerrou os punhos _ Eu conversei com ela... é pouco provável que o Damian tenha passado para ela _ Piper franziu o cenho, a coisa parecia terrível _ É mais provável que tenha sido eu, Piper. E...

- Espera aí, você transou com ela?

- É, Piper, eu transei. Mas o ponto não é esse.

- Quando?

- Importa?

- Diz logo.

- Ok, foi quando você saiu com o Damian, satisfeita? Ela passou lá, conversamos e acabou acontecendo. Mas o ponto não é esse! O ponto é: se fui eu? Há quanto tempo eu tenho essa porra? Quantas pessoas foram infectadas? E você também...

- Calma! Não é tão fácil assim, ok?

- Mas...

- Vamos, calma. É relativamente difícil você sair por aí infectando pessoas, certo? Não é pelo sangue e fluidos? Saliva não passa HIV, todo mundo sabe.

- Eu sei, mas...

- Talvez você não tenha, simples. Você disse pouco provável, não impossível, que Damian tenha passado pra mulher dele.

- E você, Piper? Eu ou o Damian, provavelmente você tem também. E se ele tem isso há anos? Algumas pessoas não desenvolvem a doença... ele pode ter passada da última vez que me machucou. Ou quando brigamos!

- Fica calma!

- Ficar calma? _ Alex enfiou os dedos no cabelo _ Estou dizendo que posso ser soropositivo e você também, você quer calma? Estamos doentes, Piper, e não tem cura!

- Eu sei que não tem cura, mas tem medicamentos.

- E o seu filho?

- Eu posso cuidar dele, estamos em 2017, cacete, não é o fim do mundo.

- Pipes... mais uma vez, por minha causa, estou fodendo a sua vida. Como quer calma?

- Não está fodendo nada.

- Claro que estou! Quantas vezes eu te magoei? O Damian te machucou porque eu fui uma filha da puta, agora você está grávida e é provavelmente soropositivo. Admita que eu só fiz merda!

- Não, não, não _ Piper deu a volta no balcão e abraçou Alex pela cintura _ Não diga isso...

- Mas é verdade _ enfiou o rosto na curva do pescoço dela _ Se eu não fosse uma filha da puta tarada, você estaria muito bem trabalhando. Provavelmente arranjaria um namorado e teria uma vida normal.

- Não, eu gosto disso. Gosto de ter você. Minha vida era bem tediosa antes.

- Tediosa é melhor que ferrada.

- Não é ferrada _ continuou com uma mão na sua cintura e a outra, colocou em seu rosto e acariciou sua bochecha com o polegar. Alex a olhou, os olhos verdes brilhavam com lágrimas acumuladas _ Eu tenho você, nada vai estar ruim demais se eu tiver você.

- Eu não posso te salvar.

- Eu não quero ser salva, eu quero ser amada por você.

- Meu amor não ajuda ninguém. Meu amor destrói, meu amor só trás dor.

- Não importa. Eu tenho você, tenho a Nancy, tenho um filho. Não importa se algo quebrar, nós podemos consertar.

- E se quebrar em pedaços pequenos demais para serem colados?

- Remodelamos em algo mais bonito e mais forte.

- Como você consegue acreditar nessas palavras?

- Eu acredito no que eu sinto, acredito no que parece que você sente. Por que não acreditar que vamos ficar bem?

- Porque ninguém consegue ser feliz perto de mim.

- Olha _ ela deu um passo para trás _ Se você quer desistir, desista agora. Se quer ir embora, vá agora. Mas vá de verdade, vá pra valer. Não seja uma filha da puta, não me queira fora da sua vida e depois se arrependa. Não saia e depois volte como um príncipe encantado no cavalo branco ou como um herói para salvar o dia. Se for pra ir embora, que seja de uma vez. Mas se for ficar, só peço que acredite em nós.

- Eu quero acreditar.

- Então acredite.

- Não é fácil.

- É só confiar _ Piper colocou a mão que estava na cintura dela bem em cima do seu coração, podia sentir as batidas fortes, firmes e ritmadas, repetiu _ É só confiar, eu amo você meu amor....


Notas Finais


prometo vim logo, até lá desculpem qlqr coisa :*


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